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“A verdade não é nada, a imagem é que machuca”
Rap, instrumento da transformação
[por Tatiana Merlino] Grupo “A família”, que se prepara para lançar seu segundo álbum, afirma que a música pode trazer mudanças “não só dentro das periferias, mas fora também”. Demis Preto Realista, Gato Preto, Crônica e Dj Bira são os integrantes. O grupo de rap, nascido há seis anos em Sumaré, interior de São Paulo, prepara seu segundo álbum, com previsão para lançamento em março de 2008. Desde 2000, quando começaram a viajar pelo país com o rapper GOG fazendo shows, palestras e debates, os quatro integrantes do grupo não pararam mais de fazer trabalhos sociais, apresentações para comunidades carentes e movimentos sociais.
Entrevista com Evandro Teixeira, por Stela Caputo
[Por Stela Caputo] Ele nos recebeu, a mim e ao fotógrafo Luiz Nabuco, no dia 7 de março de 2008, uma tarde ensolarada de sexta-feira, num jardinzinho de uma Igreja no Rio Comprido, onde está funcionando hoje o Jornal do Brasil. Quem já conversou com ele deve concordar comigo, tudo em Evandro Teixeira ri: os olhos, o sorriso, as mãos, a voz, numa expansão de generosidade. Com alegria de corpo inteiro ele começa a contar histórias, muitas, e, quando a gente percebe, atravessamos com ele na vereda de luz e sombra aberta pela fotografia. Contaminado por essa paixão desde criança, em Irajuba, no interior da Bahia, onde nasceu, Evandro se transformou na principal referência do fotojornalismo brasileiro. Suas imagens, a maioria em preto-e-branco, eternizaram episódios políticos do Brasil desde a década de 60. Pelo mundo, registrou momentos de guerra ou de glória, em especial, cobrindo as olimpíadas. Evandro, que é editor de fotografia do Jornal do Brasil, acaba de lançar mais um livro "68: Destinos. Passeata dos 100 Mil".
Democratização da mídia: é preciso olha para além do Brasil
[Por Raquel Junia] Uma conversa sobre a comunicação hoje. É assim que pode ser resumida a entrevista que o Boletim do NPC fez com o professor Dênis de Moraes. Entre uma pergunta e outra, reflexões sobre a concentração dos meios de comunicação, o trabalho do jornalista, a luta pela democratização da mídia no Brasil e na América Latina.
Você pode ser hoje cameran e amanhã repórter!
[Por Mario Camargo e Raquel Júnia] No canal público Vive TV um novo modo de fazer comunicação é colocado em prática. A emissora venezuelana valoriza o processo de construção dos programas e a hierarquia é o tempo todo questionada. Nessa entrevista, a coordenadora da Vive TV Blanca Eekhout fala sobre essa experiência inovadora, que traz comunidades populares para dentro da TV. Blanca participou de uma atividade promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro no dia 20 de maio.
Telesur completa três anos em julho
[Por Jéssica Santos, Leandro Uchoas e Raquel Júnia] Perto do aniversário da Telesur, Beto Almeida, diretor da emissora, avalia os três primeiros anos da TV multiestatal criada por Venezuela, Cuba, Argentina e Uruguai. Para ele, o objetivo da Telesur de integração dos países da América do Sul está se concretizando. “Não é porque nos damos a noticia que a integração acontece, é claro que sem a ação não existe a notícia, nós não substituímos a política, mas nós revelamos e ajudamos para o crescimento de uma consciência que permita compreender que a integração é uma possibilidade histórica”, afirmou. Confira a entrevista.
Jornalista resgata a história de boletim com notícias do movimento sindical
[Por Raquel Junia] O Boletim Quinzena foi criado em 1986 pelo então Centro de Pastoral Vergueiro (CPV), de São Paulo, uma instituição que funcionava como uma espécie de arquivo para os movimentos sociais. Lá foi o destino, por exemplo, de documentos de militantes perseguidos durante a ditadura militar. O professor de Comunicação Comunitária e Popular da Universidade Estadual de Londrina, Rozinaldo Miani fez o resgate da história do Boletim Quinzena.
Entrevista com João Pedro Stedile
[Por Raquel Junia e Arthur William] Quando a sociedade brasileira estava ainda sob a égide do capital industrial, os trabalhadores tinham diversas formas de organização social, tinham o sindicato, a associação de bairro, o partido e a escola. O capital industrial reproduzia a sua ideologia, a sua hegemonia, a sua forma de ver o mundo nesses espaços onde a classe trabalhadora estava organizada.
“As emissoras não são proprietárias dos canais de rádio e televisão”, diz Venício de Lima
[Por Raquel Junia] Você acorda de manhã, liga o rádio ou a TV enquanto toma café, entra no ônibus para chegar ao trabalho e compra um jornal para ler no caminho. Quase sempre as principais notícias coincidem, e as versões sobre determinado fato também. Você pode até se sentir bem informado (a), mas aquelas notícias são produzidas a partir de um conjunto muito restrito de atores que controlam todos os meios de comunicação no Brasil.
Carlos Pronzato: “Imagine o Che com o notebook na selva!”
[Por Raquel Junia] Para Pronzato, a comunicação alternativa é uma forma de militância e foi assim que ele construiu seu novo documentário Carabina M2 – Uma Arma Americana, sobre o período de Che Guevara na Bolívia. Acerca do filme, de Che e de outros assuntos subversivos, conversou com o NPC o cineasta e escritor argentino residente no Brasil há 12 anos, Carlos Pronzato. Em sua casa em Salvador, pode-se perceber que a militância ocupa quase todos os cantos, na sala fitas e mais fitas com o material do próximo documentário, no escritório, cartazes, livros e mais fitas disputando o espaço com uma escrivaninha. Eis um guerrilheiro informativo. [29.03.2008]
A mídia como aparato ideológico da globalização
[Por Júlio Delmanto, para o Observatório do Direito à Comunicação] Ignácio Ramonet - jornalista, escritor e teórico da comunicação – visitou recentemente a Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Diante de uma platéia composta por ativistas de 18 países, Ramonet falou sobre seu mais recente livro: "Fidel Castro, Biografia a Duas Vozes", resultado de mais de 100 horas de entrevista com o dirigente cubano, classificado por ele como "o Picasso da política". Após a palestra, o jornalista francês, editor do Le Monde Diplomatique, conversou com exclusividade com este Observatório. Veja os melhores momentos da entrevista.
"Na cobertura do caso Isabella, a novela vale mais do que o fato", diz Roberto Albergaria
[Por Claudio Leal] A morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, deu início a uma novela midiática à procura de desfecho. Em 29 de março, ela morreu após uma queda da janela do apartamento do pai, Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. A polícia investiga a autoria do crime e tem como principais suspeitos o pai e a madrasta de Isabella, Anna Carolina. Em entrevista, o antropólogo Roberto Albergaria: "Na cobertura do caso Isabella, a novela vale mais do que o fato".
A imprensa sindical tem que promover novos valores
A comunicação sindical ganhou uma dimensão muito maior no século XXI do que tinha no começo do século passado. O peso que a comunicação tem hoje é absolutamente diferente do que tinha há 50 anos atrás. O título do livro já diz que a preocupação é responder aos desafios da comunicação na sociedade atual, em todos os níveis, que vão desde os tradicionais meios de comunicação – os meios impressos – passando pelos meios que vieram posteriormente, como o cinema e o rádio, chegando aos meios eletrônicos, que se multiplicaram nos últimos 20 anos do século XX, com a internet. Qual é o peso que a comunicação tem hoje na vida das pessoas? Como os trabalhadores vão utilizar os meios de comunicação para divulgar suas idéias, para disputar a hegemonia na sociedade? Essa são as questões que norteiam o livro: a centralidade da comunicação e sua importância para os trabalhadores.
“Para fazer a Reforma Agrária precisamos nos aliar com os estudantes”, diz Gilmar Mauro, do MST
[Por Raquel Júnia] “Hoje é a mercantilização de tudo. Se você está na beira de um rio vendo o pôr-do-sol com seu namorado ou namorada rapidinho um burguês olha aquilo e diz: isso pode virar um Resort. Tudo vira mercadoria, inclusive a vida”, disse Gilmar Mauro, da Coodernação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF). Gilmar Mauro participou juntamente com o professor da UFF e colaborador do NPC Marcelo Badaró da mesa Lutas Sociais no Brasil, atividade organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade no dia 19 de março. Na ocasião, ele informou sobre a inauguração de uma escola de formação política da Via Campesina em Moçambique.
“Eu não acredito que exista outra lei pior do que a nossa lei sobre rádios comunitárias”, diz Dioclécio Luz
[Por Raquel Junia] Em entrevista ao Boletim do NPC, Dioclécio Luz fala sobre o que ele considera o veículo de comunicação mais revolucionário: a rádio comunitária. “Qual a sua formação?”, pergunto. “Tenho uma formação misturada arretada, já fui engenheiro, fotógrafo, agrônomo, ator... e agora, jornalista e escritor”, responde. O pernambucano Dioclécio escreveu os livros “Trilha apaixonada e bem humorada do que é e de como fazer rádios comunitárias, na intenção de mudar o mundo” e “A arte de pensar e fazer rádios comunitárias”. Para Dioclésio, não existe no mundo uma lei sobre rádios comunitárias melhor do que a nossa.
O papel da comunicação sindical, hoje - Entrevista com Vito Giannotti
O Jornalismo Sindical tem uma definição que vem de suas características próprias.
A primeira característica é que ele deixa claros quais são seus objetivos. Ou seja, deixa claro que tem lado, que defende uma classe e dentro dela dá especial atenção a um setor, ou seja, cada jornal se dedica prioritariamente a uma categoria específica. Não tem nenhuma postura de falsa neutralidade, de eqüidistância. Mas, é bom ter claro que isto exige muita seriedade, apresentar fatos, dados concretos e não fazer sermões, não contar lorotas ou inventar dados e fatos fantasiosos.
A Voz do Intervozes: entrevista com Diogo Moyses
[Por Karina Padial] TV digital, TV pública, concessões, rádios comunitárias. Sempre que o assunto é comunicação, o coletivo Intervozes está presente. Fundada em 2002 sob a bandeira da democratização da mídia, a ONG, que reúne ativistas, profissionais e estudantes de Comunicação, logo se transformou em referência nacional. Sua iniciativa mais importante é o Observatório do Direito à Comunicação, um site que reúne informações da área de políticas públicas. Recentemente, o Intervozes foi uma das poucas entidades que se levantaram contra a fusão das distribuidoras de revistas Dinap, da Abril, e Chinaglia. Nesta entrevista à IMPRENSA, Diogo Moyses, diretor-conselheiro da organização, fala sobre TV Brasil, monopólio e reclama da deficiência dos discursos e ações da esquerda no campo da comunicação.
Entrevista com Marcos Dantas: As oportunidades da fusão Oi/Brasil Telecom
Em entrevista ao Observatório do Direito à Comunicação, Dantas comenta a fusão da Oi (antiga Telemar) com a Brasil Telecom e defende que, havendo política por parte do governo, o negócio pode ser benéfico para a população brasileira e contribuir para um projeto de infra-estrutura pública de telecomunicações. A seguir, a entrevista na íntegra.
Manuel Castells: ‘O poder tem medo da Internet’
Se alguém estudou o que é, por dentro, a sociedade da informação, é o sociólogo Manuel Castells. A sua trilogia A era da informação foi traduzida para 23 línguas. Ele voltou para a Espanha em 2001 e dirige a pesquisa na Universitat Oberta de Catalunya, , depois de ter lecionado, durante 24 anos, na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Uma das pesquisas mais recentes é o Projeto Internet Cataluña, em que durante seis anos analisou, com 15 mil entrevistas pessoais e 40 mil pela internet, as mudanças que a Internet introduz na cultura e na organização social. Ele acaba de publicar com Marina Subirats, Mujeres y hombres, ¿un amor imposible? (Alianza Editorial), onde aborda estas mudanças. A reportagem e a entrevista é de Milagros Pérez Oliva e publicada pelo jornal El País, 6-01-2008.
“É na rua que se dá a disputa política. Não é na internet”, diz Muniz Sodré
[Por Najla Passos] A rua, a praça, a sala de aula, o plenário, a assembléia, o mundo real. Os verdadeiros espaços possíveis de luta social no capitalismo avançado passam longe da internet, do virtual, ao contrário do que previam muitos filósofos otimistas com as possibilidades de democratização abertas pela nova tecnologia, a exemplo de Pierre Lévy.
Quem afirma é o professor titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, pesquisador do CNPq e escritor, Muniz Sodré, autor do clássico “A Comunicação do Grotesco” (na sua 14ª edição), e mais recentemente de “O Império do Grotesco” e “Antropologia do Espelho – uma teoria da comunicação linear e em rede”. [21.11.2007]
Entrevista com Robert Fisk, o homem que ousou perguntar
Em entrevista exclusiva à História Viva, o correspondente do jornal inglês The Independent no Oriente Médio explica as raízes históricas da resistência islâmica que vê em Osama bin Laden uma inspiração contra o domínio das potências ocidentais. Nesta entrevista, concedida à História Viva durante sua passagem pela Festa Literária Internacional de Parati, Fisk questiona o uso que os governos e a imprensa ocidental fazem da palavra "terrorismo" e explica as raízes históricas da emergência dos grupos armados islâmicos, que na sua opinião são uma resposta à incapacidade dos governos ocidentais de dialogar "com os verdadeiros representantes do povo daquela parte do mundo".
Entrevista com Caco Barcellos
Por Claudia Castro de Lima. Aos 57 anos, ele é autor de Rota 66, que narra a ação da PM de São Paulo na matança de civis entre 1970 e 1992, e Abusado, que mostra a formação de quadrilha num morro carioca. No país que só fala de Tropa de Elite, o jornalista Caco Barcellos conta sua experiência de décadas com a (falta de) segurança públicas?
Jornalista e professor da USP, Laurindo Leal Filho fala sobre a questão das concessões públicas de radiodifusão
No dia 05 de outubro vencem as concessões de importantes emissoras de televisão do país, as cinco da Rede Globo - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Brasília, as da Band, Gazeta, Record e TV Cultura de São Paulo, entre outras. Para continuarem operando os canais que lhe foram outorgados pelo Estado, o governo federal precisa autorizar e o Congresso Nacional sancionar essa renovação.
O jornalista e professor da USP, Laurindo Leal Filho, conversou com o Vermelho sobre o assunto. Ele ressaltou a ausência de um marco regulatório para o setor, os fortes interesses políticos e econômicos que entravam o avanço do debate e o poder que a Rede Globo exerce nesse cenário. "É o grande partido político do Brasil, das classes dominantes". Confira a íntegra da entrevista.
A mídia que legitima
Tese de pesquisador mostra como a revista Veja construiu o "discurso da boa escola". Por Rubem Barros
Historiadora lança biografia da comunista Laura Brandão
O setor de publicações do Centro de Memória da Unicamp acaba de lançar o livro da historiadora Maria Elena Bernardes intitulado Laura Brandão: a invisibilidade feminina na política. A biografada é ainda uma desconhecida entre nós. Este fato justifica plenamente o título do livro.
Mike Davis, Autor de Planeta favela
Em entrevista, o autor do recém-lançado Planeta Favela, o urbanista, historiador e ativista político Mike Davis, diz que a maior parte da população urbana vive hoje em imensos subúrbios sem infra-estrutura e serviços, os quais escapam a qualquer conceituação tradicional.
Venício Lima: Fórum de TVs Públicas deve ser propositivo"
Por Observatório do Direito à Comunicação - Em entrevista ao Observatório do Direito à Comunicação, o professor Venício A. de Lima, pesquisador do Núcleo de Estudos de Mídia e Política da Universidade de Brasília (UnB) avalia que o I Fórum de TVs Públicas, previsto para acontecer entre os dias 8 e 11 de maio, pode deflagrar uma discussão mais ampla sobre a instituição de um Sistema Público de Comunicação para o país, não se resumindo apenas à criação de uma única rede nacional de televisão. Para que isso aconteça, diz Lima, o Fórum não deve ser apenas um espaço de reflexão, mas deve ter também a capacidade de propor políticas de comunicação. Lima afirma ainda que o Fórum deve ser o primeiro passo para a realização de um debate mais amplo na sociedade, com a realização da I Conferência Nacional das Comunicações. [19.04.2007]
Para Abraço, ampliação de alianças com os movimentos sociais é central
Por Antonio Biondi - Ag. Carta Maior-
José Guilherme é coordenador de Comunicação e Cultura da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) e secretário-geral do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação). Na sua opinião, o "movimento de radiodifusão comunitária está dentro de uma guerra que ele não ganhou, mas também não perdeu". [04.2007]
Raimundo Pereira: Um grande repórter
Ele queria ser jogador de futebol. Esse era seu grande sonho. Tentou a carreira e não foi bem sucedido. Acabou tornando-se jornalista profissional "por acidente", pois, como acredita, a pessoa "vai sendo empurrada por forças muito maiores para certos lugares". Sorte nossa, pois ganhamos um verdadeiro craque da imprensa. Estamos falando de Raimundo Pereira, 66 anos, 40 destes dedicados ao jornalismo. Pernambucano de Exu, Raimundo inventou de ser comentarista esportivo em sua cidade, na adolescência, em uma rádio local, com serviço de auto-falantes. Era apenas o primeiro passo em uma carreira com passagem pelos principais veículos, tanto da imprensa alternativa, quanto da imprensa burguesa. Editou, à época da ditadura, os jornais Opinião e Movimento, de resistência ao regime. Agora se prepara para empregar toda sua experiência no projeto de um jornal popular diário e de circulação nacional, em conjunto com o amigo Mino Carta, jornalista responsável pela revista Carta Capital. Leia a seguir a entrevista concedida por esse incansável repórter ao Boletim do NPC. [Fevereiro/2007]
O Brasil como um grande caldeirão da cultura globalizada
[Por Eduardo Veras] Peter Burke, historiador, professor emérito da Universidade de
Cambridge, é autor de mais de 30 livros, a maioria deles editados no Brasil e disponíveis em catálogo. Entre os mais recentes, figuram justamente aqueles que se referem ao tema da Cultura, mote da conferência que ele faz na semana que vem em Porto Alegre - caso, por exemplo, de Hibridismo Cultural (Editora Unisinos, 2003) e O que É História Cultural? (Jorge Zahar Editor, 2005).
Vito Giannotti - Para o trabalhador conhecer sua própria história
O escritor e ex-metalúrgico Vito Giannotti lança História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil, um livro destinado a todos os que querem conhecer a história da classe trabalhadora no País, mas indicado, principalmente, ao trabalhador brasileiro
Com André Luis Covre - política das astúcias. Lula quebrou o monopólio da palavra.
"Lula aproximou duas esferas, a do cotidiano e a oficial e nos colocou diante de uma “política das astúcias”. Uma política que está possibilitando a quebra do monopólio da palavra e da riqueza", constaa André Luiz Covre. Ele acaba de concluir a dissertação de mestrado intitulada "Quimeras discursivas do presidente Lula: ambivalência em gêneros discursivos" , no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP.
André fez um recorte da construção da imagem de Lula pela grande mídia monopolista privada de 2003 para cá. Segundo ele, "não há hegemonia econômica sem hegemonia discursiva". Lula aproxima as duas esferas discursivas, que sempre se mantiveram distantes quebrando, assim, o monopólio da palavra.
A IHU On-Line (do Instituto Humanitas da Unisinos) entrevistou André Luiz Covre por e-mail.
Confira a entrevista.
Bira Dantas entrevista o grande amigo, o cartunista Éton
Conheci o Éton em 1981, quando eu ainda engatinhava no mundo das charges. Ele era chargista do Sindicato dos Bancários de São Paulo e possuía um enorme talento no desenho e arte-final. Ótimo caricaturista, ele dominava como ninguém o bico-de-pena, sendo capaz de desenvolver complexas perspectivas para ambientar seus personagens sindicaleiros. Estudioso dedicado, ele usava muitas referências em seu trabalho diário e lia muito.
VENÍCIO LIMA: ""O poder executivo, até porque não tem um sistema público articulado em torno dele, fica eternamente nas mãos dos grupos privados de mídia"
Por Bruno Zornitta - Venício Lima é jornalista, sociólogo, publicitário e professor-titular de Ciência Política e Comunicação aposentado da Universidade de Brasília (UnB). Mestre, doutor e pós-doutor pela Universidade de Illinois, pós-doutor pela Universidade de Miami, Venício é fundador e primeiro coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB e autor, dentre outros, de Mídia, Teoria e Política (Ed. Perseu Abramo). Nesta entrevista, concedida por ocasião do 12° Curso Anual do NPC, Venício fala sobre a questão das concessões públicas de radiodifusão, o poder da mídia e a necessidade de articular um sistema público de comunicação. [Dez. de 2006]
Equipe que fez este BoletimNPC- nº 101
Bruno Zornitta, Claudia Santiago, Marcela Figueiredo e Renata Souza
Gustavo Gindre: “Nós temos três pedidos de audiência protocolados no Ministério das Comunicações. Nem resposta nós tivemos”
Por Marcela Figueiredo- Gustavo Gindre é jornalista, coordenador Geral do INDECS (Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura) e membro do coletivo Intervozes.
Defensor de uma comunicação democrática e transparente, Gustavo Gindre participou da mesa “TV digital: para onde vai a TV no Brasil”, no 12º Curso Anual do NPC.
Esta entrevista foi realizada no dia 24 de janeiro de 2007 em uma livraria de Ipanema-RJ. Em sua fala podemos perceber a preocupação com a criação de um modelo de televisão que possibilite uma verdadeira inclusão digital a todos os cidadãos brasileiros.
Veja o que ele tem a dizer:
Altamiro Borges: “Não estou querendo pensamento único; isso quem tem são os neoliberais”.
Por Bruno Zornitta.Almiro Borges é jornalista. Destacado dirigente político do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Na década de 80 escreveu no jornal Tribuna da Luta Operária.Hoje é editor da revista Debate Sindical e colaborador do Portal Vermelho, entre outras tantas publicações.
“Eu penso que nesse caso, mesmo tendo diferenças de opinião, de análise da correlação de forças, o fundamental é a gente não queimar pontes. Não criar um sectarimo que impeça de nos unirmos em determinadas ações. Acho que o grande esforço hoje é construirmos bandeiras de unidade de ação. Não dá para construir uma unidade orgânica, mas pelo menos uma unidade de ação”, diz nosso entrevistado. [01.12.2006]
Beto Almeida: “É preciso não ter a ilusão de que, algum dia, esses meios de comunicação que estão aí serão democráticos.”
Por Bruno Zornitta - Beto Almeida é jornalista. Árduo defensor de políticas públicas para massificar a leitura de jornal e pelo direito de todos a uma comunicação verdadeiramente democrática e capaz de fortalecer a luta por uma nova sociedade. Por sua luta contra a ditadura foi expulso da Universidade de Brasília. Viveu escondido, foi anistiado e reintegrado em 1979. É dirigente do Sindicato dos Jornalistas de Brasília. Trabalha na TV Senado, dá cursos de radiojornalismo para o MST, é repórter do Jornal Brasil de Fato e é diretor da Tele-Sul. Esta última, em particular, é o tema desta entrevista. [02.12.2006.]
Beto Novaes: “A imagem tem um poder de compreensão muito maior do que a escrita”
Beto Novaes é cineasta e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 1979, quando fez seu primeiro filme, O Que Eu Conto Do Sertão É Isso, produz filmes nos quais se preocupa em contar a história do ponto de vista dos trabalhadores. Neles, o documentarista mostra a classe trabalhadora como protagonista, sujeito da história, e não apenas como figurante, coadjuvante, dela. [25.01.2007]
Hamilton de Souza: “O jornalista interfere na realidade, pode mudar a vidas das pessoas”
Por Marcela Figueiredo - Hamilton de Souza é professor de comunicação da PUC/SP, editor da revista Sem-Terra e colunista da Revista Caros Amigos. Concedeu esta entrevista após o debate promovido pelo NPC em seu 12º Curso Anual de Comunicação.[30.11.2006]
Giovanni Alves “O cinema é a única arte capaz de nos envolver de forma radical, tocar, inclusive, no núcleo humano.”
Giovanni Alves é doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, professor de sociologia da UNESP/Marília e autor de vários livros. É também é coordenador-geral do projeto Tela Crítica.
No 12º Curso Anual do NPC, expôs sua opinião a respeito do uso do cinema como ferramenta dos Movimentos Sociais. Após a palestra,conversou como BoletimNPC sobre projeto e ressaltou a utilidade do cinema como ferramenta de reflexão crítica. [02.12.2006]
Ademar Bogo: MST é cultura: Ideologia, tradição, pensar, fazer e sentir fazem parte da política cultural do movimento
Por Renata Souza - Para Ademar Bogo, o conceito de cultura no Movimento dos Sem Terra (MST) é consequência da própria existência do ser humano e, no caso do Movimento dos Sem Terra, da própria vida no campo. Segundo Bogo, membro da coordenação nacional do MST, a valorização da tradição e das manifestações regionais enriquece o movimento. É por isso que a atividade produtiva nos assentamentos é voltada para um tipo de ação que contesta a produção feita pelo grande mercado. E no seu projeto cultural do movimento, o teatro, a poesia, a música e os mais diversos tipos de manifestações culturais partem e se baseiam na realidade do campo e apontam horizontes mais amplos.
“Para nós a cultura tem como base três pilares: pensar, fazer e sentir. Porque ela é tudo que pensamos, fazemos e sentimos. E ela é expressa a partir do gosto e da beleza, que é uma estética que vem do movimento porque dá forma as nossas idéias”, afirma.
Marcos Alvito - "A dor do povo não sai nos jornais"
Por Marcela Figueiredo - Marcos Alvito é professor do departamento de História da Universidade Federal Fluminense. Flamenguista. Tem cinco livros publicados, entre eles As Cores De Acari e o mais recente Futebol Por Todo O Mundo, com o professor Vitor Andrade de Melo. Atualmente está se dedicando a uma pesquisa sobre o policiamento nos estádios de futebol. Possui um portal na Internet onde publica seus textos, resenhas, artigos e materiais usados com seus alunos: www.opandeiro.net. Em uma conversa que durou mais de duas horas, Marcos Alvito falou sobre sua pesquisa na favela, as amizades que fez lá e seus vários outros trabalhos. [14.02.2007]
Dênis de Moraes – “Não vejo indícios de que nos livraremos tão cedo da ditadura do pensamento único”
Por Bruno Zornitta - Dênis de Moraes é professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense e pós-doutor pelo Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO). Publicou, entre outros livros, Cultura mediática y poder mundial (Norma, 2006), Sociedade midiatizada (Mauad, 2006), Combates e utopias: os intelectuais num mundo em crise (Record, 2004) e Por uma outra comunicação: mídia, mundialização cultural e poder (Record, 2003), os dois últimos indicados ao Prêmio Jabuti, na categoria Ciências Humanas. [12.02.2007]
Adelaide Gonçalves - As lutas sociais produziram suas formas próprias de comunicação e engendraram formas de combate à cultura hegemônica
Por Bruno Zornitta - Adelaide Gonçalves, é militante da esquerda social, historiadora, com interesses de pesquisa e trabalhos publicados na área de História Social, em conexão com História Social das Idéias. Participou do painel "Cultura a serviço de um projeto de sociedade", no 12º Curso Anual do NPC. É professora da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Aos jornalistas que se empenham em construir uma outra comunicação, voltada para os trabalhadores, Adelaide propõe: “Vamos estudar mais, ler mais o mundo à nossa volta. Vamos aprender fazendo a luta social. Vamos ajudar a recuperar o melhor do vocabulário dos precursores socialistas libertários: solidariedade, apoio mútuo. E, como estamos próximos do 8 de março, nos inspiremos na escrita afiada, na memória de nossas Louise Michel, Mary Wolstonecraft, Flora Tristan, Rosa Luxemburgo, Emma Goldmann e no exemplo das mulheres da Via Campesina que arrancaram as mudas da morte para semear a vida. [12.02.2007]
Marcos Dantas - “A Comunicação é assunto de todos nós. As pessoas têm que largar as suas particularidades e entrar nessa discussão.”
Por Marcela Figueiredo - Marcos Dantas é professor do departamento de comunicação da PUC-RJ, ex-representante do Poder Executivo no conselho consultivo da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) e ex-secretário de educação a distância do MEC. Trabalhou com a Federação Nacional dos Telefônicos (Fittel) e é autor do livro “A lógica do capital informação”.
Dantas participou da 12º Curso Anual do NPC na mesa sobre Democratização da Comunicação, juntamente com Gustavo Gindre. [20.01.2007]
Entrevista com Joaquim Palhares.
Por Bruno Zornitta e Renata Souza. Joaquim Palhares é formado em direito, apesar de ter estudado economia e história. Já advogado, tornou-se um dos re-fundadores da Teoria do Direito Alternativo, no Rio Grande do Sul, e criou o boletim impresso Carta Maior para difundir suas idéias. Com isso, ganhou da revista Veja, certa vez, o título de “inimigo público número um do sistema financeiro”.
A periferia, como convém
Por Dafne Melo (Brasil de Fato). Ivana Bentes, pesquisadora da UFRJ, analisa a contradição do discurso das emissoras de TV sobre a periferia: ou pobre é violento ou é o pacífico criativo. [02.02.2007]
Entrevista com Ademar Bogo - 01.12.2006
Por Marcela Figueiredo. Ademar Bogo, coordenador nacional de formação do MST, foi o palestrante convidado pelo NPC para discutir a importância da cultura na sociedade.
Entrevista com José Arbex Jr. - 30.11.2006
Entrevista com Joaquim Palhares, em 01.12.2206
Esta entrevista foi concedida após o debate promovido pelo NPC em seu 12º Curso Anual de Comunicação. No debate foram discutidas várias questões referentes ao papel da comunicação como um serviço público. Na entrevista, Palhares esclarece algumas questões citadas na palestra.
Entrevista com Kjeld Jakobsen – em 02.12.2006
Entrevista com Marcelo Freixo - 02.12.2006
Marcelo Freixo, pesquisador do Centro de Justiça Global, historiador e deputado estadual (PSOL-RJ), foi um dos palestrantes do 3º dia do curso anual realizado pelo NPC. Durante sua fala, o deputado estadual eleito no Rio de Janeiro abordou fatos relativos ao que hoje a mídia e alguns governantes costumam chamar de política de segurança pública.
1ª Mostra CineTrabalho incentiva filmes e vídeos que tratam do mundo do trabalho
O Núcleo Piratininga está apoiando a 1ª Mostra CineTrabalho da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". O projeto acontece de 20 a 23 de novembro de 2006, no campus Marília - Anfiteatro I. A coordenação é do professor Giovanni Alves que será um dos palestrantes do 12º Curso de Comunicação do NPC. As inscrições podem ser feitas até o dia 27, na página www.telacritica.org. O Boletim do NPC entrevistou Giovanni para conhecer maiores detalhes da Mostra.
Entrevista com o jornaleiro que decidiu parar de comercializar as revistas Veja, Época e Primeira Leitura
Entrevista concedida a Marcelo Salles - salles@fazendomedia.com. Trinta e três anos, jornaleiro há nove. Proprietário da banca que fica num movimentado ponto de Porto Alegre, Fábio Marinho tomou uma decisão: não vai mais vender a revista Veja. Não é mais possível ficarmos esperando que os outros venham fazer algo por nós (...). Todos somos, de alguma forma, responsáveis pelo mundo em que vivemos. Fábio está se formando em História e comunicou sua decisão em carta enviada ao jornalista Hamilton Octávio de Souza e publicada na revista Caros Amigos de julho (leia a íntegra aqui). Sua esperança é, como conta nessa entrevista, contribuir para que outros jornaleiros "também tenham uma tomada de consciência e percebam a importância de seu trabalho na sociedade e tomem iniciativas, por pequenas que sejam, que contribuam para pormos um fim a este avanço dos liberais, ou neoliberais, se preferir, que só tem trazido sacrifícios para a grande maioria da população". Seu endereço eletrônico é: marinho147@hotmail.com. E seu endereço físico, pra quem quiser fazer uma visita, é o número 100 da Rua Dom Diogo de Souza, Cristo Redentor.
A Comunicação Sindical deve ser tratada com profissionalismo e respeito
Tânia Trento tem 43 anos. É a criadora da T&T Comunicação e Publicidade Ltda que presta serviço de comunicação para sindicatos. Atualmente, atende aos sindicatos de Metalúrgicos, Senalba, Sindilimpe-ES, Fundação Sementes (Consórcio da Juventude), Centro Apoio aos Direitos Humanos e as empresas Premsar e Duralevi. Tânia foi assessora de Comunicação da CUT-ES no final dos anos 80 até 1992.
Novo modelo de comunicação impulsionado pela Venezuela é ponto de referência para o continente
Entrevista com Fernando Buen Abad Dominguez, escritor mexicano. por María Mercedes Cobo e Emilce Chacón. Publicado em 28.06.2006, em http://www.vive.gob.ve.
Licenciado em Ciências da Comunicação, com mestrado em Filosofia Política. Atualmente é vice-reitor da Universidade Aberta do México, país onde nasceu em dezembro de 1956. Autor do livro “Filosofia de la Comunicação”, publicado pelo Ministério de Comunicação e Informação e apresentado na cidade de Caracas no último dia 23 de junho. Aproveitamos sua visita ao país (Venezuela) e experiência acadêmica, para conhecer sua percepção sobre as novas experiências no campo da comunicação que estão sendo gestadas, no marco do processo revolucionário em curso na Venezuela.
Entrevista de José Dirceu à Revista Imprensa
Ex-ministro analise a mídia no Brasil ... Por Pedro Venceslau e Rodrigo Manzano, de São Paulo ... 18.06.2006
A comunicação como uma “arma” contra a hegemonia neoliberal
Pelo menos desde a Revolução Francesa a comunicação é encarada como “arma central da política”. E de lá para cá a imprensa só tem se fortalecido na condição de instrumento dos grupos dominantes política e economicamente. Napoleão Bonaparte, quando invadia os países, tomava como primeira ação criar um jornal para difundir idéias. No Japão do século XIX foi expressada a seguinte frase: “um partido (político) sem jornal é como um exército sem armas”. No início do século XX, Lênin, em sua obra de 1902 (“Por onde começar”) diz que um dos primeiros atos revolucionários é a criação de um jornal. E, um exemplo mais recente, nos Estados Unidos, o presidente George W. Bush só teria conseguido apoio maciço à invasão do Iraque após “anestesiar” o cérebro de 80% dos norte-americanos a partir da campanha empreendida pelos meios de comunicação. Esses pontos de vista foram defendidos por Vito Giannotti, jornalista, escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação. Ele esteve em Santa Maria na sexta, 18 de novembro, falando sobre “Comunicação e Política” na abertura da programação dos 16 anos da SEDUFSM (Seção Sindical dos Docentes da UFSM/ANDES). Leia a matéria completa do jornal da SEDUFSM, de novembro de 2005, clicando aqui ou visitando o link na página da entidade. (nov/2005)
“A mídia age como partido político, como demonstrou Gramsci”
"Gramsci mostrou que a imprensa cumpre um papel fundamental para dar coesão ao processo de formação da sociedade civil. E mostrou também que a imprensa é controlada pelo capital privado, mas trata de assuntos públicos. Ou seja, ela é um veículo privado que trata de assuntos que não são privados, que são da esfera pública" (...) Entrevista com José Arbex Jr. a Nestor Cozetti, no Boletim 79 (nov/2005)
“A mídia demoniza alguns setores para que outros apareçam como positivos”
Maringoni cartunista, jornalista, arquiteto e doutorando em História. Nasceu em 1958 em São Paulo, capital. No início de novembro esteve no Rio de Janeiro onde participou de curso ministrado pelo NPC a convite do Sindicato dos Funcionários do Banco Central. Na ocasião, concedeu a Nestor Cozetti com exclusividade esta entrevista para o Boletim do NPC 79 (nov/2005)
“Rico não gosta que pobre pense”
Felinto Procópio dos Santos tem 37 anos. Ele é um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Mineirinho, como é mais conhecido, não gosta muito de dar entrevistas. Mas aceitou conversar com a jornalista Eliane Amaral, no Rio de Janeiro, para o BoletimNPC. Vamos apresentar, com muitos detalhes, a vida de um lutador do povo, que não tem medo de defender suas idéias e o povo brasileiro. Ele já foi preso injustamente, mas para qualquer um afirma: “O que me move é a luta pela reforma agrária. É a vontade de ver um Brasil onde as pessoas tenham casa, comida e dignidade”. Por Eliane Amaral, junho de 2005
“A informação é parte do aparato de guerra”
Correspondente de guerra em diversas ocasiões – as duas últimas no Afeganistão (2001) e no Iraque (2003) - o jornalista português Carlos Fino esteve no final de abril na Escola de Comunicação da UFRJ, na Urca, para falar sobre sua experiência como enviado especial da tevê portuguesa RTP. Em entrevista ao Boletim NPC, comentou sobre o desenvolvimento das coberturas nas últimas investidas bélicas norte-americanas, afirmando que as novas tecnologias mudaram o papel do jornalismo. “Qual que vai ser, ainda é difícil dizer. Mas mudou”.
Veríssimo: o escritor, o ato político e a luta
Quem já se deliciou com alguns ou com todos os seus livros não acredita que aquele de fala mansa, quase um susurro, e tímido, seja o escritor bem-humorado de Comédias da Vida Privada, A velhinha de Taubaté, As mentiras que os homens contam e tantos outros, seja Luis Fernando Veríssimo. Mas é ele mesmo. A simplicidade é tanta que ele quase pede licença por estar ali, por ser o centro das atenções de uma livraria cheia, em plena terça-feira, num dia chuvoso e um pouquinho mais frio.
.....Assim que ele chega à Realejo Livros, na cidade de Santos (SP), no dia 26 de abril, por volta das 18h, logo forma-se uma fila de leitores e fãs, já com livros à mão, esperando o tão sonhado autógrafo, uma conversa rápida e também uma foto. Luis Fernando Veríssimo, apesar da timidez, recebe a todos com um sorriso largo e acolhedor. Faz questão de pedir o nome de cada um dos leitores e de escrever uma dedicatória diferente nos livros. Foi com a mesma gentileza que Luis Fernando Veríssimo, nascido em Porto Alegre (RS), em 1936, filho do famoso escritor Érico Veríssimo, falou com o Boletim NPC. Por Rosângela Gil, de Santos (SP), maio de 2005.
Fórum Social Mundial: uma resposta ao neoliberalismo
O Fórum Social Mundial não é um movimento, não é uma organização, não é uma Internacional Socialista do século XXI. Ele é um "espaço". Quem faz questão de definir o fenômeno, que reúne movimentos os mais diferentes e de várias partes do mundo há cinco anos, como "espaço", é um dos seus idealizadores, Francisco Whitaker Ferreira. Ou simplesmente Chico Whitaker. De 2001, em Porto Alegre (RS), ao quinto Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o que move a realização desse grande encontro de povos e de movimentos é ser "uma operação de contracomunicação ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça)", como apresenta Whitaker, no seu livro recém-lançado O desafio do Fórum Social Mundial - um modo de ver (foto), da Editoria Fundação Perseu Abramo e Edições Loyola. Whitaker esteve em Santos (SP), na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Santos, UniSantos, no início deste mês, onde lançou o livro e conversou com o Boletim NPC. Leia a entrevista de Rosângela Gil, de Santos, abril de 2005.
O Novo Sindicalismo, a estrutura sindical e a voz dos trabalhadores
O historiador e colaborador do Núcleo Piratininga de Comunicação, Guilherme Marques Soninho, laçou no final do ano passado o livro O Novo Sindicalismo, a Estrutura Sindical e a Voz dos Trabalhadores (foto). Leia a entrevista de Rosângela Gil e Sérgio Domingues com Soninho sobre o seu livro, em abril de 2005.
A mídia e a mulher
No Dia Internacional da Mulher, o Boletim NPC conversou com a filósofa e professora da USP, Olgária Chain Feres Matos, antes do debate "A Mídia e a Mulher", realizado no Sesc, no dia 11 de março, em Santos (SP). Foi uma hora de entrevista. O tema, logicamente, era "A mídia e a mulher", mas falar de mulher e não se falar do mundo, não se fala a verdade. Falar de mulher e não falar do homem, também pouco se está falando. Falar de mulher e não falar de mercado, de exploração, de neoliberalismo, não se está falando tudo. Nesta entrevista não há linearidade, não há começo, meio, fim. Pode-se começar do fim ou do meio. Ou do começo. Não importa. O que importa é que falamos de mulher para falarmos do mundo. Por Rosângela Gil, de Santos, março de 2005
Dom Tomás Balduíno: Pelos direitos dos povos
Goiano, 82 anos de idade, filósofo e teólogo com pós-graduação em Antropologia e Linguística, Dom Tomás Balduíno (foto) foi Bispo da Cidade de Goiás (hoje Goiás Velho) durante 31 anos. De 1965 a 1967 cuidou do prelado de Conceição do Araguaia, quando tornou-se mais conhecido por seu trabalho em defesa de povos indígenas e trabalhadores rurais. Dom Tomás participou na última segunda (28/2) do programa Roda Viva, da TV Cultura. Sem deixar se intimidar, o bispo atacou diversos setores da elites econômicas e políticas e apontou rumos para o fim dos conflitos no campo. "Jesus já dizia: isso convem fazer, e aquilo não omitir". Confira as principais informações da conversa. Por Gustavo Barreto, do NPC, fevereiro de 2005
Venício Lima: “Quem faz a História somos nós”
RIO DE JANEIRO. Com o enfraquecimento histórico dos partidos no País e o apoio do regime militar, a Rede Globo pôde ocupar espaços políticos e até mesmo forjar uma História do Brasil própria. É isso o que argumento o pesquisador da UnB Venício A. de Lima, que conversou com a equipe do Boletim NPC durante o 10 Curso anual do Núcleo. Autor do livro “Mídia – Teoria e Política” (Perseu Abramo, 2004), ele pede a atenção dos movimentos sociais para a forma como a Globo fala do passado – “importantíssimo para orientar a ação de presente” – e enxerga nas rádios comunitárias um dos grandes avanços do povo brasileiro. Por Rosângela Gil e Gustavo Barreto, dezembro de 2004.
A Internet e a Comunicação Alternativa
O 10º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, realizado de 1º a 5 de dezembro, no Sindipetro do Rio de Janeiro, dedicou uma mesa de debate para a ferramenta internet na perspectiva da comunicação alternativa. Um dos debatedores, Gustavo Gindre, membro eleito do Comitê Gestor da Internet no Brasil, falou para o Boletim NPC. Rosângela Gil, da Equipe NPC em Santos (SP).
Ignacio Ramonet: Propostas para um outro mundo possível
PORTO ALEGRE. As pessoas e os movimentos sociais que se identificam com o altermundialismo e vão a Fóruns Sociais Mundiais deveriam elaborar uma Carta Social Mundial. No documento, deveriam ser listados os pontos essenciais e comuns dos participantes dos encontros contra a globalização, como a anulação da dívida externa, a retirada de tropas militares que ocupam países e a interrupção da privatização de serviços públicos e recursos naturais. A avaliação é do jornalista Ignacio Ramonet que, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, fez um balanço do 5° Fórum Social Mundial, que se encerrou no dia 31 de janeiro, em Porto Alegre (RS). Na foto, Ignacio Ramonet entre Noam Chomsky e Olívio Dutra, arquivo da Z Magazine do Fórum Social Mundial de 2002.
Derrubar as muralhas da linguagem
Por Cláudia Santiago, do Rio de Janeiro (RJ), para o jornal Brasil de Fato em novembro de 2004. A escravidão no Brasil ainda não acabou para milhões de homens e mulheres, afirma Vito Giannotti. Para ele, a causa de todos os males do país é a continuação de uma realidade que garante a Casa Grande para apenas um punhado de gente e mantém a imensa maioria na Senzala. Nessa entrevista ao Brasil de Fato, Giannotti fala sobre o seu mais recente trabalho, Muralhas da Linguagem (Ed. Mauad). Entre outras coisas, explica que na Senzala não há boas escolas e que a baixa escolaridade e exclusão social são as principais muralhas da linguagem. Giannotti quer convencer jornalistas, sindicalistas, advogados, professores, e quaisquer outros profissionais que se relacionem com o povo, de que a mesma divisão econômica injusta que se perpetua no Brasil se repete na linguagem.
Conselho Federal de Jornalismo: visões opostas
Por Loianne Quintela e Rose Veronez, do Portal Andifes, setembro de 2004. A criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) vem sendo muito debatida, especialmente depois que o Projeto de Lei, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), foi enviado ao Congresso, no dia 09 de agosto, pelo Presidente Lula. Os principais objetivos do Conselho serão conferir o registro profissional, fiscalizar o exercício ético da profissão e acompanhar a formação do futuro profissional. Algumas entidades representativas da classe vêem isso como a imposição de limites à atividade jornalística, como é o caso da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Para contribuir com essa discussão o Portal Andifes entrevistou o presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, e o presidente da ABI, Maurício Azêdo.
Jornal carioca Bafafá entrevista Fernando Morais
Nesta entrevista exclusiva ao Bafafá, Fernando Morais fala sobre vários temas: política, mensalão, esquerda, Bush e muito mais. “Estamos vivendo o pior momento da esquerda brasileira das últimas décadas. Ele só encontra paralelo no massacre de que todos fomos vítimas, em graus diferentes, durante a ditadura militar”, assegura. (set/2005)
Os principais problemas da mídia brasileira não estão ligados ao exercício profissional
Para o pesquisador Venício A. de Lima, estrutura historicamente concentrada dos meios de comunicação — que permite a propriedade cruzada — deveria receber atenção. Por Ana Manuella Soares, agosto de 2004.
Os críticos não estão vendo fantasmas. Estão muito lúcidos
Segundo o professor da Unicamp Reginaldo Moraes, qualquer jornalista que se aventurou a ter alguma idéia na cabeça que não correspondesse àquela de seu patrão sabe o que é apropriação da informação pública. Jornal da Unicamp, agosto de 2004.
“Quem quer que não haja criança pedindo esmola é de esquerda”
Para o escritor Vito Giannotti, nascido na Itália e que vive no Brasil desde os 21 anos, o país se divide entre casa grande e senzala. Por Iamily Rodrigues para o jornal Matéria Prima, de Maringá, agosto de 2004.
Novos olhares contra velhos estigmas
Por Viviane Gomes, Rets, agosto de 2004. João Roberto Ripper e Ricardo Funari são fotógrafos reconhecidos por seus trabalhos de documentação de temas sociais. Já registraram conflitos de trabalhadores rurais sem terra e a exploração da mão-de-obra infantil.
Um dos criadores do software livre defende brasileiro alvo da Microsoft
Entrevista com Richard Stallman. Por Rafael Evangelista, para o Planeta Porto Alegre, 21 de junho de 2004
Miguel Urbano fala sobre jornalismo e o poder da mídia no Brasil
Por Ana Maria Straube, 30/09/2004, para o Jornal Contraponto - PUC/SP. Perto de completar 80 anos, o jornalista português Miguel Urbano Rodrigues ainda tem fôlego para brigar com o sistema. Militante comunista, exilou-se no Brasil durante a ditadura de Antonio Salazar. Trabalhou como editorialista do jornal Estado de São Paulo entre 1957 e 1974, lutando também contra a censura e arbitrariedades impostas pelo governo militar em nosso país. Atualmente, mantém um site na Internet (www.resistir.info), onde procura dar uma visão crítica sobre diversos acontecimentos mundiais.
Coordenadora da Missão brasileira ao Haiti fala ao Boletim do NPC
Sandra Quintela, visitou o Haiti como membro de uma delegação de organismos de vinte países. Nesta entrevista, ao Boletim do NPC, Sandra nos traz informações que não chegam através da grande mídia. Por Claudia Santiago, maio de 2005 (boletim 67)
Charge revela as contradições do mundo do trabalho, diz estudo
Rozinaldo Miani, autor da tese, é jornalista, doutor em História pela Unesp de Assis-SP, professor da disciplina de Comunicação Comunitária e Popular na Universidade Estadual de Londrina e coordenador do curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária na mesma universidade. Sua tese de doutorado aborda a influência da charge no sindicalismo brasileiro, mais especificamente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante a década de 90. E é sobre esse assunto que o NPC foi conversar com ele. Por Mário Camargo, maio de 2005, para o Boletim NPC
Ken Loach: um cineasta que fala dos pobres
“Os filmes permitem desenvolver perguntas, suscitar inquietudes, entretanto as mudanças têm origem nos movimentos políticos organizados.”No passado mês de janeiro “El Ateneo Obrero de Gijón” teve a felicidade de realizar uma retrospectiva sobre a obra do diretor britânico Ken Loach. Em uma cidade submetida a um processo de privatização radical de sua estrutura produtiva, a visita de Ken Loach não é como a de um estranho: seus filmes têm trazido elementos de reflexão a partir de outras realidades similares. Sua presença na cidade nos permitiu esta entrevista. Por Chema Castillo, para Página Abierta, 28/05/2005
Rádios comunitárias: “Precisamos fazer as coisas ficarem mais próximas do povo”, diz juiz federal de 2005.
“Precisamos fazer as coisas ficarem mais próximas do povo, para o povo controlar o governo. Deixar de ficar tudo em Brasília e o resto do país ficar inerte, parado, esperando decisões”, diz o juiz Paulo Fernando Silveira, que ajudou a aprovar a lei número 14.013, que dá o direito às Rádios Comunitárias de operarem legalmente, mesmo sem a concessão liberada de Brasília. Entrevista a Júlia Costa e Júlia Gaspar, estudantes de jornalismo das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), no Rio de Janeiro, em agosto de 2005.
Entrevista com Paulo Riccordi
Por Mariana de Oliveira Silvério
Informação: mercadoria mais valiosa do capitalismo
O Brasil ainda está muito distante de garantir a realização plena de mais um direito humano, o direito à comunicação. Esta é uma das revelações da pesquisa "O Direito à Comunicação no Brasil", realizada pelo Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, que faz parte do Projeto de Governança Global da Campanha CRIS - Communication Rights in the Information Society. A pesquisa foi lançada oficialmente em Santos (SP), no dia 5 de setembro, numa promoção do Centro de Imprensa Alternativa (CIA). O Boletim NPC entrevistou um dos coordenadores da pesquisa, Diogo Moysés, do Intervozes, que esteve em Santos, no lançamento que reuniu mais de 130 pessoas, principalmente estudantes de comunicação, numa universidade local. Por Rosângela Ribeiro Gil, do NPC em Santos (set/2005)
A televisão como instrumento de inércia e passividade de crianças e adultos
Entrevista com o professor e autor de vários livros sobre televisão e educação, Pedrinho Guareschi, feita por Márcia Santos, assessora de imprensa do SINTESE - Sindicato dos Profissionais da Educação do Sergipe. (out/2005)
TV SUL busca integração latino-americana
Entrevista com Iraê Sassi, jornalista, do Coletivo da TV Comunitária do Distrito Federal, a Nestor Cozetti: "A TV-Sul vem para suprir a carência absoluta de uma cara própria da América Latina no panorama da comunicação. Ela nasce também no contexto de um processo revolucionário em curso na Venezuela atualmente, chamado de bolivariano que inova, acelera a integração político-social e tem a característica de apostar no cidadão, na consciência das pessoas, numa rápida recuperação de nossos valores, de nossas culturas (...)"
Gustavo Codas: Imprensa sindical tem abordagem pobre sobre o mundo
Gustavo Codas, jornalista e assessor de Relações Internacionais da CUT nacional, participou, pela primeira vez, do curso anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, cujo tema, neste ano, foi “Os desafios da comunicação de esquerda no Brasil de hoje”. Codas fez parte da mesa de discussão “Uma Comunicação na América Latina na realidade de hoje”, juntamente com os jornalistas Beto Almeida (diretor da TV SUR) e Gilberto Maringoni (autor do livro “A Venezuela que se inventa”). Gustavo Codas, na sua participação, falou da importância de construirmos uma comunicação independente na América Latina. “O primeiro a lançar essa idéia foi o general Perón, nos anos 50, na Argentina”, lembrou. Nessa entrevista dada ao Boletim NPC, Gustavo Codas avalia a imprensa sindical sob a perspectiva de um movimento sindical mais internacionalista. Nesse sentido, ele é taxativo: a imprensa que os sindicatos fazem hoje é “pobre” na abordagem de temas internacionais, e mesmo nos nacionais. (dez/2005)
Joaquim Palhares: Informação não é mercadoria, é um bem social
Joaquim Palhares é formado em direito, apesar de ter estudado economia e história. Já advogado, tornou-se um dos re-fundadores da Teoria do Direito Alternativo, no Rio Grande do Sul, e criou o boletim impresso Carta Maior para difundir suas idéias. Com isso, ganhou da revista Veja, certa vez, o título de "inimigo público número um do sistema financeiro". Por ocasião do primeiro Fórum Social Mundial, pressentindo que a mídia comercial não cobriria o evento, transformou o boletim em uma agência de notícias na Internet, a Agência Carta Maior (www.agenciacartamaior.com.br). Nessa entrevista, concedida após palestra ministrada no 11º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), ele fala sobre o surgimento da Carta Maior e o governo Lula. Entrevista concedida a Bruno Zornitta e Renata Souza, da Rede Nacional de Jornalistas Populares — Renajorp, e gentilmente cedida ao Fazendo Media. (dez/2005)
João Pedro Stédile: Movimentos sociais não conseguem falar com o povo
João Pedro Stédile, da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), participou do 11.º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicações, realizado entre os dias 30 de novembro a 3 de dezembro de 2005, no Rio de Janeiro. Stédile falou ao público presente, jornalistas e dirigentes sindicais, sobre o Brasil que a imprensa sindical precisa mostrar. Ele concedeu entrevista ao Boletim NPC, onde fala do relatório da CPI da Terra, que Stédile classifica como "mero discurso ideológico", da imprensa burguesa e da deficiência dos movimentos sociais em criar os seus meios de informação com o povo ("Estamos muito atrasados nesse sentido"). (dez/2005)
Bernardo Kucinski: “Ninguém tem coragem para dizer a verdade para o presidente”
Desde 1998, o jornalista e professor dedica-se a fornecer a Lula uma análise crítica sobre a relação do presidente com a mídia: “Ninguém tem coragem para dizer a verdade para o presidente claramente e eu digo todos os dias de manhã”. Entrevista a Alice Sosnoswki, na Agência Repórter Social, 9/1/2006.
Marcelo Freixo: Imprensa reforça lógica da criminalização
“Eu trabalho com a grande imprensa o tempo inteiro. Tem bons jornalistas comprometidos dentro de todos os jornais. Não tenho dúvida nenhuma disso. Lido com jornalistas que têm compromisso. Conseguimos produzir boas matérias. Já tivemos grandes efeitos e conquistas. Agora, não posso ter esses veículos como meios de transformação porque eles não são para isso”. Em entrevista ao BoletimNPC, Marcelo Freixo explica como a acentuação do neoliberalismo nos anos 90 agravou a exclusão e criminalização de um segmento específico da sociedade: jovens, negros e favelados. E aponta como a imprensa comprou essa lógica e reforçou a mensagem. (fev/2006)
Ismar de Oliveira Soares: Rádio diminui violência nas escolas
Um curso inovador que junta Comunicação e Educação ensina alunos das séries do ensino fundamental a produzirem programas de rádio nas escolas. O "Educomunicação pelas ondas do rádio" nasceu em 2001, financiado pela Prefeitura de São Paulo e coordenado pelo professor da USP Ismar de Oliveira Soares. O curso é uma das atividades de um projeto de pesquisa do Núcleo de Comunicação e Educação da USP (Educom) e atende a 12 mil professores, alunos e membros de comunidades educativas em 455 escolas do município de São Paulo. Entrevista a Ana Manuella Soares, fevereiro de 2006, para o Boletim NPC.
Telesur será uma TV em favor da integração dos povos, diz diretor multinacional
Democratizar a informação e criar um canal que reflita a diversidade e realidade das Américas. Esses são principais objetivos da Telesur, canal via satélite que, a partir deste domingo (24/7), passa a funcionar experimentalmente 24 horas por dia. De acordo com o jornalista brasileiro Beto Almeida, diretor multinacional da Telesur, o canal resgatará e revelará histórias e tradições da América Latina. Por Érica Santana, da Agência Brasil, julho de 2005
Por
Claudia Santiago
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Jean Pierre Page fala sobre um mês de greve na França (02.1996)
.....No fim de 95 a França parou. Foi uma greve gigantesca, como não acontecia desde 1968. O governo recuou. A greve foi suspensa mas pode ser retomada a qualquer hora.
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Para presidente da CUT, eleger Lula é lutar pelos interesses históricos (09.2006)
.....O presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, é eletricitário e sociólogo. Tem 45 anos. Despertou para a militância política através das idéias e ideais que conheceu quando estudava Ciências Sociais, na PUC.
Em Campinas, no interior do estado de São Paulo, passou grande parte da sua vida sindical e política. É que a sede do Sindicato dos Eletricitários do qual foi dirigente fica naquela cidade. A entidade, o Sinergia – SP, representa os trabalhadores de 453 municípios, cerca de 2/3 do estado. Seus pais vieram jovens de Portugal para São Paulo. Pouco depois, nasceu o filho único do casal: Artur Henrique.
A militância sindical começou em 1981, no Conselho de Representantes dos empregados da CPFL, (Companhia Paulista de Força e Luz), a empresa distribuidora de energia elétrica no interior do Estado de São Paulo. Na época, a empresa ainda era estatal. O Conselho foi o embrião da chapa de oposição cutista que viria a ganhar a eleição em 1987,
depois de uma derrota em 84. É também no ano de 1987 que se inicia a militância partidária do presidente da CUT. Artur se filia ao Partido dos Trabalhadores, onde está até hoje.
Como dirigente da CUT São Paulo encontrou aquela que viria a ser uma de suas grandes paixões: a formação sindical. Quando questionado sobre onde pretende atuar depois de ser presidente da CUT, não hesita: na formação sindical.
Para Artur Henrique, que se declara socialista, lutar pelos interesses históricos dos trabalhadores, hoje, passa por entender que existem dois projetos em disputa nestas eleições e tomar posição, como fez o 9º Congresso Nacional da CUT ao decidir o apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.
Na sua opinião, o problema central da classe trabalhadora, hoje, é a péssima distribuição de renda: "70% dos trabalhadores brasileiros ganham até dois salários mínimos", afirma.
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Se não mudar a vida das crianças da favela elas só terão como opção (02.2006)
.....Dalva é brasileira. Tem 50 anos. Nasceu em Coqueiral, em Minas Gerais.
Mora na favela do Borel, na Tijuca, no Rio de Janeiro,
a poucos metros da maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca.
Como os outros dez mil moradores da favela, ela tem poucos bens materiais. Mas tem lá suas riquezas.
O marido, Severino da Silva, os filhos e a neta. E foi justamente deste seu tesouro particular que a Polícia Militar do Rio de Janeiro roubou uma de suas mais valiosas jóias: a vida do seu filho mais velho, Thiago Carneiro, com 19 anos. Maria Dalva da Costa Carneiro é negra. Thiago também era. Ele foi assassinado no dia 16 de abril de 2003, juntamente com quatro outros jovens, perto de casa, dentro da favela.
Compõe o quadro de vítimas da violência policial no Brasil.
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Isabel Cristina: " Os comissários de bordo falamcomigo em inglês" (06.2001)
.....Por Claudia Santiago - Maria Isabel Baltazar Ferreira é auxiliar operacional de serviços diversos. Já foi casada tem 31 anos, duas filhas e um filho.
Entrou para a militância política há oito anos, através da Convergência Socialista. [Junho / 2001]
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Kjeld Jakobsen:"Atividade mais importante da década" . (02.2001)
.....Por Claudia Santiago - Kjeld Jakobsen é secretário de Relações Internacionais da CUT. Nesta entrevista, suas impressões sobre o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, de 25 a 30 de janeiro. [Fevereiro de 2001]
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João Xavier: "Governo quer privatizar a água para atender exigências do FMI". (05.2001)
.....Por Claudia Santiago - O governo federal enviou na quarta-feira, dia 21 de fevereiro, ao Congresso Nacional, em regime de urgência, o projeto de lei 4147 que institui as diretrizes para o saneamento, no Brasil. Parlamentares de esquerda e entidades como a Frente Nacional para o Saneamento Ambiental conseguiram adiar a votação.
Conquista conversou com o secretário de Políticas Sociais da CUT/RJ e secretário geral do sindicato de Saneamento, João Xavier, sobre o projeto, a privatização das águas. Através desta entrevista, vamos tentar fazer você perceber que sem água não há vida. Vamos lá! [Maio/2001]
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Sandra Quintela: "Para o capital não importa que vidas deixem de existir". (07.2001)
.....Por Claudia Santiago- "O PACS participa da Campanha Jubileu Sul, que está animando a organização do plebiscito, desde seu nascedouro. Além disso o PACS como organização de apoio e assessoria aos movimentos populares coloca-se sempre em seu papel coadjuvante de fortalecer as lutas dos movimentos populares. Também entendemos que assuntos de interesse nacional devam ser discutidos em todas as esferas da sociedade e, principalmente, por aqueles e aquelas que estão sofrendo na pele as conseqüências dessas políticas." [julho/ 2001}
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Adeilson Telles: "É preciso ousadia para quebrar o muro da injustiça"(05.2001)
.....Por Claudia Santiago - Adeilson integrou as delegações cutistas que foram à Argentina e ao Canadá participar, no mês de abril, das Conferências Paralelas contra a Alca. [Maio/2001]
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Maria do MUCA: "Eu não tenho medo". (11.2003)
.....Por Claudia Santiago - Maria de Lourdes do Carmo Santos não gosta do seu nome de santa. "De santa eu não tenho nada", declara. Está enganada. Confunde santidade com passividade, com abaixar a cabeça. Esquece-se de que a história dos santos está repleta de exemplos de pessoas que foram sacrificadas justamente por não dizer sempre sim. Por terem o vício de brigar pelo que acreditam. É o seu caso. Seus colegas camelôs da sete de setembro a conhecem como Maria do Carmo. No sindicato que atualmente preside e na sede da CUT, ela é, simplesmente, Maria.
Conheça, nesta entrevista, a história e as idéias da mulher, que nos últimos meses, com 29 anos e um par de olhos verdes, lidera os ambulantes do Rio de Janeiro. Ela é mineira, desquitada e tem três filhos. [Novembro / 2003]
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Ana Rocha: "A conspiração começou desde que Jango assumiu o poder". (06.2004)
.....Por Claudia Santiago - Ana Rocha foi editora do jornal A Classe Operária.
Em l995 foi eleita presidente do PCdoB no Rio de Janeiro. Integra o Comitê Central do PCdoB e sua Comissão Executiva Nacional. Nesta entrevista, ela dá uma aula de histporia do Brasil. [Junho / 2004]
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Tia Eulália: "Não conheco samba no alto, só conheço samba no pé" (02.2001)
.....Por Claudia Santiago - Tia Eulália é moradora da Serrinha, que fica no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro. Na sua casa, foi fundada a Escola de Samba Império Serrano. Acompanhe esta entrevista e conheça um pouco mais sobre a história do carnaval no Rio de Janeiro. Talvez vocês gostem de saber que eu já saí da entrevista com a fantasia da escola comprada e tive a honra de desfilar na ala da família de Tia Eulália. [Fevereiro de 2001]
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Latuff denuncia violência policial. (10.99)
.....Por Claudia Santiago- No dia 2 de outubro acordei às 5 da madruga com o telefone tocando. Era o Latuff. Três coladores de cartazes acabavam de ir em cana
e ele era o autor da obra. Conheça os motivos que o levaram
a protestar contra a violência policial. [Outubro de 1999]
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Isabel Cristina: " É bom ser mulher e negra" (11.96)
.....Por Claudia Santiago - Isabel Cristina Baltazar, 31, auxiliar de enfermagem. Esta mulher é a responsável na CUT/RJ pela questão racial. Isabel é também membro do Coletivo Nacional Anti-racista da CUT, diretora do Sindsprev e da CUT/RJ. Isabel mora em Caxias e seu salário é R$ 480,00.
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Fernando Amaral: "Eles o ajudaram a se eleger. Agora é hora dos dividendos". (05.96)
.....Por Claudia Santiago.Fernando Amaral é ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, e foi recentemente eleito membro do Conselho de Administração do Banco do Brasil, representante dos funcionários. Aqui nos dá sua visão da situação política atual. [Maio de 1996]
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Miguel Rosseto: Flexibilidade é acabar com direitos conquistados (05.96)
.....Por Claudia Santiago - O deputado federal Miguel Rosseto, 35, iniciou sua militância na Oposição metalúrgica de São Leopoldo, onde nasceu. Em 1984 ingressou na categoria petroquímica. Foi presidente do sindicato dos petroquímicos, membro da direção executiva da CUT-RS e secretário de políticas sindicais da CUT nacional. Rosseto é presidente da subcomissão de políticas de emprego da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados, e titular da comissão especial responsável pela análise das propostas de mudanças da CLT. Esta entrevista é sobre este tema. [Maio de 1996]
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Pedro Ivo:"Instalação de fábrica põe em risco fornecimento de água no Paraná". (06.96)
.....Por Claudia Santiago - De olho no Mercosul, a Renault, estatal francesa, escolheu a Região Metropolitana de Curitiba para instalar sua fábrica de automóveis. A decisão da Renault acaba com uma intensa disputa entre vários estados que prometiam todas as condições necessárias para a instalação da fábrica. Começa agora a luta da CUT e ONGs para impedir que isto seja feito numa área de mananciais. Pedro Ivo, diretor da CUT nacional responsável pela questão do meio ambiente fala nesta edição sobre os riscos deste projeto à população e ao meio ambiente.[Junho/1996]
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Vera Dias: 1º de maio: conquistas ameaçadas- (06.96)
.....Por Claudia Santiago- Era uma vez um mundo onde se trabalhava muito e não se tinha nenhum direito.
Naquele tempo não existia carteira assinada, folga aos domingos, salário fixo ou férias. Também não tinha jornada de trabalho de 8 horas.
Desde o começo do século passado houve várias greves de operário exigindo redução da jornada de trabalho. Um belo dia, o pessoal da cidade de Chicago que já estava conversando sobre toda esta exploração, se revoltou e entrou em greve, entre outras coisas, pela jornada de trabalho de 8 horas.
Era o dia 1º de maio de 1886.
Para contar a história desta data, Conquista, o jornal da CUT-RJ, criou uma personagem: a professora Vera Dias, que freqüentemente retornará às paginas do jornal, inclusive para responder perguntas que cheguem à nossa redação.
As respostas da professora são frutos de pesquisa no livro "1º de maio: cem anos de luta", de José Luiz Del Roio. [Junho/1996]
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Uma pergunta para o economista César Benjamim - (12.96)
.....Por Claudia Santiago - C - O discurso das classes dominantes é que o desemprego no Brasil é resultado das transformações tecnológicas e da modernidade. Você concorda com esta afirmação? [ Dezembro / 1996]
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Gigi Malabarba: "Nasce uma nova Central Sindical na Itália" (12.96)
.....Por Claudia Santiago - No dia 9 de novembro, em Napoli, foi fundado o SinCobas
O SinCobas (Sindicato por categorias dos Comitês de Base) se propõe "a romper a política de concertação nacional praticada pelas tradicionais Centrais Italianas". Nesta entrevista realizada em Milão, no mês de outubro, o metalúrgico Gigi Malabarba, recebeu Conquista em sua casa, e falou sobre as idéias e planos desta nova Central. [Dezembro /1996]
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Uma pergunta para a deputada Socorro Gomes (PCdoB) (04.97)
.....Por Claudia Santiago - Deputada, a senhora acredita que existam condições para se instalar a CPI da Vale?
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José Martins: "Os responsáveis pela crise são os capitalistas e seus governos". (10.98)
.....Por Claudia Santiago
- Professor, esta crise é passageira ou é uma crise econômica geral?
Martins - Poderá ser mais que uma crise geral, poderá ser uma depressão global. Não se trata de uma "recessãozinha" ou de um desequilíbrio passageiro. Se esta porcaria explodir mesmo, nós vamos ter uma mudança de ambiente econômico. Uma mudança de ambiente na política, na situação mundial da luta de classes, etc.
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José Martins: "No Brasil não há recessão". (02.96)
.....Por Claudia Santiago. "A indústria aumenta sua produção e despede milhões de trabalhadores. Não há crise no Brasil. Por isso não cabe conciliação de classe".[ Fevereiro de 1996]
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Lúcia Freire: Reestruturação gerou demissões e doenças. (06.99)
.....Por Claudia Santiago- Lúcia Freire é professora da UERJ. É autora do Livro "Saúde do Trabalhador e Serviço Social". A reestruturação produtiva e suas conseqüências na vida dos trabalhadores é um dos aspectos abordados em sua tese de doutorado. Conquista foi recebido pela professora que falou sobre o resultado de sua pesquisa realizada na maior empresa estatal brasileira, em uma ex-estatal privatizada e em uma empresa privada. [Junho de 1999]
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Geraldo Cândido: O senador do Rio é socialista. (01.99)
.....Por Claudia Santiago - O ex-diretor executivo da CUT/RJ, Geraldo Cândido, tomou posse no Senador no dia 8 de janeiro. O dirigente cutista - que já foi presidente da CUT Estadual - eleito na suplência de senador pelo PT fluminense, entra na vaga aberta com a ida de Benedita da Silva para o governo Garotinho. [Janeiro/1999]
Por
Rosângela Gil
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Espaço da vida de realização humana plena?
.....Debate Sindical entrevistou mais um autor da Coleção Trabalho e Emancipação, da Editora Expressão Popular. Geraldo Augusto Pinto é professor do Centro de Educação e Letras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (CEL/Unioeste). Graduado em Sociologia e Ciência Política (2000), mestre (2003) e doutor (2007) em Sociologia, todos pela Unicamp, Augusto Pinto pesquisa, desde 2001, a gestão do trabalho na indústria automotiva. Foi a partir de sua pesquisa sobre o Mundo do Trabalho que nasceu o livro “A organização do trabalho no Século 20”, lançado recentemente pela Expressão Popular.
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Informação, a mercadoria mais valiosa do capitalismo. ENTREVISTA / DIOGO MOYSÉS
.....Por Rosângela Ribeiro Gil. O Brasil ainda está muito distante de garantir a realização plena de mais um direito humano, o direito à comunicação. Esta é uma das revelações da pesquisa "O Direito à Comunicação no Brasil", realizada pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, que faz parte do Projeto de Governança Global da Campanha CRIS (Communication Rights in the Information Society).
A pesquisa foi lançada oficialmente em Santos (SP), no dia 5 de setembro, numa promoção do Centro de Imprensa Alternativa (CIA). O evento, como informa Carlos Gustavo Yoda, do CIA, foi uma atividade preparatória à Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, que ocorrerá em Santos, de 17 a 22 de outubro. "Queremos sensibilizar os estudantes de comunicação, acostumados nas escolas para a lógica do mercado, a pensar a comunicação como um direito fundamental de uma sociedade democrática", informa Yoda.
O Boletim NPC entrevistou um dos coordenadores da pesquisa, Diogo Moysés, do Intervozes, que esteve em Santos no lançamento que reuniu mais de 130 pessoas, principalmente estudantes de comunicação, numa universidade local. A pesquisa está na página do Coletivo Brasil de Comunicação Social. [26/9/2005]
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Entrevista com Laurindo Leal - 01.12.2006
.....Por Rosângela Gil.
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Entrevista com Beto Almeida - 03.12.2006
.....Por Rosângela Gil. Na mesa “Outra comunicação é necessária: alternativas para hoje”, o jornalista Beto Almeida, diretor da emissora Telesur, ou TV Sul, afirmou, ao falar da Mídia, que “ninguém é neutro, independente, nem imparcial.”
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Entrevista com Virgínia Fontes- 02.12.2006
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