Menu NPC
 
 Conheça o NPC
 Quem somos
 O que queremos
 O que fazemos
 Equipe
 Fotos do NPC
 Fale conosco
 Serviços do NPC
 Cursos
 Palestras
 Agenda
 Clipping Alternativo
 Publicações
 Livros
 Cartilhas
 Apostilas
 Agendas Anuais
 Nossos Jornais
 Dicas do NPC
 Dicionário de Politiquês
 Leituras
 Documentos
 Músicas
 Links
 
ENTREVISTAS__________
Clique nos títulos para ler o conteúdo
.

Entrevistas

Entrevista com a jornalista Sandra Mayrink Veiga
[Por Marília Gonçalves] Em entrevista para o Boletim do Programa de Redução da Violência Letal, do Observatório de Favelas, a jornalista Sandra Mayrink Veiga fala sobre o tratamento dado pelo PNDH 3 ao período da ditadura militar.

Daniel Bensaïd: um lutador irredutível
[Por Mariana Santos/ Brasil de Fato] O filósofo e militante comunista Daniel Bensaïd morreu em janeiro deste ano aos 64 anos, em Paris, lutando, como em maio de 1968, pela união das esquerdas contra o capitalismo, com a fundação do Novo Partido Anticapitalista (NPA). Nesta entrevista, concedida ao Brasil de Fato em 2008, Bensaïd discute a força simbólica das lutas operárias e estudantis de 1968 na França, as consequências da aliança da socialdemocracia com o Estado neoliberal, a crise capitalista e a união das esquerdas anticapitalistas.

“Houve todo um preparativo para pegar um trabalhador num momento de reunião”, diz coordenador do MST
[Por Passa Palavra] Em entrevista, Altair Lavratti, coordenador estadual do MST em Santa Catarina, fala sobre as prisões “preventivas” ocorridas recentemente, o contexto de criminalização ao movimento e as perspectivas de continuidade do trabalho. Confira a entrevista. [18.02.10]

Os silenciados e a comunicação na América Latina. Entrevista com María Cristina Mata
[Por IHU-Online] A professora argentina María Cristina Mata esteve em Porto Alegre durante o Mutirão da Comunicação América Latina e Caribe, que ocorreu entre os dias 3 e 7 de fevereiro. No encontro, ela falou sobre o tema Comunicação dos silenciados e processos de resistência. Em entrevista, María Cristina definiu quem são os silenciados latino-americanos e analisou as formas com que potencializam suas vozes para romperem com os meios massivos de comunicação e serem ouvidos. “É preciso lembrar que antes de buscar um meio de comunicação, esses grupos se juntaram, se reuniram e compartilharam suas necessidades, seus interesses, sua vontade de transformação e logo puderam se pronunciar publicamente”, refletiu. Confira a entrevista. [18.02.10]

Representante da Via Campesina critica presença militar dos EUA no Haiti
[Por Eduardo Sales de Lima/ Radiagência NP] No Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre (RS), representantes da Via Campesina Brasil, que vivem há cerca de um ano no Haiti, formalizaram um pedido ao presidente Lula de solidariedade internacional à população do país. O integrante da Via Campesina, José Luis Patrola, revelou em entrevista estar descontente com o que chamou de oportunismo dos Estados Unidos. Segundo ele, ao enviar seus “marines ao Haiti”, o estadunidenses só “sabem fazer guerra” e “não atuar em casos de catástrofes”. Patrola fala também sobre o papel da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), chefiada pelo Brasil naquele país. Para ele, o exército é apenas uma tropa de ocupação.

A luta pelo direito à moradia na Bahia
[Por Gizele Martins] Não se pode negar que a capital baiana é bela, com muito sol, lindas praias, sem contar a enorme diversidade religiosa. Mas, como em qualquer outro lugar deste país, as diferenças e os problemas sociais de Salvador são perceptíveis. Um deles é a falta de políticas públicas habitacionais. Com isso, o número de movimentos de luta pela moradia cresce cada vez mais. Durante um dos encontros do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, a repórter Gizele Martins, do jornal O Cidadão, da Maré, conversou com a militante baiana Ana Santos, da Frente de Resistência Urbana. Confira a entrevista

Éric Toussaint: Para além do Fórum Social Mundial, a Quinta Internacional
[Por Igor Ojeda/ Brasil de Fato] Na opinião do cientista político Éric Toussaint, um dos idealizadores do evento que se encontra em sua décima edição, é preciso criar uma frente permanente de partidos, movimentos sociais e redes internacionais para executar ações políticas comuns

"Mediação não visa tirar poder dos juízes", diz magistrada
[Por Maria Mello/ MST] O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que as propostas do 3° Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) são incompatíveis com a Constituição. Uma delas é, por exemplo, a que exigiria mediação prévia antes da concessão de liminares de reintegração de posse. Na opinião de Dora Martins, Juíza de Direito e membro do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD) , o que se propõe é que se discuta o uso da mediação para tentar a solução de conflitos agrários e urbanos de modo pacífico. "Juízes conscientes, comprometidos com a democracia, não têm por princípio ouvir as partes envolvidas em um conflito antes de tomar uma decisão?", questiona. [22.01.10]

Entrevista com Pascual Serrano: Devemos buscar uma revolução midiática
[Por Brasil de Fato e Caros Amigos] O silêncio é, paradoxalmente, um dos principais mecanismos adotados pelos meios de comunicação para manipular os fatos. Se uma notícia não interessa aos donos da imprensa – e, consequentemente, aos donos do mundo –, ela simplesmente não é veiculada. Tal denúncia é feita pelo jornalista espanhol Pascual Serrano, um dos fundadores da página alternativa Rebelión e autor do livro “Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo”, lançado em meados do ano passado.

Paulo Vannuchi: Vamos abrir os arquivos, punição é com o Judiciário
[Por Caros Amigos] Atual titular da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, o ministro Paulo de Tarso Vannuchi tem sob a sua responsabilidade assuntos delicados e fundamentais para o povo brasileiro. Dentre eles, a abertura dos arquivos da ditadura civil-militar (1964-1985), o esclarecimento das mortes praticadas por agentes do Estado, a constituição de uma Comissão de Verdade e Justiça, além de todas as outras violações dos direitos humanos que ocorrem cotidianamente pelo país afora. Confira a entrevista concedida à revista Caros Amigos.

Caros Amigos entrevista Carlos Nelson Coutinho
[Por Caros Amigos] Carlos Nelson Coutinho, um dos intelectuais marxistas mais respeitados do Brasil, recebeu a Caros Amigos em seu apartamento no bairro do Cosme Velho, Rio de Janeiro, para uma conversa sobre os caminhos e descaminhos da esquerda brasileira, sua decepção com o governo Lula e as possibilidades de superação do capitalismo.Estudioso de Antonio Gramsci, Coutinho defende a atualidade de Marx e reafirma o que disse em seu polêmico artigo “Democracia como valor universal”, publicado há 30 anos: “Sem democracia não há socialismo, e sem socialismo não há democracia”.

Jonas Valente fala sobre Confecom, as proposta do governo e a democratização da mídia
[Por IHU Online] Começa, no próximo dia 14, a Conferência Nacional de Comunicação, fruto de uma luta dos movimentos que defendem a democratização da comunicação que já dura muitos anos. A IHU On-Line conversou, por telefone, com Jonas Valente, do Intervozes, sobre as propostas que o governo pretende discutir, assim como os eixos centrais que devem fazer parte das discussões que serão realizadas neste evento. "A constatação clara, que existe por parte de todos os segmentos, é a necessidade de ter um novo marco regulatório, ou seja, precisamos modernizar a nossa legislação", opinou.

ENTREVISTA: "A história oficial exclui os negros da construção do país", denuncia Cláudia Durans

‘Propomos uma comissão que investigue a verdade’, diz Stédile
[Por Folha de S.Paulo] O integrante da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile, desmente as acusações de vandalismo na área da Cutrale, denuncia as consequências da exploração da empresa sobre os agricultores e cobra a apuração dos fatos. "As famílias acampadas nos disseram que não roubaram nada, não depredaram nada. Depois da saída das familías, e antes da entrada da imprensa, o ambiente foi preparado para produzir imagens que impactaram a população. Propomos a constituição urgente de uma comissão independente que investigue a verdade", afirmou. João Pedro também ressalta as diferenças entre o modelo de produção do agronegócio e da pequena agricultura: enquanto 98% do suco de laranja do país é exportado, o MST reitera seu compromisso com a produção de alimentos que cheguem à mesa do povo brasileiro. Leia a entrevista completa em nossa página.

Professor Dennis de Oliveira fala sobre livro que trata da violência da mídia
[Por Revista Fórum] A violência decorrente dos padrões de ser humano impostos pela mídia que representa os interesses hegemônicos é tema de uma coletânea de artigos que foi reunida no livro “Mídia, cultura e Violência - Leituras do Real e da Representação na Sociedade Midiatizada”. O livro partiu de discussões em torno dos impactos do filme “Tropa de Elite” e acabou reunindo análises interdisciplinares sobre a violência potencializada pela mídia. O professor Dennis de Oliveira conta que os textos, além de despertarem o leitor para uma visão crítica da mídia, também pretendem apontar para “a ideia de que somente com uma ação social coletiva é possível modificá-la”.

Povo hondurenho não vai se deixar vencer - entrevista de Zelaya para o Brasil de Fato
[Por Brasil de Fato] Após pouco mais de uma semana na embaixada do Brasil, Manuel Zelaya, ainda não viu as negociações com o governo golpista avançarem como gostaria. Para vencer a situação, afirma a necessidade de paciência e continuar as mobilizações por todo país. Tossindo muito e com uma voz cansada, ele concedeu por telefone entrevista exclusiva ao Brasil de Fato da embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital de Honduras. [29/09/09]

A Guerra no Século 21 ou A terceirização da guerra
[Por Natália Aruguete e Walter Isaía] "A ideia do conflito permanente cria condições para o surgimento de um modelo econômico que seria impossível instalar em condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a Colômbia". Essa é a opinião de Dario Azzelini, pesquisador italiano das novas guerras. Para ele, "a guerra não é mais para instalar outro modelo econômico: ela é o modelo". Confira a entrevista.

Dênis de Moraes fala sobre a crise entre Clarín e Governo Kirchner
[Do blog Conversa Afiada] O jornalista Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada, entrevistou o professor Dênis de Moraes, do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF. Ele é autor do livro A Batalha da Mídia, em que apresenta uma pesquisa feita sobre as políticas de comunicação propostas e implementadas por governos progressistas da América Latina. Na entrevista, Dênis comenta sobre a crise entre o governo Cristina Kirchner e o grupo Clarín por causa de "uma das mais avançadas e democráticas legislações de comunicação, elaborada a partir de amplas consultas aos mais diversos segmentos da sociedade civil argentina".

Virgínia Fontes: A luta popular hoje deve ser anticapitalista
[Por Caros Amigos] A historiadora, pesquisadora do CNPq, professora aposentada da Universidade Federal Fluminense(UFF) e professora visitante na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, Virgínia Fontes tem realizado excelentes estudos e reflexões sobre o Estado, a democracia e o desenvolvimento do capitalismo no Brasil. Sua contribuição para a compreensão da realidade brasileira se expressa também nos cursos de formação política tanto nos espaços acadêmicos e universitários quanto nas frentes de luta dos movimentos sociais. Confira a entrevista exclusiva concedida à revista Caros Amigos.

"Bases dos EUA na Colômbia ofendem dignidade e inteligência", diz Galeano
[Por Fernando Ortiz/ Cronicón] Em entrevista concedida no Equador, Eduardo Galeano fala sobre o significado do projeto de instalação de bases militares norte-americanas na Colômbia e sobre o atual momento da América Latina. Ao mesmo tempo em que região vive um tempo aberto de esperança, diz o escritor uruguaio, a independência ainda é um projeto inacabado. "Há uma espécie de renascimento que é digno de celebração em países que não chegaram ainda a ser independentes, apenas começaram um pouquinho a sê-lo. A independência é uma tarefa pendente para quase toda a América Latina", afirma.

‘Guerra santa’ entre emissoras expressa nova fase do capitalismo
[Por Aline Scarso/ Radioagência NP] Globo e Record têm trocado ataques em pleno horário nobre da televisão brasileira. As agressões foram motivadas pela denúncia de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro contra o bispo Edir Macedo e mais nove dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Enquanto a Globo acusa o fundador da Universal por atos de corrupção, a Record relembra as ligações da empresa da família Marinho com a ditadura militar. Em entrevista à Radioagência NP, o professor de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Silvio Mieli, analisou o caso. Ele afirma que a briga entre as duas emissoras é expressão de uma nova fase da reorganização do capitalismo mundial.

Philip Alston, relator da ONU, fala sobre "cultura da impunidade" em relação a mortes cometidas por policiais no Brasil
[Mônica Villela Grayley/ Rádio ONU] O relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, Philip Alston, fala sobre as conclusões de visita de 10 dias ao Brasil em novembro de 2007. Alston também comenta a situação da segurança no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Recife. É possível ver como pouca coisa mudou de lá pra cá.

Colômbia ampliará presença militar dos Estados Unidos em seu território, aumentando instabilidade na região
[Por Brasil de Fato] O SEGUNDO SEMESTRE começou quente na América Latina. Após o golpe de Estado em Honduras, foi a vez da Colômbia de Álvaro Uribe atrair as atenções após anunciar a instalação de sete bases militares estadunidenses em seu território. Entretanto, enquanto no primeiro país uma possível ingerência dos Estados Unidos é fonte de insatisfação dentro e fora de Honduras, no segundo caso ela encontrou o apoio de alguns e o silêncio de outros. O rechaço veio apenas da parte dos presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e, principalmente, Hugo Chávez (Venezuela).

Dulci: Conferência de Comunicação acontece mesmo sem setor empresarial
[Fonte: Caros Amigos] Em entevista concedida a revista Caros Amigos, o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, afirmou que a 1ª Conferência Nacional de Comunicação será realizada na data prevista, de 01 a 03 de dezembro, mesmo que o setor empresarial se retire das discussões. Para ele, a Conferência não perde legitimidade por não ter em seu fórum os empresários. Apenas a abrangência será mais restrita.

Com Dênis de Moraes – ‘Brasil tem muito a aprender nas políticas de comunicação’
[Por Marcos Pereira/ Portal Vermelho] 'A comunicação jamais esteve tão fortemente entranhada na batalha das idéias pela direção moral, cultural e política da sociedade'. Com essa frase na apresentação de seu livro A Batalha da Mídia, o professor Dênis de Moraes sintetiza a importância do debate sobre políticas de comunicação. O livro reúne ensaios que discutem o papel da comunicação na luta pela hegemonia política e cultural na sociedade contemporânea.

Chega de esmola. É preciso mudar o modelo de desenvolvimento
[Por Daniele Zappalà/ Avvenire] "Não acredito mais na generosidade e nos bilhões do G8. Nesta fase em que os próprios países ricos estão em plena tempestade, seria mais útil admitir os erros passados na cooperação com a África e tentar uma mudança de rota nas relações recíprocas". Essa é dura a opinião de Aminata Traoré, ex-ministra da Cultura de Mali e há muito tempo entre as vozes emblemáticas da África em busca de resgate. Os seus livros, dentre os quais o recente "L’Africa umiliata", estão traduzidos também na Itália. A reportagem é de Daniele Zappalà, publicada no jornal Avvenire, dos bispos italianos, 10-07-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Sin Permiso, uma revista de esquerda na Colômbia
[Por Myriam Bautista/ El Tiempo, de Bogotá] Um grupo de intelectuais criou uma revista digital e impressa, com um conselho editorial formado por líderes da esquerda, dos anos setenta, de três continentes. A imagem poderia ser de um conto de Julio Cortázar: um grupo de homens e mulheres de duas gerações, com muito em comum mas, talvez o mais importante, politicamente derrotados, reunem-se para criar uma revista, com três núcleos de redação, em Barcelona, Buenos Aires e México, e cada um com os pés em distintas cidades, tantas como amigos de velhas lutas, dispersados pelo mundo. Passaram três anos e SinPermiso é já uma referência de leitura obrigatória para 21 mil pessoas dos cinco continentes. Leia a entrevista com o editor geral, Antoni Domènech. [23.06.09]

Sinpro Campinas investe em cultura e comunicação
O Sindicato dos Professores de Campinas e Região abrange cerca de 10 mil trabalhadores da rede privada de Educação Básica (ensinos fundamental e médio) e do Ensino Superior. Destes, 4.500 são sindicalizados. O sindicato investe na comunicação, e mantém uma página na internet atualizada diariamente: http://www.sinprocampinas.org.br/. Também envia semanalmente um boletim eletrônico para 4.200 endereços de e-mail, e ainda são editados o Jornal do Sinpro, bimestral, e a revista Sinpro Cultura, a cada quatro meses. A revista existe desde 1983 e foi premiada recentemente pelo Ponto de Mídia Livre na categoria publicação regional. [21.06.09]

Maria Victoria Benevides – ‘Jornal não pode mentir’
[Por Daniel Santini / Folha Universal] A cientista política, socióloga e educadora Maria Victoria Benevides, da Universidade de São Paulo (USP), é uma das pesquisadoras mais importantes da área de Direitos Humanos. No início do ano, fez junto com o advogado Fábio Comparato um protesto contra editorial em que o jornal Folha de S. Paulo amenizava barbaridades da Ditadura Militar. Acabaram chamados de cínicos. O desrespeito com os dois intelectuais motivou uma passeata em frente à redação e campanhas de cancelamento de assinaturas. Nesta entrevista, a professora, volta a fazer críticas ao jornal, e lembra que o jornalismo é serviço público e deve ser exercido com responsabilidade. “Temos que educar os jovens para cidadania, incutir o respeito ao bem público”, defende.

Gilberto Maringoni: apesar da crise, uma melhoria de vida para a população da Venezuela
[Por IHU Online] A Revolução Venezuelana é o título do novo livro de Gilberto Maringoni. Nele, o jornalista apresenta um histórico político deste país e contextualiza o atual momento, com suas possibilidades e limites, do governo de Hugo Chávez. Maringoni, em entrevista à IHU On-Line, falou sobre algumas questões que são levantadas tanto em função da campanha midiática que se faz contra Chávez quanto com a chegada da crise financeira mundial e suas consequências para a economia petroleira do país. Por isso, Maringoni analisa as opções que Chávez tem dado aos venezuelanos. “A imagem de Chávez para a população é de um tempo de melhoria de vida”, define.

Eric Hobsbawn: “Se a humanidade não mudar sua convivência mútua e com o planeta, o futuro nos preserva maus agouros”
[Por Verena Glass/ Revista Sem Terra] Nesta entrevista exclusiva, concedida por e-mail de Paris, o historiador Eric Hobsbawm apresenta ao leitor sua avaliação das origens, efeitos e desdobramentos da crise mundial. De certezas, apenas a de que, se a humanidade não mudar os rumos da sua convivência mútua e com o planeta, o futuro nos preserva maus agouros. Cético e ao mesmo tempo esperançoso, ele não acredita que uma nova ordem mundial surgirá das cinzas do pós-crise. Mas acha que ainda existem forças capazes de propor novas formas de organização e cultura políticas e sociais, como o MST. [1.06.09]

O Brasil é um país governado pelo latifúndio, afirma Carlos Walter Porto
[Por Comissão Pastoral da Terra] Estudioso da questão agrária no Brasil e colaborador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em especial nos Cadernos de Conflitos no Campo, Carlos Walter Porto Gonçalves nos fala sobre a concentração de terras no país, comenta o aumento assustador da violência no meio rural e aponta perspectivas para os/as trabalhadores/as e comunidades tradicionais. Para ele, é o poder invisível do latifúndio que mantém a estrutura desigual da sociedade brasileira.

Contrato entre Governo de São Paulo e Editora Abril está sendo investigado pelo Ministério Público
[Por Raquel Junia - NPC] Nessa entrevista feita por correio eletrônico, o deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP) explica as irregularidades do contrato entre a editora Abril e o Governo do Estado de São Paulo. Ivan Valente e os deputados estaduais Carlos Giannazi e Raul Marcelo apresentaram denuncia ao Ministério Público, que passou a investigar o caso. Para Ivan Valente, a escolha da Revista Nova Escola, sem licitação, para ser encaminhada para todos o professores do estado de São Paulo, demonstra o alinhamento político do governo do estado com a linha editorial das revistas do Grupo Abril. Confira a entrevista.

Entrevista com Elton Rivas

Prefeitura e Governo do estado segregam pobres com a alegação de ‘ecolimites’
[Por Katarine Flor] Com a justificativa de atender aos interesses da sociedade, autoridades planejam construir muros no entorno de favelas cariocas. Alegam que essas construções, que chamam de ecolimites, vão conter o avanço desordenado das favelas sobre as matas que ainda cobrem os morros. Mas, para a socióloga Vera Malaguti, “o muro representa a vitória de um projeto fascista. Escondida sob o manto da proteção ecológica, é uma política de apartação social, que trata a pobreza como um entrave ao meio ambiente e os pobres como sujeira”.

Muros nas favelas do RJ. Segregação? - Entrevista especial com Ignácio Cano
[Por IHU On-Line] Os muros que estão sendo construídos em torno das favelas da Zona Sul do Rio de Janeiro geram um amplo debate. "Qual é a lógica por detrás disso?", pergunta o sociólogo Ignácio Cano, consultor do Observatório das Favelas e do Governo do Estado de Minas Gerais. Confira a entrevista.

Entrevista com Inah Meireles
[Por Raquel Junia] “Que eles saibam que o dia 1º de abril não é o dia da mentira, mas o da verdade. O dia em que o Brasil foi tomado pela fúria do obscurantismo e terminou por enlutar as famílias brasileiras. Que nunca nos esqueçamos disso”. O trecho é parte do discurso da médica Inah Meireles, quando foi homenageada com a Medalha Chico Mendes de Resistência no último dia 1º de abril. A homenagem é uma condecoração tradicional feita pelo Grupo Tortura Nunca Mais a defensores dos direitos humanos na data de aniversário do Golpe Militar. Na ocasião, Inah falou rapidamente ao BoletimNPC sobre o que a data e o recebimento da medalha significam para ela.

Paraguai quer chegar a acordo sobre Itaipu ainda em 2009
[Por Clarissa Pont/ Carta Maior] Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o secretário de Relações Internacionais do governo Fernando Lugo, Ricardo Canese, defende a agenda da soberania energética paraguaia e garante que a proposta do país para a questão engloba uma nova estruturação energética solidária para a América do Sul. "A recuperação da soberania hidroelétrica paraguaia não é apenas benéfica para o Paraguai, mas também para toda a região e para o Brasil", defende Canese que manifesta confiança em um acordo entre os dois países.

Meus filhos vão continuar na escola do acampamento
[da Agência Chasque] A polêmica sobre o fechamento das escolas em acampamentos sem terra gaúchos ficou marcada pela resistência de pais e mães, que se negaram a transferir seus filhos para a rede pública convencional. Dorildes Terezinha da Silva é uma dessas mães. Morando há dois anos no Acampamento Jair Antônio da Costa, na cidade de Nova Santa Rita (RS), na região metropolitana, Dorildes aprova o ensino dado na escola itinerante a seus três filhos. Em entrevista, a sem terra afirma que não vê problema no fato das crianças aprenderem sobre seus direitos e a lutarem por eles.

Entrevista com Ivo Lebauspin
[Por Camila Liporoni e Thais Tibiriçá] Em uma nublada manhã de sexta-feira, a equipe do Afasta de mim este Cale-se encontra Ivo Lesbaupin, o ex frei Ivo, companheiro de Frei Betto na luta contra a ditadura militar e também personagem do filme Batismo de Sangue. Na resistência à ditadura, Ivo ajudava militantes de esquerda a que buscassem asilo no exterior. Foi preso junto com Fernando pelo delegado Fleury e torturado até que falasse como se comunicava com Marighella e o local dos encontros – uma culpa que carregou por muitos anos, só superada após sete anos de terapia. Em entrevista, o sociólogo analisou a conjuntura em que o país vive, falou sobre o governo Lula, o papel da Igreja hoje e na época da ditadura, relembrou as situações que passou na prisão, falou sobre os companheiros e sobre o filme. Confira a entrevista.

João Pedro Stédile: O governo tem medo de entrar de cabeça no debate sobre crise
[Por Luciana Lima/ Agência Brasil] A falta de debate e de novas idéias para combater a crise financeira mundial levam o governo e a classe empresarial a não conseguir resolver as questões econômicas atuais. A opinião é do integrante da direção nacional do MST, João Pedro Stedile, que, em entrevista à Agência Brasil, disse que o governo tem medo da discussão sobre a crise. “O governo tem medo de entrar de cabeça no debate sobre a crise, temendo repercussões eleitorais”, disse.

França está “à beira da explosão social”, diz cientista político da Sorbonne
[Por Lamia Oualalou/ Opera Mundi] Pela segunda vez em menos de dois meses, os franceses saíram às ruas na semana passada para protestar contra as respostas do governo às conseqüências da crise econômica. As previsões econômicas são cada vez piores: o governo estima uma queda de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009. Para entender melhor o que está acontecendo, Opera Mundi entrevistou Stéphane Monclaire, professor de Ciências Políticas na Universidade Sorbonne, Paris, durante viagem ao Rio. Monclaire alerta sobre a defasagem cada vez maior entre as elites políticas e a população. Lembrando da tradição de contestação violenta no país, ele avalia que uma explosão social faz parte dos cenários plausíveis.

Entrevista com Vinicius Oliveira, coordenador geral da ENECOS
[Por Sheila Jacob] Em entrevista ao Boletim NPC, Vinícius Oliveira, da Coordenação Nacional da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos), falou sobre a atual situação dos cursos de comunicação e defendeu a formação de um comunicador crítico, que “esteja a favor do povo brasileiro e que possa compreender as contradições sociais e contextualizá-las”. Também criticou a composição da comissão formada pelo MEC para discutir as diretrizes curriculares do curso. Como ele lembra, o grupo não tem, em sua composição, “nenhum representante estudantil”, e ainda propõe um processo acelerado, que não prevê alterações ou contribuições no documento oficial. Confira a entrevista.

Entrevista com Marina dos Santos, do MST
[Por Gabriel Brito e Valéria Nader/ Correio da Cidadania] Com os rigores da crise se apresentando à realidade nacional, e diante de qualquer ameaça à implantação do modelo agrícola voltado ao agronegócio, viu-se nos últimos dias um recrudescimento da perseguição de setores do poder e da mídia contra o MST e suas reivindicações – amparadas pela própria constituição, como não lembrou o ministro Gilmar Mendes ao falar das ocupações de terra. Para expor as posições e demandas do movimento, o Correio da Cidadania conversou com Marina dos Santos, coordenadora nacional do MST.

Virgínia Fontes fala sobre a Revolução Cubana: "A gente tem muito para aprender com eles"
[Por Tatiana Lima, do Sintuperj] De um lado, prateleiras de livros até o teto. Do outro, uma bandeira do Movimento dos Sem Terra (MST) repousando sobre uma poltrona, na sala de estar. Sobre a mesa, publicações do jornal "Brasil de Fato" e revistas de história. Foi neste ambiente, em sua casa, que a historiadora e professora de pós-graduação da UFF, Virgínia Fontes, concedeu entrevista ao jornal do Sintuperj, para analisar os 50 anos da revolução cubana.

Com Gilney Viana, anistiado político: A Folha deveria ver as fotos dos assassinados sob tortura
[Por Raquel Junia] Militante do Partido Comunista Brasileiro e da Ação Libertadora Nacional (ALN), Gilney Amorim Viana foi expulso do curso de medicina da UFMG pelo decreto 477. Ele foi preso em março de 1970 e permaneceu encarcerado por quase dez anos, respondendo a dez processos. Só em 1985 terminou sua condenação. Gilney foi um dos 21 anistiados políticos no último dia 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro.

Beatriz Kushnir fala sobre o livro "Cães de Guarda"
[Por Jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo] Foi lançado pela editora Boitempo o livro que, certamente, tomará de assalto as rodas de discussão dentro das redações. É a edição da tese de doutorado da historiadora Beatriz Kushnir, "Cães de Guarda: Jornalistas e Censores do AI-5 à Constituição de 1988". Em sua tese, Beatriz mostra a estreita relação que houve naquele período entre jornalistas e policiais, como também investiga os estratagemas da direção das empresas de comunicação, ao aceitarem praticar a autocensura, como ‘sugeria’ o governo militar.

Leonardo Boff: Um outro mundo, "mais feminino", é possível
[Por Gilka Resende] Leonardo Boff, em entrevista coletiva no FSM 2009, afirmou que o sistema capitalista levou o planeta a entrar em fase de caos. Boff destacou ainda a importância da presença do presidente brasileiro no Fórum Social Mundial, porém afirmou que Lula concedeu muito à macroeconomia neoliberal. Para o teólogo e militante, o mundo precisa ser mais solidário e feminino. Dos veículos de comunicação presentes, nenhum pertencia à grande mídia.

Aleida Guevara: “Não tenho esperança em Obama”
[Por Daniel Santini] A Folha Universal publicou em fevereiro de 2009 uma entrevista feita com Aleida Guevara, filha mais velha do revolucionário Ernesto Che Guevara. No jornal, a médica cubana e especialista em alergias de crianças é vista cantando junto do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante o Fórum. Ela conversou com a Folha Universal durante o Fórum Social Mundial, em Belém do Pará, e falou sobre o futuro da América Latina. Comentou ainda as perspectivas do recém-empossado governo de Barack Obama nos Estados Unidos e o que sente ao ver a imagem do pai em roupas, objetos e telas de cinema por todo o planeta.

Beto Almeida defende a mídia pública, já que é impossível humanizar a mídia capitalista
[Por NPC] “É impossível humanizar a mídia capitalista. Quanto mais concentrada, mais selvagem ela será”. Essa é a opinião do jornalista Beto Almeida em relação à grande mídia do Brasil. Beto Almeida foi palestrante do 14o Curso Anual do NPC, trabalha na TV Paraná Educativa e é um dos diretores da Telesur, rede de TV latino-americana com sede na Venezuela. Em entrevista, falou sobre a necessidade de se oferecer pluralidade e de existirem canais para as TVs Comunitárias, comentou o fato de TVs privadas receberem verbas públicas, e defendeu a produção de entretenimento para conscientizar, e não com objetivos mercadológicos, como faz a grande mídia. O objetivo, para ele, deve ser a transformação social. Confira a entrevista.

MC Leonardo e Adriana Facina - Existe muita gente do funk fazendo música com cunho social, como um grito de socorro.
[Por Geam Queiroz, Jéssica Santos, Katarine Flor e Sheila Jacob] No encerramento do 14° Curso Anual do NPC, MC Leonardo e a professora Adriana Facina falaram sobre o funk como movimento de cultura, e a fundação da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk – APAFUNK. Em entrevista ao NPC, os palestrantes ainda destacaram os preconceitos difundidos pela grande mídia e lembraram que existem muitas letras que escapam da “bundalização”. São funks de denúncia, que falam da realidade das favelas, mas que não interessam ao mercado. Confira a entrevista.

O jornalista, depois de algum tempo, assimila a consciência do patrão - Entrevista com Mauricio Dias, da Carta Capital
[Por Raquel Junia] Mauricio Dias é diretor-adjunto da revista Carta Capital, uma publicação, como classifica o próprio jornalista que “pensa contra o establishment conservador”. Com experiência na grande mídia, Mauricio garante que não adianta o jornalista dessas empresas lutarem ideologicamente lá dentro, mas sim, zelar pela qualidade técnica da reportagem. “É muito complicado por si só uma pessoa de esquerda trabalhar na mídia conservadora”. O jornalista participou da mesa A resistência na grande mídia, junto com Maria Inês Nassif, jornalista do Valor Econômico, durante o 14º Curso Anual do NPC.

Coronel Luis Fernando Almeida - Como ser policial e amigo dos movimentos sociais
[Por Cynthia Raquel, Geam Queiroz e Raquel Junia] Coronel da Polícia Militar de Sergipe, Luiz Fernando de Almeida, já foi chamado pela grande mídia local de Capitão Sem Terra. Também já foi punido com prisão. O motivo? Só pode ser a sua postura de “comunista”. Confira a entrevista realizada durante o 14º Curso Anual do NPC.

A cota é nossa fragilidade, afirma Mario Maestri
[Por Cynthia Raquel, Gláucia Marinho, Katarine Flor, Raquel Junia e Sheila Jacob] Para iniciar a discussão, trechos do filme A Negação do Brasil, de Joel Zito Araújo. Na cena, um ator branco que teve o rosto pintado de preto e o nariz enxertado com algodão para viver um protagonista negro. A mesa Os mitos fundadores do povo brasileiro: Gilberto Freire, Caio Prado, Sérgio Buarque de Holanda, Darcy Ribeiro, durante o 14º Curso anual do NPC contou com os convidados Joel Zito Araújo, Virgínia Fontes e Mário Maestri. Após o debate, Mario Maestri, professor da Universidade Federal de Passo Fundo, conversou com os jornalistas do NPC.

Hamilton de Souza: O jornalismo deve estar comprometido com a transformação da sociedade
[Por Cynthia Raquel, Geam Queiroz, Gizele Martins, Jéssica Santos e Sheila Jacob] Confira a entrevista com Hamilton Octavio de Souza, professor da PUC-SP e jornalista do Brasil de Fato e da revista Caros Amigos. Ele falou sobre a necessidade de formação crítica do profissional, e criticou a reprodução do modelo neoliberal nas atuais universidades brasileiras, voltadas para o mercado de trabalho.

Entrevista José Arbex
[Por Gláucia Marinho, Katarine Flor, Raquel Junia e Sheila Jacob] O jornalista José Arbex escreve para a revista Caros Amigos e o jornal Brasil de Fato. É professor da PUC-SP, e autor dos livros Showrnarlismo e O Jornalismo Canalha. Em entrevista, Arbex falou sobre a necessidade de organização dos trabalhadores, a relação entre mídia e sociedade, a crise do neoliberalismo e a democratização do Estado brasileiro como condição essencial para uma efetiva democratização da mídia.

Entrevista Ignácio Ramonet
Os grandes meios dominantes, por definição, fazem da informação uma arma ideológica

Rádio Comunitária só para tocar música, não precisa
[Por Dioclécio Luz] A equipe do NPC conversou com Dioclecio Luz, um militante incansável pelas rádios comunitárias que participou do 14º Curso Anual do NPC. Nessa entrevista ele fala sobre sua trajetória no movimento pela radiodifusão comunitária, os problemas na lei 9.612, a necessidade de se romper com o modelo tradicional de comunicação e principalmente o reforço de que uma rádio comunitária é uma rádio de todos e para todos, e não apenas de um grupo específico. O grande desafio é dar voz para todo mundo.

Sociedade deve se sentir dona da TV Brasil
[Por Laurindo Leal Filho] O ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), jornalista Laurindo Leal Filho, foi um dos palestrantes do 14º Curso Anual do NPC. Em entrevista à equipe de cobertura do Curso, Lalo, como é conhecido, falou sobre as principais características de uma TV Pública, como a independência econômica e administrativa. Também destacou a importância de se fazer com que a sociedade se sinta dona da programação e defendeu a realização da Conferência Nacional de Comunicação.

A TV e a negação do Brasil

Entrevista com Gabriel Mendes, do Iuperj - A Cobertura das eleições para as Prefeituras do Rio e São Paulo
[por Sheila Jacob] Nesta edição, apresentamos uma entrevista feita com Gabriel Mendes, doutorando em Ciência Política do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). O Instituto existe desde 1969, e é um centro de pesquisa e pós-graduação em ciências sociais da Universidade Candido Mendes (Ucam).

Pesquisador de ciências sociais da Guatemala fala sobre concentração dos meios de comunicação no país
[por Sheila Jacob] De 7 a 12 de outubro, foi realizado na capital da Guatemala o 3º Fórum Social das Américas. O cientista social Enrique Alvarez, diretor do grupo Incidência Democrática (IDEM), falou sobre a atual situação econômica e política do país, os movimentos sociais e a concentração dos meios de comunicação. O IDEM é um centro de investigação de ciência democrática, especializada em análises políticas, econômicas, sociais e em termos de segurança.

ENTREVISTA: ERIC HOBSBAWM- A crise do capitalismo e a importância atual de Marx
[Marcello Musto - Sin Permiso, em 29.09.2008] Em entrevista a Marcello Musto, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora após a nova crise de Wall Street. E fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: "Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista".

Entrevista com Leandro Konder - “Precisamos recuperar a garra do velho Marx”
[por Raquel Junia] Em maio deste ano a equipe do BoletimNPC decidiu, em homenagem ao 1º de Maio, fazer uma entrevista com alguém muito importante para a luta dos trabalhadores. Um nome foi consenso: o de Leandro Konder. Cada um tinha uma história para contar envolvendo o filósofo comunista. Por contratempos, a entrevista acabou não sendo realizada em maio. Quatro meses depois,(...) Leandro se rendeu e nos recebeu para esta entrevista que tanto nos honra.

Homenagem a Fausto Wolff
Fausto Wolff é um dos raros colunistas da imprensa brasileira que dignificam a profissão. Em suas palavras, "vejo o jornalismo com os olhos de quem está no meio-fio da calçada". Por isso mesmo sempre foi pressionado pelos poderosos de plantão. Hoje, cada artigo seu no Jornal do Brasil deixa a dúvida sobre a publicação do seguinte (ele escreve às terças, quintas e domingos), tal a contundência empregada. O que podemos fazer para exercer a contra-pressão é escrever para cadernob@jb.com.br e manifestar nosso apoio a este grande escritor do nosso tempo. [Entrevista concedida a Mariana Vidal, Thaís Tibiriçá e Marcelo Salles]

Márcia Jacintho: uma guerreira do século XXI
[Por Sheila Jacob] Entrevista: Márcia de Oliveira Silva Jacintho. No dia 21 de novembro de 2002, o jovem Hanry Silva Gomes da Siqueira, de 16 anos, foi assassinado por policiais militares perto de sua residência no Morro do Gambá, Complexo Lins e Vasconcellos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Márcia Jacintho, a mãe da vítima, dilacerada e indignada conseguiu marcar dois gols contra a violência policial nos bairros populares: provou que o filho não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e, no dia 2 de setembro, quase seis anos após o crime, Paulo Roberto Paschuini, que confessou ter sido o autor do disparo, foi condenado a nove anos de prisão.

O papel da comunicação sindical, hoje.
Entrevista com Vito Giannotti publicada no Caderno da CNTE sobre Comunicação Sindical [Maio - 2008 ]

Direito de fazer e transmitir comunicação
[Por Rosângela Ribeiro Gil] O que é o direito à comunicação? É o direito apenas de ter acesso aos meios de comunicação existentes e seus conteúdos? Quem esclarece essas questões é João Brant, coordenador do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, que é uma organização que luta com base na compreensão de que a comunicação é um direito humano.

“A verdade não é nada, a imagem é que machuca”

Rap, instrumento da transformação
[por Tatiana Merlino] Grupo “A família”, que se prepara para lançar seu segundo álbum, afirma que a música pode trazer mudanças “não só dentro das periferias, mas fora também”. Demis Preto Realista, Gato Preto, Crônica e Dj Bira são os integrantes. O grupo de rap, nascido há seis anos em Sumaré, interior de São Paulo, prepara seu segundo álbum, com previsão para lançamento em março de 2008. Desde 2000, quando começaram a viajar pelo país com o rapper GOG fazendo shows, palestras e debates, os quatro integrantes do grupo não pararam mais de fazer trabalhos sociais, apresentações para comunidades carentes e movimentos sociais.

Entrevista com Evandro Teixeira, por Stela Caputo
[Por Stela Caputo] Ele nos recebeu, a mim e ao fotógrafo Luiz Nabuco, no dia 7 de março de 2008, uma tarde ensolarada de sexta-feira, num jardinzinho de uma Igreja no Rio Comprido, onde está funcionando hoje o Jornal do Brasil. Quem já conversou com ele deve concordar comigo, tudo em Evandro Teixeira ri: os olhos, o sorriso, as mãos, a voz, numa expansão de generosidade. Com alegria de corpo inteiro ele começa a contar histórias, muitas, e, quando a gente percebe, atravessamos com ele na vereda de luz e sombra aberta pela fotografia. Contaminado por essa paixão desde criança, em Irajuba, no interior da Bahia, onde nasceu, Evandro se transformou na principal referência do fotojornalismo brasileiro. Suas imagens, a maioria em preto-e-branco, eternizaram episódios políticos do Brasil desde a década de 60. Pelo mundo, registrou momentos de guerra ou de glória, em especial, cobrindo as olimpíadas. Evandro, que é editor de fotografia do Jornal do Brasil, acaba de lançar mais um livro "68: Destinos. Passeata dos 100 Mil".

Democratização da mídia: é preciso olha para além do Brasil
[Por Raquel Junia] Uma conversa sobre a comunicação hoje. É assim que pode ser resumida a entrevista que o Boletim do NPC fez com o professor Dênis de Moraes. Entre uma pergunta e outra, reflexões sobre a concentração dos meios de comunicação, o trabalho do jornalista, a luta pela democratização da mídia no Brasil e na América Latina.

Você pode ser hoje cameran e amanhã repórter!
[Por Mario Camargo e Raquel Júnia] No canal público Vive TV um novo modo de fazer comunicação é colocado em prática. A emissora venezuelana valoriza o processo de construção dos programas e a hierarquia é o tempo todo questionada. Nessa entrevista, a coordenadora da Vive TV Blanca Eekhout fala sobre essa experiência inovadora, que traz comunidades populares para dentro da TV. Blanca participou de uma atividade promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro no dia 20 de maio.

Vito Giannotti fala da América Latina no discurso dos jornais
[Míriam Santini de Abreu, jornalista no SINTRAJUSC] A lingüista Eni Orlandi, em seus livros, costuma dizer que somos condenados, desde que nascemos, a interpretar. Precisamos dar um sentido ao mundo, dar um sentido às coisas que acontecem nele. Assim, pode-se dizer que o jornalista é uma espécie de interpretador profissional, porque seu trabalho é produzir discursos sobre o mundo e fazê-los circular em diferentes meios. Todos os dias, lemos textos e ouvimos jornalistas que nos trazem notícias de fatos próximos e distantes, e essas notícias são interpretações. Por isso é impossível falar em jornalismo isento. Ficar isento é renunciar à interpretação. Isso é uma impossibilidade para o ser humano, porque parar de interpretar significa deixar de perceber o mundo, significa morrer. [18.04.2008]

Jornalista resgata a história de boletim com notícias do movimento sindical
[Por Raquel Junia] O Boletim Quinzena foi criado em 1986 pelo então Centro de Pastoral Vergueiro (CPV), de São Paulo, uma instituição que funcionava como uma espécie de arquivo para os movimentos sociais. Lá foi o destino, por exemplo, de documentos de militantes perseguidos durante a ditadura militar. O professor de Comunicação Comunitária e Popular da Universidade Estadual de Londrina, Rozinaldo Miani fez o resgate da história do Boletim Quinzena.

Telesur completa três anos em julho
[Por Jéssica Santos, Leandro Uchoas e Raquel Júnia] Perto do aniversário da Telesur, Beto Almeida, diretor da emissora, avalia os três primeiros anos da TV multiestatal criada por Venezuela, Cuba, Argentina e Uruguai. Para ele, o objetivo da Telesur de integração dos países da América do Sul está se concretizando. “Não é porque nos damos a noticia que a integração acontece, é claro que sem a ação não existe a notícia, nós não substituímos a política, mas nós revelamos e ajudamos para o crescimento de uma consciência que permita compreender que a integração é uma possibilidade histórica”, afirmou. Confira a entrevista.

Entrevista com João Pedro Stedile
[Por Raquel Junia e Arthur William] Quando a sociedade brasileira estava ainda sob a égide do capital industrial, os trabalhadores tinham diversas formas de organização social, tinham o sindicato, a associação de bairro, o partido e a escola. O capital industrial reproduzia a sua ideologia, a sua hegemonia, a sua forma de ver o mundo nesses espaços onde a classe trabalhadora estava organizada.

“As emissoras não são proprietárias dos canais de rádio e televisão”, diz Venício de Lima
[Por Raquel Junia] Você acorda de manhã, liga o rádio ou a TV enquanto toma café, entra no ônibus para chegar ao trabalho e compra um jornal para ler no caminho. Quase sempre as principais notícias coincidem, e as versões sobre determinado fato também. Você pode até se sentir bem informado (a), mas aquelas notícias são produzidas a partir de um conjunto muito restrito de atores que controlam todos os meios de comunicação no Brasil.

Carlos Pronzato: “Imagine o Che com o notebook na selva!”
[Por Raquel Junia] Para Pronzato, a comunicação alternativa é uma forma de militância e foi assim que ele construiu seu novo documentário Carabina M2 – Uma Arma Americana, sobre o período de Che Guevara na Bolívia. Acerca do filme, de Che e de outros assuntos subversivos, conversou com o NPC o cineasta e escritor argentino residente no Brasil há 12 anos, Carlos Pronzato. Em sua casa em Salvador, pode-se perceber que a militância ocupa quase todos os cantos, na sala fitas e mais fitas com o material do próximo documentário, no escritório, cartazes, livros e mais fitas disputando o espaço com uma escrivaninha. Eis um guerrilheiro informativo. [29.03.2008]

A mídia como aparato ideológico da globalização
[Por Júlio Delmanto, para o Observatório do Direito à Comunicação] Ignácio Ramonet - jornalista, escritor e teórico da comunicação – visitou recentemente a Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Diante de uma platéia composta por ativistas de 18 países, Ramonet falou sobre seu mais recente livro: "Fidel Castro, Biografia a Duas Vozes", resultado de mais de 100 horas de entrevista com o dirigente cubano, classificado por ele como "o Picasso da política". Após a palestra, o jornalista francês, editor do Le Monde Diplomatique, conversou com exclusividade com este Observatório. Veja os melhores momentos da entrevista.

"Na cobertura do caso Isabella, a novela vale mais do que o fato", diz Roberto Albergaria
[Por Claudio Leal] A morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, deu início a uma novela midiática à procura de desfecho. Em 29 de março, ela morreu após uma queda da janela do apartamento do pai, Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. A polícia investiga a autoria do crime e tem como principais suspeitos o pai e a madrasta de Isabella, Anna Carolina. Em entrevista, o antropólogo Roberto Albergaria: "Na cobertura do caso Isabella, a novela vale mais do que o fato".

A imprensa sindical tem que promover novos valores
A comunicação sindical ganhou uma dimensão muito maior no século XXI do que tinha no começo do século passado. O peso que a comunicação tem hoje é absolutamente diferente do que tinha há 50 anos atrás. O título do livro já diz que a preocupação é responder aos desafios da comunicação na sociedade atual, em todos os níveis, que vão desde os tradicionais meios de comunicação – os meios impressos – passando pelos meios que vieram posteriormente, como o cinema e o rádio, chegando aos meios eletrônicos, que se multiplicaram nos últimos 20 anos do século XX, com a internet. Qual é o peso que a comunicação tem hoje na vida das pessoas? Como os trabalhadores vão utilizar os meios de comunicação para divulgar suas idéias, para disputar a hegemonia na sociedade? Essa são as questões que norteiam o livro: a centralidade da comunicação e sua importância para os trabalhadores.

“Para fazer a Reforma Agrária precisamos nos aliar com os estudantes”, diz Gilmar Mauro, do MST
[Por Raquel Júnia] “Hoje é a mercantilização de tudo. Se você está na beira de um rio vendo o pôr-do-sol com seu namorado ou namorada rapidinho um burguês olha aquilo e diz: isso pode virar um Resort. Tudo vira mercadoria, inclusive a vida”, disse Gilmar Mauro, da Coodernação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF). Gilmar Mauro participou juntamente com o professor da UFF e colaborador do NPC Marcelo Badaró da mesa Lutas Sociais no Brasil, atividade organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade no dia 19 de março. Na ocasião, ele informou sobre a inauguração de uma escola de formação política da Via Campesina em Moçambique.

“Eu não acredito que exista outra lei pior do que a nossa lei sobre rádios comunitárias”, diz Dioclécio Luz
[Por Raquel Junia] Em entrevista ao Boletim do NPC, Dioclécio Luz fala sobre o que ele considera o veículo de comunicação mais revolucionário: a rádio comunitária. “Qual a sua formação?”, pergunto. “Tenho uma formação misturada arretada, já fui engenheiro, fotógrafo, agrônomo, ator... e agora, jornalista e escritor”, responde. O pernambucano Dioclécio escreveu os livros “Trilha apaixonada e bem humorada do que é e de como fazer rádios comunitárias, na intenção de mudar o mundo” e “A arte de pensar e fazer rádios comunitárias”. Para Dioclésio, não existe no mundo uma lei sobre rádios comunitárias melhor do que a nossa.

O papel da comunicação sindical, hoje - Entrevista com Vito Giannotti
O Jornalismo Sindical tem uma definição que vem de suas características próprias. A primeira característica é que ele deixa claros quais são seus objetivos. Ou seja, deixa claro que tem lado, que defende uma classe e dentro dela dá especial atenção a um setor, ou seja, cada jornal se dedica prioritariamente a uma categoria específica. Não tem nenhuma postura de falsa neutralidade, de eqüidistância. Mas, é bom ter claro que isto exige muita seriedade, apresentar fatos, dados concretos e não fazer sermões, não contar lorotas ou inventar dados e fatos fantasiosos.

A Voz do Intervozes: entrevista com Diogo Moyses
[Por Karina Padial] TV digital, TV pública, concessões, rádios comunitárias. Sempre que o assunto é comunicação, o coletivo Intervozes está presente. Fundada em 2002 sob a bandeira da democratização da mídia, a ONG, que reúne ativistas, profissionais e estudantes de Comunicação, logo se transformou em referência nacional. Sua iniciativa mais importante é o Observatório do Direito à Comunicação, um site que reúne informações da área de políticas públicas. Recentemente, o Intervozes foi uma das poucas entidades que se levantaram contra a fusão das distribuidoras de revistas Dinap, da Abril, e Chinaglia. Nesta entrevista à IMPRENSA, Diogo Moyses, diretor-conselheiro da organização, fala sobre TV Brasil, monopólio e reclama da deficiência dos discursos e ações da esquerda no campo da comunicação.

Entrevista com Marcos Dantas: As oportunidades da fusão Oi/Brasil Telecom
Em entrevista ao Observatório do Direito à Comunicação, Dantas comenta a fusão da Oi (antiga Telemar) com a Brasil Telecom e defende que, havendo política por parte do governo, o negócio pode ser benéfico para a população brasileira e contribuir para um projeto de infra-estrutura pública de telecomunicações. A seguir, a entrevista na íntegra.

Manuel Castells: ‘O poder tem medo da Internet’
Se alguém estudou o que é, por dentro, a sociedade da informação, é o sociólogo Manuel Castells. A sua trilogia A era da informação foi traduzida para 23 línguas. Ele voltou para a Espanha em 2001 e dirige a pesquisa na Universitat Oberta de Catalunya, , depois de ter lecionado, durante 24 anos, na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Uma das pesquisas mais recentes é o Projeto Internet Cataluña, em que durante seis anos analisou, com 15 mil entrevistas pessoais e 40 mil pela internet, as mudanças que a Internet introduz na cultura e na organização social. Ele acaba de publicar com Marina Subirats, Mujeres y hombres, ¿un amor imposible? (Alianza Editorial), onde aborda estas mudanças. A reportagem e a entrevista é de Milagros Pérez Oliva e publicada pelo jornal El País, 6-01-2008.

“É na rua que se dá a disputa política. Não é na internet”, diz Muniz Sodré
[Por Najla Passos] A rua, a praça, a sala de aula, o plenário, a assembléia, o mundo real. Os verdadeiros espaços possíveis de luta social no capitalismo avançado passam longe da internet, do virtual, ao contrário do que previam muitos filósofos otimistas com as possibilidades de democratização abertas pela nova tecnologia, a exemplo de Pierre Lévy. Quem afirma é o professor titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, pesquisador do CNPq e escritor, Muniz Sodré, autor do clássico “A Comunicação do Grotesco” (na sua 14ª edição), e mais recentemente de “O Império do Grotesco” e “Antropologia do Espelho – uma teoria da comunicação linear e em rede”. [21.11.2007]

Entrevista com Robert Fisk, o homem que ousou perguntar
Em entrevista exclusiva à História Viva, o correspondente do jornal inglês The Independent no Oriente Médio explica as raízes históricas da resistência islâmica que vê em Osama bin Laden uma inspiração contra o domínio das potências ocidentais. Nesta entrevista, concedida à História Viva durante sua passagem pela Festa Literária Internacional de Parati, Fisk questiona o uso que os governos e a imprensa ocidental fazem da palavra "terrorismo" e explica as raízes históricas da emergência dos grupos armados islâmicos, que na sua opinião são uma resposta à incapacidade dos governos ocidentais de dialogar "com os verdadeiros representantes do povo daquela parte do mundo".

Entrevista com Caco Barcellos
Por Claudia Castro de Lima. Aos 57 anos, ele é autor de Rota 66, que narra a ação da PM de São Paulo na matança de civis entre 1970 e 1992, e Abusado, que mostra a formação de quadrilha num morro carioca. No país que só fala de Tropa de Elite, o jornalista Caco Barcellos conta sua experiência de décadas com a (falta de) segurança públicas?

Jornalista e professor da USP, Laurindo Leal Filho fala sobre a questão das concessões públicas de radiodifusão
No dia 05 de outubro vencem as concessões de importantes emissoras de televisão do país, as cinco da Rede Globo - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Brasília, as da Band, Gazeta, Record e TV Cultura de São Paulo, entre outras. Para continuarem operando os canais que lhe foram outorgados pelo Estado, o governo federal precisa autorizar e o Congresso Nacional sancionar essa renovação. O jornalista e professor da USP, Laurindo Leal Filho, conversou com o Vermelho sobre o assunto. Ele ressaltou a ausência de um marco regulatório para o setor, os fortes interesses políticos e econômicos que entravam o avanço do debate e o poder que a Rede Globo exerce nesse cenário. "É o grande partido político do Brasil, das classes dominantes". Confira a íntegra da entrevista.

A mídia que legitima
Tese de pesquisador mostra como a revista Veja construiu o "discurso da boa escola". Por Rubem Barros

Historiadora lança biografia da comunista Laura Brandão
O setor de publicações do Centro de Memória da Unicamp acaba de lançar o livro da historiadora Maria Elena Bernardes intitulado Laura Brandão: a invisibilidade feminina na política. A biografada é ainda uma desconhecida entre nós. Este fato justifica plenamente o título do livro.

Mike Davis, Autor de Planeta favela
Em entrevista, o autor do recém-lançado Planeta Favela, o urbanista, historiador e ativista político Mike Davis, diz que a maior parte da população urbana vive hoje em imensos subúrbios sem infra-estrutura e serviços, os quais escapam a qualquer conceituação tradicional.

Entrevista Vito Giannotti - Para o trabalhador conhecer sua própria história
O escritor e ex-metalúrgico Vito Giannotti lança História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil, um livro destinado a todos os que querem conhecer a história da classe trabalhadora no País, mas indicado, principalmente, ao trabalhador brasileiro

A LINGUAGEM COMO INSTRUMENTO DE LUTA
Por Bruno Zornitta - Entrevista com Vito Giannotti. em 17.05.2007

O trabalho não acabou
Por Celso Vicenzi

Vito Giannotti: Os 1º de maio de ontem deixam lições para hoje
Por Claudia Santiago

Venício Lima: Fórum de TVs Públicas deve ser propositivo"
Por Observatório do Direito à Comunicação - Em entrevista ao Observatório do Direito à Comunicação, o professor Venício A. de Lima, pesquisador do Núcleo de Estudos de Mídia e Política da Universidade de Brasília (UnB) avalia que o I Fórum de TVs Públicas, previsto para acontecer entre os dias 8 e 11 de maio, pode deflagrar uma discussão mais ampla sobre a instituição de um Sistema Público de Comunicação para o país, não se resumindo apenas à criação de uma única rede nacional de televisão. Para que isso aconteça, diz Lima, o Fórum não deve ser apenas um espaço de reflexão, mas deve ter também a capacidade de propor políticas de comunicação. Lima afirma ainda que o Fórum deve ser o primeiro passo para a realização de um debate mais amplo na sociedade, com a realização da I Conferência Nacional das Comunicações. [19.04.2007]

Para Abraço, ampliação de alianças com os movimentos sociais é central
Por Antonio Biondi - Ag. Carta Maior- José Guilherme é coordenador de Comunicação e Cultura da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) e secretário-geral do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação). Na sua opinião, o "movimento de radiodifusão comunitária está dentro de uma guerra que ele não ganhou, mas também não perdeu". [04.2007]

O Brasil como um grande caldeirão da cultura globalizada
[Por Eduardo Veras] Peter Burke, historiador, professor emérito da Universidade de Cambridge, é autor de mais de 30 livros, a maioria deles editados no Brasil e disponíveis em catálogo. Entre os mais recentes, figuram justamente aqueles que se referem ao tema da Cultura, mote da conferência que ele faz na semana que vem em Porto Alegre - caso, por exemplo, de Hibridismo Cultural (Editora Unisinos, 2003) e O que É História Cultural? (Jorge Zahar Editor, 2005).

Raimundo Pereira: Um grande repórter
Ele queria ser jogador de futebol. Esse era seu grande sonho. Tentou a carreira e não foi bem sucedido. Acabou tornando-se jornalista profissional "por acidente", pois, como acredita, a pessoa "vai sendo empurrada por forças muito maiores para certos lugares". Sorte nossa, pois ganhamos um verdadeiro craque da imprensa. Estamos falando de Raimundo Pereira, 66 anos, 40 destes dedicados ao jornalismo. Pernambucano de Exu, Raimundo inventou de ser comentarista esportivo em sua cidade, na adolescência, em uma rádio local, com serviço de auto-falantes. Era apenas o primeiro passo em uma carreira com passagem pelos principais veículos, tanto da imprensa alternativa, quanto da imprensa burguesa. Editou, à época da ditadura, os jornais Opinião e Movimento, de resistência ao regime. Agora se prepara para empregar toda sua experiência no projeto de um jornal popular diário e de circulação nacional, em conjunto com o amigo Mino Carta, jornalista responsável pela revista Carta Capital. Leia a seguir a entrevista concedida por esse incansável repórter ao Boletim do NPC. [Fevereiro/2007]

Com André Luis Covre - política das astúcias. Lula quebrou o monopólio da palavra.
"Lula aproximou duas esferas, a do cotidiano e a oficial e nos colocou diante de uma “política das astúcias”. Uma política que está possibilitando a quebra do monopólio da palavra e da riqueza", constaa André Luiz Covre. Ele acaba de concluir a dissertação de mestrado intitulada "Quimeras discursivas do presidente Lula: ambivalência em gêneros discursivos" , no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. André fez um recorte da construção da imagem de Lula pela grande mídia monopolista privada de 2003 para cá. Segundo ele, "não há hegemonia econômica sem hegemonia discursiva". Lula aproxima as duas esferas discursivas, que sempre se mantiveram distantes quebrando, assim, o monopólio da palavra. A IHU On-Line (do Instituto Humanitas da Unisinos) entrevistou André Luiz Covre por e-mail. Confira a entrevista.

Vito Giannotti - Para o trabalhador conhecer sua própria história
O escritor e ex-metalúrgico Vito Giannotti lança História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil, um livro destinado a todos os que querem conhecer a história da classe trabalhadora no País, mas indicado, principalmente, ao trabalhador brasileiro

Bira Dantas entrevista o grande amigo, o cartunista Éton
Conheci o Éton em 1981, quando eu ainda engatinhava no mundo das charges. Ele era chargista do Sindicato dos Bancários de São Paulo e possuía um enorme talento no desenho e arte-final. Ótimo caricaturista, ele dominava como ninguém o bico-de-pena, sendo capaz de desenvolver complexas perspectivas para ambientar seus personagens sindicaleiros. Estudioso dedicado, ele usava muitas referências em seu trabalho diário e lia muito.

VENÍCIO LIMA: ""O poder executivo, até porque não tem um sistema público articulado em torno dele, fica eternamente nas mãos dos grupos privados de mídia"
Por Bruno Zornitta - Venício Lima é jornalista, sociólogo, publicitário e professor-titular de Ciência Política e Comunicação aposentado da Universidade de Brasília (UnB). Mestre, doutor e pós-doutor pela Universidade de Illinois, pós-doutor pela Universidade de Miami, Venício é fundador e primeiro coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB e autor, dentre outros, de Mídia, Teoria e Política (Ed. Perseu Abramo). Nesta entrevista, concedida por ocasião do 12° Curso Anual do NPC, Venício fala sobre a questão das concessões públicas de radiodifusão, o poder da mídia e a necessidade de articular um sistema público de comunicação. [Dez. de 2006]

Equipe que fez este BoletimNPC- nº 101
Bruno Zornitta, Claudia Santiago, Marcela Figueiredo e Renata Souza

Hamilton de Souza: “O jornalista interfere na realidade, pode mudar a vidas das pessoas”
Por Marcela Figueiredo - Hamilton de Souza é professor de comunicação da PUC/SP, editor da revista Sem-Terra e colunista da Revista Caros Amigos. Concedeu esta entrevista após o debate promovido pelo NPC em seu 12º Curso Anual de Comunicação.[30.11.2006]

Giovanni Alves “O cinema é a única arte capaz de nos envolver de forma radical, tocar, inclusive, no núcleo humano.”
Giovanni Alves é doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, professor de sociologia da UNESP/Marília e autor de vários livros. É também é coordenador-geral do projeto Tela Crítica. No 12º Curso Anual do NPC, expôs sua opinião a respeito do uso do cinema como ferramenta dos Movimentos Sociais. Após a palestra,conversou como BoletimNPC sobre projeto e ressaltou a utilidade do cinema como ferramenta de reflexão crítica. [02.12.2006]

Beto Novaes: “A imagem tem um poder de compreensão muito maior do que a escrita”
Beto Novaes é cineasta e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 1979, quando fez seu primeiro filme, O Que Eu Conto Do Sertão É Isso, produz filmes nos quais se preocupa em contar a história do ponto de vista dos trabalhadores. Neles, o documentarista mostra a classe trabalhadora como protagonista, sujeito da história, e não apenas como figurante, coadjuvante, dela. [25.01.2007]

Beto Almeida: “É preciso não ter a ilusão de que, algum dia, esses meios de comunicação que estão aí serão democráticos.”
Por Bruno Zornitta - Beto Almeida é jornalista. Árduo defensor de políticas públicas para massificar a leitura de jornal e pelo direito de todos a uma comunicação verdadeiramente democrática e capaz de fortalecer a luta por uma nova sociedade. Por sua luta contra a ditadura foi expulso da Universidade de Brasília. Viveu escondido, foi anistiado e reintegrado em 1979. É dirigente do Sindicato dos Jornalistas de Brasília. Trabalha na TV Senado, dá cursos de radiojornalismo para o MST, é repórter do Jornal Brasil de Fato e é diretor da Tele-Sul. Esta última, em particular, é o tema desta entrevista. [02.12.2006.]

Altamiro Borges: “Não estou querendo pensamento único; isso quem tem são os neoliberais”.
Por Bruno Zornitta.Almiro Borges é jornalista. Destacado dirigente político do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Na década de 80 escreveu no jornal Tribuna da Luta Operária.Hoje é editor da revista Debate Sindical e colaborador do Portal Vermelho, entre outras tantas publicações. “Eu penso que nesse caso, mesmo tendo diferenças de opinião, de análise da correlação de forças, o fundamental é a gente não queimar pontes. Não criar um sectarimo que impeça de nos unirmos em determinadas ações. Acho que o grande esforço hoje é construirmos bandeiras de unidade de ação. Não dá para construir uma unidade orgânica, mas pelo menos uma unidade de ação”, diz nosso entrevistado. [01.12.2006]

Gustavo Gindre: “Nós temos três pedidos de audiência protocolados no Ministério das Comunicações. Nem resposta nós tivemos”
Por Marcela Figueiredo- Gustavo Gindre é jornalista, coordenador Geral do INDECS (Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura) e membro do coletivo Intervozes. Defensor de uma comunicação democrática e transparente, Gustavo Gindre participou da mesa “TV digital: para onde vai a TV no Brasil”, no 12º Curso Anual do NPC. Esta entrevista foi realizada no dia 24 de janeiro de 2007 em uma livraria de Ipanema-RJ. Em sua fala podemos perceber a preocupação com a criação de um modelo de televisão que possibilite uma verdadeira inclusão digital a todos os cidadãos brasileiros. Veja o que ele tem a dizer:

Ademar Bogo: MST é cultura: Ideologia, tradição, pensar, fazer e sentir fazem parte da política cultural do movimento
Por Renata Souza - Para Ademar Bogo, o conceito de cultura no Movimento dos Sem Terra (MST) é consequência da própria existência do ser humano e, no caso do Movimento dos Sem Terra, da própria vida no campo. Segundo Bogo, membro da coordenação nacional do MST, a valorização da tradição e das manifestações regionais enriquece o movimento. É por isso que a atividade produtiva nos assentamentos é voltada para um tipo de ação que contesta a produção feita pelo grande mercado. E no seu projeto cultural do movimento, o teatro, a poesia, a música e os mais diversos tipos de manifestações culturais partem e se baseiam na realidade do campo e apontam horizontes mais amplos. “Para nós a cultura tem como base três pilares: pensar, fazer e sentir. Porque ela é tudo que pensamos, fazemos e sentimos. E ela é expressa a partir do gosto e da beleza, que é uma estética que vem do movimento porque dá forma as nossas idéias”, afirma.

Marcos Alvito - "A dor do povo não sai nos jornais"
Por Marcela Figueiredo - Marcos Alvito é professor do departamento de História da Universidade Federal Fluminense. Flamenguista. Tem cinco livros publicados, entre eles As Cores De Acari e o mais recente Futebol Por Todo O Mundo, com o professor Vitor Andrade de Melo. Atualmente está se dedicando a uma pesquisa sobre o policiamento nos estádios de futebol. Possui um portal na Internet onde publica seus textos, resenhas, artigos e materiais usados com seus alunos: www.opandeiro.net. Em uma conversa que durou mais de duas horas, Marcos Alvito falou sobre sua pesquisa na favela, as amizades que fez lá e seus vários outros trabalhos. [14.02.2007]

Adelaide Gonçalves - As lutas sociais produziram suas formas próprias de comunicação e engendraram formas de combate à cultura hegemônica
Por Bruno Zornitta - Adelaide Gonçalves, é militante da esquerda social, historiadora, com interesses de pesquisa e trabalhos publicados na área de História Social, em conexão com História Social das Idéias. Participou do painel "Cultura a serviço de um projeto de sociedade", no 12º Curso Anual do NPC. É professora da Universidade Federal do Ceará (UFC). Aos jornalistas que se empenham em construir uma outra comunicação, voltada para os trabalhadores, Adelaide propõe: “Vamos estudar mais, ler mais o mundo à nossa volta. Vamos aprender fazendo a luta social. Vamos ajudar a recuperar o melhor do vocabulário dos precursores socialistas libertários: solidariedade, apoio mútuo. E, como estamos próximos do 8 de março, nos inspiremos na escrita afiada, na memória de nossas Louise Michel, Mary Wolstonecraft, Flora Tristan, Rosa Luxemburgo, Emma Goldmann e no exemplo das mulheres da Via Campesina que arrancaram as mudas da morte para semear a vida. [12.02.2007]

Marcos Dantas - “A Comunicação é assunto de todos nós. As pessoas têm que largar as suas particularidades e entrar nessa discussão.”
Por Marcela Figueiredo - Marcos Dantas é professor do departamento de comunicação da PUC-RJ, ex-representante do Poder Executivo no conselho consultivo da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) e ex-secretário de educação a distância do MEC. Trabalhou com a Federação Nacional dos Telefônicos (Fittel) e é autor do livro “A lógica do capital informação”. Dantas participou da 12º Curso Anual do NPC na mesa sobre Democratização da Comunicação, juntamente com Gustavo Gindre. [20.01.2007]

Dênis de Moraes – “Não vejo indícios de que nos livraremos tão cedo da ditadura do pensamento único”
Por Bruno Zornitta - Dênis de Moraes é professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense e pós-doutor pelo Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO). Publicou, entre outros livros, Cultura mediática y poder mundial (Norma, 2006), Sociedade midiatizada (Mauad, 2006), Combates e utopias: os intelectuais num mundo em crise (Record, 2004) e Por uma outra comunicação: mídia, mundialização cultural e poder (Record, 2003), os dois últimos indicados ao Prêmio Jabuti, na categoria Ciências Humanas. [12.02.2007]

Entrevista com Joaquim Palhares.
Por Bruno Zornitta e Renata Souza. Joaquim Palhares é formado em direito, apesar de ter estudado economia e história. Já advogado, tornou-se um dos re-fundadores da Teoria do Direito Alternativo, no Rio Grande do Sul, e criou o boletim impresso Carta Maior para difundir suas idéias. Com isso, ganhou da revista Veja, certa vez, o título de “inimigo público número um do sistema financeiro”.

A periferia, como convém
Por Dafne Melo (Brasil de Fato). Ivana Bentes, pesquisadora da UFRJ, analisa a contradição do discurso das emissoras de TV sobre a periferia: ou pobre é violento ou é o pacífico criativo. [02.02.2007]

Entrevista com Ademar Bogo - 01.12.2006
Por Marcela Figueiredo. Ademar Bogo, coordenador nacional de formação do MST, foi o palestrante convidado pelo NPC para discutir a importância da cultura na sociedade.

Entrevista com José Arbex Jr. - 30.11.2006

Entrevista com Joaquim Palhares, em 01.12.2206
Esta entrevista foi concedida após o debate promovido pelo NPC em seu 12º Curso Anual de Comunicação. No debate foram discutidas várias questões referentes ao papel da comunicação como um serviço público. Na entrevista, Palhares esclarece algumas questões citadas na palestra.

Entrevista com Kjeld Jakobsen – em 02.12.2006

Entrevista com Marcelo Freixo - 02.12.2006
Marcelo Freixo, pesquisador do Centro de Justiça Global, historiador e deputado estadual (PSOL-RJ), foi um dos palestrantes do 3º dia do curso anual realizado pelo NPC. Durante sua fala, o deputado estadual eleito no Rio de Janeiro abordou fatos relativos ao que hoje a mídia e alguns governantes costumam chamar de política de segurança pública.

1ª Mostra CineTrabalho incentiva filmes e vídeos que tratam do mundo do trabalho
O Núcleo Piratininga está apoiando a 1ª Mostra CineTrabalho da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". O projeto acontece de 20 a 23 de novembro de 2006, no campus Marília - Anfiteatro I. A coordenação é do professor Giovanni Alves que será um dos palestrantes do 12º Curso de Comunicação do NPC. As inscrições podem ser feitas até o dia 27, na página www.telacritica.org. O Boletim do NPC entrevistou Giovanni para conhecer maiores detalhes da Mostra.

Entrevista com o jornaleiro que decidiu parar de comercializar as revistas Veja, Época e Primeira Leitura
Entrevista concedida a Marcelo Salles - salles@fazendomedia.com. Trinta e três anos, jornaleiro há nove. Proprietário da banca que fica num movimentado ponto de Porto Alegre, Fábio Marinho tomou uma decisão: não vai mais vender a revista Veja. Não é mais possível ficarmos esperando que os outros venham fazer algo por nós (...). Todos somos, de alguma forma, responsáveis pelo mundo em que vivemos. Fábio está se formando em História e comunicou sua decisão em carta enviada ao jornalista Hamilton Octávio de Souza e publicada na revista Caros Amigos de julho (leia a íntegra aqui). Sua esperança é, como conta nessa entrevista, contribuir para que outros jornaleiros "também tenham uma tomada de consciência e percebam a importância de seu trabalho na sociedade e tomem iniciativas, por pequenas que sejam, que contribuam para pormos um fim a este avanço dos liberais, ou neoliberais, se preferir, que só tem trazido sacrifícios para a grande maioria da população". Seu endereço eletrônico é: marinho147@hotmail.com. E seu endereço físico, pra quem quiser fazer uma visita, é o número 100 da Rua Dom Diogo de Souza, Cristo Redentor.

A Comunicação Sindical deve ser tratada com profissionalismo e respeito
Tânia Trento tem 43 anos. É a criadora da T&T Comunicação e Publicidade Ltda que presta serviço de comunicação para sindicatos. Atualmente, atende aos sindicatos de Metalúrgicos, Senalba, Sindilimpe-ES, Fundação Sementes (Consórcio da Juventude), Centro Apoio aos Direitos Humanos e as empresas Premsar e Duralevi. Tânia foi assessora de Comunicação da CUT-ES no final dos anos 80 até 1992.

Novo modelo de comunicação impulsionado pela Venezuela é ponto de referência para o continente
Entrevista com Fernando Buen Abad Dominguez, escritor mexicano. por María Mercedes Cobo e Emilce Chacón. Publicado em 28.06.2006, em http://www.vive.gob.ve. Licenciado em Ciências da Comunicação, com mestrado em Filosofia Política. Atualmente é vice-reitor da Universidade Aberta do México, país onde nasceu em dezembro de 1956. Autor do livro “Filosofia de la Comunicação”, publicado pelo Ministério de Comunicação e Informação e apresentado na cidade de Caracas no último dia 23 de junho. Aproveitamos sua visita ao país (Venezuela) e experiência acadêmica, para conhecer sua percepção sobre as novas experiências no campo da comunicação que estão sendo gestadas, no marco do processo revolucionário em curso na Venezuela.

Entrevista de José Dirceu à Revista Imprensa
Ex-ministro analise a mídia no Brasil ... Por Pedro Venceslau e Rodrigo Manzano, de São Paulo ... 18.06.2006

A comunicação como uma “arma” contra a hegemonia neoliberal
Pelo menos desde a Revolução Francesa a comunicação é encarada como “arma central da política”. E de lá para cá a imprensa só tem se fortalecido na condição de instrumento dos grupos dominantes política e economicamente. Napoleão Bonaparte, quando invadia os países, tomava como primeira ação criar um jornal para difundir idéias. No Japão do século XIX foi expressada a seguinte frase: “um partido (político) sem jornal é como um exército sem armas”. No início do século XX, Lênin, em sua obra de 1902 (“Por onde começar”) diz que um dos primeiros atos revolucionários é a criação de um jornal. E, um exemplo mais recente, nos Estados Unidos, o presidente George W. Bush só teria conseguido apoio maciço à invasão do Iraque após “anestesiar” o cérebro de 80% dos norte-americanos a partir da campanha empreendida pelos meios de comunicação. Esses pontos de vista foram defendidos por Vito Giannotti, jornalista, escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação. Ele esteve em Santa Maria na sexta, 18 de novembro, falando sobre “Comunicação e Política” na abertura da programação dos 16 anos da SEDUFSM (Seção Sindical dos Docentes da UFSM/ANDES). Leia a matéria completa do jornal da SEDUFSM, de novembro de 2005, clicando aqui ou visitando o link na página da entidade. (nov/2005)

“A mídia age como partido político, como demonstrou Gramsci”
"Gramsci mostrou que a imprensa cumpre um papel fundamental para dar coesão ao processo de formação da sociedade civil. E mostrou também que a imprensa é controlada pelo capital privado, mas trata de assuntos públicos. Ou seja, ela é um veículo privado que trata de assuntos que não são privados, que são da esfera pública" (...) Entrevista com José Arbex Jr. a Nestor Cozetti, no Boletim 79 (nov/2005)

“A mídia demoniza alguns setores para que outros apareçam como positivos”
Maringoni cartunista, jornalista, arquiteto e doutorando em História. Nasceu em 1958 em São Paulo, capital. No início de novembro esteve no Rio de Janeiro onde participou de curso ministrado pelo NPC a convite do Sindicato dos Funcionários do Banco Central. Na ocasião, concedeu a Nestor Cozetti com exclusividade esta entrevista para o Boletim do NPC 79 (nov/2005)

“Rico não gosta que pobre pense”
Felinto Procópio dos Santos tem 37 anos. Ele é um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Mineirinho, como é mais conhecido, não gosta muito de dar entrevistas. Mas aceitou conversar com a jornalista Eliane Amaral, no Rio de Janeiro, para o BoletimNPC. Vamos apresentar, com muitos detalhes, a vida de um lutador do povo, que não tem medo de defender suas idéias e o povo brasileiro. Ele já foi preso injustamente, mas para qualquer um afirma: “O que me move é a luta pela reforma agrária. É a vontade de ver um Brasil onde as pessoas tenham casa, comida e dignidade”. Por Eliane Amaral, junho de 2005

“A informação é parte do aparato de guerra”
Correspondente de guerra em diversas ocasiões – as duas últimas no Afeganistão (2001) e no Iraque (2003) - o jornalista português Carlos Fino esteve no final de abril na Escola de Comunicação da UFRJ, na Urca, para falar sobre sua experiência como enviado especial da tevê portuguesa RTP. Em entrevista ao Boletim NPC, comentou sobre o desenvolvimento das coberturas nas últimas investidas bélicas norte-americanas, afirmando que as novas tecnologias mudaram o papel do jornalismo. “Qual que vai ser, ainda é difícil dizer. Mas mudou”.

Veríssimo: o escritor, o ato político e a luta
Quem já se deliciou com alguns ou com todos os seus livros não acredita que aquele de fala mansa, quase um susurro, e tímido, seja o escritor bem-humorado de Comédias da Vida Privada, A velhinha de Taubaté, As mentiras que os homens contam e tantos outros, seja Luis Fernando Veríssimo. Mas é ele mesmo. A simplicidade é tanta que ele quase pede licença por estar ali, por ser o centro das atenções de uma livraria cheia, em plena terça-feira, num dia chuvoso e um pouquinho mais frio. .....Assim que ele chega à Realejo Livros, na cidade de Santos (SP), no dia 26 de abril, por volta das 18h, logo forma-se uma fila de leitores e fãs, já com livros à mão, esperando o tão sonhado autógrafo, uma conversa rápida e também uma foto. Luis Fernando Veríssimo, apesar da timidez, recebe a todos com um sorriso largo e acolhedor. Faz questão de pedir o nome de cada um dos leitores e de escrever uma dedicatória diferente nos livros. Foi com a mesma gentileza que Luis Fernando Veríssimo, nascido em Porto Alegre (RS), em 1936, filho do famoso escritor Érico Veríssimo, falou com o Boletim NPC. Por Rosângela Gil, de Santos (SP), maio de 2005.

Fórum Social Mundial: uma resposta ao neoliberalismo
O Fórum Social Mundial não é um movimento, não é uma organização, não é uma Internacional Socialista do século XXI. Ele é um "espaço". Quem faz questão de definir o fenômeno, que reúne movimentos os mais diferentes e de várias partes do mundo há cinco anos, como "espaço", é um dos seus idealizadores, Francisco Whitaker Ferreira. Ou simplesmente Chico Whitaker. De 2001, em Porto Alegre (RS), ao quinto Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o que move a realização desse grande encontro de povos e de movimentos é ser "uma operação de contracomunicação ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça)", como apresenta Whitaker, no seu livro recém-lançado O desafio do Fórum Social Mundial - um modo de ver (foto), da Editoria Fundação Perseu Abramo e Edições Loyola. Whitaker esteve em Santos (SP), na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Santos, UniSantos, no início deste mês, onde lançou o livro e conversou com o Boletim NPC. Leia a entrevista de Rosângela Gil, de Santos, abril de 2005.

O Novo Sindicalismo, a estrutura sindical e a voz dos trabalhadores
O historiador e colaborador do Núcleo Piratininga de Comunicação, Guilherme Marques Soninho, laçou no final do ano passado o livro O Novo Sindicalismo, a Estrutura Sindical e a Voz dos Trabalhadores (foto). Leia a entrevista de Rosângela Gil e Sérgio Domingues com Soninho sobre o seu livro, em abril de 2005.

A mídia e a mulher
No Dia Internacional da Mulher, o Boletim NPC conversou com a filósofa e professora da USP, Olgária Chain Feres Matos, antes do debate "A Mídia e a Mulher", realizado no Sesc, no dia 11 de março, em Santos (SP). Foi uma hora de entrevista. O tema, logicamente, era "A mídia e a mulher", mas falar de mulher e não se falar do mundo, não se fala a verdade. Falar de mulher e não falar do homem, também pouco se está falando. Falar de mulher e não falar de mercado, de exploração, de neoliberalismo, não se está falando tudo. Nesta entrevista não há linearidade, não há começo, meio, fim. Pode-se começar do fim ou do meio. Ou do começo. Não importa. O que importa é que falamos de mulher para falarmos do mundo. Por Rosângela Gil, de Santos, março de 2005

Dom Tomás Balduíno: Pelos direitos dos povos
Goiano, 82 anos de idade, filósofo e teólogo com pós-graduação em Antropologia e Linguística, Dom Tomás Balduíno (foto) foi Bispo da Cidade de Goiás (hoje Goiás Velho) durante 31 anos. De 1965 a 1967 cuidou do prelado de Conceição do Araguaia, quando tornou-se mais conhecido por seu trabalho em defesa de povos indígenas e trabalhadores rurais. Dom Tomás participou na última segunda (28/2) do programa Roda Viva, da TV Cultura. Sem deixar se intimidar, o bispo atacou diversos setores da elites econômicas e políticas e apontou rumos para o fim dos conflitos no campo. "Jesus já dizia: isso convem fazer, e aquilo não omitir". Confira as principais informações da conversa. Por Gustavo Barreto, do NPC, fevereiro de 2005

Venício Lima: “Quem faz a História somos nós”
RIO DE JANEIRO. Com o enfraquecimento histórico dos partidos no País e o apoio do regime militar, a Rede Globo pôde ocupar espaços políticos e até mesmo forjar uma História do Brasil própria. É isso o que argumento o pesquisador da UnB Venício A. de Lima, que conversou com a equipe do Boletim NPC durante o 10 Curso anual do Núcleo. Autor do livro “Mídia – Teoria e Política” (Perseu Abramo, 2004), ele pede a atenção dos movimentos sociais para a forma como a Globo fala do passado – “importantíssimo para orientar a ação de presente” – e enxerga nas rádios comunitárias um dos grandes avanços do povo brasileiro. Por Rosângela Gil e Gustavo Barreto, dezembro de 2004.

A Internet e a Comunicação Alternativa
O 10º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, realizado de 1º a 5 de dezembro, no Sindipetro do Rio de Janeiro, dedicou uma mesa de debate para a ferramenta internet na perspectiva da comunicação alternativa. Um dos debatedores, Gustavo Gindre, membro eleito do Comitê Gestor da Internet no Brasil, falou para o Boletim NPC. Rosângela Gil, da Equipe NPC em Santos (SP).

Conselho Federal de Jornalismo: visões opostas
Por Loianne Quintela e Rose Veronez, do Portal Andifes, setembro de 2004. A criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) vem sendo muito debatida, especialmente depois que o Projeto de Lei, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), foi enviado ao Congresso, no dia 09 de agosto, pelo Presidente Lula. Os principais objetivos do Conselho serão conferir o registro profissional, fiscalizar o exercício ético da profissão e acompanhar a formação do futuro profissional. Algumas entidades representativas da classe vêem isso como a imposição de limites à atividade jornalística, como é o caso da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Para contribuir com essa discussão o Portal Andifes entrevistou o presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, e o presidente da ABI, Maurício Azêdo.

Ignacio Ramonet: Propostas para um outro mundo possível
PORTO ALEGRE. As pessoas e os movimentos sociais que se identificam com o altermundialismo e vão a Fóruns Sociais Mundiais deveriam elaborar uma Carta Social Mundial. No documento, deveriam ser listados os pontos essenciais e comuns dos participantes dos encontros contra a globalização, como a anulação da dívida externa, a retirada de tropas militares que ocupam países e a interrupção da privatização de serviços públicos e recursos naturais. A avaliação é do jornalista Ignacio Ramonet que, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, fez um balanço do 5° Fórum Social Mundial, que se encerrou no dia 31 de janeiro, em Porto Alegre (RS). Na foto, Ignacio Ramonet entre Noam Chomsky e Olívio Dutra, arquivo da Z Magazine do Fórum Social Mundial de 2002.

Miguel Urbano fala sobre jornalismo e o poder da mídia no Brasil
Por Ana Maria Straube, 30/09/2004, para o Jornal Contraponto - PUC/SP. Perto de completar 80 anos, o jornalista português Miguel Urbano Rodrigues ainda tem fôlego para brigar com o sistema. Militante comunista, exilou-se no Brasil durante a ditadura de Antonio Salazar. Trabalhou como editorialista do jornal Estado de São Paulo entre 1957 e 1974, lutando também contra a censura e arbitrariedades impostas pelo governo militar em nosso país. Atualmente, mantém um site na Internet (www.resistir.info), onde procura dar uma visão crítica sobre diversos acontecimentos mundiais.

Os principais problemas da mídia brasileira não estão ligados ao exercício profissional
Para o pesquisador Venício A. de Lima, estrutura historicamente concentrada dos meios de comunicação — que permite a propriedade cruzada — deveria receber atenção. Por Ana Manuella Soares, agosto de 2004.

Os críticos não estão vendo fantasmas. Estão muito lúcidos
Segundo o professor da Unicamp Reginaldo Moraes, qualquer jornalista que se aventurou a ter alguma idéia na cabeça que não correspondesse àquela de seu patrão sabe o que é apropriação da informação pública. Jornal da Unicamp, agosto de 2004.

“Quem quer que não haja criança pedindo esmola é de esquerda”
Para o escritor Vito Giannotti, nascido na Itália e que vive no Brasil desde os 21 anos, o país se divide entre casa grande e senzala. Por Iamily Rodrigues para o jornal Matéria Prima, de Maringá, agosto de 2004.

Novos olhares contra velhos estigmas
Por Viviane Gomes, Rets, agosto de 2004. João Roberto Ripper e Ricardo Funari são fotógrafos reconhecidos por seus trabalhos de documentação de temas sociais. Já registraram conflitos de trabalhadores rurais sem terra e a exploração da mão-de-obra infantil.

Um dos criadores do software livre defende brasileiro alvo da Microsoft
Entrevista com Richard Stallman. Por Rafael Evangelista, para o Planeta Porto Alegre, 21 de junho de 2004

Entrevista com Paulo Riccordi
Por Mariana de Oliveira Silvério

Derrubar as muralhas da linguagem
Por Cláudia Santiago, do Rio de Janeiro (RJ), para o jornal Brasil de Fato em novembro de 2004. A escravidão no Brasil ainda não acabou para milhões de homens e mulheres, afirma Vito Giannotti. Para ele, a causa de todos os males do país é a continuação de uma realidade que garante a Casa Grande para apenas um punhado de gente e mantém a imensa maioria na Senzala. Nessa entrevista ao Brasil de Fato, Giannotti fala sobre o seu mais recente trabalho, Muralhas da Linguagem (Ed. Mauad). Entre outras coisas, explica que na Senzala não há boas escolas e que a baixa escolaridade e exclusão social são as principais muralhas da linguagem. Giannotti quer convencer jornalistas, sindicalistas, advogados, professores, e quaisquer outros profissionais que se relacionem com o povo, de que a mesma divisão econômica injusta que se perpetua no Brasil se repete na linguagem.

A televisão como instrumento de inércia e passividade de crianças e adultos
Entrevista com o professor e autor de vários livros sobre televisão e educação, Pedrinho Guareschi, feita por Márcia Santos, assessora de imprensa do SINTESE - Sindicato dos Profissionais da Educação do Sergipe. (out/2005)

Ismar de Oliveira Soares: Rádio diminui violência nas escolas
Um curso inovador que junta Comunicação e Educação ensina alunos das séries do ensino fundamental a produzirem programas de rádio nas escolas. O "Educomunicação pelas ondas do rádio" nasceu em 2001, financiado pela Prefeitura de São Paulo e coordenado pelo professor da USP Ismar de Oliveira Soares. O curso é uma das atividades de um projeto de pesquisa do Núcleo de Comunicação e Educação da USP (Educom) e atende a 12 mil professores, alunos e membros de comunidades educativas em 455 escolas do município de São Paulo. Entrevista a Ana Manuella Soares, fevereiro de 2006, para o Boletim NPC.

Bernardo Kucinski: “Ninguém tem coragem para dizer a verdade para o presidente”
Desde 1998, o jornalista e professor dedica-se a fornecer a Lula uma análise crítica sobre a relação do presidente com a mídia: “Ninguém tem coragem para dizer a verdade para o presidente claramente e eu digo todos os dias de manhã”. Entrevista a Alice Sosnoswki, na Agência Repórter Social, 9/1/2006.

João Pedro Stédile: Movimentos sociais não conseguem falar com o povo
João Pedro Stédile, da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), participou do 11.º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicações, realizado entre os dias 30 de novembro a 3 de dezembro de 2005, no Rio de Janeiro. Stédile falou ao público presente, jornalistas e dirigentes sindicais, sobre o Brasil que a imprensa sindical precisa mostrar. Ele concedeu entrevista ao Boletim NPC, onde fala do relatório da CPI da Terra, que Stédile classifica como "mero discurso ideológico", da imprensa burguesa e da deficiência dos movimentos sociais em criar os seus meios de informação com o povo ("Estamos muito atrasados nesse sentido"). (dez/2005)

Joaquim Palhares: Informação não é mercadoria, é um bem social
Joaquim Palhares é formado em direito, apesar de ter estudado economia e história. Já advogado, tornou-se um dos re-fundadores da Teoria do Direito Alternativo, no Rio Grande do Sul, e criou o boletim impresso Carta Maior para difundir suas idéias. Com isso, ganhou da revista Veja, certa vez, o título de "inimigo público número um do sistema financeiro". Por ocasião do primeiro Fórum Social Mundial, pressentindo que a mídia comercial não cobriria o evento, transformou o boletim em uma agência de notícias na Internet, a Agência Carta Maior (www.agenciacartamaior.com.br). Nessa entrevista, concedida após palestra ministrada no 11º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), ele fala sobre o surgimento da Carta Maior e o governo Lula. Entrevista concedida a Bruno Zornitta e Renata Souza, da Rede Nacional de Jornalistas Populares — Renajorp, e gentilmente cedida ao Fazendo Media. (dez/2005)

Marcelo Freixo: Imprensa reforça lógica da criminalização
Marcelo Freixo; Imagem: Outras Palavras“Eu trabalho com a grande imprensa o tempo inteiro. Tem bons jornalistas comprometidos dentro de todos os jornais. Não tenho dúvida nenhuma disso. Lido com jornalistas que têm compromisso. Conseguimos produzir boas matérias. Já tivemos grandes efeitos e conquistas. Agora, não posso ter esses veículos como meios de transformação porque eles não são para isso”. Em entrevista ao BoletimNPC, Marcelo Freixo explica como a acentuação do neoliberalismo nos anos 90 agravou a exclusão e criminalização de um segmento específico da sociedade: jovens, negros e favelados. E aponta como a imprensa comprou essa lógica e reforçou a mensagem. (fev/2006)

TV SUL busca integração latino-americana
Entrevista com Iraê Sassi, jornalista, do Coletivo da TV Comunitária do Distrito Federal, a Nestor Cozetti: "A TV-Sul vem para suprir a carência absoluta de uma cara própria da América Latina no panorama da comunicação. Ela nasce também no contexto de um processo revolucionário em curso na Venezuela atualmente, chamado de bolivariano que inova, acelera a integração político-social e tem a característica de apostar no cidadão, na consciência das pessoas, numa rápida recuperação de nossos valores, de nossas culturas (...)"

Coordenadora da Missão brasileira ao Haiti fala ao Boletim do NPC
Sandra Quintela, visitou o Haiti como membro de uma delegação de organismos de vinte países. Nesta entrevista, ao Boletim do NPC, Sandra nos traz informações que não chegam através da grande mídia. Por Claudia Santiago, maio de 2005 (boletim 67)

Informação: mercadoria mais valiosa do capitalismo
O Brasil ainda está muito distante de garantir a realização plena de mais um direito humano, o direito à comunicação. Esta é uma das revelações da pesquisa "O Direito à Comunicação no Brasil", realizada pelo Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, que faz parte do Projeto de Governança Global da Campanha CRIS - Communication Rights in the Information Society. A pesquisa foi lançada oficialmente em Santos (SP), no dia 5 de setembro, numa promoção do Centro de Imprensa Alternativa (CIA). O Boletim NPC entrevistou um dos coordenadores da pesquisa, Diogo Moysés, do Intervozes, que esteve em Santos, no lançamento que reuniu mais de 130 pessoas, principalmente estudantes de comunicação, numa universidade local. Por Rosângela Ribeiro Gil, do NPC em Santos (set/2005)

Jornal carioca Bafafá entrevista Fernando Morais
Nesta entrevista exclusiva ao Bafafá, Fernando Morais fala sobre vários temas: política, mensalão, esquerda, Bush e muito mais. “Estamos vivendo o pior momento da esquerda brasileira das últimas décadas. Ele só encontra paralelo no massacre de que todos fomos vítimas, em graus diferentes, durante a ditadura militar”, assegura. (set/2005)

Rádios comunitárias: “Precisamos fazer as coisas ficarem mais próximas do povo”, diz juiz federal de 2005.
“Precisamos fazer as coisas ficarem mais próximas do povo, para o povo controlar o governo. Deixar de ficar tudo em Brasília e o resto do país ficar inerte, parado, esperando decisões”, diz o juiz Paulo Fernando Silveira, que ajudou a aprovar a lei número 14.013, que dá o direito às Rádios Comunitárias de operarem legalmente, mesmo sem a concessão liberada de Brasília. Entrevista a Júlia Costa e Júlia Gaspar, estudantes de jornalismo das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), no Rio de Janeiro, em agosto de 2005.

Telesur será uma TV em favor da integração dos povos, diz diretor multinacional
Democratizar a informação e criar um canal que reflita a diversidade e realidade das Américas. Esses são principais objetivos da Telesur, canal via satélite que, a partir deste domingo (24/7), passa a funcionar experimentalmente 24 horas por dia. De acordo com o jornalista brasileiro Beto Almeida, diretor multinacional da Telesur, o canal resgatará e revelará histórias e tradições da América Latina. Por Érica Santana, da Agência Brasil, julho de 2005

Ken Loach: um cineasta que fala dos pobres
“Os filmes permitem desenvolver perguntas, suscitar inquietudes, entretanto as mudanças têm origem nos movimentos políticos organizados.”No passado mês de janeiro “El Ateneo Obrero de Gijón” teve a felicidade de realizar uma retrospectiva sobre a obra do diretor britânico Ken Loach. Em uma cidade submetida a um processo de privatização radical de sua estrutura produtiva, a visita de Ken Loach não é como a de um estranho: seus filmes têm trazido elementos de reflexão a partir de outras realidades similares. Sua presença na cidade nos permitiu esta entrevista. Por Chema Castillo, para Página Abierta, 28/05/2005

Charge revela as contradições do mundo do trabalho, diz estudo
Rozinaldo Miani, autor da tese, é jornalista, doutor em História pela Unesp de Assis-SP, professor da disciplina de Comunicação Comunitária e Popular na Universidade Estadual de Londrina e coordenador do curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária na mesma universidade. Sua tese de doutorado aborda a influência da charge no sindicalismo brasileiro, mais especificamente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante a década de 90. E é sobre esse assunto que o NPC foi conversar com ele. Por Mário Camargo, maio de 2005, para o Boletim NPC

Gustavo Codas: Imprensa sindical tem abordagem pobre sobre o mundo
Gustavo Codas, jornalista e assessor de Relações Internacionais da CUT nacional, participou, pela primeira vez, do curso anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, cujo tema, neste ano, foi “Os desafios da comunicação de esquerda no Brasil de hoje”. Codas fez parte da mesa de discussão “Uma Comunicação na América Latina na realidade de hoje”, juntamente com os jornalistas Beto Almeida (diretor da TV SUR) e Gilberto Maringoni (autor do livro “A Venezuela que se inventa”). Gustavo Codas, na sua participação, falou da importância de construirmos uma comunicação independente na América Latina. “O primeiro a lançar essa idéia foi o general Perón, nos anos 50, na Argentina”, lembrou. Nessa entrevista dada ao Boletim NPC, Gustavo Codas avalia a imprensa sindical sob a perspectiva de um movimento sindical mais internacionalista. Nesse sentido, ele é taxativo: a imprensa que os sindicatos fazem hoje é “pobre” na abordagem de temas internacionais, e mesmo nos nacionais. (dez/2005)

Comunicação no meio sindical: a atuação do Núcleo Piratininga de Comunicação
Por Paula Villela - Um grupo de jornalistas, professores, formadores, ativistas sindicais e de movimentos sociais, de vários estados do país e com a certeza de que, sem a comunicação, é impossível que os setores populares possam lutar pela hegemonia da sociedade. É assim que se define a equipe do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).



Por NPC

. Guatemala: 500 anos de exploração, opressão e lutas do povo
.....[Por Claudia Santiago] Daniel Pascual, 38 anos, veio ao Brasil para representar a Via Campesina guatemalteca na décima edição do Fórum Social Mundial. Ele é o coordenador geral do Comitê de Unidade Campesina da Guatemala (CUC). Participou de diversas mesas de debate e também do ato contra a criminalização dos movimentos sociais. Entre uma atividade e outra, o líder camponês recebeu o BoletimNPC para uma conversa de 40 minutos sobre a vida na Guatemala.

. Marcos Dantas, professor da UFRJ, defende banda larga para todos
.....[Por Marília Gonçalves/ NPC] O professor Marcos Dantas, da UFRJ, foi palestrante do 15° Curso Anual do NPC. Em entrevista concedida antes da realização da Confecom, ele conversou com o Boletim NPC sobre TV paga, acesso às novas tecnologias e novo marco regulatório para a Comunicação no Brasil. [04.01.10]

. Altamiro Borges diz que não é novidade imprensa estar do lado do capital
.....[Por Camila, Daniel, Katarine e Tatiana] O filósofo italiano Gramsci dizia que, em momentos de crise das instituições burguesas, a imprensa ocuparia o lugar do partido das classes dominantes. “Ele já falava isso no início do século, e com o passar do tempo essa situação foi se agravando. Hoje a mídia é muito, muito poderosa. Por isso o tema do curso do NPC está corretíssimo”. Essa é a opinião do jornalista Altamiro Borges, um dos palestrantes do 15° Curso Anual do NPC. Ele esclareceu aos entrevistadores como a mídia comercial criminaliza sistematicamente os movimentos sociais e as lutas dos trabalhadores, omitindo, por exemplo, as causas das manifestações de rua.

. No Congresso Nacional existe o lobby da terra, do céu e do ar, diz Laurindo Leal
.....[Por Daniel Hammes e Tatiana Lima] Laurindo Leal, ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)e professor de comunicação da USP, fala, em entrevista, sobre a importância da regionalização da programação para a democracia e a cultura do país. Ele comentou ainda o papel da Confecom em se estimularem meios alternativos e populares de comunicação para que não se perpetue o pensamento único. E reforçou a ideia da comunicação como um direito humano fundamental, portanto de todos. Laurindo finalizou observando que existe, no Congresso Nacional, o lobby da terra, do céu e do ar. Confira a entrevista feita pelos jornalistas Daniel Hammes e Tatiana Lima, durante o 15° Curso Anual do NPC.

. Entrevista com Dênis de Moraes, durante o 15° Curso Anual do NPC
.....[Por Sheila Jacob] O professor Dênis de Moraes, da UFF, foi palestrante no 15° Curso Anual do NPC, que ocorreu entre os dias 11 e 15 de novembro. Em entrevista ao BoletimNPC, ele falou sobre a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, para ele importante pelas discussões dá visibilidade, e não pelas expectativas de mudança na legislação ou políticas públicas. E também comenta ainda o exemplo recente da Argentina na revisão da lei de comunicação do país, principalmente pela metodologia democrática de consulta a diversos segmentos da sociedade civil.

. Entrevista com Jon Blair e Tom Phillips, diretor e co-produtor do filme Dançando com o Diabo
.....[Por Sheila Jacob] O BoletimNPC entrevistou o jornalista e cineasta Jon Blair, diretor do filme Dançando com o Diabo. O documentário, recém lançado no Festival do Rio, aborda a realidade das favelas cariocas, com foco no Complexo da Coréia, Zona Oeste do Rio. Também participou da entrevista o jornalista Tom Phillips, correspondente do The Guardian e co-produtor do longa. Nessa entrevista, ambos falam sobre a responsabilidade social do jornalismo, as visitas às favelas do Rio, os contatos com traficantes, policiais e pastores, e a importância de se humanizar e dar oportunidade de todos esses atores se manifestarem. Para Blair, muitas vezes essas pessoas são tão desumanizadas “que até nos esquecemos de que eles também têm mães”. Como ele lembra, muitas vezes a mídia trata do tema da favela ou tráfico com adjetivos pejorativos, como “diabólico” e “mau”. Tom conta que a ideia desse documentário é mostrar o outro lado, já que o seu diferencial “é mostrar os olhos desses personagens”, como diz. [9/10/09]

. Em entrevista para o Boletim NPC, Joel Zito fala sobre a importância do cinema de reflexão
.....[Por Katarine Flor] Joel Zito acredita que os filmes trazem a possibilidade de conformar ou transformar os imaginários das pessoas. Para ele, “o cinema padrão de Hollywood foi um cinema de conformação do imaginário, um cinema de criação de atos, de vida, perspectiva, de valores. A novela brasileira é uma novela de conformação de imaginário.”

. Com Marcelo Gabbay, sobre a Escola de Frankfurt
.....[Por Sheila Jacob] Um dos professores do Curso de Comunicação Comunitária promovido pelo NPC no Rio de Janeiro foi Marcello Gabbay, doutorando da UFRJ. Em entrevista ao BoletimNPC, Gabbay falou sobre a atualidade da teoria da Escola de Frankfurt. Ele abordou o tema da Indústria Cultural e alertou para a atual concepção de arte como mercadoria, que, ao invés de estimular o pensamento crítico, nos impede atualmente de questionar “verdades naturalizadas”. Gabbay também lembrou Gramsci, e destacou o papel do jornalismo comunitário e independente de desarticular o consenso e a verdade hegemônica. “O consenso cria uma sensação de ordem e anula as possibilidades de transformação”, afirma. [2.07.09]

. Bia Barbosa defende regulação do setor de comunicação e a produção de meios alternativos
.....[Por Katarine Flor] Em entrevista ao Boletim NPC, Bia Barbosa, do coletivo Intervozes, falou sobre a importância de se democratizar os meios de comunicação. Afirmou que “a falta de representação, nos meios de comunicação, da diversidade que está presente na nossa sociedade, gera todos os tipos de distorções e impede que a gente crie uma sociedade realmente democrática”. Para ela, é necessário investir em formas alternativas e comunitárias de comunicação, além de se lutar por uma regulação do setor de comunicação. “É preciso não confundir ‘liberdade de imprensa’ com ‘liberdade de empresa’, já que, sem regulação do mercado, vira lei do mais forte”. [25.06.09]

. Para Marildo Menegat, a lógica do capital naturaliza todas as formas de injustiça
.....[Por Katarine Flor] Marildo Menegat é doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde atualmente trabalha como professor adjunto. Em entrevista para o BoletimNPC, falou sobre as relações desumanas naturalizadas pela lógica da sociedade capitalista. Ele acredita que “se uma sociedade não é transformada de forma revolucionária quando seus limites estruturais se apresentam, ela vai decaindo lentamente num quadro social que cada vez mais se confunde com uma regressão”. E identifica este processo como “barbárie”. [25.06.09]

. Mouzar Benedito: A gente achava que ia mudar o mundo fazendo jornais revolucionários
.....[Por Sheila Jacob] Confira a entrevista com Mouzar Benedito, autor do livro "João do Rio, 45". A história aborda os anos da Ditadura Militar no Brasil, e se passa em uma rua do bairro Vila Madalena, de São Paulo. A narradora é a própria casa situada na rua João do Rio, 45, a que o título faz referência.

. Entrevista com o jornalista Mouzar Benedito, o autor do livro João do Rio, 45
.....[Por Sheila Jacob/ NPC] O livro João do Rio, 45, de Mouzar Benedito, aborda os anos da Ditadura Militar no Brasil. O foco é o dia-a-dia de uma casa no bairro Vila Madalena, de São Paulo, onde mora um grupo de jovens e a tia Hilda, parente de um deles, personagem que sempre esquece as chaves de casa e protagoniza uma série de cenas engraçadas. O grupo é composto em sua maioria por jornalistas.

. Entrevista com Tereza Cruvinel, presidente da EBC
.....[Por Raquel Junia e Sheila Jacob/NPC] O que define uma TV Pública? Quais as principais diferenças em relação a uma TV estatal? Como a sociedade pode e deve participar da programação da TV Brasil? Essas e outras questões foram respondidas pela presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, em entrevista ao BoletimNPC. Ela contou sobre sua trajetória no jornalismo; apontou as principais metas da TV Brasil; destacou o Conselho Curador e a Ouvidoria como instrumentos importantes de participação; e falou sobre a diferença de conteúdo e de abordagem entre a mídia pública e a comercial. Confira a entrevista.

. Ivo Lebauspin: Liberdade de Imprensa é liberdade de informação e de formação para a população
.....[Por Katarine Flor] O sociólogo Ivo Lebauspin foi professor na faculdade de educação da UFRJ e depois na escola de serviço social. Escreveu sobre classes populares, direitos humanos e sobre experiências de prefeituras. Esta é a segunda parte da entrevista concedida pelo ex-frei Ivo Lebauspin ao BoletimNPC. Ele fala sobre a atuação da mídia comercial, e sobre a importância da democratização dos meios de comunicação. “Liberdade de imprensa não é liberdade para os donos dos meios de comunicação. Mas é liberdade de informação e de formação para a população”, diz. Confira a entrevista.

. Imprensa Sindical deve apresentar a natureza das crise com a maior clareza possível
.....[Por Katarine Flor e Jessica Santos] Marcio Pochmann é professor da Unicamp (SP) e presidente do (IPEA). Em evento, em abril, na UFRJ, ele falou sobre a crise mundial e a possibilidade de romper com o modelo em que vivemos até hoje. “Essa é uma crise estrutural, que abala o sistema capitalista e representa o fracasso da política neoliberal. Dificilmente será superada se não houver um novo padrão”, afirmou. Em entrevista ao BoletimNPC, o economista discutiu a pauta dos jornais sindicais, e falou como fortalecer e esclarecer os trabalhadores em momento de crise.

. Carmen Lozza: Se o aluno não entende a influência da mídia, está desconhecendo a si próprio
.....[Por Katarine Flor] O curso de Jornalismo de Políticas Públicas Sociais da UFRJ, coordenado pelo professor Evandro Ouriques, recebeu no dia 27 de abril a professora aposentada da UFF Carmen Lozza, diretora do Programa Jornal e Educação. Ela ressaltou a importância de se levar o jornal para as escolas, e incentivar a leitura crítica da mídia. “É um recurso didático, que precisa ser conhecido, lido e interpretado”. Para ela, é necessário buscar a reflexão crítica dos alunos sobre a influência da mídia nos indivíduos, para que eles saibam fazer escolhas. E enfatizou o compromisso social da escola nesse processo.

. Ivo Lebauspin fala ao BoletimNPC sobre a Ditadura Militar
.....[Por Katarine Flor] O ex- frei Ivo Lebauspin é sociólogo. Atuou contra a ditadura militar. Foi preso e torturado. É mestre em sociologia pelo IUPERJ e fez doutorado na França. Entrou na Ordem dos Dominicanos aos 18 anos, por considerar uma Ordem mais comprometida com a visão de transformação social. “Mais crítica”, diz. Nesta entrevista, o sociólogo analisa o período da ditadura civil-militar e movimentos populares. Para Lesbaupin, a ditadura brasileira foi completa. Tinha um projeto para o país e calou os trabalhadores e a imprensa.

. Entrevista com Leilton Lima, jornalista do SINTE-RN
.....

. Álvaro Brito, professor de comunicação de Barra Mansa, defende formação crítica
.....[Por Sheila Jacob] Em entrevista ao Boletim NPC, o jornalista e professor de comunicação Álvaro Brito fala sobre a multiplicação de cursos privados de jornalismo, o que seria uma preocupação por formarem profissionais “exclusivamente para o mercado”. Para o jornalista, é complicada uma formação com pouco acúmulo crítico, porque o resultado é a reprodução do modelo que está aí: “a serviço da manutenção da ideologia dominante e criminalizando cada vez mais os movimentos sociais”. Ele ainda disse ser, a princípio, contrário à saída de jornalismo do curso de comunicação social.

. APEOESP produz Boletim Cultural semanal
.....[Por Raquel Junia] O Boletim Educacional e Cultural do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) já está no número 230. A publicação eletrônica é semanal, e traz informações sobre lançamentos de livros, pesquisas e atividades culturais. Na seção Professor/Talento o destaque é para trabalhos artísticos e/ou acadêmicos desenvolvidos pelos professores. A edição especial do Boletim, sobre o sarau Consciência Negra, traz informações sobre o Brasil afro-descendente. O número aborda as influências africanas que permanecem no nosso país no século XXI, após terem resistido à escravidão, no século XIX, e ao modelo europeu imposto pela mídia. Como afirma o texto de apresentação, “a herança dos negros sobrevive na cozinha, na religião, na cultura e na moda”.

. Espaço da vida de realização humana plena?
.....[Por Rosângela Gil]Debate Sindical entrevistou mais um autor da Coleção Trabalho e Emancipação, da Editora Expressão Popular. Geraldo Augusto Pinto é professor do Centro de Educação e Letras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (CEL/Unioeste). Graduado em Sociologia e Ciência Política (2000), mestre (2003) e doutor (2007) em Sociologia, todos pela Unicamp, Augusto Pinto pesquisa, desde 2001, a gestão do trabalho na indústria automotiva. Foi a partir de sua pesquisa sobre o Mundo do Trabalho que nasceu o livro “A organização do trabalho no Século 20”, lançado recentemente pela Expressão Popular.

. Jean Pierre Page fala sobre um mês de greve na França
.....[Por Claudia Santiago] No fim de 95 a França parou. Foi uma greve gigantesca, como não acontecia desde 1968. O governo recuou. A greve foi suspensa mas pode ser retomada a qualquer hora. [02.1996]

. Para presidente da CUT, eleger Lula é lutar pelos interesses históricos (09.2006)
.....O presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, é eletricitário e sociólogo. Tem 45 anos. Despertou para a militância política através das idéias e ideais que conheceu quando estudava Ciências Sociais, na PUC. Em Campinas, no interior do estado de São Paulo, passou grande parte da sua vida sindical e política. É que a sede do Sindicato dos Eletricitários do qual foi dirigente fica naquela cidade. A entidade, o Sinergia – SP, representa os trabalhadores de 453 municípios, cerca de 2/3 do estado. Seus pais vieram jovens de Portugal para São Paulo. Pouco depois, nasceu o filho único do casal: Artur Henrique. A militância sindical começou em 1981, no Conselho de Representantes dos empregados da CPFL, (Companhia Paulista de Força e Luz), a empresa distribuidora de energia elétrica no interior do Estado de São Paulo. Na época, a empresa ainda era estatal. O Conselho foi o embrião da chapa de oposição cutista que viria a ganhar a eleição em 1987, depois de uma derrota em 84. É também no ano de 1987 que se inicia a militância partidária do presidente da CUT. Artur se filia ao Partido dos Trabalhadores, onde está até hoje. Como dirigente da CUT São Paulo encontrou aquela que viria a ser uma de suas grandes paixões: a formação sindical. Quando questionado sobre onde pretende atuar depois de ser presidente da CUT, não hesita: na formação sindical. Para Artur Henrique, que se declara socialista, lutar pelos interesses históricos dos trabalhadores, hoje, passa por entender que existem dois projetos em disputa nestas eleições e tomar posição, como fez o 9º Congresso Nacional da CUT ao decidir o apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Na sua opinião, o problema central da classe trabalhadora, hoje, é a péssima distribuição de renda: "70% dos trabalhadores brasileiros ganham até dois salários mínimos", afirma.

. Se não mudar a vida das crianças da favela elas só terão como opção (02.2006)
.....[Por Claudia Santiago] Dalva é brasileira. Tem 50 anos. Nasceu em Coqueiral, em Minas Gerais. Mora na favela do Borel, na Tijuca, no Rio de Janeiro, a poucos metros da maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca. Como os outros dez mil moradores da favela, ela tem poucos bens materiais. Mas tem lá suas riquezas. O marido, Severino da Silva, os filhos e a neta. E foi justamente deste seu tesouro particular que a Polícia Militar do Rio de Janeiro roubou uma de suas mais valiosas jóias: a vida do seu filho mais velho, Thiago Carneiro, com 19 anos. Maria Dalva da Costa Carneiro é negra. Thiago também era. Ele foi assassinado no dia 16 de abril de 2003, juntamente com quatro outros jovens, perto de casa, dentro da favela. Compõe o quadro de vítimas da violência policial no Brasil.

. João Xavier: "Governo quer privatizar a água para atender exigências do FMI". (05.2001)
.....Por Claudia Santiago - O governo federal enviou na quarta-feira, dia 21 de fevereiro, ao Congresso Nacional, em regime de urgência, o projeto de lei 4147 que institui as diretrizes para o saneamento, no Brasil. Parlamentares de esquerda e entidades como a Frente Nacional para o Saneamento Ambiental conseguiram adiar a votação. Conquista conversou com o secretário de Políticas Sociais da CUT/RJ e secretário geral do sindicato de Saneamento, João Xavier, sobre o projeto, a privatização das águas. Através desta entrevista, vamos tentar fazer você perceber que sem água não há vida. Vamos lá! [Maio/2001]

. Tia Eulália: "Não conheco samba no alto, só conheço samba no pé" (02.2001)
.....Por Claudia Santiago - Tia Eulália é moradora da Serrinha, que fica no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro. Na sua casa, foi fundada a Escola de Samba Império Serrano. Acompanhe esta entrevista e conheça um pouco mais sobre a história do carnaval no Rio de Janeiro. Talvez vocês gostem de saber que eu já saí da entrevista com a fantasia da escola comprada e tive a honra de desfilar na ala da família de Tia Eulália. [Fevereiro de 2001]

. Isabel Cristina: " Os comissários de bordo falamcomigo em inglês" (06.2001)
.....Por Claudia Santiago - Maria Isabel Baltazar Ferreira é auxiliar operacional de serviços diversos. Já foi casada tem 31 anos, duas filhas e um filho. Entrou para a militância política há oito anos, através da Convergência Socialista. [Junho / 2001]

. Sandra Quintela: "Para o capital não importa que vidas deixem de existir". (07.2001)
.....Por Claudia Santiago- "O PACS participa da Campanha Jubileu Sul, que está animando a organização do plebiscito, desde seu nascedouro. Além disso o PACS como organização de apoio e assessoria aos movimentos populares coloca-se sempre em seu papel coadjuvante de fortalecer as lutas dos movimentos populares. Também entendemos que assuntos de interesse nacional devam ser discutidos em todas as esferas da sociedade e, principalmente, por aqueles e aquelas que estão sofrendo na pele as conseqüências dessas políticas." [julho/ 2001}

. Adeilson Telles: "É preciso ousadia para quebrar o muro da injustiça"(05.2001)
.....Por Claudia Santiago - Adeilson integrou as delegações cutistas que foram à Argentina e ao Canadá participar, no mês de abril, das Conferências Paralelas contra a Alca. [Maio/2001]

. Maria do MUCA: "Eu não tenho medo". (11.2003)
.....Por Claudia Santiago - Maria de Lourdes do Carmo Santos não gosta do seu nome de santa. "De santa eu não tenho nada", declara. Está enganada. Confunde santidade com passividade, com abaixar a cabeça. Esquece-se de que a história dos santos está repleta de exemplos de pessoas que foram sacrificadas justamente por não dizer sempre sim. Por terem o vício de brigar pelo que acreditam. É o seu caso. Seus colegas camelôs da sete de setembro a conhecem como Maria do Carmo. No sindicato que atualmente preside e na sede da CUT, ela é, simplesmente, Maria. Conheça, nesta entrevista, a história e as idéias da mulher, que nos últimos meses, com 29 anos e um par de olhos verdes, lidera os ambulantes do Rio de Janeiro. Ela é mineira, desquitada e tem três filhos. [Novembro / 2003]

. Ana Rocha: "A conspiração começou desde que Jango assumiu o poder". (06.2004)
.....Por Claudia Santiago - Ana Rocha foi editora do jornal A Classe Operária. Em l995 foi eleita presidente do PCdoB no Rio de Janeiro. Integra o Comitê Central do PCdoB e sua Comissão Executiva Nacional. Nesta entrevista, ela dá uma aula de histporia do Brasil. [Junho / 2004]

. Kjeld Jakobsen:"Atividade mais importante da década" . (02.2001)
.....Por Claudia Santiago - Kjeld Jakobsen é secretário de Relações Internacionais da CUT. Nesta entrevista, suas impressões sobre o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, de 25 a 30 de janeiro. [Fevereiro de 2001]

. Latuff denuncia violência policial. (10.99)
.....Por Claudia Santiago- No dia 2 de outubro acordei às 5 da madruga com o telefone tocando. Era o Latuff. Três coladores de cartazes acabavam de ir em cana e ele era o autor da obra. Conheça os motivos que o levaram a protestar contra a violência policial. [Outubro de 1999]

. Isabel Cristina: " É bom ser mulher e negra" (11.96)
.....Por Claudia Santiago - Isabel Cristina Baltazar, 31, auxiliar de enfermagem. Esta mulher é a responsável na CUT/RJ pela questão racial. Isabel é também membro do Coletivo Nacional Anti-racista da CUT, diretora do Sindsprev e da CUT/RJ. Isabel mora em Caxias e seu salário é R$ 480,00.

. Miguel Rosseto: Flexibilidade é acabar com direitos conquistados (05.96)
.....Por Claudia Santiago - O deputado federal Miguel Rosseto, 35, iniciou sua militância na Oposição metalúrgica de São Leopoldo, onde nasceu. Em 1984 ingressou na categoria petroquímica. Foi presidente do sindicato dos petroquímicos, membro da direção executiva da CUT-RS e secretário de políticas sindicais da CUT nacional. Rosseto é presidente da subcomissão de políticas de emprego da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados, e titular da comissão especial responsável pela análise das propostas de mudanças da CLT. Esta entrevista é sobre este tema. [Maio de 1996]

. Fernando Amaral: "Eles o ajudaram a se eleger. Agora é hora dos dividendos". (05.96)
.....Por Claudia Santiago.Fernando Amaral é ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, e foi recentemente eleito membro do Conselho de Administração do Banco do Brasil, representante dos funcionários. Aqui nos dá sua visão da situação política atual. [Maio de 1996]

. Pedro Ivo:"Instalação de fábrica põe em risco fornecimento de água no Paraná". (06.96)
.....Por Claudia Santiago - De olho no Mercosul, a Renault, estatal francesa, escolheu a Região Metropolitana de Curitiba para instalar sua fábrica de automóveis. A decisão da Renault acaba com uma intensa disputa entre vários estados que prometiam todas as condições necessárias para a instalação da fábrica. Começa agora a luta da CUT e ONGs para impedir que isto seja feito numa área de mananciais. Pedro Ivo, diretor da CUT nacional responsável pela questão do meio ambiente fala nesta edição sobre os riscos deste projeto à população e ao meio ambiente.[Junho/1996]

. Vera Dias: 1º de maio: conquistas ameaçadas- (06.96)
.....Por Claudia Santiago- Era uma vez um mundo onde se trabalhava muito e não se tinha nenhum direito. Naquele tempo não existia carteira assinada, folga aos domingos, salário fixo ou férias. Também não tinha jornada de trabalho de 8 horas. Desde o começo do século passado houve várias greves de operário exigindo redução da jornada de trabalho. Um belo dia, o pessoal da cidade de Chicago que já estava conversando sobre toda esta exploração, se revoltou e entrou em greve, entre outras coisas, pela jornada de trabalho de 8 horas. Era o dia 1º de maio de 1886. Para contar a história desta data, Conquista, o jornal da CUT-RJ, criou uma personagem: a professora Vera Dias, que freqüentemente retornará às paginas do jornal, inclusive para responder perguntas que cheguem à nossa redação. As respostas da professora são frutos de pesquisa no livro "1º de maio: cem anos de luta", de José Luiz Del Roio. [Junho/1996]

. Uma pergunta para o economista César Benjamim - (12.96)
.....Por Claudia Santiago - C - O discurso das classes dominantes é que o desemprego no Brasil é resultado das transformações tecnológicas e da modernidade. Você concorda com esta afirmação? [ Dezembro / 1996]

. Gigi Malabarba: "Nasce uma nova Central Sindical na Itália" (12.96)
.....Por Claudia Santiago - No dia 9 de novembro, em Napoli, foi fundado o SinCobas O SinCobas (Sindicato por categorias dos Comitês de Base) se propõe "a romper a política de concertação nacional praticada pelas tradicionais Centrais Italianas". Nesta entrevista realizada em Milão, no mês de outubro, o metalúrgico Gigi Malabarba, recebeu Conquista em sua casa, e falou sobre as idéias e planos desta nova Central. [Dezembro /1996]

. Uma pergunta para a deputada Socorro Gomes (PCdoB) (04.97)
.....Por Claudia Santiago - Deputada, a senhora acredita que existam condições para se instalar a CPI da Vale?

. José Martins: "Os responsáveis pela crise são os capitalistas e seus governos". (10.98)
.....Por Claudia Santiago - Professor, esta crise é passageira ou é uma crise econômica geral? Martins - Poderá ser mais que uma crise geral, poderá ser uma depressão global. Não se trata de uma "recessãozinha" ou de um desequilíbrio passageiro. Se esta porcaria explodir mesmo, nós vamos ter uma mudança de ambiente econômico. Uma mudança de ambiente na política, na situação mundial da luta de classes, etc.

. Lúcia Freire: Reestruturação gerou demissões e doenças. (06.99)
.....[Por Claudia Santiago] Lúcia Freire é professora da UERJ. É autora do Livro "Saúde do Trabalhador e Serviço Social". A reestruturação produtiva e suas conseqüências na vida dos trabalhadores é um dos aspectos abordados em sua tese de doutorado. Conquista foi recebido pela professora que falou sobre o resultado de sua pesquisa realizada na maior empresa estatal brasileira, em uma ex-estatal privatizada e em uma empresa privada. [Junho de 1999]

. José Martins: "No Brasil não há recessão". (02.96)
.....Por Claudia Santiago. "A indústria aumenta sua produção e despede milhões de trabalhadores. Não há crise no Brasil. Por isso não cabe conciliação de classe".[ Fevereiro de 1996]

. Geraldo Cândido: O senador do Rio é socialista. (01.99)
.....Por Claudia Santiago - O ex-diretor executivo da CUT/RJ, Geraldo Cândido, tomou posse no Senador no dia 8 de janeiro. O dirigente cutista - que já foi presidente da CUT Estadual - eleito na suplência de senador pelo PT fluminense, entra na vaga aberta com a ida de Benedita da Silva para o governo Garotinho. [Janeiro/1999]


Entrevistas com o NPC

. Najla Passos analisa a invenção do "MST terrorista"
.....[Por IHU Online] Desvendar as formas com que a “cultura de opressão” aos movimentos populares opera no Brasil é o objetivo da dissertação de mestrado “A revista Veja e a invenção do ‘MST terrorista’”, de Najla dos Passos. Sobre a imagem do MST construída pela mídia brasileira, mais especificamente pela revista Veja, e a representação do movimento pela sociedade civil, Najla conversou, por e-mail, com a IHU On-Line. Najla dos Passos é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e mestre em Linguagens pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

. Vito Giannotti fala sobre o papel da comunicação sindical hoje
.....[Por Sindicato dos Bancários da Bahia] Nesta entrevista, o escritor Vito Giannotti e dirigente do NPC (Núcleo Piratininga de Comunicação) fala sobre o papel da comunicação para as entidades sindicais no Brasil. Giannotti atuou intensamente no movimento sindical no início dos anos 1990. Juntamente com jornalistas e professores fundou o NPC, entidade que realiza cursos para dirigentes sindicais e jornalistas sobre comunicação sindical e popular.

. Vito Giannotti: Mídia dos trabalhadores para mudar o mundo
.....[Por Rudson Pinheiro / Sisjern] O escritor italiano Vito Giannotti, 65 anos, no Brasil há mais de 40 anos, é um personagem importante das lutas dos trabalhadores brasileiros no século XX. Ainda na Itália, teve seu primeiro contato com o Brasil ao ler Geografia da Fome, clássico de Josué de Castro. O livro foi determinante na personalidade de Giannotti, como o revelou ele próprio, nesta entrevista. [03. 04.2009]

. ENSINO PRIVADO: união dos professores é necessária
.....Mônica Nogueira da Costa Figueiredo tem 39 anos. É professora da Faculdade de Educação da Universidade Gama Filho. É também presidente, em segundo mandato da Associação dos Docentes da instituição (ADGF). Nesta entrevista ao Fala Feteerj, Mônica desenha um quadro nada bonito do ensino superior privado no estado do Rio de Janeiro.

. Violenta é a sociedade de consumo
.....[Por Claudia Santiago] Afonso Celso Teixeira tem 41 anos. Há 20 é professor de matemática. Está licenciado do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Copacabana, para atuar na direção do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro). Continua em sala de aula na Rede Municipal. Na Escola São Tomás de Aquino, no Leme. A conversa com Afonso deveria ser sobre violência. A violência cotidiana que contagia as relações e se estende até as salas de aulas, com professores ameaçados por alunos que, em alguns casos, chegam a mostrar armas como forma de intimidação. Isto pode acontecer, por exemplo, quando a nota não agrada. Ou quando o aluno é cobrado por excesso de faltas. Mas a entrevista acaba tomando outros rumos e se transforma em uma declaração de amor do mestre aos seus alunos. "Violência é ver a diferença entre uma escola particular e uma escola pública. É sentir o que estão fazendo com estes meninos. Eu não tenho nenhum problema com meus alunos. Todos me tratam muito bem". [10/2006]

. Para advogada do MST César Maia faz limpeza social no Rio
.....[Por Claudia Santiago] - Fernanda Vieira defende os trabalhadores Sem terra e os camelôs. [Agosto / 2004]

. Os sonhos do revolucionários: a última entrevista de Apolônio de Carvalho
.....Rua Dias Ferreira, Leblon, um dos "points" da dupla gastronomia-badalação carioca. Ali, no sexto andar de um singelo edifício, a História faz ninho. Acompanhado da mulher há 61 anos, Sra. Renée, Apolônio de Carvalho, 93 anos, sorriso estampado no rosto, recebe as visitas já no hall do elevador. A boa disposição confirma o título de sua autobiografia "Vale a pena sonhar", agora transformada em DVD, onde é possível conhecer seus ideais e sua participação em prol de uma sociedade mais igualitária, contra o golpe do general Franco na Espanha, na resistência francesa contra Adolph Hitler na Segunda Guerra Mundial e nos duros períodos de clandestinidade ou exílio da sua terra natal: Brasil. (...) Por Roberta Araujo e Rodrigo Otávio para a Tribuna da Imprensa, 24 e 25/9/2005
.

 
 NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação * Arte: Cris Fernandes * Automação: Micro P@ge