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História
ALÔ, REPÓRTER ESSO, ALÔ

[Por revista retrato do BRASIL] Livro: Uma história do noticioso que se dizia “testemunha ocular da história” e que, por três décadas, trabalhou no Brasil pelos interesses dos EUA/ Laurindo Leal

Ainda é comum, no Brasil, ouvir-se a expressão “deu no repórter”, como referência a uma notícia transmitida pelo rádio ou pela TV. Seria uma herança do velho Repórter Esso? Pode ser. Afinal, durante 29 anos, ele pairou nos ares brasileiros como símbolo da informação quente, confiável e dada em primeira mão. E os seus sucessores, embora com outros nomes, continuaram, para muita gente, sendo “o repórter”. Com o passar do tempo, após a sua extinção – do rádio, em 1968, e da TV, em 1970 –, criou-se uma imagem saudosista e afetiva em torno dele. Seria um componente dos “bons tempos, que não voltam mais”. Idealizações comuns a quem gosta de ver o passado com olhos seletivos, excludentes dos incômodos e das tensões de todas as épocas.

A última transmissão do Repórter Esso no rádio, realizada na noite de 31 de dezembro de 1968, repetida à exaustão em retrospectivas radiofônicas, traz a voz embargada pelo choro do locutor Roberto Figueiredo, que quase não consegue terminar o programa, reforçando o sentimentalismo tardio criado em torno daquele noticiário. Contribuem também as memórias particulares dos ouvintes mais velhos que, nas suas individualidades, associam o rufar dos tambores do prefixo do Repórter Esso às suas infâncias, geralmente mais felizes que a vida adulta, ou dessa forma idealizada. E, assim, fecha-se o cerco de proteção ideológico a uma das mais eficazes armas utilizadas pelo imperialismo estadunidense nas Américas, ouvida diária e regularmente em 15 países do continente, incluído o Brasil, entre a década de 1930 e o início da de 1970.

Um cerco que começa a ser transposto pelo jornalista e professor gaúcho Luciano Klöckner ao publicar o livro O Repórter Esso – a síntese radiofônica mundial que fez história. Sua leitura além de contribuir para romper a barreira do sentimentalismo nostálgico, aponta para a permanência nos dias de hoje da mesma ação política desenvolvida pelo Repórter Esso. Um exemplo é a campanha, por ele assumida, contra a criação da Petrobras, nos anos 1950, e as investidas atuais dos noticiários, nervosos com a anunciada atuação soberana do Estado brasileiro na exploração das novas jazidas de óleo descobertas na camada do pré-sal.

Nada como ir às raízes históricas da dominação ideológica, sustentada por esses informativos, para compreender sua amplitude no tempo e no espaço. A demonização dos líderes populares eleitos hoje na América Latina nada mais é do que uma continuidade do que já fazia, décadas atrás, o Repórter Esso. Às vezes de maneira sutil, outras nem tanto, o noticiário se empenhava em divulgar informações reforçando a idéia de que a integração do continente deveria se dar sob a liderança absoluta dos Estados Unidos.

O Repórter Esso, é preciso reconhecer, fez isso de forma inovadora para o rádio. Criou uma nova linguagem, com textos escritos especialmente para serem lidos ao microfone, pondo fim à prática, até então comum, da reprodução direta das notícias publicadas pelos jornais impressos. Ganhou dessa forma a aura da competência jornalística, sustentada também pelo poder de síntese, pela contida redução do uso de adjetivos e pela pontualidade que permitia ao ouvinte acertar o relógio ao primeiro acorde da vinheta de abertura. E na época em que o rádio reinava como único meio instantâneo de comunicação de massa, a chamada inicial (“Alô, alô, Repórter Esso, alô”) dava a sensação de que ele transmitia, em cima do fato, os mais importantes acontecimentos daquele momento. Para reforçar essa impressão, autodenominava-se “testemunha ocular da história”, alardeando uma onipresença inverossímil. Como agora, a embalagem sedutora servia de apoio à doutrinação ideológica. Sempre sob a aparência da imparcialidade, como lembra Klöckner logo no início do livro.

Hoje parece óbvia a impossibilidade de se esperar algum tipo de isenção num programa totalmente controlado por empresas dos EUA. Patrocinado pela Esso, produzido pela agência de publicidade McCann-Erickson, com noticiário fornecido pela United Press International, o programa era um instrumento de ponta da política oficial daquele país para a América Latina, denominada “política da boa vizinhança”. Na época, a mencionada eficiência jornalística do Repórter Esso ofuscava para o ouvinte a sua ação ideológica. Ainda mais que o radiojornal era apenas parte de uma estratégia de ação político-cultural muito mais ampla, como mostram Luis Carlos Saroldi e Sonia Virgínia Moreira, em Rádio Nacional, o Brasil em sintonia (Martins Fontes/ Funarte, 1998), outra obra importante sobre o rádio brasileiro. Esses autores lembram o conjunto de ações iniciado em 1942 e rotulado de “pan-americanismo”: “bolsas de estudo para brasileiros, a criação do Zé Carioca em Alô Amigos (filme de Walt Disney), o incentivo à carreira de Carmen Miranda e do Bando da Lua em Hollywood, Ari Barroso contratado para escrever música para o cinema, Orson Welles desembarcando no Rio de Janeiro com carta branca para filmar o sonho brasileiro em It’s all true - até uma exibição da dançarina Eros Volúsia na Casa Branca, em 1942, por ocasião do aniversário de Roosevelt”. Em troca, afirmam os autores “o rádio brasileiro passou a assimilar técnicas americanas em sua linguagem: primeiro na publicidade e comercialização de programas, em seguida e especialmente no noticiário radiofônico”. Missão assumida com toda a desenvoltura e sucesso pelo Repórter Esso.

MISSÃO ANTICOMUNISTA

A missão maior, sem dúvida, era uma férrea campanha anticomunista. O livro dá vários exemplos. Eis dois deles:

“Washington. // Os recursos dos países latino-americanos têm de ser unidos da forma mais eficaz aos do resto do mundo na luta contra a agressão comunista./ Isto foi o que declarou hoje o senhor Charles Wilson, diretor da mobilização da defesa dos Estados Unidos, num relatório ao presidente Truman./ Acrescentou que cada nação livre na luta de vida ou morte contra o comunismo terá que contribuir com aquilo [de] que disponham, armas, materiais ou tropas. //(O Repórter Esso, 1952/53).”

“Castel Gandolfo, Itália.// Numa transmissão radiofônica em alemão, para o Congresso Eucarístico Suíço, reunido em Eisielden, o Papa Pio XII declarou hoje que devemos defender o cristianismo contra seu inimigo que deseja impor à humanidade normas de vida completamente divorciadas das preconizadas pelo cristianismo./ O santo padre não mencionou como inimigo o comunismo, mas era evidente que se referia aos vermelhos. // (O Repórter Esso, 1952/53).”

Informada apenas pelo rádio, a grande maioria da população não tinha muitas alternativas à linha editorial do Repórter Esso. Seu formato passava a idéia de equilíbrio e objetividade, embora isso não fosse consenso para toda a sociedade. Tanto que, em 1957, a Câmara dos Deputados instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as atividades dos grupos Esso e Shell no Brasil. Em um de seus pontos altos, o livro de Klöckner revela de forma clara a intromissão do programa radiofônico na política brasileira. Está dito que “ao depor na CPI, o presidente da McCann, Armando de Moraes Sarmento, admitiu que ‘o Repórter Esso no rádio e, hoje, na televisão, são veículos básicos para a propaganda da Esso”. E, obviamente, a propaganda não era apenas para vender gasolina ou querosene para os fogões Jacaré, insistentemente anunciados no programa. Era, acima de tudo, para evitar que se instituísse no Brasil o monopólio estatal sobre o petróleo. O segundo governo do presidente Getulio Vargas, apesar dessas pressões, criou a Petrobras, mas, curiosamente, lembra o autor, seu primeiro presidente foi Juraci Magalhães, “considerado o inimigo número um da recém-nascida empresa”.

A CPI revelou também que a agência McCann só distribuía publicidade no Brasil para veículos alinhados com os interesses da Esso, sua principal cliente. A revista Novos Rumos, citada no livro, conta que quando chamados a depor na CPI, os presidentes da agência de publicidade e da empresa de petróleo “viram-se atrapalhados para explicar a distribuição da publicidade da Esso dirigida apenas aos órgãos de imprensa contrários ao monopólio estatal de petróleo, suborno e corrupção que, gaguejantes e confusos, acabaram por confessar”.

NOVA REFERÊNCIA

A lembrança dessa CPI pelo livro é mais que oportuna. Quando se descrevem as mazelas das relações entre Estado e meios de comunicação no Brasil, é sempre mencionada outra CPI, a que apurou o acordo Globo-Time Life na década de 1960. A que envolve o Repórter Esso é sua precursora e, com a análise feita por Klöckner, torna-se referência para os estudos na área. Pode-se afirmar que ela já indica a trajetória que seria seguida pelos interesses estadunidenses com relação à mídia brasileira. Primeiro, controlando um produto informativo, o Repórter Esso. Depois, buscando o domínio sobre todo o processo, por meio dos aportes ilegais de capital do grupo Time-Life nas Organizações Globo (sobre o caso, veja A história secreta da Rede Globo, de Daniel Herz, Editora Tchê, 1991).

Sem dúvida esse segundo passo foi mais ousado. Mesmo desfeito, o acordo Globo-Time Life não só serviu para alavancar economicamente a empresa brasileira como reforçou nela as linhas editoriais antinacionalistas jamais abandonadas. As sementes plantadas pelo Repórter Esso deram frutos. Basta lembrar uma reunião de pauta do Jornal Nacional, da Rede Globo, acompanhada por professores da Universidade de São Paulo, em 2005. Nela, o editor- chefe do telejornal de maior audiência no Brasil descarta, em segundos, a oferta feita pela sucursal de Nova York, de uma matéria mostrando o oferecimento pelo governo venezuelano de óleo para calefação, a preços subsidiados, para famílias de baixa renda dos EUA. Sem dúvida, se veiculada, a reportagem daria destaque a um ato humanitário do presidente Hugo Chávez, principal adversário do governo estadunidense na América Latina.

No livro, Klöckner lembra que os debates travados na CPI dos anos 1950 e suas conclusões não apareceram na imprensa tradicional e nem no Repórter Esso. Era um “não-assunto”, assim como a oferta do óleo venezuelano no início do século 21. Aqui é necessário ressaltar, como faz o autor ao citar Sérgio Caparelli, a contribuição para todo esse processo dos controladores da mídia brasileira. A ideologia carregada pelo noticiário patrocinado pela Esso coincidia com os interesses e aspirações da maioria dos donos de jornais e dos concessionários dos canais de rádio e TV, muitas vezes as mesmas pessoas ou as mesmas famílias. Diz Caparelli que “o mais importante é que a ideologia dos empresários da imprensa tradicional está muito próxima, ou se confunde com os valores, os interesses e comportamentos dos grupos que dominam a economia. A verdade é que, tanto um quanto outro, pertencem à mesma classe dominante, que usa a imprensa ou a publicidade para reproduzir as condições de sua situação hegemônica. Quando um meio de comunicação procura iluminar um pouco mais os mecanismos desse poder, através da crítica ou da denúncia, passa a não receber publicidade”.

APÓS 64, ESGOTAMENTO

Mas, além da ação política explícita, o Repórter Esso era também portador de influências culturais dos EUA, em particular, e do capitalismo, em geral. Elas “estavam presentes nas edições diárias do noticiário”, lembra o autor. “As notícias eram, em verdade, mercadoria, pois embora redigidas em agência de notícias, tinham a supervisão de uma agência de publicidade. Era assim que a estrutura estava montada na matriz, os EUA, onde o Repórter Esso constituía via natural de informações para os ouvintes daquele País. Em nível externo, ele serviu para consolidar o american way of life, um estilo de vida, uma forma de pensar e agir”.

Luciano Klöckner sustenta que a tomada do poder no Brasil por uma ditadura alinhada com os interesses do governo estadunidense praticamente esgotou o papel político do Repórter Esso. Para o autor, os objetivos do empreendimento haviam sido conquistados. Ele lembra ainda que, paradoxalmente, a ditadura, ao impor uma censura rigorosa aos noticiários de rádio e TV, muito os empobreceu, tirando-lhes a credibilidade e a audiência.

A SUPERIORIDADE DO JN

Outros fatores talvez possam ser acrescentados para explicar o fim do Repórter Esso. Se, de um lado, ele definhava, de outro, o seu concorrente direto na TV crescia de forma exuberante. Os capitais estadunidenses, ao investirem na Rede Globo, impulsionaram a audiência do Jornal Nacional de várias formas. A principal foi, sem dúvida, ensanduichá-lo entre duas novelas, donas de públicos cada vez mais fiéis. Além de dotar o telejornal da Rede Globo de recursos capazes de dar a ele uma roupagem moderna para a época, reproduzindo formatos já consagrados no telejornalismo dos EUA. Nos dois anos em que ambos concorreram (de 1968 a 1970), o Jornal Nacional deixou evidente a sua superioridade tecnológica e artística.

E mais, a linha editorial do Repórter Esso não permitia que ele se diferenciasse do Jornal Nacional por meio do conteúdo. Cabia a ele apenas dizer as mesmas coisas que o concorrente, mas numa linguagem visual empobrecida, muito menos sedutora para o público. No entanto, outros programas jornalísticos, ainda que timidamente, procuravam ousar, testando muitas vezes os limites da censura. Com isso, ampliavam suas audiências. Basta lembrar o Jornal de Vanguarda, de Fernando Barbosa Lima, na TV Excelsior. E mais tarde O Trabuco, de Vicente Leporace, na Rádio Bandeirantes, o Jornal da Band, na Rede Bandeirantes, e mesmo os telejornais da TV Cultura, em São Paulo, entre 1972 e 1976.

Ao trazer à tona os elementos constituintes do Repórter Esso, o livro recupera a visão crítica necessária para situar o programa no contexto cultural e político vivido pelo Brasil e pelo mundo em meados do século passado. Promove o desencantamento de uma nostalgia acrítica que cerca aquilo que se convencionou chamar de “era de ouro” do rádio brasileiro, na qual o Repórter Esso ocupava a centralidade informativa. E mais, estimula que pesquisas atuais tratem dos “repórteres Esso” de hoje com mais distanciamento. Afinal, eles estão por aí, mais sofisticados sem dúvida, mas, nem por isso, menos alinhados com os interesses políticos e comerciais dos centros de poder globalizados. Não se dizem “porta-vozes dos revendedores Esso”, como despudoradamente fazia o Repórter Esso, o que não quer dizer que não sigam sendo porta-vozes de grupos poderosos.

Resultado da junção de dois trabalhos de pesquisa acadêmica, o livro não poderia deixar de estar munido de análises teóricas que podem parecer supérfluas para o leitor interessado apenas no papel político do Repórter Esso. No entanto, são elas que aprofundam a investigação e dão concretude às conclusões a que chega o autor. Para isso, ele realiza um cuidadoso estudo do texto do noticiário a partir da utilização de categorias como notícia, estereótipo, cultura, imaginário, discurso e globalização. Apenas como exemplo dessa análise, estão na categoria estereótipos formulações como “poderosas” forças, “vigorosas” lutas, “histórica” resistência quando se trata de ações dos Aliados na segunda guerra mundial e “sanguinário” fascismo, “tragicômico” Duce, quando as notícias se referem aos inimigos.

São preciosas, também, as transcrições dos scripts do programa obtidos pelo autor e toda uma encorpada seção de anexos em que estão reproduzidos textos publicados pela imprensa, em forma de notícias ou de anúncios, sobre o programa. Um rico material capaz de estimular novas pesquisas sobre o tema.

A lamentar apenas a parte final da conclusão de Klöckner. Sem nenhum dado empírico, o autor afirma que diferentemente do que ocorria com o Repórter Esso, hoje o cidadão comum também é “fonte oficial da informação” (sic). E que “as empresas de comunicação, levando esse item em consideração, têm montado setores específicos para o atendimento de ouvintes, telespectadores e leitores. O serviço não se prende única e exclusivamente à reclamação por um erro detectado ou produto não entregue. Sobretudo, o objetivo é, de alguma forma, interagir com o público, dando voz ao ‘cidadão comum’”. Cabe perguntar onde isso ocorre? Que veículos dão voz ao cidadão comum? O texto carece dessas informações.

A relação da televisão comercial com o público atualmente se resume aos índices de audiência, mera sanção do mercado, como assinala com precisão Pierre Bourdieu em Sobre a televisão (Jorge Zahar Editor, 1997). O que interessa não é a opinião do telespectador, e sim se ele está assistindo ou não ao telejornal. Críticas raramente são respondidas, especialmente quando vindas do tal “cidadão comum”. Ouvidores, só nas emissoras públicas, a TV Cultura de São Paulo e a Empresa Brasil de Comunicação. E, nos jornais impressos, apenas dois em todo o país contam com esse tipo de serviço: Folha de S.Paulo e O Povo, de Fortaleza. Nas seções de cartas. As mensagens publicadas são aquelas selecionadas de acordo com a linha editorial do veículo.

PRUDÊNCIA EXAGERADA

A situação de arrogância e distanciamento das emissoras chega a situações absurdas, como a ocorrida há alguns anos quando um deputado federal apresentou projeto obrigando a que todas as emissoras de TV – concessionárias de um serviço público – tivessem um ouvidor. A reação das empresas foi avassaladora e o seu lobby na Câmara dos Deputados rapidamente derrubou a proposição, alegando se tratar de uma forma de censura. Na verdade, o parlamentar queria apenas criar um canal efetivo para as demandas do público. Diante disso, soa no mínimo estranho dizer que as empresas dão voz ao “cidadão comum”.

A prudência exagerada de Klöckner nas linhas finais do trabalho colide com os dados por ele coletados, analisados e interpretados. Infelizmente, sua conclusão acaba ressoando a nostalgia acrítica apontada no início desta resenha. Diz que “permanece admirando o noticiário que seus pais, seus tios e seus avós ouviam com atenção”. E vai mais adiante, ao afirmar que o “Repórter Esso não foi herói nem anti-herói. Ele cumpriu sua missão num momento histórico decisivo, em que os programas radiofônicos foram utilizados como arma de guerra pelos governantes”.

Restou dizer, e aí haveria coerência com tudo que o livro revela, que essa arma de guerra alvejou, durante quase 30 anos, a soberania e a independência do Brasil.

LAURINDO LALO LEAL FILHO é jornalista e professor da USP e da Faculdade Cásper Líbero. É autor de A TV sob controle — a resposta da sociedade ao poder da televisão (Summus Editorial, 2006) e Vozes de Londres — memórias brasileiras da BBC (Edusp, 2008), entre outros.

O REPÓRTE ESSO A síntese radiofônica mundial que fez história

Autor Luciano Klöckner

Editora Age/EdiPUCRS

Ano 2008

Páginas 317

Preço sugerido R$ 40,00

 


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 NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação * Arte: Cris Fernandes * Automação: Micro P@ge