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ARTIGOS Mídia________________
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O nó da regulação no festival de gambiarras
Publicado em 06.06.13 - Por Lilia Diniz, na ed. 749 do Observatório da Imprensa

História, fronteiras conceituais e diferenças
[Publicado em 04.06.13 - Por Venício A. Lima, na ed.749 do Obs. Da Imprensa] Texto de referência para palestra de abertura do 9º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), realizado em Ouro Preto, MG, de 30 de maio a 1º de junho de 2013; título original “História da comunicação ou história da mídia? Fronteiras conceituais e diferenças”

Novo currículo do curso de jornalismo ignora poder do oligopólio
[Publicado em 20.5.13 - por Pedro Pomar/ Carta Maior] Pesquisadores acadêmicos de alto quilate conseguiram a proeza de propor as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Jornalismo sem se pronunciar sobre como se configura o sistema empresarial, oligopólico, firmado sobre a propriedade cruzada de diferentes meios de comunicação, que dá as cartas na mídia e no jornalismo brasileiros. Dizendo de outra forma, o sistema responsável pela produção da maior parte do jornalismo brasileiro, diário ou semanal, seja ele impresso, televisivo, radiofônico ou digital, é ignorado no documento.

Jornalismo e diversidade
[Publicado em 16.05.13 - Por Dênis de Moraes, no blog da Expressão Popular] O cenário que envolve o jornalismo atual é complexo e intrincado. De um lado, há uma profusão de conteúdos industrializados na proporção exigida por canais multimídias em crescimento contínuo. De outro, há uma perversa concentração das informações nas mãos de poucos conglomerados empresariais, em sintonia com a meta de ampliar o valor mercantil e os padrões de acumulação e lucratividade do setor. Se apontamos essa concentração em torno de estruturas de industrialização de notícias pertencentes a megagrupos, o que é produzido obedece a uma escala de valores e de visões geralmente restrita às avaliações e conveniências das fontes controladoras. A "diversidade" apregoada pelos arautos do neoliberalismo está, quase sempre, sob forte controle das fontes de emissão, responsáveis pela mercantilização generalizada da produção simbólica.

Publicidade oficial: quais critérios adotar?
[Por Venício Lima/ Obs. da Imprensa] Os critérios técnicos de “negociação e de distribuição de investimentos” oficiais de publicidade são iguais àqueles utilizados pelas empresas privadas comerciais que atuam no mercado de bens e serviços? A publicidade institucional de governo e a publicidade de empresas que buscam lucro no mercado têm os mesmos objetivos e obedecem aos mesmos critérios?

Perseguição a Matemático exibida no Fantástico faz parte de uma campanha de exaltação da polícia
[Por Vito Giannotti] Nada sai por acaso na mídia empresarial. Só acredita no acaso quem acredita em Papai Noel. Então os milhares de tiros no Fantástico de domingo dia 5 de maio não foram mostrados por falta de assunto. Aquela operação, embora tenha recebido alguns comentários com uma criticazinha do Rodrigo Pimentel, levou milhões à aprovação da morte daquele traficante. Reforçou o que está sendo enaltecido a cada instante na novela Salve Jorge: a ação da repressão, seja ela do Exército, da UPP, da Polícia Civil, Militar ou Federal.

A mídia alheia a um debate essencial
[Publicado em 07.05.13 - Por Sylvia Debossan Moretzsohn, na na edição 745 do Observatório da Imprensa] Às vésperas da votação do projeto de lei do deputado Osmar Terra (PMDB-RS) que endurece a pena para traficantes e a punição para usuários, inclusive com internação forçada, o Congresso Internacional sobre Drogas foi uma rara oportunidade para a exposição de dados e argumentos em sentido contrário. O evento decorreu entre os dias 3 e 5 de maio e lotou os 700 lugares do Museu da República, em Brasília, reunindo alguns dos mais qualificados pesquisadores das áreas correlatas ao tema – medicina, psicologia, saúde pública, direito, segurança pública –, além de representantes do Ministério da Saúde, mas não foi capaz de atrair a atenção dos principais jornais e redes de televisão do país. Não que isso seja surpresa, pois a cobertura de temas-tabu como o das drogas ilícitas costuma seguir uma lógica terrorista, demonizadora e moralista, mas por isso mesmo é importante apontar o papel nefasto que a mídia hegemônica desempenha nesses casos, agindo no sentido contrário ao do esclarecimento, que seria um pressuposto para a sua atividade.

BNDES estuda apoio à mídia alternativa
Publicado em 07.05.13 - Por Altamiro Borges, no Blog do Miro.

O pacote de maldades na Comunicação
[Publicado em 24.04.2013 - Por Miguel Rosário] As maldades na área de comunicação, porém, vão além do cínico tecnicismo da Secom. Um amigo que trabalha no Senado me liga para pedir auxílio numa quixotesca luta para salvar a Voz do Brasil, o programa radiofônico público mais antigo do país. Senado e Câmara aprovaram a flexibilização do seu horário, o que, na prática, o jogará para as horas mais vazias da noite, esvaziando-o completamente. Mais uma vez, o lobby dos grandes grupos de mídia venceu.

III Fórum Mundial de Mídia Livre coloca liberdade de expressão no centro do debate
Publicado em 02.04.2013 - Por Bia Barbosa - Observatório do Direito à Comunicação

A favela em Salve Jorge
[Publicado em 05.04.2013 - Por Cidinha da Silva] A autora de Salve Jorge está esculachando a favela, como diria uma carioca atenta. Poxa, é uma moçada jovem que não trabalha, não estuda e só tem quatro ou cinco tipos de ações: batem perna, batem boca e gritam, postam coisas na internet, tomam sol na laje e dançam, do funk ao pagode. De quebra, fecham com o pessoal do movimento e planejam subir na vida arrumando marido rico.

Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa
[Publicado em 29.03.2013 - Por por Luiz Carlos Azenha] Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.

Laurindo Leal: Em 1964, havia o Ipes e o Ibad. Hoje, o Millenium
[Publicado em 30.03.2013 - por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil] Não é mera coincidência a preferência dos integrantes do Instituto Millenium pela subordinação do Brasil aos grandes centros financeiros internacionais e sua ojeriza diante das relações harmônicas entre governos latino-americanos.

Quem tem medo de uma nova lei democrática para as comunicações?
[Publicado em março - 2013 - Por Jonas Valente] As comunicações brasileiras são marcadas pela alta concentração dos veículos em poucos grupos, pela presença de políticos no controle rádios, TVs e jornais, pela produção verticalizada a partir do eixo Rio-São Paulo, pelos caros e excludentes serviços de acesso à internet, telefonia celular e TV por assinatura e pela subordinação dos órgãos e autoridades aos interesses do empresariado do setor.

Azenha: Globo e governo Dilma parecem estar perto da vitória
[Publicado em 30.03.2013 - Por Renato Rovai] Azenha anunciou que vai fechar o Viomundo depois de perder ação na justiça movida pela Globo. É uma notícia-bomba. Uma derrota parcial da luta pela democratização no país. E quando alguém perde, outro alguém ganha. Os vencedores são os grandes grupos econômicos de comunicação, mas também uma boa parte do governo que anda mais preocupada com negócios do que em construir políticas públicas que modifiquem a imensa concentração deste segmento. Se a gente tivesse nesta luta pela democratização da mídia, mas não se sentisse sendo usado, talvez ele não tivesse tomado esta atitude.

Leandro Fortes: O nazijornalismo do CQC
[Publicado em 27.03.2013 - Por Leandro Fortes]

Renato Rovai: A chamada mídia técnica versus a qualidade democrática
[Publicado em 22.03.2013] Há um debate em curso acerca dos critérios adotados pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR) em relação à compra de publicidade que parecem ser técnicos, mas que na realidade têm alto conteúdo político. Sem ser exatamente político.

Regulação da mídia em debate: O exemplo inglês
[Por Venício A. de Lima - 26/03/2013] Quatro meses depois da publicação do Relatório Leveson, os três principais partidos ingleses – Conservador, Trabalhista e Liberal Democrata – anunciaram na segunda-feira (18/3) o fechamento de um acordo para regulação da imprensa (jornais, revistas e internet) no Reino Unido.

IRAQUE - A farra da mídia
[Publicado em 26.03.2013 em Brasil de Fato - Por Vito Giannotti] Dez anos de invasão norte-americana no Iraque: 2003-2013. Quantos mortos? Quantos mutilados? E a destruição de casas, escolas, hospitais? Milhões de vidas arrasadas. Pra quê? Qual a razão?

Marco das comunicações é questão de Estado
[Publicado em 26.02.2013 - Por Instituto Telecom] Governo ignora reivindicação histórica da sociedade civil por um Marco Regulatório para as Comunicações, sob a frágil justificativa de que não há mais tempo em ano pré-eleitoral

A mídia e o papa
[Publicado em 21.03.2013 - Por Celso Vicenzi] Nos últimos dias o noticiário sobre a eleição do novo papa tomou conta da mídia brasileira. Entre o ufanismo inicial e o (quase) desapontamento final, seguem algumas observações.

O PT deveria pedir a cabeça de Paulo Bernardo
[Publicado em 21.03.2013 -Por Breno Altman] As declarações do ministro das Comunicações, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” no dia 19/3, constituem afronta à disciplina partidária. Sempre ausente nos debates organizados pelo PT e os movimentos sociais sobre o marco regulatório de sua área, Paulo Bernardo decidiu recorrer a um jornal adversário de seu partido para atacar publicamente resolução do diretório nacional da agremiação, em um tom de quase escárnio.

Governo Dilma “asfixia” mídia alternativa
[por Juliana Sada - 12/03/2013] No site Vi o Mundo

As revistas semanais brasileiras e a morte de Hugo Chávez
[Publicado em 11.03.2013. Por Alexandre Haubrich] A morte do presidente venezuelano Hugo Chávez foi, sem dúvida, o grande fato político, histórico e jornalístico da última semana. Presidente da Venezuela por 14 anos, vitorioso em sucessivos processos eleitorais dos mais diversos tipos, Chávez morreu como o mais influente e um dos mais prestigiosos líderes da esquerda mundial. É claro que a direita, incluindo sua mídia, não poderia perdoar as realizações do governo Chávez na Venezuela. Não pode e não poderá perdoar jamais a aproximação entre o poder e o povo que sobre ele tem direito, mas é impedido de exercê-lo. Por isso não perdoa Chávez. As capas das quatro revistas semanais brasileiras de maior circulação reafirmam essas contradições.

Rádio Digital: padrão será escolhido no Brasil em 2013?
[Por Arthur William / Observatório do Direito à Comunicação] DRM, IBOC, HD Radio, DMB, DAB, ISDB-TSB... a digitalização do rádio parece uma sopa de letrinhas restrita a engenheiros e se arrasta há anos. Em 2012, o Ministério das Comunicações realizou testes e criou um Conselho Consultivo, o que parecia dar um desfecho para a novela. Porém uma série de lacunas, principalmente para as rádios comunitárias, ainda dificulta a decisão por um padrão de rádio digital no Brasil.

Lei de rádios comunitárias completa 15 anos; norma não garante direito à comunicação
Publicado em 20.2.13 - por Pulsar Brasil

A batalha da esquerda e as redes sociais
[Por Pascual Serrano/Rebelión] Consideram-se redes sociais como Facebook e suportes como Youtube exemplos do grande alcance da democratização da informação, sem perceber que se tratam de empresas privadas que, por meio de uma tecla lá de seus centros de controle, podem eliminar um conteúdo subversivo e fazer desaparecer um usuário. Já há muitos casos para contar.

Proposta de lei em Honduras busca regulação e acesso à mídia
Publicado em 20.2.13 - por La Prensa/Vermelho

Sylvia Moretzsohn: Racismo, mídia e hipocrisia
[Por Sylvia Debossan Moretzsohn* . 01.02.2013 - Observatória de Imprensa] Em Campinas (SP), a Polícia Militar divulga uma ordem de serviço orientando patrulhamento em determinado bairro com atenção especial a suspeitos “de cor parda e negra”. No Rio, um menino negro é enxotado de uma concessionária de carros de luxo pelo funcionário que viu nele apenas mais um moleque importuno e não supôs que pudesse ser filho adotivo do casal branco a quem atendia.

As recomendações europeias sobre a regulamentação da mídia
[Por Venício Lima - 01.02.2013] Europa também prepara sua Ley de Medios. Sob o ensurdecedor silêncio da grande mídia brasileira, foi divulgado em Bruxelas, na terça-feira (22), o relatório “Uma mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, comissionado pela vice-presidente da União Europeia, Neelie Kroes, encarregada da Agenda Digital.

Erro do El País: o Chávez que não era Chávez
[Por Luiz Egypto/ Obs. da Imprensa] Jornalismo é uma disciplina de verificação. Nas redações, o exercício do ceticismo responsável sempre implicará checagens, rechecagens, novas verificações e questionamentos até que se chegue à versão mais próxima da verdade que se possa obter a respeito de um fato. Um dos jornais mais importantes do mundo derrapou feio na quinta-feira (24/1) ao negligenciar os controles que deveria exercer antes da divulgação de uma notícia. Na madrugada de quinta, o site do diário espanhol El País publicou a foto de um homem entubado, em uma sala de cirurgia, que identificou como o presidente venezuelano Hugo Chávez – que desde o início de dezembro está internado em um hospital de Havana para tratamento de um câncer pélvico. O personagem mostrado pela imagem tem semelhança com Chávez, mas se tratava de outra pessoa.

Programa Fantástico, da Rede Globo, apresenta Petrobras como uma empresa corrupta e incapaz
[Por Paulo Metri]

COMUNICAÇÕES 2012, UM BALANÇO: Não foi fácil, e nunca será
[Por Venício Lima / Obs. da Imprensa] Não há como ignorar certa monotonia nos balanços de fim de ano do setor de comunicações. Sem muito esforço, um observador atento constatará que: 1.Os atores e interesses que interferem, de facto, na disputa pela formulação das políticas públicas são poucos: governo, empresários de mídia (inclusive operadores de telefonia e fabricantes de equipamento eletroeletrônico) e parlamentares. 2.Alguns atores ocupam posições superpostas, por exemplo: ministro das Comunicações e/ou parlamentar (poder concedente) é, simultaneamente, empresário de mídia (concessionário de radiodifusão); e, 3.As principais regras e normas legais são mantidas ou se reproduzem, ao longo do tempo, mesmo quando há – como tem havido – um processo de radicais mudanças tecnológicas. [2.1.13]

Jornalismo e diversidade
[Por Dênis de Moraes/ blog Exp. Popular] O cenário que envolve o jornalismo atual é complexo e intrincado. De um lado, há uma profusão de conteúdos industrializados na proporção exigida por canais multimídias em crescimento contínuo. De outro, há uma perversa concentração das informações nas mãos de poucos conglomerados empresariais, em sintonia com a meta de ampliar o valor mercantil e os padrões de acumulação e lucratividade do setor. Se apontamos essa concentração em torno de estruturas de industrialização de notícias pertencentes a megagrupos, o que é produzido obedece a uma escala de valores e de visões geralmente restrita às avaliações e conveniências das fontes controladoras. A "diversidade" apregoada pelos arautos do neoliberalismo está, quase sempre, sob forte controle das fontes de emissão, responsáveis pela mercantilização generalizada da produção simbólica.

Oscar Niemeyer, a Veja online e o Escaravelho
[Por Leonardo Boff/ Brasil de Fato] Na medida em que pudemos observar, a grande maioria da opinião pública mundial, foi unânime na celebração de sua arte e do significado humanista de sua vida. Curiosamente a revista VEJA de domingo, dedica-lhe 10 belas páginas. Outra coisa, porém, é a revista VEJA online de 7 de dezembro com um artigo do blog do jornalista Reinado Azevedo que a revista abriga. Ele foi a voz destoante e de reles mau gosto. [...] O que não tolera em Oscar Niemeyer que, sendo comunista, se mostra solidário, compassivo com os que sofrem, que celebra a vida, exalta a amizade e glorifica o amor. Tais valores não cabem na ideologia capitalista de mercado, defendida por VEJA e seu albergado, que só sabe de concorrência, de “greed is good”(cobiça é coisa boa), de acumulação à custa da exploração ou da especulação, da falta de solidariedade e de justiça em nível internacional.

Os 50 tons do Mensalão
[Por Vito Giannotti] Neste ano de 2012 está na moda aparecer livros sobre Os cinquenta tons disso ou daquilo. Para nós, da esquerda brasileira, falta um livro sério sobre As 50 lições do Mensalão. Com certeza há umas 50 lições políticas a tirar deste show televisivo que foi essa história toda. Mas há uma pergunta que todos os que refletem sobre as lições da esquerda brasileira de 2012 não podem deixar de fazer. Por que nós, esquerda, desde o fim da Ditadura no começo dos anos 80 não criamos nossa mídia contra-hegemônica?

E-coronelismo, o poder da mídia e a mídia do poder
[Por José Cristian Góes] Nos debates sobre democratização dos meios de Comunicação no Brasil uma expressão é quase obrigatória: coronelismo eletrônico. Ela representaria a síntese de uma política atrasada, autoritária e concentradora que envolve, em sua essência, a terra, o Estado, as relações econômicas e o conjunto de comunicação nos espaços do poder.

Sensacionalismo na mídia: exclusão e o controle social de classe
[Por José Cristian Góes] Muitos meios de comunicação se utilizam da cobertura sensacional dos fatos de forma ideológica para criminalizar a pobreza. Esta é uma opção de classe, baseada numa lógica moralizante burguesa e que objetiva punir e controlar as camadas populares.

Cristian Góes: E-coronelismo, o poder da mídia e a mídia do poder
[Publicado em 05.11.12 – Por Cristian Goés, Portal Eptic Online] Nos debates sobre democratização dos meios de Comunicação no Brasil uma expressão é quase obrigatória: coronelismo eletrônico. Ela representaria a síntese de uma política atrasada, autoritária e concentradora que envolve, em sua essência, a terra, o Estado, as relações econômicas e o conjunto de comunicação nos espaços do poder.

A retórica do ódio na cobertura
[Por Jaime Amparo Alves/ Obs. da Imprensa] Os brasileiros no exterior que acompanham o noticiário brasileiro pela internet têm uma impressão de que o país nunca esteve tão mal. Explodem os casos de corrupção, a crise ronda a economia, a inflação está de volta e o país vive imerso no caos moral. Isso é o que querem nos fazer crer as redações jornalísticas do eixo Rio-São Paulo. Com seus gatekeepers escolhidos a dedo, Folha de S.Paulo,Estado de S.Paulo,Veja e O Globo investem pesadamente no caos com duas intenções: inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e destruir a imagem pública do ex-presidente Lula da Silva. Até aí, nada novo. Tanto Lula quanto Dilma sabem que a mídia não lhes dará trégua, embora não tenham – nem terão – a coragem de uma Cristina Kirchner de levar a cabo uma nova legislação que democratize os meios de comunicação e redistribua as verbas governamentais para o setor.

Curso do Brasil de Fato debate as relações entre mídia e poder na América Latina
Publicado em 18.10.12

Movimentos sociais fazem contraponto à Assembleia da SIP
Publicado em 18.10.12 - por Sheila Jacob

Sucesso de Avenida Brasil mostra a necessidade de se pensar sobre o poder das telenovelas
Em São Paulo, foi adiado o comício de Fernando Haddad com a participação da presidenta Dilma Roussef, que estava marcado para a sexta, dia 19 de outubro. A coordenação da campanha do PT chegou à conclusão de que “não haveria ninguém”, pois o comício seria realizado no mesmo dia e horário do capítulo final da novela Avenida Brasil, da Rede Globo. Em Santa Catarina, foi divulgado recentemente um fenômeno de queda do consumo de energia durante o horário em que a novela está no ar. Mas é preciso começar a pensar: que valores tais novelas vêm reforçando?

Cadinho no subúrbio?
[Por Gas-PA]Se a principal fonte de informação da maior parte do nosso povo é a televisão, temos que estar vigilantes e combativos ao conteúdo da informação que o nosso povo recebe e consome, principalmente as subliminares que são transmitidas através de “inocentes” obras de arte, como tele-novelas. Nesse artigo, Gas-PA, do Coletivo Hip Hop LUTARMADA, fala sobre a novela Avenida Brasil e seu discurso que serve à política de remoções que está ocorrendo no Rio de Janeiro.

Os “cães de guarda” estão soltos
[Publicado em 11.09.12 - Por Celso Vicenzi, na edição 711 do Observatório da Imprensa] A reportagem de capa da revista IstoÉ – “Quem são os grevistas que desafiam o Brasil” (edição 2.233, de 29/8) – é reveladora do modelo de jornalismo praticado em solo nacional, aquele que já sai das redações com a tese pronta, só faltando encaixar os personagens. O “gancho” que sustenta praticamente toda a reportagem são os altos salários das lideranças sindicais do serviço público federal. Agora virou crime ser profissional qualificado e ganhar bem. E com um detalhe: concursado, ou seja, por mérito. A tese é lapidar: quem ganha bons salários não pode fazer greve.

Os jornalistas, esses semideuses
[Por Cristina P. Rodrigues] Neste texto, a jornalista Cristina Rodrigues, do Adital, faz uma crítica ao novo programa de Pedro Bial, chamado "Na Moral". Segundo ela, o programa se destina, basicamente, a defender o preconceito e a promover a despolitização. "E o apresentador do Big Brother o fez usando – ele e seus convidados, escolhidos intencionalmente pela sua produção – do velho argumento falacioso e manipulador da censura, da ditadura disfarçada. Como se não bastasse defender o vídeo que fala de negros e é ilustrado com macacos, ainda reforçou o discurso preconceituoso ao levar ao palco do seu programa pessoas vestidas de gorila e mulheres "popozudas”, que apresentam uma visão sexista do papel da mulher na sociedade, vista como objeto", diz Cristina.

Flexibilização e desregulamentação da Voz do Brasil
[Por Beto Almeida/ Brasil de Fato] Na semana passada, os coronéis da mídia reunidos no 26º Congresso Brasileiro da Radiodifusão (ABERT) ouviram com gratidão o compromisso do Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em atuar para que o mais antigo programa de rádio do mundo, a Voz do Brasil, tenha o seu horário de veiculação flexibilizado, sonho acalentado pelos empresários para dar um passo célere para a extinção desta experiência prática de regulamentação informativa no Brasil. O sonho dos barões da mídia é antigo, nova é a conversão de setores da esquerda à flexibilização. Em ano eleitoral, declarações em favor das teses liberais são ainda mais valorizadas.

TV Cultura e TV Folha: a destruição do caráter público de uma emissora
[Por Bia Barbosa/ Intervozes] Uma audiência pública realizada em São Paulo revelou o tamanho do distanciamento entre a direção da TV Cultura e as expectativas do povo paulista com sua emissora pública de televisão. Convidado pela Comissão de Educação e Cultura da Assembléia de São Paulo, João Sayad, diretor-presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora das TV e rádios Cultura, deixou explícita a diferença de visões entre o projeto de reestruturação que vem sendo implementado por sua gestão e aquilo que a sociedade civil e funcionários da Cultura entendem como prioritário neste momento. De um lado, a busca por audiência e o enxugamento da máquina. De outro, a defesa da diversidade e da pluralidade.

Mídia imbeciliza leitores
[Por Vito Giannotti/ Brasil de Fato - 24 a 30/5] Seria bom se fosse só a Veja. Mas não é. A mídia empresaria imbeciliza seus leitores. É essa a conclusão que qualquer um tira ao olhar as capas das três revistas representantes da mídia patronal (Veja, Época,IstoÉ) nas bancas de jornais. A semana foi agitada. Os antigos grandes países capitalistas , o G8, se reuniram para tentar uma saída da pior crise desde 1930. No Brasil as incertezas se acumulam e a economia dá sinais contraditórios de expansão e retração. Pois bem, nada disso tem alguma significação para Veja, Época e IstoÉ.

Atestado de Idiota
[Por Laerte Braga] A revista VEJA e o grupo GLOBO (jornal, revista, rádio e tevê) imaginam que os brasileiros sejam todos idiotas e engolirão sem questionar as declarações de Gilmar Mendes afirmando que Lula pediu que o julgamento do mensalão fosse adiado em troca de não envolver Gilmar com a construtora Delta e os negócios de Carlos Cachoeira. É simples entender isso. Basta voltar um pouco no passado, quando William Bonner, apresentador do JORNAL NACIONAL, rotulou o telespectador daquela revista televisiva de “Homer Simpson”. Alusão a um personagem de uma série da tevê americana apresentado como idiota, mais precisamente como ingênuo.

Encontro Nacional de Blogueiros: fazer valer a Constituição é importante caminho para a democratização da mídia
[Publicado em 28.05.12 - Por Sheila Jacob] Blogueiros e comunicadores de todo o país estiveram reunidos neste final de semana em Salvador (BA) para participar do 3º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. A ideia do encontro foi procurar fortalecer o movimento, unir forças em defesa de um novo marco regulatório e “traçar ações conjuntas que respeitem a diversidade da rede”, esclareceu Altamiro Borges, do Centro Barão de Itararé. Foram três dias intensos (25, 26 e 27/5) de seminários e debates sobre a liberdade de expressão na rede, a importância de se criarem mecanismos de defesa jurídica de blogueiros e experiências internacionais no campo da blogosfera. No sábado houve ainda uma audiência civil sobre o marco civil na internet, além de mesas autogestionadas sobre diversos temas, incluindo a importância e a viabilidade de um jornal diário de esquerda - com a participação do NPC. Ao final do dia foi lançado oficialmente o Blogoosfero, uma plataforma nacional que possibilita oferecer maior segurança à blogosfera e às redes sociais. No domingo foi aprovada a Carta de Salvador, que em breve será divulgada.

Blogueiros denunciam judicialização da censura e procurarão se unir para reagir aos ataques
[Publicado em 28.05.12 - por Sheila Jacob] No 3º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, o auditório ficou lotado na manhã de sábado para a discussão sobre a defesa da liberdade de expressão na blogosfera. Dessa mesa, participaram blogueiros censurados, processados e até ameaçados devido às suas denúncias. Todos destacaram a importância de se obedecer à Constituição, que prevê a liberdade de expressão, e defenderam a criação de uma associação de apoio jurídico para que possam, unidos, reagir aos ataques.

Descompasso na comunicação: texto de Beto Almeida sobre mídia na América Latina
[Por Beto Almeida] Há um processo de mudanças envolvendo vários países na América Latina, nos quais, com apoio popular, governos progressistas vão recuperando a capacidade dos estados de agir com protagonismo em defesa de interesses coletivos, afastando-se do raquitismo minimalista neoliberal que havia causado amplas perdas de patrimônio e de direitos pelos povos da região. Tal protagonismo estatal não se verifica apenas em áreas como educação, energia, saúde, infra-estrutura. Avançam também pela área da cultura e da comunicação. Já no Brasil, há um descompasso em relação aos processos de construção de uma comunicação de natureza pública que se está forjando nos países citados.

Serviço de Saúde de Campinas/SP divulga carta de indignação com o programa A Liga, da Bandeirantes
Publicado em 16.05.12

Jornalismo e cumplicidade não são o mesmo. Não está em pauta, na CPI do Cachoeira, o sigilo de fontes jornalísticas
[Por Brizola Neto/ Tijolaço] Ninguém se interessa em saber qual foi a fonte do senhor Policarpo Júnior, da Veja, para os oito anos de matérias bombásticas, com gravações de diálogos escusos e revelação de supostos negócios ilegais. Não tem interesse, porque todos já sabem: Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o “empresário de jogos”. O que se quer saber é outra coisa: como foi o pacto de interesses políticos firmado entre a revista e o contraventor.

Seminário do FNDC debate os desafios atuais para garantir a liberdade de expressão no Brasil
[Por Sheila Jacob] O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação promoveu no dia 4 de maio um Seminário que reuniu jornalistas e militantes sociais do país inteiro para debater os desafios atuais da liberdade de expressão. Na parte da manhã, foram convidados para falar sobre o tema Rosane Bertotti (CUT/FNDC) e Altamiro Borges (PCdoB/ Barão de Itararé), além dos deputados federais André Vargas (PT), Ivan Valente (PSOL) e Luiza Erundina (PSB). O ponto de partida do debate foi o anúncio feito pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de abertura de uma Consulta Pública para a construção de um novo marco regulatório da comunicação no país. Frente a essa promessa, todos destacaram a importância de a sociedade civil estar sensibilizada e mobilizada na defesa do direito da comunicação e da liberdade de expressão, entendendo a importância da regulação da mídia para garantir esse direito. O principal desafio dos movimentos sociais é enfrentar o discurso da “grande mídia”, que vem identificando repetidamente a medida como censura.

Direita censura e esconde fatos
[Por Vito Giannotti / Brasil de Fato] A PRÁTICA DA MÍDIA da direita do sequestro da informação foi escancarada nestes dias. Em abril, muitos ficaram chocados com a notícia dada por Carta Capital que mostra que os amigos do Demóstenes, Cachoeira e outros tucanos mandaram sequestrar aquela revista que trazia, na capa, informações absolutamente verdadeiras sobre a maneira de agir da “Quadrilha de Goiánia”. A famosa Veja estava em causa na reportagem da Carta Capital. Toda a mídia empresarial/patronal estava sendo questionada. A direitona também estava em maus lençóis. E ai? O que fazer? Simples. Simplíssimo. É só mandar comprar (vejam, não é sequestrar!!) todos os números da dita revista logo que aparecessem nas bancas e o problema estaria resolvido.

O desmanche da TV Cultura
[Por Laurindo Leal/ Revista do Brasil] A televisão no Brasil é tratada como empreendimento comercial desde as suas origens, quando herdou do rádio artistas e patrocinadores. Durante muito tempo os anúncios estavam no próprio nome dos programas: Repórter Esso, Gincana Kibon, Circo Bombril. Até hoje muita gente acredita que as emissoras de TV são propriedades particulares das famílias Marinho e Saad ou de empresários como Silvio Santos ou Edir Macedo. Poucos sabem que eles são apenas concessionários de canais públicos, cujo controle deveria estar nas mãos da sociedade. Para piorar as coisas, não tivemos aqui o contraponto da TV pública, como ocorre na Europa.

O golpe de 2002 na Venezuela: a praia Giron da mídia golpista
[Por Emir Sader/ Blog do Emir] Há exatamente 10 anos atrás a mídia venezuelana mobilizou e convocou um golpe militar contra Hugo Chavez. O movimento chegou a ter sucesso imediato, uma TV escandinava pode produzir "A revolução não será televisionada”, documentário já tornado um clássico do cinema de documentário sobre a América Latina. O presidente da Fiesp de lá foi nomeado presidente da ditadura que pretendia se instalar e era saudado, no Palácio Presidencial, pelos chefes da Igreja católica, pelos donos das empresas de comunicação, pelos dirigentes dos partidos de direita, enquanto Hugo Chavez era levado por militates para uma ilha e pressionado para assinar sua renúncia. Assim que soube do golpe, o povo desceu maciçamente às ruas, dirigiu-se ao Palácio, derrubou as grades e entrou no prédio. Assiste-se nesse momento, no documentário, os chefes do golpe fugirem rapidamente pelas portas laterais do Palácio, enquanto o povo penetra nele. As TVs e rádios golpistas simplesmente deixaram de dar notícias e passaram a projetar desenhos animados.

Denúncias do Fantástico: duas ou três coisas sobre o método
[Por Sylvia Moretzsohn/ Obs. da Imprensa] A reportagem do Fantástico de 18 de março, que expôs cenas de corrupção e fraude em licitações emergenciais num hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), teve repercussão compatível com a gravidade da denúncia, que entretanto está longe de ser inédita. O caso escolhido foi o de um hospital público, mas poderia ser constatado em qualquer outro setor. A situação é conhecida: o gestor convida empresas, elas se apresentam e negociam o percentual de propina, o serviço superfaturado é contratado e a vida segue, com os danos de sempre aos cofres públicos. Por que, então, a reportagem do Fantástico optou por montar a cena de corrupção explícita? Por que privilegiou a exibição das propostas de propina em vez de destacar os processos judiciais que se arrastam sem solução? O que é mais importante?

Seminário de Regulação da Comunicação Pública divulga documento final do encontro
Após três dias de debates no Seminário de Regulação da Comunicação Pública, representantes das emissoras do campo público, movimentos sociais e parlamentares apresentaram o documento final do evento. É o Manifesto por uma Regulação Democrática para a Comunicação Pública, divulgado na plenária do último dia do evento, dia 23 de março. Confira.

A mídia contra a juventude militante na Argentina
[Por Francisco Luque/ Carta Maior] Durante a última semana, os meios hegemônicos da Argentina - Clarín e La Nación - dedicaram pujantes artigos de opinião contra a irrupção dos jovens na política e a colocação de muitos deles em lugares próximos ao poder. O alvo preferido destes ataques foi a La Cámpora, a agrupação da juventude kirchnerista, liderada pelo filho da presidenta, Máximo Kirchner, e um dos principais expoentes da renovação política no país. [O artigo é de 20.03.12]

"A imprensa seletiva" - artigo de Sylvia Moretzsohn
[Por Sylvia Moretzsohn/ Obs. da Imprensa] Toda vez que um adolescente preto e pobre comete um crime, os jornais se assanham com manchetes incitando o “debate” em torno da redução da idade para imputabilidade penal. (As aspas estão aí porque, numa situação de comoção, evidentemente inexistem as condições elementares para qualquer debate merecedor desse nome). Não deixa de ser curioso verificar que o comportamento da imprensa é completamente distinto quando o crime – perdão: o ato infracional – é cometido por adolescentes de classe média ou alta.

Como a mídia estimula a xenofobia
[Por José Paulo Lanyi / Obs. da imprensa] O imigrante africano insistia: “Existe racismo na Itália!” O repórter florentino anotava com ar de reprovação. O senegalês subia o tom: “A Itália é um país racista!” O jornalista meneava a cabeça para os lados e fazia cara de desagrado. “Como assim, racismo na Itália? Você diz que a Itália é um país racista. Por que você diz isso?”, reagia o repórter, inconformado. O africano explicava. O seu interlocutor discordava com uma ênfase de chamar a atenção. De férias em Florença, eu mesmo presenciei esse diálogo no entardecer do dia 13 de dezembro. [...] Parte dessa culpa, porém, pode ser atribuída à própria mídia, explica Fiterman. “O jornalismo italiano é bastante decadente porque os meios de comunicação, infelizmente, como nas ditaduras, estão concentrados nas mãos de pessoas com interesses econômicos internos, vedados aos estrangeiros. Isso complica a cabeça das pessoas, dos próprios jornalistas.”

A democracia e sua expressão
[Por Elaine Tavares/ Alai] O teórico do jornalismo, Adelmo Genro Filho, já havia revelado no seu livro “O Segredo da Pirâmide” que, apesar de ser filho dileto do capitalismo, existem momentos nos quais o jornalismo não pode esconder as contradições da vida real. Daí a possibilidade do seu caráter revolucionário. Penso que é o que temos visto, nos últimos dias, na televisão. Apesar da posição sempre servil das emissoras com relação ao poder, e das informações aparentemente desconexas, se procurarmos juntar os fios das informações, podemos ter um quadro sem retoques da tão defendida democracia liberal. Nela, ao contrário do que dizem os porta-vozes dos governos, o que não existe é a liberdade. Mas é preciso aclarar: a liberdade dos pobres.

Jornal Folha de São Paulo é processado por matéria da Folhateen
Publicado em 13.02.12 – Por Nathália Carvalho, do Comunique-se

A necessária mobilização pelo marco regulatório
[Por João Brant / Obs. da Imprensa] Desde o final da década de 1970, o Brasil discute a necessidade de modificar o marco regulatório das comunicações. De lá pra cá, o poder dos meios de comunicação ficou mais claro, a defasagem do Código Brasileiro de Telecomunicações aumentou e a convergência de mídias impôs novos desafios de regulação. A única coisa que continuou igual foi a ausência de pluralismo e diversidade nos meios de comunicação de massa. A realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, preparou o terreno e pautou na agenda pública a necessidade de mudança. O que aconteceu desde então, contudo, deixa claro que a concretização efetiva da transformação depende de uma ampla mobilização da sociedade brasileira.

3º Fórum de Mídia Livre aprova Carta de Porto Alegre e calendário de lutas
[Publicado em 1.02.12] Leia, na íntegra, as propostas aprovadas a partir dos debates desenvolvidos nos eixos de desconferência durante o 3º Fórum Mídia Livre, realizado nos dias 27 e 28 de janeiro em Porto Alegre. O evento ocorreu paralelamente ao Fórum Social Temático. O evento reuniu comunicadores populares e militantes pela democratização da comunicação, que, ao final do evento, divulgaram a Carta de Porto Alegre. Também foi divulgado um calendário do movimento.

A serviço da treva: Big Brother é altamente representativo da cultura da classe média, velha e nova
[Publicado em 01.02.2012 - Por Mino Carta, na edição 681 da Carta Capital] Âncora do Jornal Nacional da Globo, William Bonner espera ser assistido por um cidadão o mais possível parecido com Homer Simpson, aquele beócio americano. Arrisco-me a crer que Pedro Bial, âncora do Big Brother , espere a audiência da classe média nativa. Ou por outra, ele apostaria desabridamente no Brasil, ao contrário do colega do JN . Se assim for, receio que não se engane.

Menos Google e Facebook, mais luta
[Por Sérgio Domingues - 28/01/2012] Ferramentas como Google e Facebook podem até ajudar nas mobilizações sociais. Mas são mecanismos criados principalmente para aumentar o consumismo e a alienação. Só de forma muito eventual podem servir à transformação social.

Quem souber a resposta, diga qual é
[Publicado em 24.01.12 - Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa (edição 678)] O que chama a atenção, todavia, é o Ministério das Comunicações insistir em trabalhar apenas com “remendos” na superada legislação existente (o regulamento alterado pelo decreto é de 1963!) e continuar se omitindo em relação a uma proposta de marco regulatório para o setor de comunicações. As regras para concessões do serviço público de radiodifusão estão no centro de uma nova organização legal do setor e, por óbvio, essa questão não se resolve por decreto. Afinal, o que será que impede o governo da presidente Dilma, mais de um ano após ter assumido o poder, de tornar público e discutir com a sociedade brasileira o projeto de marco regulatório que teria sido elaborado ao final do mandato do presidente Lula e teria sido reelaborado pelo ministro Paulo Bernardo?

Cristina Kirchner, a mídia e nós - Artigo de Venício Lima
[Publicado em 23.01.12 - Por Venício Lima, na revista Teoria e Debate] Desde o anúncio da intenção de elaborar um projeto de lei para substituir a regulação do tempo da ditadura militar, em processo rigorosamente democrático, o governo de Cristina Kirchner sofreu – e continua sofrendo – intensa oposição dos grupos dominantes de mídia e de seus aliados internos e externos, inclusive no Brasil. Por quê? Porque a lei argentina busca a regulação do, até então, oligopolizado mercado de mídia. Este, agora, divide-se em três partes iguais: para a iniciativa privada, o Estado e a sociedade civil. Impede-se, portanto, a continuidade da concentração da propriedade e da propriedade cruzada e, sobretudo, promovem-se a pluralidade e a diversidade através da garantia da liberdade de expressão de setores até aqui excluídos do “espaço público midiático” – povos originários, sindicatos, associações, fundações, universidades –, através de entidades sem fins comerciais.

Os benefícios dos agrotóxicos no "Mundo de Veja"
[Publicado em 19.01.12 - Por Flávia Londres*, na Radioagência NP] A revista Veja publicou uma matéria buscando "esclarecer" os brasileiros sobre os alegados "mitos" que vêm sendo difundidos sobre os agrotóxicos desde a divulgação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dos dados Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos referentes ao ano 2010. A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa.

Sem novo marco regulatório da mídia, caso BBB só está ao alcance da Justiça
[Por Najla Passos/ Carta Maior] Suposto estupro em programa da Globo provoca denúncias e inquéritos no Ministério Público e só pode ser julgado na Justiça. Novo marco regulatório para rádio e TV deixado pelo governo Lula propunha agência de regulação de conteúdo como há na Europa, modelo com sanções mais ágeis. Militantes pela democratização da mídia usam episódio para pressionar governo Dilma.

Teló, BBB e os conceitos sobre cultura
[Por Sylvio Miccelli / Observatório da Imprensa] Os assuntos mais discutidos na primeira semana de 2012, ao menos nas redes sociais (que hoje pautam muita coisa), versam sobre a capa da revista semanal Época com o cantor (?) Michel Teló e sobre o início de mais uma edição do Big Brother Brasil transmitido pela Rede Globo de Televisão. Por sinal, apenas para constar, Época e Globo pertencem à mesma organização. Teló e BBB são estratégias de marketing para ganhar dinheiro. E muito dinheiro. Simples assim.

Quando a audiência cai, mas o faturamento aumenta
[Por José Dirceu] Os cofres da TV Globo vão bem, obrigado. Já o mesmo não se pode dizer da sua audiência. Ela vem caindo continuamente. Matéria deste início de ano da Folha de São Paulo indica que, em 2007, contava com 20,3 pontos de média nacional no Ibope; em novembro, havia perdido 2,5 pontos, batendo em 17,8 pontos. O declínio é consistente e expressivo, já que cada ponto equivale a 185 mil domicílios. Mas o faturamento da TV Globo, no entanto, observou uma trajetória diferente. Há cinco anos, a receita apurada foi de R$ 6,7 bi. Pela estimativa do Folhão, ela chegaria a R$ 11 bi no ano passado. Afinal, a TV aberta ainda canaliza para si 63% do investimento publicitário no país.

Gilson Caroni: O que move o partido-imprensa
[Publicado em 09.01.12 - Por Gilson Caroni Filho, na Carta Maior] A leitura diária dos jornais pode ser um interessante exercício de sociologia política se tomarmos os conteúdos dos editoriais e das principais colunas pelo que de fato são: a tradução ideológica dos interesses do capital financeiro, a partitura das prioridades do mercado. O que lemos é a propagação, através dos principais órgãos de imprensa, das políticas neoliberais recomendadas pelas grandes organizações econômicas internacionais que usam e abusam do crédito, das estatísticas e da autoridade que ainda lhes resta: o Banco Mundial (BIrd), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC). É a eles, além das simplificações elaboradas pelas agências de classificação de risco, que prestam vassalagem as editorias de política e economia da grande mídia corporativa.

O partido único da mídia - Artigo de Laurindo Leal Filho
[Publicado em 03.01.12 - Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Carta Maior] Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira.

Paulo Bernardo: o prazo acabou - Artigo de Altamiro Borges
[Publicado em 27.12.11 – Por Altamiro Borges, em seu blog] No final de abril, representantes de 20 entidades que lutam pela democratização da mídia tiveram uma audiência, de quase duas horas, com o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, em Brasília. Na ocasião, ele se comprometeu a apresentar um projeto sobre novo marco regulatório do setor para consulta pública. Mas quando? – perguntaram os presentes. “No segundo semestre”. Quando? – insistiram. “O segundo semestre começa em 1º de julho e vai até 31 de dezembro”, respondeu o ministro, no seu jeito brusco de ser. Pois bem. O ano está terminando, vários ministros já estão em recesso e até agora o projeto não foi apresentado. O que houve? O ministro arquivou a promessa? Rendeu-se aos barões da mídia, que infernizaram o governo durante todo o ano?

Como pressionar pelo marco regulatório
[Publicado em 27.12.11 - Por Valério Cruz Brittos e Luciano Gallas, no Observatório da Imprensa (edição 674)] O governo Dilma Rousseff está prestes a completar seu primeiro aniversário e até o momento não demonstrou estar interessado em engajar-se no processo, atacando os problemas histórico-estruturais da área no país, sintetizados na concentração empresarial. Franklin Martins deixou a Secretaria da Comunicação ao fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva com um anteprojeto pronto, mas o documento segue trancado em alguma gaveta do Palácio do Planalto. Com o governo mostrando que não pretende comprar essa briga, não está mais do que na hora da sociedade brasileira organizada empurrar o governo para a ação?

Políticas de radiodifusão: omissão do Congresso, desprezo dos concessionários
[Publicado em 21.12.11 - Por Venício Lima*, original no Observatório da Imprensa] A advertência feita pela deputada Luiza Erundina sobre a omissão e o desinteresse dos parlamentares no debate sobre a regulamentação da comunicação se materializou, na forma de uma prova irrefutável, na audiência pública realizada dia 15 de dezembro na Câmara dos Deputados.

Ignacio Ramonet e Pacual Serrano conferem coletiva à imprensa alternativa
Publicado em 11.12.11 - Por Sebastián Soto Coll, do Coletivo Tatuzaroio

Por um Natal sem neve na TV
[Publicado em 19.12.11 - Por Laurindo Leal Filho*, na edição de dezembro da Revista do Brasil] Quem mantém as TVs comerciais são os anunciantes. Mas, apesar disso, as emissoras poderiam ter um pouco mais de criatividade. Não há Natal na TV brasileira sem a milésima reprise do filme “Esqueceram de mim”, com neve em quase todas as cenas ou sem o indefectível “especial”, sempre com o mesmo cantor.

Portaria 460 (Norma 01/11) quer calar a voz das rádios comunitárias
[Publicado em 15.12.11 - Na página da Amarc Brasil] Este trabalho mostra como o Ministério das Comunicações (MC) e, por extensão, o governo Dilma Rousseff, fazendo uso de dispositivos da legislação, discrimina as rádios comunitárias (RC), dando continuidade a uma política estatal que historicamente tem criado mecanismos para reprimir e assim inviabilizar a comunicação popular. Também mostra que este Governo utiliza práticas típicas de regimes ditatoriais.

Comunicação & Democracia: os avanços de 2011
[Publicado em 15.12.11 - Por Venício Lima, no Observatório da Imprensa] Ao contrário do rotineiro, e para evitar a repetição do já escrito ao longo do ano, arrisco um balanço seletivo de 2011. Sem qualquer ordem de relevância e sem pretender ser exaustivo, registro dez pontos que, numa perspectiva histórica, podem ser considerados como avanços.

Mariátegui e o jornalismo contra-hegemônico
Publicado em 14.12.11 - Por Cristian Góes*

Mães da Praça de Maio farão julgamento ético e político do Grupo Clarín dia 22
[Publicado em 09.12.11 - Por Natasha Pitts, da Adital] "Vamos fazer um julgamento ético e político ao Grupo Clarín. Julgamento ao Grupo que rouba crianças, verdades e esperanças", diz Hebe de Bonafini, presidente do movimento

A Classificação Indicativa e o retrocesso brasileiro
[Publicado em 06.12.11 – Por Mariana Martins, no Observatório do Direito à Comunicação] O Brasil está diante de um retrocesso histórico. A qualquer momento pode ser votada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a queda de parte de uma das maiores conquistas no que tange à regulação da comunicação no Brasil: a Classificação Indicativa. Na tarde da última quarta-feira (30/11), o STF iniciou o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que pede o fim da obrigatoriedade de horários, em conformidade com as faixas etárias, para a classificação indicativa de programas de rádio e TV. Apesar de a ação questionar especificamente a vinculação da programação aos horários adequados às faixas etárias, como prevê, inclusive, o Art. 220 da Constituição Federal, esta medida coloca em risco a eficácia de todo o processo da Classificação Indicativa para televisão e rádio.

Para diretor da Companhia dos Comuns, só haverá presença significativa dos negros na mídia brasileira quando acabar a feudalização do espaço midiático
Publicado em 06.12.11 - Por Marina Schneider-NPC

Apresentador da BBC diz que grevistas britânicos deveriam ser executados na frente de suas famílias
Publicado em 06.12.11 – Com informações do Opera Mundi

Franklin Martins critica faroeste caboclo da comunicação
Publicado em 29.11.11 – Por Portal Vermelho

Bahia tem o primeiro Conselho de Comunicação do país
[Publicado em 29.11.11 - Por Eliane Costa, no Portal Vermelho] O governo da Bahia deu, nesta sexta-feira (25/11/11), mais um importante passo em direção à garantia do direito à comunicação da população, ao realizar a eleição dos representantes da sociedade civil para o Conselho Estadual de Comunicação Social, o primeiro no Brasil. Foram eleitas 20 entidades, sendo 10 do segmento empresarial e 10 do movimento social, que tomarão posse no dia 12 de dezembro, juntamente com os sete indicados pelo governo do Estado.

Uma comparação e suas lições
Publicado em 29.11.11 - Por Mino Carta, em editorial da Carta Capital (edição do dia 18.11.11)

Do jornal à internet: hegemonia e luta de classes
[Por Silvio Mieli/ PUC-SP] (...) A mídia impressa corporativa passou a abdicar daquele exercício de aprofundamento mínimo diante de uma realidade cada vez mais complexa. Os jornais e as revistas, com poucas exceções, viraram espécies de catálogos de lojas de departamentos, deixando de darem sentido e significado para o que acontece. Ou, se quisermos, deixando de manifestarem aquela paixão pelo presente da qual nos falava Foucault.

A grande mídia e a falsa disputa entre liberdade vs. censura
[Por Venício Lima - 22/11/2011] Diante da feroz reação da grande mídia às propostas apresentadas (e àquelas que sequer foram apresentadas) no IV Congresso Extraordinário do Partido dos Trabalhadores, relativas a um Marco Regulatório para as Comunicações, escrevi no Observatório da Imprensa nº 658: A saída parece ser colocar imediatamente para o debate público um projeto de marco regulatório. (…) Diante de uma proposta concreta de regulação democrática – a exemplo do que acontece nos países civilizados – seus eternos opositores terão que mostrar objetivamente onde de fato está a defesa da censura e onde se postula o controle autoritário da mídia. Não há alternativa.

Dez fatos que a "grande" imprensa esconde da sociedade
[Publicado em 14.11.11 – Por Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior] As entidades que reúnem as grandes empresas de comunicação no Brasil usam e abusam da palavra "censura" para demonizar o debate sobre a regulação da mídia. No entanto, são os seus veículos que praticam diariamente a censura escondendo da população as práticas de regulação adotadas há anos em países apontados como modelos de democracia. Conheça dez dessas regras que não são mencionadas pelos veículos da chamada "grande" imprensa brasileira.

Conselho de Comunicação Social: Cinco anos de ilegalidade
[Publicado em 11.11.11 - Por Venício Lima*, no Observatório da Imprensa] É constrangedor registrar, pelo quinto ano consecutivo, a ilegalidade do Congresso Nacional em relação ao cumprimento da Constituição Federal e da lei 8.389/1991. No dia 20 de novembro, serão cinco anos que o Conselho de Comunicação Social, criado pela Constituição de 1988 e regulamentado por lei em 1991, se reuniu pela última vez.

As relações ambíguas entre Governo e mídia
[Publicado em 07/11/2011 - Por Gilberto Maringoni] Enquanto seus apoiadores acusam a mídia de ser golpista, governo prestigia e destina farta publicidade aos grandes meios de comunicação. Uma única edição de Veja recebe cerca de R$ 1,5 milhão em anúncios oficiais. É preciso regular e democratizar as comunicações. Mas também é necessário deixar mais claro os interesses de cada setor nessa disputa

A cobertura jornalística das eleições argentinas: do maniqueísmo à democracia
[Publicado em 26.10.11 – Por Leonardo Martins Barbosa*] Cristina Kirchner conquistou, no dia 24 de outubro de 2011, a maior vitória eleitoral no pleito à presidência desde a redemocratização do país. Os motivos para referido feito podem ser vários, e não devem obstaculizar a discussão sobre os desafios que essa vitória representa para o país e para a integração regional. A cobertura da mídia impressa, infelizmente, ficou aquém do desejado, uma vez que a Argentina é uma das principais – se não a principal – parceria bilateral do Brasil.

TV paga x TV aberta: Quem (de fato) ganha com a Lei 12.485?
[Publicado em 19.10.11 – Por Venício Lima*, na Carta Maior] O critério fundamental para avaliação de qualquer legislação aplicável ao setor de comunicações deve ser sempre se ela possibilita o aumento da participação de mais e diferentes vozes no debate público. Outro bom critério é verificar como se manifestam sobre ela os principais atores envolvidos.

Globo sabota jogos Pan-Americanos
[Publicado em 17.10.11 - Por Altamiro Borges, em seu blog] No momento em que setores da sociedade discutem a urgência de um novo marco regulatório da mídia, é emblemática a postura da prepotente TV Globo na cobertura dos jogos Pan Americanos, que ocorrem em Guadalajara, México. A emissora, que cochilou e perdeu o direito de exclusividade da transmissão para a TV Record, simplesmente decidiu invisibilizar o torneio. Ela está sabotando o Pan!

Tragédias na hora do almoço
[Publicado em 17.10.11 – Por Laurindo Leal Filho, na Carta Maior*] Justiceiros arrastando um homem para a morte, com o som dos seus apelos desesperados pela vida, das ordens de atirar (e em que parte específica do corpo), dos tiros, das recomendações para crianças saírem de perto e finalmente as chamas consumindo a vítima. Pode haver algo mais escabroso para ser mostrado em qualquer horário?

Liberdade de imprensa é ter Marco Regulatório das Comunicações
[Publicado em 18.10.2011 - Por Instituto Telecom] Resultado de anos de debate, reivindicações e principalmente das resoluções aprovadas na I Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), a Plataforma para um Novo Marco Regulatório das Comunicações, construída pelos movimentos sociais, será lançada hoje, 18 de outubro, Dia Mundial da Democratização da Comunicação, em atividades por todo o país.

Mesmo com queda, jornais alcançam mais pessoas que a internet, diz estudo
Publicado em 13.10.2011 - Por Portal Imprensa

Polêmicas em torno de uma falsa questão
[Publicado em 23.09.11 – Por Luiza Erundina*, no Brasil Econômico] Uma polêmica vem sendo alimentada, à exaustão, pela mídia em torno de uma falsa questão, a de que, ao se propor um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil, estaria se atentando contra a liberdade de expressão e querendo ressuscitar a censura no país. A quem interessaria essa polêmica? Certamente não aos que lutaram contra o arbítrio e em defesa das liberdades democráticas e que pagaram muito caro pela reconquista dos direitos humanos, inclusive o direito à informação e à comunicação.

Crimes de pobres como espetáculo
[Publicado em 27.09.11 – Por: José Cristian Góes*] Na última semana um crime bárbaro ocorrido em Alagoas e descoberto em Sergipe ganhou as principais manchetes nos programas de emissoras de rádio e TV, e nas primeiras páginas de sites e jornais. Dois dias de repercussão com muito falatório e entrevistas. Um morador de rua teria matado a ex-companheira, também moradora da rua, e cometido canibalismo. Mas veja como quase toda imprensa titulou o fato: Homem mata mulher, tira o coração, frita e vai para o bar comer como tira-gosto. Um caso exemplar e repugnante de uma sociedade do espetáculo que se alimenta da barbárie dos mais pobres e que produz algumas reflexões. No Capitalismo, a cultura desenfreada do consumo, onde o ter anula o ser, a vida do ser humano apenas é objeto descartável. A vida humana só tem valor enquanto a pessoa estiver agregada as suas propriedades e/ou ser tão somente instrumento para outros possam acumular mais capital, assim tem serventia. Caso contrário, a vida dos mais pobres, dos desempregados, dos moradores de rua, dos miseráveis, dos improdutivos para o mercado nada vale e deve ser eliminada. A existência de excluídos atrasa o progresso, a modernidade, suja a cidade, ameaça o patrimônio. Por isso, os assassinatos dessa massa de desvalidos são normais e naturais, justificáveis para as altas classes que dormem em paz, aliviadas com o silêncio dos cemitérios dessa gente perigosa.

A imprensa que incomodou
[Publicado em 15.09.11 - Por João Peres// Publicado em 12/09/2011 na edição 659 do Observatório da Imprensa, Reproduzido de Retrato do Brasilnº 49, agosto 2011] Nas últimas semanas, dois lançamentos editoriais importantes resgatam capítulos importantes da história da imprensa brasileira nos anos de chumbo. O primeiro traz o testemunho gravado em vídeo de dezenas de jornalistas. O segundo, de que falamos nas últimas páginas deste texto, é a narrativa, em livro, da luta do jornal Movimento, acompanhada de uma coleção de todos os números do jornal em DVD. A história contada por quem a registrou. Essa é a tônica do projeto Resistir é preciso... – Os protagonistas desta história, que joga luz sobre o trabalho de 60 profissionais que fizeram a imprensa de oposição à ditadura entre 1964 e 1979, agora reunidos em 12 DVDs com resumos dessas histórias. O projeto, patrocinado pela Petrobras, nasce de um casamento recente. De um lado está o Instituto Vladimir Herzog, criado em 2009 para resgatar e preservar a memória brasileira das últimas décadas. O intuito da entidade, que rende homenagem a Vlado, jornalista morto pela repressão em 1975, é assegurar que o Brasil conheça a história e aprofunde a reflexão sobre os fatos desencadeados pelo golpe de 1964. Do outro lado está Ricardo Carvalho, veterano jornalista que estreitou laços com setores progressistas da Igreja Católica, em especial com dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, para denunciar as violações aos direitos humanos. Desde a década de 1980, quando finalizou um documentário sobre a história da imprensa brasileira, Carvalho atenta para a questão.

Pelo Fim à Liberdade da Grande Imprensa
[Por Renato Prata] A nossa cínica e hipócrita mídia brasileira (mais precisamente a grande mídia), volta e meia faz um grande estardalhaço e muito barulho contra uma suposta censura que poderia vir a sofrer ou que já estaria sofrendo. Nada poderia ser mais patético, falacioso e medíocre do que esse tipo de campanha. O melhor argumento que prova o cinismo e a hipocrisia desse tipo de campanha que tenta transformar o lobo em cordeiro é extremamente simples e direto: a liberdade de imprensa não está ameaçada porque simplesmente nunca existiu e ainda não existe liberdade de imprensa no Brasil.

Comunicação: uma semana, duas derrotas da desregulamentação
[Publicado em 23.08.11 – Por Beto Almeida*, na Agência Carta Maior] Na Câmara, foi aprovado o projeto que flexibiliza a veiculação da Voz do Brasil. No Senado, aprovou-se o projeto que transfere o oligopólio da TV paga no Brasil , até agora sob domínio de grupos nacionais, para o controle do capital estrangeiro que domina as empresas de telecomunicações. Ambos com aplausos da esquerda!

A refundação do jornalismo impresso
[Publicado em 17.08.2010 - Por Cristian Góes] Na vida corrida, os meios eletrônicos se ajustaram para apresentar e responder as demandas por informação. No entanto, elas são trilhões de notícias quase telegráficas, curtas, desprovidas na maioria das vezes de contextualização e, principalmente, da investigação e do aprofundamento, isto é, condições da essência do jornalismo. Assim, a credibilidade, base que sustentou a ideia de imprensa livre, praticamente ruiu e a desconfiança se instalou. Quem deu a notícia? Quem falou? O porquê disse? Quais os fundamentos que usou? Saiu no blog, falaram no Twitter, postaram no Facebook...será que é verdade? Bom, é exatamente nesse vácuo de dúvida no conteúdo e da inexistência de investigação aprofundada e análise dos fatos que a mídia impressa deverá se refundar, porque ela também, copiando a mídia onlinizada perdeu-se em seu caminho

Globo: os princípios, a credibilidade e a prática
[Por Venício Lima/ Carta Maior] Deve ter sido coincidência. Todavia, não deixa de ser intrigante que os Princípios Editoriais das Organizações Globo tenham sido divulgados apenas algumas semanas após o estouro do escândalo envolvendo a News Corporation e um dia depois que um ex-jornalista da própria Globo tenha postado em seu Blog orientação para tentar incompatibilizar o novo Ministro da Defesa com as Forças Armadas.

Telesur, seis anos de telejornalismo transformador
[Por Beto Almeida/ Carta Maior] Neste domingo, 24 de julho, a Telesur – La Nueva Television del Sur – completou seu sexto aniversário cercada de simbolismo – é a data de aniversário de Bolívar – de conquistas e de desafios. O simbolismo é a missão, bolivariana, de ser a única emissora televisiva que nasce para promover a integração latinoamericana e se contrapor, editorialmente, ao jornalismo desintegrador e neocolonialista praticado subreptíciamente ou encandalosamente pelas redes internacionais de TV.

Direito e responsabilidade
[Por Dalmo de Abreu Dallari] A liberdade de expressão é um dos direitos fundamentais da pessoa humana proclamados pela ONU em 1948. É de interesse de todas as pessoas e de todo o povo que essa liberdade seja respeitada, mas é absolutamente necessário que ela seja concebida e usada como um direito da cidadania e não como um apêndice do direito de empresa ou como privilégio dos proprietários e dirigentes dos meios de comunicação, ou, ainda, dos jornalistas e demais agentes que atuam no sistema. Essas considerações tornam-se oportunas neste momento em que um farto noticiário da imprensa informa sobre tremendos desvios éticos, implicando ilegalidades de várias naturezas, praticados sob o comando de um famoso proprietário e dirigente de um poderoso sistema de comunicações, incluindo jornais ingleses de grande circulação e tendo ramificações em muitos outros países.

Por que tive de sair do Times
[Publicado em 13.07.11 - Por: Robert Fisk*, The Independent, UK] "Dia seguinte, minha matéria foi publicada. Todas as minhas críticas aos norte-americanos haviam sido apagadas e todas as minhas fontes ignoradas. O Times até, em editorial, sugeria que o piloto fosse, sim, suicida. Adiante, relatórios oficiais dos EUA e depoimentos de oficiais da Marinha americana confirmaram o que eu escrevera. Mas o Times não levou essas informações aos leitores. Foi quando pela primeira vez tive contato com o Independent. Já não acreditava no Times – e absolutamente não acreditava em Rupert Murdoch."

América Latina: por que no Brasil é diferente?
[Por Venício Lima/ Carta Maior] Ao contrário do que ocorre em outros países na América Latina, aqui não se conseguiu avançar na regulação do setor da comunicação. Os dois governos do presidente Lula esbarraram nessa barreira histórica e, não há indicações, até agora, de que o governo Dilma conseguirá vencer os “poderosos interesses” mencionados pelo Ministro das Comunicações.

O efeito Al Jazeera
[Por Mohammed El Oifi/ Le Monde Diplomatique] Em poucos anos, a rede de televisão Al Jazeera alterou profundamente a paisagem midiática nos países árabes e criou um espaço público transnacional, transformando-se num protagonista decisivo das mudanças drásticas que vêm abalando a região desde o final do ano passado

Cota para modelos?
[Publicado em 20.06.2011 - Por Carlos Maia] Enquanto direitos forem vistos como privilégios de poucos estaremos bem distantes do ideal de sermos um país civilizado.

Direito à comunicação: o "Fórum" e a "Ciranda"
[Publicado em 13.06.11 – Por Venicio A. de Lima, na Carta Maior- Seria difícil imaginar dois eventos com a participação de pessoas de status sociais tão distintos e de visões tão diferentes em torno, basicamente, do mesmo tema: o direito à comunicação. Um deles teve ampla cobertura da imprensa; o outro, foi completamente ignorado. No mesmo dia 27 de maio em que acontecia o “Fórum Internacional Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário”, no suntuoso prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, cerca de 50 quilômetros dali, no modesto Centro de Formação Vicente Cañas, distrito Jardim Ingá, na periferia de Luziânia, GO, também se realizava a “IVª Ciranda de Educação Popular”.]

FNDC promove debate sobre democratização da comunicação
[Por Gizele Martins - Revista Viração-23.05.2011]

Verdade, Propaganda e Manipulação dos Media
[Por Andrew Marshall/ O Diario.info] Nunca como agora foi tão importante haver vozes e fontes de informação independentes e sérias. Mas, sobretudo no que diz respeito aos grandes media convencionais, o que se verifica é a sistemática manipulação e enviesamento da informação. O que não admira estando, como estão, inteiramente ligados ao grande capital transnacional e às estruturas centrais do poder imperialista.

A barbárie e a estupidez jornalística no caso da morte de Bin Laden
[Por Elaine Tavares] Imaginem vocês se um pequeno operativo do exército cubano entrasse em Miami e atacasse a casa onde vive Posada Carriles, o terrorista responsável pela explosão de várias bombas em hotéis cubanos e pela derrubada de um avião que matou 73 pessoas. Imagine que esse operativo assassinasse o tal terrorista em terras estadunidenses. Que lhes parece que aconteceria? O mundo inteiro se levantaria em uníssono condenando o ataque.

Cinco mitos sobre a idade da informação
[Por Robert Darnton/ Obs. da Imprensa] A confusão em torno da natureza da chamada idade da informação levou a uma situação de falsa consciência coletiva. Não é culpa de ninguém, e sim, um problema de todos porque ao tentarmos nos orientar no ciberespaço, frequentemente apreendemos coisas de forma errada e esses equívocos se disseminam tão rapidamente que são incorrigíveis. Considerados em seu conjunto, constituem a origem de uma proverbial não-sabedoria. Nesse artigo são destacados cinco deles. O primeiro é o mito de que o livro morreu.

Veja: Um jeito especial de ser
[Por Washington Araújo/ Obs. da Imprensa] Ao escrever essas frases, em um quase exercício de imaginação ativa, tenho em mente, como exemplo, a ideologia de Veja, que sem qualquer esforço aparente sempre permeia cada linha como se tudo existisse apenas para referendar suas crenças no neoliberalismo, no livre mercado, ou então para justificar mesmo que superficialmente sua peculiar forma de entender o que é democracia e, mais, o que é liberdade de expressão. A revista dos Civita não fica em cima do muro quando os assuntos deixam ao largo a objetividade e embarcam nessa imensa floresta que é a subjetividade. O leitor observa que imparcialidade e objetividade simplesmente não existem quando, por exemplo, a revista trata de Cuba e, pior ainda, quando se refere a Fidel Castro ou a Che Guevara.

Ora, direis, gozar com carros?
[Por Maria Rita Kehl/ Blog da Boitempo] A identificação do espectador como consumidor do produto que se apresenta como capaz de agregar valor à sua personalidade promove sua inclusão imaginária no sistema de gosto, na composição de estilos, que move a sociedade de consumo. Goza-se com isso: não tanto da própria inclusão (que pode não passar de uma fantasia), mas da exclusão do outro. Uma nova versão imaginária do Outro ocupa o lugar – lugar de um Ser onipresente, onisciente e onipotente – deixado vazio quando parte da humanidade deixou de orientar suas escolhas a partir da crença no Deus judaico-cristão. Este Outro pode ser, simbolicamente, o Mercado.

Zero Hora, jornal do RS, ignora Fórum da Igualdade e faz publicidade de encontro da direita
[Publicado em 25.04.2011 - Fonte: JornalismoB] Na mesma data, 11 e 12 de abril, foram realizados, em Porto Alegre (RS), dois eventos opostos: o Fórum da Liberdade e o Fórum da Igualdade. O primeiro defende há 24 anos a livre competição, o mercado livre, o Estado mínimo e todos os preceitos do neoliberalismo. Já o segundo nasceu exatamente como contraponto ao Fórum da Liberdade, e, na primeira edição, debateu a democratização da comunicação. Vito Giannotti, coordenador do NPC, participou do encontro, debatendo o tema “Democratização da Democracia: Existe Liberdade sem Igualdade?”.

Folha ataca “Amor e Revolução”, novela do SBT sobre a ditadura
[Publicada em 25.04.2011 - Por Sheila Jacob] A Folha de S. Paulo ficou enfurecida com o relato real que a novela Amor e Revolução, de Tiago Santiago, levou ao ar no dia 7 de abril. O depoimento que enfureceu o jornal paulista foi o de Rose Nogueira, que citou a Folha da Tarde ao descrever as crueldades que sofreu durante o período.

Revista Veja mostra suas garras em artigo sobre educação
[Publicado em 25.04.2011] Em artigo publicado na revista Veja em 11 de abril, o economista Gustavo Ioschpe ataca as organizações de trabalhadores da educação e os próprios professores que vêm denunciando o descaso com o ensino público de qualidade no país e lutando por salários dignos e melhores condições. “Incorporamos a ideia de que o que é bom para o professor é, necessariamente, bom para o aluno. E isso não é verdade. [...] Quando ouvir um membro desses sindicatos se pronunciando, portanto, é mais seguro imaginar que suas reivindicações prejudicam o aprendizado do que o contrário”.

Movimento pela democratização da mídia se reunirá com ministro
[Publicado em 18.04.11 - por Portal Vermelho, com Assessoria] O lançamento pela Câmara dos Deputados, no dia 19 de abril, da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular, e uma audiência dos movimentos sociais com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no dia seguinte (20), dão início à agenda nacional de mobilização para o ano de 2011.

País precisa repensar com urgência a radiodifusão
[Publicado em 01.04.11 - Por Venício A. de Lima - original publicado em 28.03.11, na Folha de S.Paulo] "Como inexiste a fiscalização do Estado no que se refere ao cumprimento daquilo que é proposto, as empresas vencedoras simplesmente não cumprem a proposta. A reportagem de ontem [27/3] da Folha revela agora um outro lado do total fracasso das licitações: não há nenhum controle do Estado em relação a quem de fato se candidata, vence ou coloca em operação uma emissora de rádio e televisão".

Bernardo Kucinski: o poder da imprensa e os abusos do poder
[Publicado em 28.03.11 - Por Bernardo Kucinski, no Observatório da Imprensa.] O texto é o prefácio do livro "Regulação das Comunicações – História, Poder e Direitos", de Venício A. de Lima (Editora Paulus, São Paulo, 2011). Leia um trecho: Todos sabemos que a imprensa pode destruir reputações, derrubar ministros e às vezes um governo inteiro. Foi uma campanha de imprensa, liderada por um grande jornalista, Carlos Lacerda, que levou Getúlio ao suicídio em 1954. Vinte anos depois, nos Estados Unidos, o presidente Richard Nixon renunciou por causa de denúncias da imprensa. Nos dois episódios, o poder havia recorrido a métodos criminosos para eliminar ou intimidar oponentes políticos. Ao revelarem esses abusos, derrubando a parede de segredo que os protegia, jornalistas exerceram uma das funções sociais que legitimam a imprensa como ator importante numa democracia.

Redes sociais alimentam pânico entre japoneses
[Por Daniela Chiaretti e Gustavo Brigatto/ Valor Econômico] O ativismo digital funcionou como impressionante plataforma de mobilização nas revoltas da Tunísia e do Egito. Mas o lado B do Twitter e do Facebook é a rapidez com que também se disseminam pânico, rumores e desinformação. Muitos japoneses devem ter recebido o alerta do tsunami por um aviso no celular, mas o drama nuclear no Japão expõe um novo flanco das mídias sociais – espalhar rumores e alimentar o pânico. Uma mensagem que ecoava nas redes sociais era: "Reze por nós. Informações estão sendo omitidas", segundo a agência de notícias Reuters.

Notícias internacionais têm pauta única
[Por Laurindo Leal/ Carta Maior] As agências de notícias tradicionais foram criadas como empreendimentos para a divulgação de informações financeiras em meados do século 19. Apoiadas pelos governos dos países onde tinham sede, essas agências nunca deixaram de ver o mundo segundo a ótica peculiar desses mesmos países.

A força e os limites da blogosfera
[Por Altamiro Borges] Em sua visita ao Brasil, o presidente do EUA, Barack Obama, havia programado um megaevento na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, palco de históricos protestos em defesa da democracia e a soberania nacional. Na última hora, o show de pirotecnia foi cancelado. Segundo a própria mídia hegemônica, a razão foi que o serviço de inteligência do império, a famigerada CIA, alertou a diplomacia ianque sobre os "protestos convocados pelas redes sociais". Obama ficou com medo! Este episódio, uma vitória dos internautas progressistas do Brasil, comprova a força da internet. Por outro lado, a própria internet não deve ser idealizada. Quem detém maior audiência são os portais de notícia e entretenimento dos mesmos grupos midiáticos.

Parlamentares propõem Frente pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação
Confira o Manifesto provisório da Frente Parlamentar, iniciativa dos deputados Emiliano José (PT-BA) e Luiza Erundina (PSB-SP).

Dilma na Globo e Rede TV - que pena
[Publicado em 1º.03.11 - Por Vito Giannotti, do jornal Brasil de Fato] No mês da mulher, uma mulher presidenta do País, lutadora contra a Ditadura, trabalhadora, digna, feminista em sua prática de vida, vai aparecer no canal que nega toda sua vida. Dilma no programa Mais Você é uma tapa na cara à luta da mulher, à luta contra a Ditadura e à Conferência de Comunicação que mobilizou milhares de comunicadores no ano passado.

A Folha e o neocolonialismo petroleiro
[Por Beto Almeida] Com o título de “TV Companheira”, o jornal Folha de São Paulo – que tem o nome marcado por ter defendido e colaborado com operações da ditadura em torturas e mortes de prisioneiros políticos - publicou, no dia 25 de fevereiro, artigo de Eliane Cantanhede tentando atingir, sem o lograr, a credibilidade jornalística da Telesur, La nueva televisión del sur, em seu esforço de cobrir a crise na Líbia. Há muitas lições a partir da precária nota da jornalista. Primeiramente, está escancarado que a grande mídia comercial brasileira, seguindo orientações dos conglomerados internacionais midiáticos, sempre protegeram os ditadores do Oriente Médio que serviram e ainda servem a estes interesses.

Várias entidades assinam manifesto em defesa da banda larga
[Publicado em 1º.03.11] Confira a íntegra do Manifesto em Defesa da Banda Larga, assinado por várias entidades. O documento foi lançado no sábado, 26.02, após o evento “Internet: Acesso Universal e Liberdade da Rede”, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo.

FSM pode ter Fórum Mundial de Mídia Livres e Alternativas
[Publicado em 28.02.11 - Por Agência Carta Maior] Assembleia pelo direito à comunicação, realizada no Fórum Social Mundial 2011, no Dacar, aprovou no dia 11 de fevereiro uma declaração em defesa do direito à comunicação. Organizações que assinam documento anunciam intenção de organizar um Fórum Mundial de Mídias Livres e Alternativas em 2012 no bojo do processo do Fórum Social Mundial.

Comunicação: parlamentares querem reunião com entidades do setor
[Publicado em 25.02.11 – Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual] Foi discutida nesta terça-feira (22.02) a criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular na Câmara dos Deputados. A deputada Luiza Erundina (PSB/SP), que articula a criação da frente, explicou que o grupo será uma ponte entre os interesses da sociedade civil organizada e o parlamento, no que diz respeito à democratização da comunicação no país.

O Clube dos Treze e o exemplo argentino
[Publicado em 24.02.11 – Por Rodrigo Vianna, no blog Escrivinhador] No artigo, o jornalista Rodrigo Vianna faz um paralelo sobre a transmissão de jogos de futebol na Argentina (lá, os direitos foram comprados pela TV pública) e a situação no Brasil. "Acabo de voltar da Argentina. "Passei dias agradáveis em Buenos Aires. Sábado, fim da tarde. Depois de uma longa jornada de caminhadas por Palermo e Barrio Norte, parei com minha mulher num café. Na tela: Newell´s x Lanús. Só o garçon e eu parecíamos interessados na partida. O time de Rosário faturou, com um gol no finzinho: 2 a 1."

Lei de Comunicações: influência da bancada de radiodifusão divide opiniões
[Publicado em 18.02.11 – Por Agência Câmara de Notícias] Consultor legislativo acredita que parlamentares concessionários de rádios e TVs podem dificultar mudanças na lei. Deputados discordam e acreditam que a propriedade de emissora não inviabiliza capacidade de análise do tema

FNDC e CUT integrarão Comitê Gestor da Internet no Brasil como suplentes
[Publicado em 18.02.11 – Por FNDC] O Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) farão parte do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) como suplentes. Representantes das entidades no processo eleitoral o pesquisador Marcus Manhães e o jornalista José Ricardo Negrão receberam 23 e 28 votos, respectivamente. O resultado final será homologado no próximo dia 18 de fevereiro.

Paulo Bernardo reafirma que regulação da mídia vai ocorrer, mas sem correria
[Publicado em 17.02.11 – Por João Peres, Rede Brasil Atual] Durante debate no Sindicato dos Bancários de São Paulo, ministro das Comunicações indica ainda que quer banda larga no programa de metas de universalização.

Afinal, onde está o projeto do Marco Regulatório?
[Por Venício Lima/ Observatório da Imprensa] De certa forma, instalou-se uma confusão generalizada em relação não só ao que de fato está no projeto deixado pelo ministro Franklin, como também em relação o que de fato pensa o atual governo sobre a regulação das comunicações.

Comunicação e cultura em Paulo Freire: 30 anos depois
[Por Venício Lima/ Carta Maior] Hoje, a contribuição de Paulo Freire para o campo da comunicação é fonte de inspiração e referência. A situação, certamente, não era a mesma no final da década de 70. Embora reconhecido internacionalmente e estudado em várias disciplinas, seu pensamento era quase que totalmente ignorado nos estudos de comunicação, inclusive no Brasil. [12.02.11]

Guia para profissionais de comunicação sobre aborto é lançado no Rio
[Publicado em 14/02/11 - Por Marina Schneider] Foi lançada no dia 14/02, no Rio de Janeiro, a edição atualizada da publicação “Aborto - Guia para profissionais de comunicação”, uma obra das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro. Organizado por meio de uma parceria entre Grupo Curumim, Ipas Brasil e Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), o guia foi redigido pela socióloga Angela Freitas e tem como objetivo apoiar o trabalho de jornalistas que pretendem tratar o tema do aborto de maneira informativa e qualificada. A publicação também está disponível na íntegra na internet. Para consultar ou salvá-lo em seu computador, acesse http://abortoemdebate.com.br/arquivos/Aborto_Guia_comunicacao.pdf.

Coordenação criada no Ministério das Comunicações é criticada pela Abraço
[Publicado em 07.02.2011 - Por Jacson Segundo/Observatório do Direito à Comunicação] A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) acredita que a criação de uma coordenação dedicada ao tema dentro do Ministério das Comunicações (Minicom) ainda não é suficiente para lidar com a demanda do setor. A entidade, que esteve reunida com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta segunda-feira (7) continua a defender a instalação de uma subsecretaria para a área dentro do Ministério.

Livro do Serrano é uma desintoxicação
[Publicado em 09.02.11 - Por Vito Giannotti] Mídia, na cabeça de todo mundo, são meios de informação. Para Pascual Serrano, é exatamente o contrário. Desinformação é o título do seu livro que já vai para a sexta edição. Sim, a partir de exemplos do mundo todo, o jovem escritor catalão prova com mil fatos e dados que a mídia são meios de desinformação e não de informação. Meios de ocultação da verdade. De omissão de fatos, de dissimulação. Muitas vezes, de total e absoluta mentira.

PGMU III e PLC 116: novas negociações e paralisação ameaçam avanços na banda larga e na TV por assinatura
[Publicado em 08.02.11 - Por Nossa Opinião / Boletim Especial do Instituto Telecom] Depois de muitas polêmicas e impasses, duas medidas importantes correm o risco de não ser implementadas: a ampliação do backhaul como parte das metas relativas à garantia de banda larga no Plano Geral de Metas de Universalização para telefonia fixa (PGMU III) e a aprovação, no Senado, do PLC116 (ex-PL29) que cria novas regras para o mercado de TV por assinatura.

Essas “ditaduras amigas”
[Publicado em 07.02.2011 - Por Ignacio Ramonet] Ditadura, na Tunísia? No Egito, uma ditadura? Vendo as mídias se regozijando com a palavra “ditadura” aplicada à Tunísia de Ben Ali e ao Egito de Mubarak, devemos nos perguntar se de fato entendemos ou lemos bem. Não insistiram durante décadas, estas mesmas mídias e estes mesmos jornalistas que esses dois “países amigos” eram “Estados moderados”?

A internet não é uma mídia, é uma plataforma
[Publicado em 31.12.2011 - Por Carlos Nepomuceno] A internet não é uma mídia – é a plataforma cognitiva na qual as mídias digitais rodam. Estamos vivendo uma mudança de plataformas e não apenas de mídias, por isso tantas mudanças ao mesmo tempo.

América Latina: mídia versus democracia
[Por Luiz Marques/Carta Maior] Sexo não é mais tema tabu, embora José Serra na última campanha tenha procurado englobar em um obscurantismo pautas correlatas: a livre orientação sexual, uma opção individual, e a prática do aborto, um problema de saúde pública. A picardia funcionou para associar a direita nativa às correntes internacionais extremistas do conservadorismo e catalizar o apoio de alas ultra-retrógradas, como a católica Opus Dei. Com o que, a candidatura do “bolinha de papel” atingiu o preocupante patamar de 43% dos votos no segundo turno, tendo por pano de fundo a herança cultural excludente e elitista do país.

Elogio à intolerância: o que a mídia tem a ver com isso?
[Por Venício Lima*, do Observatório da Imprensa] “Não deixa de ser assustador que nossa oposição política e eleitoral não só já se utilize de técnicas e estratégias importadas dos radicais de direita dos EUA como sua retórica discursiva muitas vezes resvale para a irresponsabilidade de acusações e comparações históricas infundadas e descabidas.”

A realidade da internet
[Por Valério Cruz Brittos e Éderson Pinheiro da Silva - Publicado originalmente em 11.01.2011, no Observatório da Imprensa] "Inseridas neste contexto de reconfigurações surgem ferramentas úteis para a vida das pessoas, no trabalho ou em casa. A internet é fonte inesgotável de diversão, lazer e conhecimento. (...) A rede tornou-se um território onde tudo é aceito, transformando-se também em uma arma poderosa para cometer atos ilícitos contra os diversos segmentos da sociedade, incitando o ódio e ratificando preconceitos de raça, religião e classe social."

Quem não quer a Voz do Brasil?
[Por Mário Augusto Jakobskind* / Direto da Redação] “Na verdade, o que os parlamentares mais desejam é acabar de uma vez por todas com a Voz do Brasil. Tem um detalhe: muitos desses políticos estão legislando em causa própria, ou seja, são proprietários de veículos de comunicação, o que é totalmente ilegal, pois a legislação brasileira proíbe parlamentares proprietários de veículos de comunicação. Na nova legislatura 61 parlamentares são proprietários de veículos de comunicação, fora os que passaram a propriedade para laranjas. A flexibilização do horário é um sofisma, porque na prática representará o início do fim da Voz do Brasil, o que é desejado há tempos pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert)”.

Ministério das Comunicações: por onde começar?
[Venício Lima / Observatório da Imprensa] A posse do novo ministro das Comunicações alimenta a expectativa de que, ao lado de outras prioridades, o caos generalizado nas concessões e as relações espúrias entre políticos no exercício do mandato e o serviço público de radiodifusão serão enfrentados. O recadastramento seria um excelente começo.

A regulamentação de publicidade de alimentos no Brasil
[*Por Olívia Ferreira - Publicado em 11.01.10] No artigo, a autora apresenta a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre propaganda de alimentos, mostra que não há consenso sobre o tema e defende a regulamentação do setor. “Ressaltamos que socializar informações precisas, pertinentes e claras sobre o consumo equilibrado tanto em quantidade como em qualidade dos alimentos, seja por qualquer veículo de comunicação, deve ser reconhecido como direito humano à informação, à proteção da saúde e à alimentação adequada e saudável”.

Cautela ou recuo na regulação da mídia?
[Por Altamiro Borges] "Neste final de semana, a mídia hegemônica soltou rojões para comemorar o que seria um recuo do recém-empossado ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na proposta de elaboração de um novo marco regulatório para a mídia. A Folha interpretou que o governo já teria “mudado seu discurso”, adotando “um tom mais cauteloso”. O Estadão foi ainda mais otimista: “Governo Dilma enterra projeto de regulação da mídia”. E o jornal O Globo foi mais precavido: “Regulamentação não irá ao Congresso”. A leitura precipitada dos barões da mídia sobre o recuo do governo ocorreu devido à confusa entrevista que o ministro concedeu logo após a audiência com a presidenta Dilma Rousseff, na sexta-feira (7)."

Os números da Globo: lenta decadência
[Por Rodrigo Vianna / Escrevinhador] O autor retoma a história recente da Rede Globo e analisa o processo já apontado em artigos de Altamiro Borges e Paulo Henrique Amorim de decadência da emissora a partir da queda de audiência que vem sofrendo.

Jornalismo, polícia, medo e violência
[Por Emiliano José – Publicado originalmente em 04.01.11, na Carta Capital] No artigo, o autor critica a cumplicidade entre polícia e jornalismo e fala da disseminação do medo pela mídia. “Minha preocupação aqui nesse texto, no entanto, é mais sobre esse jornalismo que ganha mais e mais corpo, essa estranha (e será que é estranha?) cumplicidade entre polícia e jornalismo. Nas minhas andanças de telespectador, zapeando à procura de algum programa que atenda minhas expectativas, vejo o quanto essa tendência se acentua, o quanto a ligação entre a polícia e o jornalismo se acentua. Não seria o caso de pensar que cada qual devia ficar no seu cada qual?”

Voz do Brasil e regulamentação da mídia
[Por Beto Almeida/ Carta Maior] Na contra-mão dos esforços para a regulamentação, nota-se um incoerente silêncio do movimento de democracia na mídia em relação a uma iniciativa da ABERT e dos magnatas da mídia para flexibilizar a transmissão do mais antigo programa do rádio brasileiro ainda no ar, a Voz do Brasil. O programa surge de um esforço de regulação do estado sobre o campo informativo, na Era Vargas, levando informações relevantes para um público estimado em cerca de 80 milhões de ouvintes que, sem a VB, não possui praticamente outra via para ter acesso a informações sobre a atividade dos poderes públicos.

Por que a mídia não se autoavalia?
[Publicado em 28.12.2010 - Por Venício Lima, no Observatório da Imprensa] Por que será que a mídia, apesar da indiscutível posição de centralidade que ocupa nas sociedades contemporâneas, não pauta o debate sobre seu papel como faz permanentemente em relação a todas as outras instituições na sociedade?

Boaventura Sousa Santos: Wikiliquidação do império?
[Por Boaventura Sousa Santos/ Esquerda.net] A divulgação de centenas de milhares de documentos confidenciais, diplomáticos e militares, pela Wikileaks acrescenta uma nova dimensão ao aprofundamento contraditório da globalização. A revelação, num curto período, não só de documentação que se sabia existir mas a que durante muito tempo foi negado o acesso público por parte de quem a detinha, como também de documentação que ninguém sonhava existir, dramatiza os efeitos da revolução das tecnologias de informação (RTI) e obriga a repensar a natureza dos poderes globais que nos (des)governam e as resistências que os podem desafiar.

O jornalismo veste a camisa
[Por Sylvia Moretzsohn/ Observatório da Imprensa] uando recebeu, no início de novembro, um prêmio de telejornalismo pelas entrevistas com os generais Leônidas Pires Gonçalves e Newton Cruz sobre os bastidores da ditadura no Brasil, Geneton Moraes Neto escreveu uma "pequena carta aos que gastam sola de sapato fazendo jornalismo" em que afirmava: "Fazer jornalismo é produzir memória". E, se assim é – ou deveria ser –, a cobertura da ocupação militar no Complexo do Alemão, sobretudo a cobertura televisiva, é tudo menos jornalismo. Seja porque desconhece a memória, seja porque adere desavergonhadamente à versão oficial.

Regular as comunicações é combater a censura, a privada!
[Por Jonas Valente] “Essa história de que a liberdade de imprensa está ameaçada é uma bobagem, um truque, isso não está em jogo. A liberdade de imprensa significa a liberdade de imprimir, divulgar, de publicar. A essa não deve, não pode e não haverá qualquer tipo de restrição. Isso não significa que não pode haver regulação do setor”, a frase fez parte do discurso do ministro da Secom, Franklin Martins, na abertura do seminário Convergência de Mídias, realizado nos dias 9 e 10 de novembro em Brasília.

Rio, mídia e tráfico
[Por Celso Vicenzi/ SINTRAFESC] Rio 40 graus. A cidade ferve. E a chapa está quente, principalmente para quem é negro ou pardo e pobre. A Globo filma a casa de um chefe do tráfico no Complexo do Alemão. A “mansão do narcotráfico”, anunciam as chamadas para o telejornal. A casa tem banheira de hidromassagem, ar-condicionado e uma pequena piscina. Interessante: a “mansão” é muito parecida com qualquer casa de classe média. E depois se queixam da perda de credibilidade...

A mídia e as eleições de 2010
[Por Laudenice Oliveira] “Mídia no Brasil e Eleições de 2010”. Esta foi a mesa que fechou o terceiro dia do 16º Curso Anual do NPC. Para analisar o papel que a mídia desempenhou durante o processo eleitoral brasileiro, formou-se uma mesa de debate com Altamiro Borges, do Centro Barão de Itararé; Ivan Pinheiro, da Casa da América Latina; o jornalista Gilberto Maringoni; o professor Valério Arcary, do Instituto Federal de São Paulo; o professor Gabriel Mendes, da FACHA; e Breno Altman, do Ópera Mundi. A um consenso todos chegaram: a mídia brasileira mais do que nunca deixou clara a sua face conservadora nestas eleições. Nunca foi tão transparente a sua defesa do capital e da classe dominante do Brasil.

Conselho de Comunicação Social: quatro anos de ilegalidade
[Por Venício Lima/ Observatório da Imprensa] O funcionamento regular de um órgão auxiliar do Congresso Nacional, composto por representantes dos empresários, de categorias profissionais de comunicação e da sociedade civil, com a atribuição de debater normas constitucionais e questões centrais do setor, não interessaria à democracia?

Nesta eleição a disputa pela hegemonia mostrou sua cara escravagista
[Por Vito Giannotti/ Brasil de Fato] O Brasil viveu sete anos de crescimento, devido a fatores nacionais e internacionais, e decisões políticas. O capital ganhou muito dinheiro. Carta Capital declara, que os dois projetos apresentados nesta eleição não assustavam o capital. Não é a toa que Abílio Diniz, Setubal e a indústria automobilística apoiaram a candidata que o Leblon e o Itaim Bibi detestam. Não houve a clássica divisão: de um lado, a burguesia; do outro, os trabalhadores.

O governo Dilma e a Comunicação
[Por Claudia Santiago] A revista IstoÉ, edição da semana que passou, prestou um grande serviço aos seus leitores. Dissecou em suas páginas a história de Dilma Rousseff, a primeira mulher a presidir o Brasil, país com altos índices de espancamento e homicídios de mulheres. O PT poderia pedir permissão à revista e, a partir do material já produzido, fazer um jornal de papel com uma grande tiragem e contar para o povo quem é esta mulher.

Tucanos te querem fora da Internet
[Por Sonia Correa - http://soniacorrea.com.br/] Tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 84/99) do Senador Eduardo Azeredo – da turma tucana do José Serra, que propõe um verdadeiro ataque à democracia na rede, além de transformar a internet num território de rico. Para que vocês tenham ideia, o PL ficou conhecido como o “AI-5 digital”, em alusão ao Ato Institucional nº 5, do obscuro período da Ditadura Militar, que fechou o Parlamento e acabou com a liberdade de manifestação e expressão, além de ter sido responsável pela maior repressão, torturas e desaparecimentos de lideranças populares.

Respostas para generalizar a resistência ao terrorismo mediático
[Publicado em 06.Nov.10 - Por Carlos Aznares- publicado no diario info] Os povos da América Latina e do resto do Terceiro Mundo estão suportando uma ofensiva de terrorismo mediático que visa não apenas manipular e desinformar o público em cada um dos aspectos político-económico-culturais que se produzem nos respectivos países, como em muitos casos - Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia, Colômbia, Palestina, Irã, Líbano, para citar os mais conhecidos – gera iniciativas desestabilizadoras e aposta forte na guerra contra os movimentos populares e os processos revolucionários.

O Brasil de Dilma: mãos à obra
[Publicado em 03/11/2010 - Por Laurindo Leal Filho] O Brasil vive sob o descompasso existente entre os avanços econômicos e culturais alcançados nos últimos oito anos e um sistema político arcaico, perpetuador de privilégios. Governos comandados por presidentes populares sempre foram fustigados por essas estruturas arcaicas. Lula não foi exceção e só sobreviveu graças a sua incontestável habilidade política. Daí o seu empenho em, além de eleger a sucessora, dar a ela a possibilidade de governar com um Congresso menos hostil. O Brasil precisa de uma Reforma Política para a nossa democracia avançar. Mas ela não terá efeitos práticos se os meios de comunicação seguirem tendo o absurdo papel político-eleitoral de hoje. O artigo é de Laurindo Leal Filho.

Para Ramonet, jornalismo atravessa grave crise de identidade
[Publicado em 03.11.2010 - El Periódico (Espanha)] O jornalista Ignácio Ramonet, ao receber o Prêmio Antonio Asensio, em Barcelona, criticou aqueles que fazem “entretenimento domesticado” ao invés de fazer jornalismo. “A imprensa escrita”, assinalou, “vive um dos momentos mais difíceis, e o jornalismo atravessa uma grave crise de identidade. O importante se dilui no trivial e o sensacionalismo substitui a explicação. A informação é algo muito sério, pois de sua qualidade depende a qualidade da democracia. Para ele, ainda há muitas injustiças no mundo que justificam uma concepção do jornalismo a favor de mais liberdade, justiça e democracia”.

Conselhos de comunicação representam total liberdade de expressão
[Por Fábio Henrique R. de M. Fiorenza/ Conjur] Muito se tem falado nas últimas semanas acerca da criação de Conselhos de Comunicação Social pelos Estados. Diversos veículos de comunicação de projeção nacional, além de entidades como a OAB, vêm tratando do assunto de forma negativa, sob o fundamento de que a criação de tais conselhos representará obstáculo à liberdade de expressão e, consequentemente, ameaça à democracia. Tais críticas, contudo, têm sido feitas sem uma análise mais profunda da questão, e têm indisfarçável intuito de remeter aos anos sombrios da ditadura militar e, assim, convencer pelo medo. Nada, contudo, se tem falado dos deveres da imprensa impostos pela nossa Constituição e que tais conselhos contribuiriam para implementar.

É hora de avançar também no Ministério das Comunicações
[Por Marcos Dantas/ Obs. do Direito à Comunicação] O processo de transformação democrática do Brasil prosseguirá por mais quatro anos. Assim decidiu a maioria da Nação. Será muito difícil, ao cabo desses 12 anos, que desse processo não se consolide uma realidade social e econômica muito distinta da que tínhamos antes de iniciado o primeiro governo Lula e, sobretudo, que seus avanços ainda possam ser revertidos. No entanto, se muito avançou em algumas áreas importantes, o governo Lula pouco ou nada avançou em outras. Uma das áreas nas quais o governo Lula muito pouco avançou foi na das Comunicações. Reivindiquemos: esta é, agora, uma das áreas a ser priorizada.

Comunicação, hegemonia e contra-hegemonia: a contribuição teórica de Gramsci
[Por Dênis de Moraes] Este artigo ressalta a contribuição do filósofo marxista Antonio Gramsci ao entendimento crítico das batalhas pela hegemonia cultural na sociedade civil. A partir de um estudo das teses de Gramsci sobre a imprensa, analisam-se as implicações do protagonismo ideológico dos meios de comunicação na atualidade. Ao mesmo tempo, baseando-se na noção de contra-hegemonia proposta por Gramsci, o texto avalia espaços e estratégias de difusão comprometidos com a diversidade informativa e o pluralismo.

A dura lição da falta da nossa mídia nesta eleição
[Por Vito Giannotti] A esquerda, analisando o comportamento da mídia, pode tirar alguma lições desta campanha. Não há nada de novo. Não se trata de descobrir a pólvora. É preciso primeiro perder as ilusões sobre a mídia empresarial, patronal. Em seguida criar, fortalecer, melhorar, ampliar, multiplicar por cem nossa mídia.

O valor do pluralismo
[Por Eugênio Bucci] Os recentes ataques contra os jornais disparados dos mais altos gabinetes da República – ataques devidamente rechaçados por jornalistas e empresas de comunicação – talvez nos façam perder de vista que há, sim, problemas graves na imprensa brasileira. É natural que, sob agressão de autoridades, editores e repórteres se unam para se defender e reafirmar sua liberdade. É natural, compreensível e até mesmo necessário. Isso não significa, porém, que os órgãos de imprensa não estejam, permanentemente, sob exame implacável – não do poder, mas do público. E que não tenham defeitos.

Em 2010 a mídia lembra que a direita continua
[Por Vito Giannotti] Desde o começo do ano de 2010, para quem quer ver, não há mais dúvidas: a mídia neste ano mostrou que está ativa, unida e extremamente consciente de seu papel na sociedade. Está de um lado e sabe muito bem que o outro lado é inimigo.

Esta eleição escancarou para muitos que a mídia age como partido do capital
[Por Vito Giannotti] Eu vibrei quando Barack Obama (que não é minha paixão) disse que não daria entrevista ao canal de televisão Fox, porque este não era um órgão de mídia e sim um partido político. Muitos acharam que ele estaria falando uma grande novidade. Mídia é mídia e partido é partido. Errado.

Veja ameaça a democracia. Boicote já!
[Por Altamiro Borges] Na sua penúltima edição antes da eleição de domingo, dia 3, a revista Veja voltou à carga contra o governo Lula, com o objetivo de fustigar a candidata Dilma Rousseff e dar uma desesperada e derradeira forcinha ao tucano José Serra. Pela quarta semana consecutiva, a capa do panfleto teve tons terroristas. Ela mostra a estrela do PT rasgando os artigos da Constituição que tratam da liberdade de imprensa. Abaixo da forte imagem, a manchete garrafal: “Liberdade sob ataque”.

Patética mídia nativa
[Por Mino Carta/ Carta Capital] Ocorre-me recordar Claudio Marques, que se dizia jornalista como tantos outros dispostos a enganar o público e, eventualmente, a si próprio. Assinava uma coluna no Shopping News, jornal publicitário de circulação gratuita na São Paulo de 1975. Os tempos mudaram, felizmente. Não há mais torturadores e porões para hospedá-los e aos seus instrumentos, por exemplo. Há, entretanto, herdeiros de Claudio Marques afinados com os dias de hoje e ainda velhacos e daninhos. (…) O fenômeno que mais me aflige põe-se, no entanto, a propor por quês. Por que os profissionais da mídia nativa aderem tão compacta e fervorosamente ao pensamento dos patrões? Por que lhe tomam as dores como se eles mesmos pertencessem à categoria? [07.10.10]

DOIS PESOS
Publicado em 07.10.2010 - Por Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo Comentário de Nilo Sérgio A psicanalista Maria Rita Kehl, de tantas contribuições tanto à sua área de estudos e trabalho quanto às lutas políticas pela liberdade, democracia e contra os preconceitos sociais e de gênero, foi demitido do jornal Estado de São Paulo por causa do artigo que segue. A demissão dela está noticiado no blog do jornalista Luis Nassif. É a democracia patronal. Rende boas reflexões e debates. Abaixo, o texto de Maria Rita Kehl. Nilo Sergio S. Gomes Jornalista e pesquisador Professor da Escola de Comunicação Universidade Federal do Rio de Janeiro

Os novos cães de guarda
[Por Marcos Dantas* - 26.09.2010]

Mídia radicaliza e deixan cair a máscara
[Por Sílvia Moretzohn* - 26.09.2010]

A mídia nesta eleição vista por Gilberto Maringoni
[Por Gilberto Maringoni - 26.09.2010]

Uma visão deformada dos que estão ao lado dos setores populares
[Por Theotônio dos Santos* - 26.09.2010]

Mais uma vez imprensa faz campanha para o PSDB
[Por Leonardo Martins Barbosa* - 26.09.2010]

Parcela expressiva das classes dominantes brasileiras segue tendo um perfil autocrático, truculento e autoritário
[Por Virgínia Fontes* - 26.09.2010]

Cobertura mostra rearranjo das frações burguesas
[Por Roberto Leher* - 26.09.2010]

Há tempos que repetimos que a Mídia é o verdadeiro partido do capital
[Por Vito Giannotti* - 26.09.2010]

Sobre os velhos veículos, não posso opinar
[Por Ana Lúcia Vaz* - 26.09.2010]

O fim de um ciclo da velha mídia
[Por Luis Nassif - 18.09.2010]

Veja jogou a toalha e decidiu cuidar do negócio
[Por Renato Rovai* - 26.09.2010]

A imprensa quer emparedar a Dilma?
[Por Reginaldo Moraes* - 26.09.2010]

O Globo, Veja e Abert falam de liberdade de expressão no Clube Militar
[Por Marina Schneider - 24.09.2010]

Editorial do Jornal O Estado de São Paulo
24.09.2010

Mino carta rebate editorial de o Estadão
[Por Mino Carta* - 24.09.2010]

O monopólio da mídia compromete a democracia
[Por Adair Rocha* - 26.09.2010]

Venício Lima: Razões para a hostilidade crescente entre mídia e governo
[Por Venício A. de Lima em 22/9/2010]

Pela ampla liberdade de expressão no Brasil
Documento lido na manifestação contra o golpismo e a baixaria midiática e pela liberdade de expressão. O ato foi no dia 23/09 no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma
[Publicado em 24/09/10 - Na Carta Maior - Por Leonardo Boff*]

Guerra aberta
[21.09.2010 - Por Wladimir Pomar*]

O golpe midiático
Por Celso Vicenzi - Publicado em 13/09/10 “(...) a mídia transformou o caso numa espécie de plebiscito eleitoral. Engana-se quem confunde tal obsessão com jornalismo investigativo. Acorda-se e o destaque do noticiário é a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB e à filha de um dos candidatos. Ao meio-dia, mais generosos espaços. À noite, ninguém dorme sem novas informações e com direito à indignação dos comentaristas de plantão.”

Onde o poder da grande mídia não chega
[Por Venício Lima/ Observatório da Imprensa] O acesso às novas tecnologias e as facilidades de filmar, gravar, produzir sons e imagens e distribuí-los a baixo custo nas próprias comunidades periféricas, cria novos "espaços públicos" externos e fora do alcance da grande mídia. [30.08.10]

Papel Prensa, o fordismo nos crimes de lesa humanidade
[Por Cristóvão Feil/ Diário Gauche] A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, decidiu mexer em um assunto explosivo. Foram cometidos "crimes de lesa humanidade" em série, segundo consta na denúncia da promotoria argentina. Uma família foi violentada, torturada e dela foi esbulhado um bem material - Papel Prensa - que hoje está servindo de instrumento de luta política pela mídia crioula e oligárquica para que a Argentina retorne a um tempo em que as cidadãs e os cidadãos eram torturados, mortos e desaparecidos. É como se a Folha e O Globo estivessem envolvidos em crimes de lesa humanidade para lograr êxito no controle do papel de imprensa com o qual editam seus diários. O artigo é de Cristóvão Feil.

Uma análise do poder midiático na Argentina
[Publicado em 31.08.10 - Por José Pablo Feinmann - Página/12, reproduzido pela Carta Maior e pelo blog Vi o Mundo - O resumo é de Luiz Carlos Azenha] O discurso que Cristina Fernández de Kirchner fez em 24 de agosto foi mais além do que tinham ido todos os discursos dos presidentes argentinos até hoje. Ninguém – nem sequer o primeiro Perón ou Evita – fizeram tal desconstrução da estrutura do poder na Argentina. De quê ela estava falando? Do poder nas sombras, do poder detrás do trono, do verdadeiro poder. Qual é? É o poder midiático. A direita não tem pensadores, tem jornalistas audazes, agressivos. E a mentira ou a deformação pura e plena de toda notícia é sua metodologia.

Lembranças do JN
[Por Laurindo Lalo Leal Filho] O destaque dado pela mídia ao Jornal Nacional na última semana, em razão das entrevistas realizadas com os candidatos à presidência da República, trouxe a minha memória o episódio de cinco atrás quando acompanhei com colegas da USP uma reunião de pauta daquele programa.

Superficialidade e foco em polêmicas dão o tom de entrevistas com presidenciáveis no Jornal Nacional
[Por Marina Schneider] Entre os dias 9 e 11 de agosto de 2010, os candidatos à Presidência Dilma Rousseff, do PT, Marina Silva, do PV, e José Serra, do PSDB, foram entrevistados na bancada do Jornal Nacional pelos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes. De acordo com o site da agência Meio & Mensagem, as entrevistas tiveram média de 31,3 pontos no Ibope, o que equivale a mais de 1,8 milhão de domicílios com uma televisão ligada na Globo no horário apenas na Grande São Paulo.

Veneno em forma de folhetim
[Por Washington Araújo] Mas, moto contínuo temos a novela das 9 da Rede Globo de Televisão – Passione – e com ela a força perniciosa e letal da deseducação em larga escala. O personagem vivido por Cauã Reymond é o típico viciado: mente não ser viciado, falsifica exame antidoping, incrimina o irmão caçula, rouba para pagar o vício, é estressado por natureza e estressa toda a família ou o que possa lembrar núcleo familiar em novela da emissora líder.

TV Cultura: a saga de desmonte do patrimônio público
Publicada em 18.08.2010 - Por Débora Prado - Caros Amigos

A sofisticação da grande mídia
[Por Wladimir Pormar] Quem se der ao trabalho de acompanhar, por pouco que seja, o noticiário da grande mídia a respeito das atividades diárias dos candidatos à presidência da República poderá notar o grau de sofisticação que as empresas de comunicação alcançaram para demonstrar sua pretensa neutralidade. É verdade que elas não dedicam praticamente espaço algum ao que chamam de candidatos nanicos. O que, de imediato, já os classifica pejorativamente, embora isto pareça ser um senso comum na população.

Liberdade de expressão: o efeito silenciador da grande mídia
[Por Venício Lima/ Carta Maior] A interdição do debate verdadeiramente público de questões relativas à democratização das comunicações pelos grupos dominantes de mídia funciona como uma censura disfarçada. Este é o efeito silenciador que o discurso da grande mídia provoca exatamente em relação à liberdade de expressão que ela simula defender. [01.08.10]

Recuos no controle público da mídia
[Por Raquel Júnia/ Brasil de Fato] O Brasil de Fato publica a terceira reportagem da série produzida pela Escola Politécnica de Sáude Joaquim Venâncio – EPSJV/Fiocruz sobre os recuos do governo federal em pontos chave do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos. Confira a seguir, matéria sobre a democratização da mídia. [28/07/10]

“10 estratégias de manipulação”, segundo Noam Chomsky
Publicada em 28.07.2010 - Noam Chomsky

Cria Comissão para revisar marco regulatório das telecomunicações e de radiodifusão
Publicada em 23.07.2010

Resposta de Oliver Stone à crítica de Larry Hotter ao filme ao Sul da Fronteira
Publicado em 23.07.2010

A carta do embaixador da Venezuela ao Estadão
É com grande preocupação e mal-estar que a República Bolivariana da Venezuela, por meio de seu Embaixador no Brasil, dirige-se a esse jornal, de reconhecidas qualidade e tradição entre os veículos da imprensa brasileira. E a razão não é outra senão nossa surpresa e indignação com os termos e o tom de que sua edição de hoje (20/07/10) lança mão para atacar o presidente de um país com o qual o Brasil e os brasileiros mantêm relações do mais alto nível e qualidade.

O fim do Jornal do Brasil impresso e o papel do jornalismo público
[Por Beto Almeida/ Carta Maior] O jornalismo de mercado, com o fim do JB impresso, revela, uma vez mais, sua incapacidade de dar solução para o problema da dívida informativo-cultural e para permitir, finalmente, que o povo brasileiro tenha acesso a uma tecnologia do século XVI, a imprensa de Guttemberg. Se estamos a caminho de superar a miséria absoluta, também é chegada a hora - sem confrontar com as modalidades de informação na internet, mas complementando-as - de também superarmos a indigência na leitura de jornal, a miséria informativo-cultural. [20.07.10]

A velha mídia está derretendo
[Por Antonio Lassance] Pesquisa aponta que quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa brasileira são tendenciosas. Oito em cada dez brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro, maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula. [5.07.10]

A GLOBO É VINGATIVA
[Publicada em 22.06.2010 - Por Eliakim Araújo]

A boa diferença e o bom Conselho
[Por Beto Almeida] A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que abriga a TV Brasil, registra entre tantas diferenças em relação às demais empresas de comunicação privadas do país, a boa diferença de ser a única de alcance federal a possuir um Conselho Curador, composto pelos mais variados segmentos sociais, inclusive com representante de segmento da população negra, responsável por decidir pelos rumos da instituição pública. Uma inquestionável vantagem democrática, superioridade social comunicativa, sintonia com a Constituição brasileira. [17/6/10]

Como transformar propostas da 1ª Confecom em ações
[Por Venício Lima/ Observatório da Imprensa] Há algumas semanas comentei neste Observatório em relação às centenas de propostas aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) que, historicamente, entre nós, tem sido assim: na hora de transformar proposta em ação, os atores que de fato são determinantes na formulação das políticas públicas do setor de comunicações mostram o tamanho de sua força e os "não-atores" acabam, como sempre, excluídos. [17/06/10]

PNDH 3: recuos no controle público da mídia
[Por Raquel Junia] Todos os dias nos jornais, rádios e canais de TV é possível coletar exemplos de desrespeito aos direitos humanos. A primeira versão do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) , lançada em dezembro de 2009 pelo governo federal, tentou criar ou fortalecer mecanismos já existentes para coibir este tipo de postura.

O dossiê do simulacro de imprensa
[Por Gilson Caroni Filho/ Carta Maior] A direita não se deu sequer ao trabalho de atualizar métodos. A “venezuelização” do monopólio global já lançou sua palavra de ordem: a eleição não será televisionada. Este é o mote que assusta.

A Sky mente
[Por Marcos Dantas] Num texto que pode ser encontrado em http://www.liberdadenatv.com.br/, mas não pode ser sequer impresso, a SKY desinforma, deturpa e até mente ao dar as suas razões para se opor à PL-29, em tramitação na Câmara dos Deputados, para as quais logrou aliciar alguns deputados para a sua causa, cujos motivos, em véspera de eleição, são compreensíveis...

Liberdade de imprensa e o dono da liberdade
[Por Lúcio Flávio Pinto (PA)] Foi a Unesco, a agência da ONU para ciência, cultura e educação, que instituiu o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado todos os anos a 3 de maio. Eu achei que a conclamação era válida não apenas em Nova York, mas também nos confins amazônicos. Por isso, quando fui agredido pelo diretor do jornal O Liberal, Ronaldo Maiorana, em função de um artigo, procurei a proteção da agência da Organização das Nações Unidas. Por iniciativa própria, a agência não fez o registro.

A comunicação para a cidadania na Internet
[Por Dênis de Moraes] A arquitetura descentralizada e interativa da Internet vem se constituindo em ambiente propício para incrementar veiculações em favor de uma outra ordem social, fundada na partilha equânime das riquezas, nos direitos da cidadania, no desenvolvimento sustentável e na diversidade cultural. Na maior parte da rede mundial de computadores, não existem centros controladores, pontos fixos de enunciação, regras mercadológicas determinantes ou filtros ideológicos.

TV Pernambuco radicaliza conceito de TV Pública
[Laurindo Lalo Leal Filho] Em Pernambuco escreve-se hoje uma página inédita da história da TV brasileira. Pela primeira vez no Brasil uma TV pública está sendo reconstruída de baixo para cima. Trata-se da TV Pernambuco entregue pelo governador Eduardo Campos ao movimento social, comprometido com a democratização da comunicação.

Gestão e digitalização são desafios para rede encabeçada pela EBC
[Por Pedro Caribé] A Rede Nacional de Comunicação Pública, encabeçada pela TV Brasil em parceria com emissoras educativas em 23 estados, está no ar desde o dia 3 de maio. A empreitada é um passo mais sólido para reverter a disparidade entre as emissoras do campo público e as grandes redes comerciais. A nova rede cobrirá 1.716 municípios, atingindo 100 milhões de brasileiros. Neste primeiro momento, a rede funcionará com transmissões simultâneas de dez horas de programação, sendo quatro de responsabilidade das emissoras associadas.

Sobre a “surpresa” na demissão do jornalista com entranhas, na VEJA
Publicado em 12.05.2010

Quem "controla" a mídia?
[Por Venício Lima/ Carta Maior] Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as amaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários. [28.04.10]

Os Filhotes da Ditadura
[Por Emir Sader] A TV Globo surgiu no auge da ditadura militar, quando assinou um acordo com a Time-Life para instaurar seu canal de televisão no Brasil, que rapidamente se tornou o órgão oficial da ditadura militar. Gozando do monopólio de fato e das graças do regime mais brutal que o país conheceu, fundado no terrorismo de Estado, conquistou a audiência que lhe permitiu consolidar-se economicamente. Nascida das entranhas da ditadura militar, apoiada em um acordo com uma empresa emblemática do império estadunidense, o jornal principal da empresa, O Globo, não poderia ser outra coisa, senão o que é: um órgão sem nenhuma credibilidade.

Internet: um novo cretinismo
Nasceu um novo cretinismo: o internético, que seguramente é muito mais prejudicial do que o seu antecessor e que será preciso combater com inteligência e militância. A batalha contra os oligopólios midiáticos tem que ocorrer também na Internet. Essa é a opinião do sociólogo e politólogo argentino Atilio A. Boron, em artigo para o jornal Página 12. A tradução é de Moisés Sbardelotto. [23/04/10]

Mentirosa e incompetente: imprensa divulga informações falsas sobre a CONAE
[Por Daniele Moraes/ Contee] Apesar de muitos de nós já estar acostumados, a postura da imprensa brasileira frente ao que considera (ou não) “relevante” beira, muitas vezes, a irresponsabilidade – fugindo por completo do compromisso, que gosta de reivindicar para si, de prestadora de serviço de interesse público. Assim, seria cômico, se não fosse lamentável, observar e constatar o deliberado desinteresse da grande mídia nacional em relação à realização da primeira e histórica Conferência Nacional de Educação – uma atividade que reuniu mais de três mil delegados e debateu, em sua etapa nacional, durante cinco dias, sobre as diretrizes do setor educacional brasileiro.

A reprise de 2006. Agora, como farsa
[Por Luiz Carlos Azenha] Em 2005 e 2006 eu era repórter especial da TV Globo. Tinha salário de executivo de multinacional. Trabalhei na cobertura da crise política envolvendo o governo Lula. Fui a Goiânia, onde investiguei com uma equipe da emissora o caixa dois do PT no pleito local. Obtivemos as provas necessárias e as reportagens foram ao ar no Jornal Nacional. O assunto morreu mais tarde, quando atingiu o Congresso e descobriu-se que as mesmas fontes financiadoras do PT goiano também tinham irrigado os cofres de outros partidos. Ou seja, a “crise” tornou-se inconveniente.

A antiga imprensa, enfim, assume partido
[Por Jorge Furtado] Finalmente a antiga imprensa brasileira assumiu que virou um partido político. O anúncio foi feito pela presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva da Folha de S.Paulo, Maria Judith Brito: "Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposiciobista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada". A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. O artigo é de Jorge Furtado

A Globo e a ditadura, segundo Walter Clark
[Por Argemiro Ferreira] O livro “O Campeão de Audiência” é uma contribuição importante para a compreensão das relações muito especiais entre a TV Globo e o regime militar à sombra do qual floresceu. Além disso, mostra como o jogo de cumplicidade com o regime confundia-se com a luta interna pelo poder dentro da Globo, arbitrada por Roberto Marinho e envolvendo não apenas Clark e Boni, mas também o segundo escalão - Joe Wallach, Arce (José Ulisses Alvarez Arce) e, em especial, o diretor de jornalismo Armando Nogueira.

O racismo explícito da Folha e O Globo
[Por Altamiro Borges] E ainda tem gente que acha que não existe racismo no Brasil. Mas a própria mídia elitista desmente os adeptos desta tese fajuta – pregada, entre outros, pelo “senhor das trevas” da Rede Globo, Ali Kamel. Nos últimos dias, ela cometeu dois crimes de racismo. O jornal "O Globo" simplesmente vetou a publicação de um anúncio pago (pago!) do movimento Afirme-se, que defende as cotas nas universidades brasileiras. Já a FSP (Folha Serra Presidente) se meteu numa enrascada ao dar espaço para o racista Demétrio Magnoli, que esculhambou dois repórteres do próprio jornal. A peça publicitária do movimento Afirme-se, produzida pela agência baiana Propeg, enfatizava que 60% dos brasileiros apóiam as políticas afirmativas e defendia a manutenção das cotas.

O rosnar golpista do Instituto Millenium
[Por Gilberto Maringoni/ Carta Maior] Não é bom subestimar os pitbulls da imprensa brasileira. A direita não costuma se unir apenas para tomar chá com torradas. Só não articulam um golpe por sua legitimidade social ser reduzida. Vale a pena refletir mais um pouco sobre os significados e consequências do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado pelo Instituto Millenium em São Paulo, na segunda-feira, 1º de março. A grande questão é: por que os barões da mídia resolveram convocar um evento público para discutir suas idéias? [22.03.10]

Texto de Emir Sader sobre Cuba: Os fariseus e a dignidade
[Por Emir Sader/ Carta Maior] O que sabem os leitores dos diários brasileiros sobre Cuba? O que sabem os telespectadores brasileiros sobre Cuba? O que sabem os ouvintes de rádio brasileiros sobre Cuba? O que saberia o povo brasileiro sobre Cuba, se dependesse da mídia brasileira? O que mais os jornalistas da imprensa mercantil adoram é concordar com seus patrões. Podem exorbitar na linguagem, para badalar os que pagam seu salários. Sabem que atacar ao PT é o que mais agrada a seus patrões, porque é quem mais os perturba e os afeta. Vale até dar espaco para qualquer mercenário publicar calúnias contra o Lula, para, depois jogá-lo de volta na lata do lixo. [15.03.10]

Mídia comercial mente sobre o suicídio do preso cubano
A cobertura da mídia no caso do suicídio do preso cuban Orlando Zapata o foi tema de um artigo escrito pelo argentino Atilio A. Boron, professor da Universidade de Buenos Aires e vencedor do Prêmio José Marti 2009, da Unesco. [10.03.2010]

Instituto Millenium: A Conferência de Comunicação particular da direita
[Por Gilberto Maringoni] O Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é totalitário", "o stalinismo predomina no PT", "temos de ir para a ofensiva", "Vamos acabar com essa história de ouvir o outro lado na imprensa", "governo cínico, cínico, cínico!", "democracia não é só eleição". Frases assim, proclamadas com ênfase quase raivosa, deram o tom no Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado na segunda (01/03), em São Paulo. [05.03.10]

Big Brother Brasil, um programa imbecil
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador. [16.01.2010]

Instituto Millenium: toda a democracia que o dinheiro pode comprar!
[Por Gilberto Maringoni/ Carta Maior] Acabou o carnaval, mas a festa continua. Vem aí, gente, o Fórum Democracia e liberdade de expressão, promovido pelo Instituto Millenium . O acontecimento será no dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista. A inscrição é uma pechincha: R$ 500 por cabeça. A lista de palestrantes é de primeira. Lá estarão o dr. Roberto Civita (Abril), o ministro Hélio Costa (Globo), Marcel Granier (dono da RCTV, famosa por tramar e propagar o golpe de 2002 na Venezuela), Demétrio Magnoli (venerando Libelu de direita, que está decidindo se o melhor é ser contra a política de cotas ou contra a política de quotas), dentre outros. [22.02.10]

Duelo ao Sol 2: FSM x Fórum Econômico de Davos diante da mídia das mídias
[Por Antonio Lassance/ Carta Maior] Neste segundo artigo da série de balanços sobre a visibilidade do FSM, comparado a Davos, se analisa o peso dos fóruns na internet e o déficit de atenção das agências internacionais. A boa notícia é que o FSM tem espaço muito mais generoso no meio de comunicação que mais cresce no mundo do que nos meios de comunicação tradicionais.

Grileiro da Cutrale e laranjas da mídia
[Por Altamiro Borges] Preparando o clima para o início das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST, que será um dos principais palanques da oposição demo-tucana em 2010, a TV Globo voltou à carga com as fortes cenas da destruição dos pés de laranja da empresa Cutrale, no interior paulista, em setembro passado. Com base num outro vídeo bastante suspeito da Policia Civil de São Paulo, nove ativistas dos sem-terra foram presos na semana passada, inclusive três dirigentes petistas, acusados de participarem de “furtos, depredações e atos de vandalismo”. [02/02/2010]

Com a boca na botija
[Por Elvira Lobato] Uma falha do Ministério das Comunicações revela que o apadrinhamento político para a aprovação dos pedidos de concessão de rádio e TV está ativo no governo Lula. Publicado no Observatório da Imprensa em 30/01/2010.

Quem perde é a democracia
[Por Venício Lima] A grande mídia tem se colocado acima das leis, da Constituição e das decisões do Judiciário, apesar de se apresentar como defensora suprema das liberdades. Ao mesmo tempo, se recusa a debater, boicota conferências, distorce e omite informações, sataniza quem não compartilha seus interesses. A análise é do professor Venício Lima, pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP – UNB, em artigo publicado originalmente na Agência Carta Maior. [20.01.10]

Casoy e Gandra: CCC e Opus Dei unidos
[Por Altamiro Borges] O “âncora” da TV Bandeirantes, Boris Casoy, resolveu assumir de vez o seu direitismo raivoso. Depois de humilhar os garis que desejaram feliz ano novo e de receber uma bateria de duras críticas, ele decidiu radicalizar as suas posições. Nesta semana, Casoy acionou o jurista Ives Gandra, notório militante da seita fundamentalista Opus Dei, para falar sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, de autoria do ministro Paulo Vannuchi.

Pesquisa mostra que Rede Globo mascarou com estratégias técnicas realidade do movimento grevista da década de 70
[Por Danielle Veras] Imagens e sons associavam grevistas à rebeldia, ao perigo e à desordem [05.01.2010]

Conferência Nacional de Comunicação tem início em Brasília
[Por Sheila Jacob e Vito Giannotti] A 1ª Conferência Nacional de Comunicação de 14 a 17 de dezembro, em Brasília é fruto das reivindicações dos movimentos pela democratização da comunicação. Desde o começo, a Confecom se apresentou como uma possibilidade e uma oportunidade histórica de se discutir e propor soluções no campo da democratização do acesso à mídia e de passos concretos para se chegar a um verdadeiro controle público das chamadas “concessões públicas” de rádio e TV. Muitos, pelo Brasil afora, se embalaram com o sonho e talvez a possibilidade de reverem padrões de concessões, de chegar ao controle social da mídia, e de combate à criminalização e perseguição a rádios comunitárias. O sonho dos militantes da comunicação dos movimentos sociais se estendeu para o campo de possíveis incentivos aos meios de comunicação alternativos e populares através de verbas públicas como as que são despejadas em generosas propagandas de empresas estatais para a mídia dos patrões. Mas, até estes sonhos se concretizarem, muitas águas precisarão rolar. Muitas conferências, muitos projetos de lei e, sobretudo, muitos milhares precisarão invadir as ruas e exigir o que é um direito negado pelo sistema a serviço do capital. Desde antes da Conferência, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, em entrevista ao programa Roda Viva garantiu que o governo não levará para a Confecom o tema controle social da mídia. O ministro, na contramão da sociedade civil, disse considerar que é “equilibrada” a composição da Conferência: 40% de representantes da sociedade civil, 40% do segmento empresarial e 20% do poder público. A distância entre o que pensa o Ministro da Globo e o sentimento da maioria dos participantes da Conferência é de anos luz. Como se vê, a estrada é longa.

A César o que é de César
[Por José Arbex Jr./ Caros Amigos] Quando comecei a ler o já famoso texto de César Benjamin: “Os filhos do Brasil”, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em 27 de novembro, fiquei orgulhoso de ser da esquerda. E mais ainda: de ter compartilhado com o autor do texto alguns momentos emocionantes de nossa luta comum. Mas aí, veio a facada, o golpe inesperado. Benjamin relatou, no mesmo texto, uma conversa supostamente mantida com Luís Inácio Lula da Silva, em São Paulo, em 1994, durante a campanha à Presidência do Brasil. Lula teria “confessado”, então, entre amigos, que, na prisão, tentou seduzir, sem sucesso, um militante de uma organização de esquerda.

Análise de jornais espanhóis revela manipulação
[Publicado em 19.11.2009]

A grande mídia e a desigualdade racial
[Publicado em 19.11.2009]

GPS favela: Como uma reportagem aparentemente despretensiosa da TV Globo releva toda a força da comunicação de classe
[Publicado em 19.11.2009]

Pouco espaço para debates marca Conferência fluminense
[Por Arthur William, para o Observatório do Direito à Comunicação] Terminou no último domingo (1/11), a 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro (Conecom). Com mais de 500 participantes, entre delegados, observadores e convidados, o espaço foi o primeiro grande teste para a Confecom. Sem caráter deliberativo, por orientação da Comissão Organizadora Nacional (CON), os presentes apenas indicaram propostas e elegeram delegados para a etapa nacional. (http://rioproconferencia.wordpress.com/2009/10/30/instantaneidade-marca-a-abertura-da-conecom-rj/) A abertura da 1ª Conecom (30/10) já expressava o grau de relevância que o debate da comunicação tem para o Poder Executivo estadual. Sem a presença, antes confirmada, do jornalista e governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), a cerimônia oficial contou com poucas e rápidas falas. Coube ao movimento social organizar uma reunião extraordinária para discutir o regimento, as propostas de sistematização dos Grupos de Trabalho (GTs) e a eleição de delegados. Participaram, também, o presidente da Comissão Organizadora Nacional, Marcelo Bechara, e a deputada federal Cida Diogo (PT-RJ). [06.11.2009]

Cristina fez o que Lula não fez
[Por Venício Lima/ Observatório da Imprensa] No dia 10 de março passado escrevi no Observatório artigo em que perguntava: "conseguirá Cristina fazer o que Lula não fez?". Referia-me, então, ao anúncio da presidente argentina na abertura da sessão legislativa do Congresso reiterando o envio de um projeto de lei de regulação dos serviços audiovisuais, no dia 1º de março de 2009. O projeto, dizia Cristina, teria por objetivo desmonopolizar o mercado e democratizar a comunicação, substituindo o decreto-lei 22.285 promulgado pela ditadura militar, em 1981. [27/10/09]

Pesquisa mostra que Rede Globo mascarou com estratégias técnicas realidade do movimento grevista da década de 70
[Por Danielle Veras/ Agência UERJ] Com o intuito de obter o grau de Mestre em História, em 1995, Sônia Maria de Almeida Ignatiuk Wanderley apresentou à banca da Universidade Federal Fluminense (UFF) a dissertação intitulada A Construção do Silêncio: A Rede Globo nos Projetos de Controle Social e Cidadania (1970 / 1980). Tendo por base a análise de diversas reportagens, a autora procurou estabelecer um paralelo entre o nascimento da Rede Globo de Televisão e a Ditadura Militar. Ela analisou cerca de 250 reportagens sobre movimentos grevistas de metalúrgicos e movimentos de trabalhadores rurais entre 1979 e 1989. [22/10/09]

A mídia como partido político
[Por Venício Lima] "Quando o presidente (Barack Obama) fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. Ele já sabe que estará como num debate com o partido da oposição." Essa foi a fala de Annita Dunn, diretora de Comunicações da Casa Branca. A rede de televisão Fox, como se sabe, faz parte da News Corporation de Rudolph Murdoch. (...) O que constitui novidade, portanto, não é a posição da Fox. A novidade é a atitude do governo Barack Obama de enfrentar publicamente a Fox e nomeá-la com todas as letras pelo papel que realmente vem desempenhando, isto é, o papel de um partido político de oposição.

Governo e mídia
[Por Mino Carta] Depois de definir como patifes os jornalistas que não trabalham para ele e de processar os diários La Repubblica e L’Unità, Silvio Berlusconi acaba de abrir fogo contra a imprensa estrangeira. Na qual também figuramos, modestamente, pois costumamos falar do premier italiano como caricatura ambulante. Claro está que Berlusconi se refere a publicações bem mais ilustres: The Economist, Times, Financial Times, New York Times, Wall Street Journal, El País, e outras de alto porte. Este é apenas um capítulo de uma “questão midiática” que se alastra pelo mundo, provocada por relações conflituosas entre governos e mídia.

Saudades das quarteladas
[Por Luiz Gonzaga Belluzzo/ Carta Capital] No episódio hondurenho, as classes dominadoras e bem falantes do Brasil varonil retiraram seus coturnos do armário e enfiaram a botas num pântano semântico. As tormentosas trapalhadas com o significado das palavras marcaram os comentários, pronunciamentos e conexos a respeito “da remoção compulsória e involuntária de Manuel Zelaya do exercício das funções presidenciais”. Aqui me arrisco a mimetizar as cautelas nativas que perambulam entre o “quase golpe”, golpinho, governo de fato, governo provisório. [5/10]

Informar ou editorializar?
[Por Emir Sader] Uma pena que a falta de prioridade ou a disposição de vetar aos brasileiros a possibilidade de assistir, diretamente, fazendo seus próprios juízos políticos, sem depender das versões que os órgãos da mídia dariam do importante evento, fez com que os brasileiros - em sua grande maioria - não pudessem assistir em direto aos debates da reunião da Unasul, realizados em Bariloche na semana passada. Talvez essa atitude dos canais de televisão tenha se devido a que as intervenções diretas e integrais dos mandatários latino-americanos teriam sido, por si mesmas, denúncias das versões que grande parte da mídia insiste em passar aos leitores, ouvintes e telespectadores, com a forte dose de ideologização e de preconceito que carregam. [08.09.2009]

Mau jornalismo - Jornal da Band ataca governo, criminaliza MST e dá aula de desinformação
[Por Lígia Coelho] Passou batido, já faz mais de uma semana, mas vale a pena registrar: No dia 19 de agosto, o Jornal da Band deu uma aula de desinformação e descompromisso com a verdade, em reportagem sobre a decisão do governo federal de aumentar o índice de produtividade rural, sob pena de desapropriar as terras que não atingirem o percentual exigido. “O governo cedeu à pressão do MST. Com isso, o agricultor terá que aumentar ainda mais a sua produção para não perder a propriedade” – completava o indignado locutor, Boris Casoy, muito à vontade no papel de defensor dos ruralistas.

A resposta de Beto Almeida que a "Isto É" não publicou
[Por Beto Almeida] Na forma da Constituição Federal, art. 5º, inciso V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem -, venho solicitar direito de resposta, diante da matéria produzida pelo jornalista Claudio Dantas Sequeira, intitulada “O Lobista de Chavez”, publicada na edição de 22.08.09, página 46, encaminhando para tanto o texto abaixo a fim de que o mesmo seja publicado observando-se a mesma localização, espaço e destaque.

E O "HOMER SIMPSON", COMO FICA?
[Por Laerte Braga] GLOBO e RECORDE travam um duelo de baixarias que buscam sofisticar em torno da guerra pelo controle da audiência. E por audiência se entenda o "negócio". Quem melhor vai vender a sua "mentira" para o que William Bonner chamou de Homer Simpson. Não há diferenças entre uma e outra. A bem da verdade entre nenhuma das redes nacionais de tevê. Trabalham para os mesmos donos. Importante é vender o capitalismo lato senso, sem concessões, transformar o ser humano em mero consumidor. O caminho para isso é o definido por Bonner. Homer Simpson, que deixa de ser nome próprio para virar adjetivo. Qualidade de idiota com que o cidadão/telespectador é tratado.

12 milhões de mortos invisíveis
[Por Marcelo Salles] Enquanto a gripe suína não sai do noticiário, as doenças negligenciadas seguem matando sem causar alarde. Geralmente suas vítimas estão nas classes sociais mais baixas. Só no Brasil, malária, tuberculose, hanseníase, dengue e leishmaniose infectam mais de 650.000 pessoas por ano. No mundo todo morrem 35 mil pessoas todos os dias.

Eu também quero olhar para o futuro
[Por Marcos Dantas] Pelo que se lê na imprensa especializada (sim, porque só se lê na imprensa especializada...), os radiodifusores brasileiros, pelos seus principais líderes e porta-vozes, defendem que os debates da I Conferência Nacional de Comunicação (I Confecom) “olhem para o futuro”. Sustentam ser necessário discutir, principalmente ou exclusivamente, temas como internet e banda larga, não tratando do que seria o “passado”, isto é, o atual regime de concessão e demais práticas da radiodifusão, tal como existem realmente. Vamos, neste artigo, concordar com os radiodifusores. Temos, sim, que discutir o futuro. [20.07.2009]

Grave mesmo é a epidemia de mau jornalismo
[Por Celso Lungaretti] Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico. A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal. Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça. Longe disto. Em comparação com as grandes pestes do passado, a gripe suína é refresco. [29.07.09]

Exemplos latino-americanos
[Por Laurindo Leal Filho] O golpe em Honduras deve servir como alerta. E as iniciativas de Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador como exemplo. São modelos a serem levados em conta imediatamente nos debates preparatórios que já estão sendo realizados para a Conferência Nacional de Comunicação, marcada para o início de dezembro. [28.07.09]

O crime e a mídia: santa normalidade
[Por José Cristian Góis] Acompanhei com atenção o desenrolar de um crime bárbaro nos últimos dias Sergipe. Toda mídia local cobriu amplamente o caso: o assassinato de uma criança de nove anos no município de Tobias Barreto, 130 km de Aracaju. Suspeita-se que a menina teria sido abusada sexualmente. O crime chocou, mas a indignação se tornou coletiva quando se apontou um parente da criança como o responsável pela “monstruosidade”.

O fechamento de jornais e o jornalismo público
[Por Beto Almeida] O fechamento dos jornais Tribuna da Imprensa e Gazeta Mercantil, além de agravar o problema do desemprego crônico de jornalistas, aumenta a também trágica concentração de informação na sociedade. A tragédia está em curso e não se escuta ainda uma proposta alternativa capaz de resolver uma das grandes dívidas acumuladas durante mais de século para com o povo brasileiro, a dívida informativo-cultural. O Brasil está em pior posição que o nível de leitura de jornal na Bolívia, país mais pobre da América do Sul. [20.07.2009]

A ideologia como gramática da clarificação
[Por Muniz Sodré] Introdução de A Narração do Fato – notas para uma teoria do acontecimento, de Muniz Sodré, 288 pp., Editora Vozes, Petrópolis, 2009; título e intertítulos do Observatório da Imprensa [7/7/2009]

A comunicação é um direito humano desconhecido
[Por Many Pereira] Em dezembro de 2009 será realizada no Brasil a 1ª Conferência Nacional de Comunicação com o tema "Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital". Mas, para que a etapa nacional em dezembro seja realizada, é necessário que aconteçam as etapas municipais ou regionais e estaduais. Com isso, existe a chance de que a conferência trate de temas que interessam a todos, principalmente a camada da população excluída das discussões políticas e sociais pelos grandes meios de comunicação do país.

Ou inventamos, ou estamos perdidos!...
[Por Elaine Tavares/ Adital] O Brasil viverá no mês de dezembro um momento que poderia ser histórico: a Conferência Nacional de Comunicação. O verbo no futuro do pretérito não é ao acaso. Digo poderia porque não creio que venha a ser. Esta conferência, desejo acalentado pelos movimentos sociais durante anos para reorganizar a comunicação no país, pode ser transformar num pastiche, numa farsa, ou ainda pior: num espaço de vitórias para a elite gangrenada do país. [25.06.09]

A ESCOLA DE FRANKFURT E A QUESTÃO DA CULTURA
[Por Renato Ortiz] Antes de desenvolvermos os argumentos deste artigo, é importante destacarmos alguns pontos em relação à própria Escola, assim como à sua repercussão no Brasil. É interessante observar que a influência dos frankfurtianos entre nós se inicia somente no final da década de 60. Em 1969 saem as primeiras traduções de artigos de Adorno, Benjamin e Horkheimer (Lima, 1969), e em 1975, novos textos são publicados, particularmente com o livro Comunicação e Indústria Cultural, organizado por Gabriel Cohn (1975) e a coleção Os Pensadores, editada pela Abril. Em linhas gerais as traduções brasileiras seguem o movimento observado em outros países; os livros se voltam para uma crítica da arte nas sociedades industrializadas e da indústria cultural.

A violência da imprensa
[Por Hamilton Octavio de Souza] Controlada majoritariamente pelas elites das classes dominantes, e organizada como empresa comercial com objetivo de lucro, a imprensa brasileira incorpora e reproduz, na sua atividade jornalística, de um lado, os mesmos componentes históricos, culturais e políticos formadores dessas elites e, de outro lado, as características expressas no capitalismo periférico e submisso ao centro do imperialismo. Portanto, não há qualquer contradição no fato de a imprensa brasileira ter sido gerada na corte do império e ter herdado, primeiro, os cacoetes da realeza e, segundo, as posturas dos senhores de engenho, dos barões do café e dos capitães da indústria. Nasceu, assim, pelas mãos dos poderosos para servir aos interesses dos poderosos, muito mais para controlar o povo do que para libertar.

Quem você pensa estar enganando?
[por Venicio A. de Lima*] Os últimos dados sobre a circulação média de jornais divulgados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) para o mês de abril, e o tipo de jornalismo que continua sendo praticado pelos principais jornalões brasileiros, trouxeram à memória uma música de Paul Simon, muito popular nos anos 1970. Lançada em 1973, mesmo ano das audiências do caso Watergate no Congresso dos EUA, o refrão de Loves me like a rock ('gosta de mim tanto quanto um rock') repetia: 'who do you think you´re fooling?' (quem você pensa que está enganando?). [12.06.2009]

Rede de amigos vai definir rumos da internet, diz criador dos blogs WordPress
[Renato Bueno - G1] Pergunte a Matt Mullenweg sobre o futuro da internet, e ele vai apontar para seus amigos da "vida real". Segundo o norte-americano de 25 anos, criador da rede de blogs WordPress, a confiança que temos nos contatos que conhecemos pessoalmente vai servir para filtrar a overdose de informação distribuída pela rede. [21/06/2009 ]

Thomas Paine e a liberdade de imprensa
[por Venicio A. de Lima*] O último dia 8 de junho marcou os 200 anos da morte de Thomas Paine (1737-1809), cidadão inglês julgado e condenado por traição em seu país, cidadão honorário da França, pioneiro defensor dos direitos do homem e ativo participante das duas principais revoluções democráticas modernas – a francesa e a americana. [19.06.2009 - 20h39]

Liberdade de imprensa
[Por Thomas Paine # reproduzido de American Citizen, 19 de outubro de 1806 e Traduzido por Venício Lima, em 19.06.2009]

O desastre midiático
[Ignacio Ramonet] O jornalista espanhol Pascual Serrano construiu um "arquivo da vergonha jornalística", reunindo flagrantes demonstrações da deterioração de uma profissão que ameaça ruir. Hoje, a verdade informativa é quando toda a mídia (imprensa, rádio, televisão e Internet) diz a mesma coisa sobre um tema, diz que uma coisa é verdade… mesmo que seja mentira. Epílogo do livro "Pérolas 2. Balelas, disparates e trapaças nos meios de comunicação", de Pascual Serrano.

O desafio da Conferência Nacional de Comunicação
Após intensa pressão dos movimentos sociais, o presidente Lula finalmente convocou a primeira Conferência Nacional de Comunicação. Foi preciso dobrar a resistência dos barões da mídia, que manipulam corações e mentes de milhões de brasileiros, possuem expressiva e ativa bancada de senadores e deputados e estão infiltrados no próprio Palácio do Planalto, através do ministro das Comunicações – ou melhor, ministro da TV Globo –, Hélio Costa.

Mídia comercial ataca blog da Petrobras
Nessa semana surgiu uma polêmica com a criação do Blog Fatos e Dados pela Petrobras. A empresa lançou, no início do mês de junho, o veículo para apresentar “fatos e dados recentes da Petrobras, e o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)” – conforme esclarece o próprio blog. A ofensiva da mídia comercial teve início quando a Petrobras começou a usar o blog para tornar públicas, “de forma completa e sem edição dos dados”, as respostas da Companhia às perguntas enviadas pelos jornais. Acontece que o blog foi criado em momento de instalação da CPI da Petrobras. Conversamos com alguns sindicalistas e com o jornalista Beto Almeida, da Telesul, sobre a criação do blog, e a CPI. Confira.

A circulação de jornais e as mudanças na mídia
[Por Luis Nassif] Um estudo amplo sobre os dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) – que audita a tiragem de jornais e revistas – e do IBOPE – para TV e rádio – comprova que a última década foi de mudanças estruturais. Essas modificações reduziram sensivelmente o papel e a influência da chamada grande mídia – categoria onde entram a Rede Globo, os jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense. E um sensível aumento de competidores, da imprensa do interior e dos jornais populares.

A TV Pública em pauta na ABI
[Por Claudia Souza-Site da ABI ] Jornalistas, cineastas, produtores culturais, estudantes, sócios e conselheiros da ABI, além do público em geral, lotaram a Sala Belisário de Souza, localizada no 7º andar do edifício-sede da Associação, no Centro do Rio, na noite desta segunda-feira, dia 11, durante o debate “A importância da TV Pública para a democratização dos meios de comunicação”, com a jornalista Tereza Cruvinel, Presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). [12/5/2009 ]

CUT realiza Pré-Conferência de Comunicação em Santa Catarina
[Por Rosane Vargas] A realização de uma Conferência Nacional de Comunicação no Brasil tem sido reivindicada por vários setores da sociedade. Depois de muita pressão, o governo Lula finalmente convocou a conferência, que ocorre de 1º a 3/12. Com o objetivo de debater o tema e formular estratégias de participação no evento nacional, as CUTs da Região Sul reuniram, de 13 a 15 deste mês, na Escola Sul, em Santa Catarina, sindicalistas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e Paraná. [ 18/5/2009]

Bolívia obriga imprensa a reservar espaço para trabalhadores
[Agência Efe - em La Paz] O governo de Evo Morales aprovou nesta quarta-feira um decreto que obriga as empresas jornalísticas da Bolívia, públicas e privadas, a reservar espaços de opinião diários para que seus jornalistas expressem ideias livremente. Com isso, o Executivo pretende recuperar a chamada "coluna sindical" que, como explicou o porta-voz presidencial, Iván Canelas, foi suprimida pelos governos "neoliberais" . [22.05.2009]

Internet vs. Mídia tradicional: mudança sem retorno
[Venício Lima - Agência Carta Maior] Pesquisa revela que 83% dos consumidores de mídia no Brasil produzem seu próprio conteúdo de entretenimento usando, por exemplo, programas de edição de fotos, vídeos e músicas. O público de faixa etária entre 26 e 42 anos é o mais envolvido com atividades interativas na rede. [21/05/2009]

Como a Folha de S.Paulo demonstrou ter telhados de vidro e provocou a maior crise de credibilidade em toda sua trajetória
[Por André Cintra/ Caros Amigos] No dia 24 de fevereiro, tão logo soube que o Movimento dos Sem-Mídia (MSM) tinha convocado um protesto em frente à Folha de S.Paulo, o representante comercial Wilson Cunha Júnior, de 42 anos, tomou a decisão de participar do ato, custasse o que custasse. Não deu a mínima para a distância que separava sua casa e o prédio do jornal — algo como mil quilômetros. Wilson mora em Goiânia, onde trabalha por conta própria. Leia o texto completo.

Que esperar de uma mídia que não nasceu para todos?
[Por André Cintra] A grande mídia vive uma era de desolação. Ao mesmo tempo em que a audiência e o prestígio da toda-poderosa TV Globo não param de despencar, a Folha de S.Paulo atravessa a maior crise de credibilidade de sua história. Para o jornalista Rodrigo Vianna, da TV Record e do blog Escrevinhador, não é o caso de falar em “ilusões perdidas”. Errado mesmo, diz ele, é pensar em nutrir expectativas com os grandes veículos de comunicação.

Caiu a farsa da Globo sobre o conflito com o MST
[Por Max Costa] Desde o início, a história estava mal contada. Um novo conflito agrário no interior do Pará, em que profissionais do jornalismo teriam sido usados como escudo humano pelo MST e mantidos em cárcere privado pelo movimento, em uma propriedade rural, cujo dono dificilmente tinha seu nome revelado. Quem conhecia e acompanhava um pouco da história desse conflito sabia que isso se tratava de uma farsa. A população, por sua vez, apesar de aceitar a criminalização do MST pela mídia e criticar a ação do movimento, via que a história estava mal contada.

Rede Globo e Daniel Dantas: um caso de polícia
[Por Osvaldo da Costa] Não se trata de cobertura dos fatos, se trata de um ataque à consciência dos telespectadores. Na noite de 19 de abril o programa de variedades Fantástico, da Rede Globo, apresentou uma suposta reportagem sobre um conflito ocorrido numa fazenda do Pará, envolvendo "seguranças" (o termo procura revestir de legalidade a ação de jagunços) da fazenda do banqueiro Daniel Dantas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Desinformação e o MST
[Por Silvio Sant´Ana] No domingo 29/03/09, a Folha de S.Paulo estampou a seguinte manchete: “MST multiplica entidades para não perder repasses”. O texto que segue afirma: desde que Lula assumiu, 43 ONGs que têm alguma ligação com o movimento sem terra já receberam R$ 152 milhões. Em seu site, a ONG “Contas Abertas”, estampa também a manchete: “Governo repassa 151,8 milhões a “entidades ligadas ao MST”, ... “muitas acusadas de cometer” ... “graves irregularidades”.

Conferência de comunicação gera disputas
[Por Altamiro Borges] Os barões da mídia temem que a convergência digital acelere a invasão das multinacionais da telefonia no setor. [24.03.2009]

Feios, sujos e malvados
[Por Adriana Facina/ Observatório da Indústria Cultural] A recente cobertura da grande mídia sobre as favelas cariocas tem me chamado atenção. Pauta obrigatória e diária, as favelas aparecem ora como ameaça ecológica, ora como alvo de políticas públicas que são consideradas bem sucedidas e, nesta semana, como focos da violência que se expande pelo asfalto e assusta os moradores de bairros tradicionais da Zona Sul. Em todas as notícias, muitas mentiras são continuamente reiteradas. [25.03.2009]

Carta aberta aos jornalistas do Brasil
[Por Leandro Fortes] No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado Comitê de Imprensa, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.

As lições de uma boa entrevista
[Por Lilia Diniz/ Observatório da Imprensa] O papel dos entrevistadores na televisão brasileira foi o foco do Observatório da Imprensa exibido ao vivo na terça-feira (17/3) pela TV Brasil. A partir do filme Frost/Nixon, do diretor Ron Howard, o programa discutiu como uma entrevista bem conduzida pode não só entreter o leitor e telespectador, como também alterar o panorama político de um país. O longa-metragem dramatiza a série de entrevistas que o ex-presidente americano Richard Nixon concedeu ao apresentador britânico David Frost, em 1977, três anos após o político republicano deixar a presidência por envolvimento no escândalo Watergate.

Para além do mercado
[Por Gustavo Gindre] Organizações não-governamentais e movimentos sociais de todo o planeta reivindicam que o direito à comunicação (de ser informado, mas também de informar) deve ser incluído no rol dos direitos humanos inalienáveis, como parte daquilo que constitui nossa própria humanidade. E, no século XXI, o direito humano à comunicação materializa-se no acesso às redes de informação em alta velocidade. Tais redes ganham, então, o mesmo status que as infraestruturas de saúde, educação e transporte, por exemplo, obtiveram ao longo do século XX. Cabe ao Estado garantir que todos os cidadãos poderão delas usufruir.

Regulação da Radiodifusão - Conseguirá Cristina fazer o que Lula não fez?
[Por Venício Lima, do Observatório da Imprensa] Na abertura da sessão legislativa no último dia 1º de março, a presidenta argentina Cristina Kirchner reiterou que será enviado ao Congresso, ainda este ano, projeto de lei geral de radiodifusão para substituir o decreto-lei 22.285, promulgado pela ditadura militar em 1981, que pretende desmonopolizar o mercado e democratizar a radiodifusão. O envio será precedido pelo lançamento de grande campanha de comunicação que deverá estimular o debate público do tema e realçar sua importância para o cotidiano dos argentinos.

Carta do Sinpro-DF ao Correio Braziliense
Leia a íntegra da carta do sindicato ao Correio

Criminalização das lutas sociais: um padrão de cobertura da mídia brasileira
[Por Intervozes] Para denunciar a ofensiva da mídia contra o MST, ocorrida principalmente nos meses de fevereiro e março deste ano, o Intervozes divulgou uma nota pública de repúdio à cobertura jornalística dos últimos acontecimentos envolvendo os trabalhadores do campo. O documento aponta para a “sofisticação da campanha ideológica” ilustrada por duas matérias veiculadas em seqüência no domingo (01/03) por um dos principais programas da TV Globo, o Fantástico. Para o Intervozes, a exibição das matérias expondo as contradições da reforma agrária em um dos programas de maior audiência da TV brasileira reforça o discurso de que a reforma agrária não dá certo no país.

A verdadeira face da Folha de S. Paulo
[Por Hamilton Octavio de Souza] Depois de cometer um erro político histórico imperdoável e de agredir grosseiramente seus leitores – inclusive dois respeitados professores universitários e intelectuais - a Folha de S. Paulo – o jornal diário brasileiro de maior tiragem – tem sido alvo de justo e indignado protesto democrático, por meio de cartas, mensagens na internet e abaixo-assinados. Poucas vezes um jornal foi tão repudiado nos últimos tempos, embora tenha deixado de publicar em suas páginas as inúmeras manifestações de pessoas e entidades.

Vende armas e drogas no Morro do Turano, mas nasceu e vive na Lagoa
[Por Claudia Santiago] De acordo com o dicionário de língua português Caldas Aulete, arrendatário é aquele que garante o direito de uso mediante pagamento. Se concordarmos com esta definição, o atual dono de uma das bocas de fumo do Morro do Turano, na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro é Henrique Dornelles Forni. Segundo o Jornal O Globo do dia 14 de fevereiro, Henrique arrendou uma boca de fumo no local. O indivíduo nasceu e foi criado na Lagoa Rodrigo de Freitas, endereço nobre do Rio de Janeiro. Lá vivia, em uma cobertura, até ser preso.

Mídia e produções de subjetividade: o poder da mídia
[Por Vito Giannotti - apresentado em seminário organizado pelo Conselho Federal de Psicologia] Gostei muito do título desta mesa - "Mídia e Produção de Subjetividades: O Poder da Mídia", porque essa discussão sobre o poder da mídia aparece todo dia, no meu café da manhã. É uma briga entre mim e minha mulher, a jornalista Claudia Santiago, porque eu defendo a idéia de que a mídia tem um poder enorme, e ela relativiza mais esse poder. Minha companheira, um pouco mais sensata do que eu, sempre briga comigo, porque, na visão dela, dou um poder excessivo à mídia e não deixo nenhuma liberdade de opção fora dela. Não existiria o livre arbítrio, na minha visão.

CUT também promove discussão sobre a comunicação dos trabalhadores na disputa ideológica
[Por Sheila Jacob] A comunicação dos trabalhadores como ferramenta de disputa ideológica também foi tema de um debate promovido pela CUT no Fórum Social Mundial. Participaram da discussão o jornalista Beto Almeida, correspondente da Telesul; o cubano Ovídio Cabrera, diretor-geral da Telesul; o cientista político Emir Sader e Rosane Bertotti, secretária nacional de comunicação da Central. Todos eles destacaram que o tema da comunicação é essencial para transformar a sociedade.

NPC discute criminalização da pobreza pela mídia empresarial
[Por Sheila Jacob] Na tarde do dia 29 de janeiro, o NPC promoveu no Fórum Social Mundial uma discussão sobre a campanha da grande mídia de criminalização das favelas e da população pobre. Segundo a jornalista Claudia Santiago, coordenadora do NPC, os meios de comunicação comerciais são os principais responsáveis pela banalização da violência policial em comunidades pobres. [02.02.2009]

Evo lança jornal estatal para enfrentar guerra da informação
por Spency Pimentel - "Pela primeira vez o Estado terá seu próprio jornal, o qual será distribuído todo dia com a verdade", disse o presidente boliviano no laçamento da publicação". Publicado em Carta Maior, em 03/02/2009.

Grande mídia e criminalização da pobreza
[Por Gizele Martins] Os meios de comunicação são os grandes apoiadores da sociedade do capital, pois é por meio deles também que se aliena. É por meio deles que se influencia toda a sociedade, seja na vida política, na vida pessoal etc. O seu papel é o de mostrar sempre a versão do capital, estar sempre contra os trabalhadores, os movimentos sociais e o desenvolvimento equilibrado e justo do país. Ela é uma comunicação que favorece e sempre favorecerá a minoria rica. Eu, como moradora de favela, vejo esta exclusão midiática de perto. Quantas vezes a mídia fala o que realmente existe nas favelas?

Quando ler jornal faz mal ao fígado....
[Beto Almeida] “Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz”. Raul Seixas. [20.01.2009]

Presidente da Bolívia lança o jornal estatal Cambio
Redação Comunique-se- Cumprindo o prometido, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou o lançamento do jornal estatal Cambio para hoje (22/01), data em que comemora três anos à frente do governo. Segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI), o anúncio foi feito ontem, em Santa Cruz, durante o encerramento da campanha pelo Sim para o referendo constitucional, marcado para o próximo dia 25. [22.01.2009]

Repórter da Globo é do exército de Israel?
[Por Altamiro Borges] Uma informação bombástica circula na globosfera: a jornalista Renata Malkes, correspondente da Globo News e do jornal O Globo em Gaza, seria uma sionista militante. A denúncia foi feita pelo blog Cloaca, que monitora as práticas do “jornalismo esgoto”. Ele vasculhou e descobriu alguns textos da repórter da Globo, postados no seu blog pessoal Balagan – que, curiosamente, já foi deletado. No topo da página, a imagem de um palestino, associado à figura de um terrorista, e a chamada: “Não lhes dê um estado”. Os textos revelam o mais abjeto preconceito racista.

Globo News, Entre Aspas
[Por Comitê Árabe Palestino de Apoio a Intifada – CAPAI] Globo News convidou o Dep. Estadual, Said Murad, e o secretário Geral da Confederação israelita do Brasil, Fernando Lonttenberg para seu programa Entre Aspas, no dia 06/01/2009. Para um debate sobre a vida no conflito “Israel” x Palestina, e a Globo News deixou de convidar um palestino ou pelo menos consultar os palestinos para nomear ou indicar alguém para este debate, alguém com capacidade de levar aos telespectadores a realidade sobre o conflito, lembrando que no Brasil tem Sociedades árabes e palestinas e Comitês de Solidariedade ao Povo Palestino e intelectuais que são bem informados sobre o conflito.

Manifestantes no Rio repudiam massacre cometido por Israel
[Por Sheila Jacob] No dia 8 de janeiro, cerca de 500 pessoas sairam às ruas do Centro do Rio para repudiar os assassinatos cometidos por Israel contra o povo palestino. No ato foi lembrado que casas, mesquitas e escolas continuam sendo destruídas. Cartazes, bandeiras e palavras de ordem exigiam a saída de Israel fascista da Faixa de Gaza, e de toda a região da Palestina. Na ocasião, Paulo Alentejano, professor do Departamento de Geografia da UERJ, declarou ao BoletimNPC que considera claramente enviesada a cobertura da grande mídia dos conflitos no Oriente Médio. “Eles reproduzem a criminalização dos movimentos árabes. Isso leva à formação de uma opinião pública que legitima o direito de Israel se defender dos ataques em seu território”. [13.01.2007]

A mídia em Israel toca as trombetas da guerra
[Por Gideon Levy] - Historiador do futuro que algum dia examine os arquivos dos jornais de Israel verá com clareza absoluta: para Israel, 200, 300 e, depois, 400 palestinos assassinados 'não é manchete. A mídia em Israel é "poupada" de ter de exibir imagens "fortes". Israel abraça e sempre abraçará qualquer guerra, qualquer barbárie. Israel crê-se tão poderosa que se brutalizou, que já não sente. Em Israel a barbárie é regente. [GL é jornalista israelense]

Mídia escravista em Sergipe
[Por José Cristian Góes] Este comentário não trata da história da escravidão negra em Sergipe no século XIX. Este artigo não faz referência aos anúncios de jornais onde os senhores de engenho caçavam negros fugitivos. Nada disso. A mídia e a escravidão em questão, por incrível que pareça, são do agora, deste ano e deste mês.

Implantação da TV Digital completa um ano em ritmo lento
[Por FENAJ] No dia 1º de dezembro completou-se um ano do início das transmissões em TV Digital no Brasil. Seus promotores fizeram balanços positivos dos resultados alcançados até o momento. Mas o processo de implantação é lento e alcança poucos municípios. No dia anterior ao primeiro aniversário da TV Digital, o governo anunciou um protocolo de implantação de uma rede digital para as TVs públicas.

Mídia brasileira tenta esconder péssimo exemplo da Grécia
[Por Vito Giannotti] Todos os jornais do mundo, há mais de uma semana, destacam as manifestações que estão acontecendo na Grécia em seguida ao assassinado pela polícia de um jovem estudante. Para O Globo, a Globo e a quase toda a nossa mídia empresarial, quanto menos se falar da Grécia, nestes dias, melhor é. Já imaginou se o povo entender o que está acontecendo por lá? Já imaginou se um dia acontecesse por aqui o que acontece por lá? [16.12.2008]

Rio debate propostas para a Conferência Nacional de Comunicação
Mais de uma centena de pessoas se reuniu, neste sábado, 8 de novembro, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro para aprofundar a discussão em torno da Conferência Nacional de Comunicação. A proposta da atividade é contribuir no processo de pressão pública sobre o Governo Federal para que seja oficialmente convocada a conferência. [Fonte: Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br)]

Tragédia de Eloá exige urgente controle social sobre a mídia
[Por Beto Almeida] Enquanto a mídia estiver acima do bem e do mal, livre de qualquer controle social civilizatório, humanizador e democrático da sociedade, estaremos sendo surpreendidos por espetáculos animalescos em que a televisão termina envolvendo-se irresponsavelmente em crimes, tal como ocorreu agora no seqüestro que terminou com a trágica morte da adolescente Eloá Cristina.

Eloá. O que as mídias e os especialistas não discutem
[Por Sandra Raquew dos Santos Azevedo] Inúmeros aspectos deste acontecimento são ressaltados na cobertura: o lugar, os protagonistas, o tempo, amigos, imagens, os momentos de negociação, os lugares de origem de Eloá e Lindemberg, as imagens... Todavia há um aspecto a ser considerado nesta notícia, e que passa intocado na cobertura de crimes que possuem semelhança com o homicídio de Eloá, o fato de que eles se relacionam com as desigualdades de gênero.

Sobre o olhar de "Veja" e de “Nova Escola” a respeito da educação no Brasil
[Por Carlos Rodrigues Brandão] Em nome de uma educação e de uma escola livre de "doutrinação" ideológica, seus autores parecem advogar aquilo que um estudante de Pedagogia aprende logo nas primeiras aulas de um curso de História da Educação. Em qualquer lugar do mundo e em qualquer época de sua história, educação alguma foi no passado ou segue sendo, hoje, isenta de valores, de visões de mundo e de pessoa humana.

Mentirinha sobre um estupro: o escárnio da revista Trip
[Por Michelle Amaral da Silva e Mariana Pires] "Henrique Goldman, 46, cineasta paulistano radicado em Londres, tornou-se mais jeitosinho com as mulheres ao longo dos anos". Este é o pé biográfico original da coluna intitulada "Carta aberta para Luisa" publicada no site da revista Trip em sua edição de setembro. Sem mencionar a palavra "estupro" uma única vez, o autor usa o texto para desculpar-se com a empregada da família "com quem transou, contra a vontade dela, quando tinha 14 anos".

O “merchandising social” da TV Globo e os desertos verdes
[Gustavo Barreto] Foi o professor Arlindo Machado, pelo que me lembro, que conceituou de forma brilhante a importância de analisarmos a televisão não como um meio em si – tal como Adorno ou McLuhan, para se odiar ou venerar a tevê –, mas pelo conteúdo dos seus programas. Os brasileiros preocupados com os rumos democráticos da nossa Nação precisam ficar atentos ao conteúdo específico de cada programa de grande repercussão e rediscuti-los urgentemente, a julgar pelo que se passou na novela “A Favorita”, da TV Globo, no sábado (4/10).

Globo censura Sindicato dos Bancários em Pernambuco
[por Sulamita Esteliam] Anúncio produzido pela entidade trata da greve e critica os bancos. Será veiculado em todas as emissoras, menos na Globo. A veiculação foi paga, adiantadamente, o cheque compensado, mas o Departamento Comercial da Emissora vetou a inserção.

A comunicação na Constituinte de 87/88
Por Venício A. de Lima. No debate contemporâneo sobre a relação entre história e memória, uma vertente teórica representada, dentre outros, pelo historiador americano Hayden White, argumenta que a história não só é construída pela ação de seres humanos em situações específicas como também por aqueles que escrevem sobre essas ações e dão significado a elas. A referência vem a propósito do aniversário da Constituição de 1988, comemorado em 5 de outubro, e dos vários comentários e análises que, duas décadas depois, tentam "dar significado" ao processo constituinte, reconstruindo o que nele se passou, quais atores e interesses estavam em jogo e quais acabaram por prevalecer. O eventual leitor encontrará abaixo mais uma dessas tentativas. Só que escrita e originalmente publicada ainda em 1987. Muitas das questões que ainda hoje se colocam como fundamentais para um Estado democrático e, portanto, para a formulação das políticas públicas de comunicações, são as mesmas que estavam presentes na Constituinte. Algumas foram consensuais e sobre elas não havia disputa. Por exemplo: a garantia da liberdade de expressão através do total banimento da censura de qualquer natureza. Outras, sobretudo aquelas com implicações diretas na democratização das comunicações, encontraram enorme resistência. Por exemplo: o uso de concessões de radiodifusão como moeda de barganha política; a criação de um órgão regulador autônomo com poderes para outorgar, renovar e cancelar concessões de emissoras de rádio e televisão; a regionalização da produção jornalística, cultural e artística; a concentração da propriedade e a "propriedade cruzada" de diferentes veículos de comunicação; o equilíbrio entre os sistemas privado, público e estatal de comunicações. [30/9/2008]

Sentenças incoerentes criam incertezas sobre uso da internet
[Henrique Costa – Observatório do Direito à Comunicação] Uma boa dose de incerteza cerca o uso da internet para fins eleitorais no Brasil. Logo após a controvertida decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de permitir a propaganda eleitoral na rede somente por uma página dedicada exclusivamente para a campanha eleitoral, as “.can”, decisões carentes de coerência e uniformidade vem colocando na berlinda candidatos e usuários país afora. Há, no entanto, entre especialistas em legislação eleitoral, a perspectiva de que está se caminhando para uma regulamentação definitiva a respeito.

Como fazer assepsia noticiosa
[por Ernesto Germano Parés] Ligo o computador, nesta manhã, e vou ler os jornais. Surpreso, deparo com uma chamada no Jornal do Brasil: “Grupos de direita queimam instalações de canal estatal na Bolívia”. A matéria é bem cheia de detalhes (...) Foram seis jornais consultados, na internet, e uma curiosidade: em qualquer deles vi um só adjetivo que nos levasse a imaginar que as atitudes são ilegais e condenáveis. Em nenhuma das matérias eles são chamados de baderneiros ou terroristas. Nenhuma das matérias fala em desrespeito à democracia!

VIÚVA DE PAULO FREIRE ESCREVE CARTA DE REPÚDIO À REVISTA VEJA
[Por Conceição Lemes] Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho: "Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado". Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina. Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
[Paulo de Tarso Riccordi ([1])]

Para O Globo a favela cresceu porque quis crescer
Reportagem de O Globo Online do dia 25 de agosto sobre os aluguéis nas favelas do Rio traz também uma chamada com o título “Veja como foi a evolução da população das favelas no Rio”. Na realidade, ao acessar o link, o leitor terá acesso a um estudo referente à favela da Rocinha. Um PowerPoint feito pelo Instituto Pereira Passos mostra o tamanho da área da favela em cinco anos diferentes. O que O Globo não faz é a ligação entre essas datas e a situação política do país.

Carta de Niterói
Diversas entidades que compõem a Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital se reuniram em Niterói, no dia 20 de julho de 2008, debateram o atual cenário da digitalização da radiodifusão e definiram uma agenda de mobilizações para alterar o rumo do processo, que só vem atendendo aos interesses dos radiodifusores.

Olimpíadas da China e lixo midiático
[Por Altamiro Borges] Num artigo corajoso e lúcido, o respeitado intelectual César Benjamin, que recentemente estreou uma coluna semanal na Folha de S.Paulo, desafinou o coro quase unânime da mídia burguesa na cobertura das Olimpíadas da China. “É deveras impressionante o lixo ideológico que a imprensa tem produzido ao cobrir as Olimpíadas. Em geral, os repórteres buscam sempre os ângulos mais negativos, mesmo à custa de adentrar o ridículo”, dispara logo no primeiro parágrafo, o que pode até custar o seu reduzido espaço na Folha, um jornal que se diz pluralista, mas que tem marcado a cobertura com a mais rancorosa manipulação anticomunista, típica dos tempos da “guerra fria”.

O LEITOR E OS JORNAIS - As migalhas da informação
[Por Muniz Sodré] Em meio à sua propalada decadência, o Jornal do Brasil vem apresentando, entretanto, um fenômeno que merece registro: a maior parte de seu material noticioso concentra-se em alguns colunistas, em vez de editorias especializadas. Não são notícias irrelevantes. Na coluna de Ricardo Boechat, por exemplo, ficamos sabendo, há algum tempo, que uma empresa mineira estava excluindo trabalhadores negros em favor de gente de pele clara trazida, aos magotes, de estados do sul do país. Esta notícia não apareceu em nenhum outro jornal ou em qualquer editoria preocupada com questões sociais.

Equador enfrenta ditadura midiática
[Por Altamiro Borges] Às vésperas do referendo sobre a nova Constituição do Equador, previsto para setembro, o clima da luta de classes no país vizinho esquenta e, novamente, a ditadura midiática está no centro dos conflitos. Na semana passada, o presidente Rafael Correa interveio em três canais de televisão de propriedade de banqueiros que desfalcaram os cofres públicos em US$ 661 milhões. Num gesto corriqueiro em qualquer país capitalista “civilizado”, o governo também determinou a revisão da concessão pública de cerca de 300 emissoras de rádio e de televisão do país (25% do total).

O jornalista precisa mudar!
[Por Elaine Tavares] No Brasil é assim. Alguns logotipos de imprensa só causam exasperação. É o caso dos da Rede Globo e o da RBS. Para a maioria dos militantes da luta popular eles são símbolos da mentira, da opressão e da manipulação. E essa não é uma reputação conseguida ao acaso. O fato é que a nave mãe (Globo) conseguiu impor um jeito de fazer jornalismo que impregna praticamente todas as redes, principalmente as suas filiadas, como é o caso da RBS. Teoricamente poderíamos enquadrá-lo no campo do jornalismo funcionalista, ou seja, aquele que apenas responde as seis perguntas – onde, quem, como, quando, o quê e por que – sem maiores preocupações com a análise ou o contexto da notícia.

NOTA OFICIAL - Esclarecimento sobre reportagem do jornal O Globo
A direção nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) esclarece que não tem qualquer participação com as articulações do grupo de José Rainha Jr. na comunidade da Rocinha, como foi publicado no jornal O Globo, nesta quinta-feira (24/07).

Mídia baba na gravata
[Por Mario Augusto Jakobskind] O imortal Nelson Rodrigues usava uma expressão que hoje se aplica ao esquema da mídia conservadora, sobretudo O Globo: “babar na gravata”, no caso, de ódio. É o que acontece neste momento contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na última semana, o jornal de maior circulação no Rio de Janeiro se superou em matéria de manipulação da informação.

Mídia esconde relação Dantas-PSDB
[Por Altamiro Borges – 10 de julho] A efêmera detenção de Daniel Dantas, que durou apenas um dia – bem que num dos telefonemas grampeados um serviçal do banqueiro garantiu que seu patrão temia apenas a Polícia Federal, já que no Supremo Tribunal Federal “ele resolveria tudo” – dá um baita alivio à mídia hegemônica. Afinal, ela estava fazendo de tudo para esconder as relações promiscuas entre o megaespeculador e vários tucanos de alta plumagem. A TV Globo, por exemplo, noticiou a cinematográfica prisão vinculando-a unicamente ao “escândalo do mensalão do PT”. Já a Folha de S.Paulo, da família Frias, deu um título esquizofrênico na capa: “Defesa do banqueiro diz ter papéis contra o PT”.

A VEJA e o meu pai
[Por Roberto Efrem Filho] Hoje, dia 10 de junho do ano de 2008, foi o dia em que meu pai cancelou a renovação da Revista VEJA. É bem verdade que há fatos históricos um tanto quanto mais importantes e você deve estar se perguntando o que cargas dágua eu tenho a ver com isso?. Não é nenhuma tomada de Constantinopla, queda da Bastilha ou vitória da Baia dos Porcos. É um ato de pequenas dimensões objetivas, realizado no espaço particular de uma família de classe média brasileira, sem relevantes conseqüências materiais para as finanças da Editora Abril, sem repercussões no latifúndio midiático nacional. A função deste texto, portanto, é a de provar que meu pai é um herói.

Não houve resgate!
[por Narciso Isa Conde] O regime de Uribe é perito em iniciativas espetaculares e shows mediáticos. E para isso conta com a ajuda nada desprezível dos poderosos meios de comunicação dos EUA e da oligarquia capitalista mundial.

Extinguir o MST ou o latifúndio improdutivo?
[por Frei Betto] O MST é um movimento legítimo, que mantém 150 mil pessoas acampadas à beira de estradas, evitando que engrossem o cinturão de favelas das cidades. E defende o direito de acesso à terra de 4 milhões de famílias que, nas últimas décadas, foram expulsas do campo pela expansão do latifúndio e do agronegócio, e pela construção de barragens e o aumento dos juros bancários.

Ecos ouvidos mundo afora
[por Gianni Carta, de Paris] A prisão, nesta semana, dos empresários Daniel Dantas e Naji Nahas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e de mais 21 pessoas recebeu a devida cobertura pelos maiores jornais europeus. Os diários La Repubblica, The Financial Times e El País foram aqueles que parecem ter mais bem reportado o escândalo, mas cada um colocou ênfase em aspectos diferentes.

O jornalismo avestruz
[Em CartaCapital - 16/07/2008] Quarta-feira 9, 20 minutos antes de 1 da tarde. O banqueiro Daniel Dantas estava preso há 24 horas, acusado de diversos crimes, entre eles o de tentativa de corromper um delegado federal. Na rádio CBN, uma das tantas emissoras da família Marinho, a onipresente Miriam Leitão continua perplexa. Diz não entender o motivo da prisão, pois as acusações tratam de “coisas do passado” (ao que um gaiato jornalista, ao saber do argumento, comentou: “Ainda bem que a Polícia Federal não prende as pessoas por assuntos futuros, crimes que ainda nem foram cometidos”.) Ao fim do comentário, conforme registra Bob Fernandes no site Terra Magazine, Miriam deixa o estúdio e o colega Carlos Alberto Sardenberg, sem perceber que o microfone continua ligado, emenda: “Ela tá esquisita, não?”

A imprensa sobreviverá à internet?
[Por Venicio A. de Lima] Qual poderia ser a questão recorrente em um Seminário sobre os '200 anos da Imprensa no Brasil'? Qual preocupação seria capaz de aparecer em praticamente todas as discussões reunindo alguns dos principais nomes do jornalismo brasileiro? Qual questão seria capaz de 'costurar' os debates em torno de uma temática dominante incluindo desde o jornalismo local, a história, a formação de opinião, a liberdade de imprensa, a legislação até o jornalismo contemporâneo? A resposta, certamente, não será surpresa para muitos: a internet

A favorita não vai facilitar nosso trabalho
[Por Sergio Domingues] Circularam informações de que a nova novela da Globo defenderá os interesses das empresas que exploram eucalipto. Até vai. Mas, será do jeito sutil, indireto e bem feito dela. Para nosso azar. Antes da estréia de “A favorita”, circularam informações na internete dizendo que a nova novela da Globo defenderia o cultivo de eucalipto. E que empresas ligadas a esse tipo de plantio estariam patrocinando a novela. Assim, é de se esperar que a plantação de eucaliptos seja defendida contra seus efeitos terríveis. Especialmente, os danos ao meio-ambiente e o ataque aos direitos de populações ribeirinhas, quilombolas e indígenas.

Pesquisa sobre movimentos chega a resultados contraditórios
[Por Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] O jornal O Globo divulgou reportagem de Soraya Aggege, no domingo (15/06), com o resultado de pesquisa de opinião sobre os movimentos sociais do campo - MST, Via Campesina, MAB (Movimentos dos Atingidos por Barragens), movimentos de quilombolas e CPT (Comissão Pastoral da Terra).

“Mídia livre" e a publicidade oficial
[Por Altamiro Borges] O debate sobre as verbas públicas para a publicidade será um dos eixos temáticos do 1º Fórum de Mídia Livre, que ocorrerá na UFRJ em 14 e 15 de junho. O estado brasileiro sempre estimulou, com o dinheiro arrecadado dos tributos do povo, o nocivo processo de concentração dos meios de comunicação. Getúlio Vargas foi um dos poucos que desafiou os barões da mídia ao investir pesado na Rádio Nacional e ao bancar a publicidade para o jornal nacionalista Última Hora. Já o governo Lula, que criou certa expectativa de que estimularia a diversidade informativa, não teve coragem para enfrentar a ditadura midiática e se vergou diante das bravatas do "deus mercado".

Jornal da Igreja Universal tem dois milhões e setecentos mil exemplares e pauta ampla
[Por Vito Giannoti] O NPC sempre repetiu em todos os seus cursos, palestras, cartilhas e livros que a pauta dos jornais sindicais e populares deve ser ampla, viva, vital. Deve falar da vida real das pessoas, do trabalho à saúde, à escola dos filhos, ao transporte. Deve falar de amor, de afeto, de saúde. Falar dos filhos dos trabalhadores com seus problemas escolares, falar da violência, do caveirão, da aids, das drogas. Falar de cultura, de arte, de hip-hop e das novelas que são vistas por dezenas de milhões de telespectadores/trabalhadores.

Pedro Bial e o BBB 8
[Por Kleber William] A infeliz idéia de Pedro Bial, o repórter que se sujeitou a apresentar o programa Big Brother Brasil, da Rede Globo de Televisão, em tentar equiparar, em termos culturais, o programa copiado dos norte-americanos, com o nosso mineiro poeta Guimarães Rosa, é no mínimo um disparate; é demonstrar que cultura não é o seu forte; que a submissão aos mandos e desmandos da Globo frita os seus miolos a cada dia; que a capacidade comunicacional está restrita ao bisbilhotar a vida alheia, mesmo que esta vida alheia seja uma farsa, um jogo, uma disputa mercadológica.

Para variar, mídia manipula informação sobre a Bolívia
[Por Mário Augusto Jakobskind] Os meios de comunicação nacionais e de outras partes do mundo estão dando grande destaque ao referendo ilegal realizado em Santa Cruz de la Sierra e que agora está programado para outros departamentos da chamada Meia Lua. O objetivo é claro: a divisão, balcanização, da Bolívia, visivelmente estimulada pelo governo dos Estados Unidos.

Por que a grande imprensa não noticia o que atinge a maioria da população?
[Por Raquel Júnia] Para Beatriz Barbosa, do Intervozes, a formação tecnicista do jornalista e a informação concebida como mercadoria são duas das origens da cobertura desqualificada da grande imprensa sobre políticas públicas.

Poder da mídia e contrapoder cidadão
[por Venicio A. de Lima*] É conhecido o argumento de Ignácio Ramonet sobre a mídia nas sociedades contemporâneas (ver, neste Observatório (Observatório da Imprensa), 'O quinto poder'). Segundo ele os atuais grupos de mídia possuem duas características: primeiro, 'encarregam-se de tudo o que envolve texto, imagem e som e o divulgam por meio dos canais mais variados (jornais, rádios, televisões abertas, a cabo ou por satélite, internet e por todo tipo de rede digital).' Segundo, 'são mundiais, planetários e globais – e não apenas nacionais e locais.' Isto faz com esses 'grupos (deixem) de ter como objetivo cívico o de ser um `quarto poder´, assim como (deixem) de denunciar os abusos contra os direitos ou corrigir as disfunções da democracia (...).' [18.04.2008]

O Globo mente igual a Veja. Diz uma coisa na manchete e se desdiz no interior do jornal.
[Por Vito Giannotti] Lembram da aula de como disfarçar uma mentira que a Veja nos deu em março passado? Pois é. No dia 13 de abril, O Globo repetiu a mesma aula. A lição é simplíssima: afirmar alguma coisa falsa, na capa do jornal, na manchete ou no resumo do artigo; e desmentir-se no corpo do mesmo.

Nota oficial da Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação
O movimento Pró-Conferência Nacional de Comunicação, atuante desde junho de 2007 - composto por mais de 30 entidades da sociedade civil de âmbito nacional, pelas Comissões de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados e pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal - reivindica a realização da referida Conferência, assentada nas premissas abaixo discriminadas.

O rabo preso
[Por Emir Sader] Houve um jornal que já se jactou de dizer que "só tinha o rabo preso com o leitor". Era importante essa afirmação, para se livrar de um passado em que a empresa teve vínculos com a Operação Bandeirantes conforme denúncias contidas no livro "Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988" (Editora Boitempo) -, além de ter participado ativamente no coro que pregou o golpe militar para interromper o processo democrático brasileiro e o mandato de um presidente que exercia legitimamente seu cargo, apoio que se estendeu conforme os editoriais e a atitude tomada diante da repressão à ditadura militar.

IstoÉ manipula foto para proteger Serra e atacar o MST
[Por Vito Giannotti] A revista IstoÉ, irmã gêmea da Veja, mostrou, mais uma vez, que vale tudo para derrubar os inimigos, até a pura e simples falsificação de uma foto. Ela fez isso por posição de classe permanente contra as lutas populares e para livrar a cara do seu amigo político e candidato eterno, José Serra. De uma tacada só, tira Serra da jogada e deixa aparecer um PARE sobre a pixação MST e MAB. A foto original foi feita, em 24/3 por um fotógrafo da Folha de S.Paulo documentando um protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp, empresa estatal da eletricidade de SP.

As dinastias midiáticas
[Por Emir Sader] Na imprensa brasileira mandam as dinastias estamentais. Os pais proprietários entregam a direção dos jornais, das revistas, das rádios e das televisões - das suas empresas - aos seus filhos, que repassam para os netos, perseverando todos no direito que se auto-atribuíram de decidir quem é e quem não é democrático, quem fala e quem não fala em nome da nação!

A TV Brasil em tempos de convergência tecnológica
[Por Marcos Dantas] Quando surge, na década de 1920, a radiodifusão é uma tecnologia a procura de uma utilidade econômica. Seu principal problema era financiamento. Alguns empreendimentos pioneiros, entre eles a British Broadcasting Corporation – BBC, criada por um consórcio de fabricantes de sistemas de radiotransmissão – imaginavam poder sobreviver e lucrar cobrando assinatura aos possíveis radio-ouvintes. A óbvia dificuldade técnica para controlar a adimplência dos assinantes levou esses projetos ao fracasso.

Duas Caras se alinha a Ali Kamel e mostra Brasil sem racismo
[Por Eduardo Guimarães] A novela Duas Caras divulga e incorpora, despudoradamente, o livro Não Somos Racistas, odiosa obra do manda-chuva do jornalismo da Globo, Ali Kamel. No mentiroso folhetim - no Brasil fictício da Globo -, brancos ricos estão doidos para se casar com favelados negros. Favelas têm mais brancos do que negros, e alguns negros são riquíssimos. Favelados pobres chegam a estudar nas mesmas universidades que brancos ricos.

A mídia como arma de guerra
[Por Izaías Almada] Se alguma dúvida existia, para muitos de nós, do papel da mídia no jogo internacional do poder, na estratégia adotada pelo capitalismo neoliberal em manter suas conquistas a qualquer preço e subjugar aqueles que não lêem na sua cartilha, essa dúvida deixa de existir quando se analisa friamente os últimos acontecimentos desta semana na fronteira entre o Equador e a Colômbia.

Mídia vai fazer campanha de desinformação
[Por Jorge Pereira Filho] Em entrevista, o jornalista Miguel Urbano afirma, no entanto, que as mudanças com a saída de Fidel Castro vão preservar o regime socialista.

Jovens cubanos e mentiras da Globo
[Por Altamiro Borges] Na semana passada, os vários telejornais da emissora fizeram alarde com um vídeo em que alunos da Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Havana aparentemente criticam duramente o regime cubano e o socialismo. Reproduzindo acriticamente o noticiário estadunidense, a ex-toda poderosa TV Globo informou que dois universitários teriam sido presos logo após a difusão do “incidente”. No seu afã anticomunista, ela sequer conferiu as fontes. “O vídeo, de quase uma hora de duração, mostra o desencanto da juventude”, decretou.

Os milionários da milionária revista
[Por Leandro Uchoas] Em incansável esforço semanal por reinventar a maneira de se fazer jornalismo, arquitetando de forma criativa e inovadora formas novas de escamotear em texto seu compromisso com as empresas que a financiam e com os políticos que a protegem, a revista Veja do dia 23 de janeiro criou mais um capítulo ímpar.

Charles Dickens fala sobre os jornalões nativos
[Por Mino Carta] Ligo para Charles Dickens, no momento mora em Bath, pronuncie Baaaaaaft, cidadadezinha palladiana, os grandes arquitetos ingleses de 1700 são filhos ou netos, e mesmo bisnetos, do quinhentista Palladio. Ocorre que há cerca de um mês enviei ao autor de Os Cadernos Póstumos do Clube Pickwick uma coleção de diários nativos, os jornalões. Via Fedex. Pretendia averiguar se os recebeu e que impressão lhe causavam.

Palavras não definitivas sobre o jornalismo anacrônico
[Por Luiz Carlos Azenha] Eu concordo com o Paulo Henrique Amorim: o Jornalismo brasileiro é tecnicamente sofrível, especialmente se comparado aos padrões da BBC, por exemplo. É uma das piores "indústrias" do Brasil. Lá na frente estão a Embraer, a Embrapa, a Gerdau. Aqui atrás, quase na rabeira, estão as nossas grandes empresas de mídia. Eu já lhes disse que não entendo de economia. Mas sei o que significa "fazer" economia.

Aula da Veja de como esconder a verdade
[Por Vito Giannotti] Ainda estava no ar a fumaça do tiroteio da recente eleição presidencial na qual a disputa por votos se concentrou nos candidatos Lula e Alckmin. A mídia empresarial, independentemente das avaliações mais variadas de seus donos, concentrou suas preferências no candidato Alckmin. Especificamente a revista Veja, incansável porta-voz da direita. Toda essa mídia se esbaldou em mostrar as virtudes do seu candidato, que iria dar um “banho de gestão” na política pátria. Uma gestão transparente, honesta e competente.

A febre da imprensa brasileira
[Por Gustavo Barreto] É perfeitamente possível dizer que há no Brasil, atualmente, um surto de febre amarela na imprensa brasileira. Como demonstro no caso de um importante jornal paulista, felizmente (ou infelizmente), este “surto” se restringe à imprensa brasileira e a alguns jornalistas brasileiros. Colocada sob a óptica de um microscópio, a imprensa de grande circulação parece conter em sua genética um arranjo que a destina a provocar o medo e a desinformação em casos de crises de saúde pública e, mais especificamente, no recente caso das notificações de febre amarela no Brasil.

Morreu Paulo Patarra
[Por Breno Altman] Escrevo aos amigos e companheiros por conta de uma notícia triste. Faleceu Paulo Patarra, aos 74 anos, depois de longa batalha contra um câncer na garganta. Seus olhos se fecharam pela derradeira vez na tarde do último dia 21. Morreu como viveu: rindo e lutando. Em sua última entrevista, respondida por escrito ao jornalista Gil Campos (ABI Online), pois havia sido submetido a uma cirurgia para retirada d e laringe e cordas vocais, assacou uma de suas impagáveis joças : "Não é um câncer que vai me derrubar. Só pode me matar ". Era desses homens raros, que se quebra, mas não se dobra.

João Goulart, as provas e a história
[Por Gilson Caroni Filho] O Novo Dicionário Aurélio define "prova" como "aquilo que atesta veracidade ou autenticidade de uma coisa; demonstração evidente". Nas reportagens ditas investigativas, é algo a ser obtido durante a fase de apuração das informações que vão ser publicadas. Peça tão importante que deve ser checada criteriosamente. [20/01/2008, em Observatório da Imprensa]

Elite brasileira acredita mais na mídia
http://www.comunique-se.com.br/ - Vinte e cinco por cento da população brasileira com maior renda familiar têm mais confiança na mídia (64%) do que em empresas (61%), ongs (51%), instituições religiosas (48%) ou até mesmo em seu próprio governo. Os dados fazem parte do Estudo Anual de Confiança da Edelman, empresa de relações públicas. Segundo o levantamento, o Brasil é o terceiro país onde a imprensa tem maior índice de credibilidade, ficando atrás apenas do México (66%) e da Índia (65%). [25/01/2008]

TELENOVELA & POLÍTICA: Duas Caras para um só discurso
* Por Gabriel Priolli em 22/1/2008 - [Na moral ambígua de Duas Caras, em suma, a turma do bem pode transgredir a lei sem problemas, se for para combater a turma do mal. Estudantes que dissentem da orientação da universidade são radicais perniciosos, portanto formam na turma do mal. Professores idem, eles que são vagabundos e manipuladores. E um fascistóide explícito como Juvenal Antena, ainda que contestado em suas práticas antidemocráticas pelo pupilo Evilásio Caó (Lázaro Ramos), segue firme e forte na turma do bem, com direito a namorar a maior beldade da trama, a disputada Alzira (Flávia Alessandra). ]

Governo ignora limite para concessões de canais de TV
[Por Elvira Lobato] Apesar de limite de duas emissoras, Edir Macedo foi autorizado a ter três em SP. Decreto-lei de 1967 limita concessões a duas TVs por Estado; bispo obteve uma terceira emissora, como pessoa jurídica, em 2005. [Uol. 24.12.2007]

O Serviço Público sob os Olhos da Mídia
[Por Sylvio Micelli] Não é de hoje, que o funcionalismo público e seus servidores, são maltratados pela mídia, especialmente a chamada grande Imprensa. Esta perseguição começou com mais ênfase na campanha de Collor à presidência da República em 1989. Sob a alcunha de "caçador de marajás", ele foi guindado à presidência. O resto da história é de amplo conhecimento de todos. Mas a perseguição aos servidores não arrefeceu. Entra governo, sai governo, o Servidor Público é responsabilizado por todas as mazelas do país. [Publicado originalmente em Mídia e Política, em 11.11.2007]

Curso 2007 - Mídia conservadora prepara população para aceitar violência contra movimentos
Por Najla Passos. Novelas e filmes preparam população para aceitar repressão ao movimento estudantil, denunciam pesquisadores.

TV Brasil: uma emissora cada vez menos pública
[Por João Brant] O anúncio da composição do Conselho Curador da Empresa Brasileira decomunicação (organização que vai abrigar a nova TV pública) não trouxe surpresas. Infelizmente. Desde que o processo passou às mãos da Secretaria de Comunicação Social, do Ministro Franklin Martins, ficou claro que a composição do conselho, pretensamente representativo da sociedade, seria decidida unicamente pelo Executivo, a partir de critérios próprios.

O Estado bandido e as “mulheres no tráfico”
[Por Maurício Campos] "O Globo" de 28/10 traz duas matérias sobre criminalidade e violência, bastante diferentes no enfoque, e com destaques ainda mais diferentes. uma vez que “revela” a participação de mulheres no tráfico varejista desorganizado, a reportagem acaba construindo o contexto que permitirá à polícia, quando atirar em mulheres na favela, dizer que estava “trocando tiros” com elas. A outra matéria é uma entrevista com o professor da UFPE, Adriano Oliveira, sobre seu livro recém lançado "Tráfico de drogas e crime organizado, peças e mecanismos". Em nove operações analisadas por Adriano, inclusive por tráfico de drogas, ele registrou a participação de funcionários estatais, sendo que em seis casos a quadrilha tinha origem dentro do Estado mesmo.

Pela democratização da informação
[Por Emir Sader] A consulta sobre fontes alternativas de informação recebeu um grande número de respostas, superando os 100 comentários. Disponibilizamos agora a todos a lista elaborada a partir das sugestões. Esperamos que possa ser útil para todos e que possam reenviá-las para outras listas. Se puderem, nos informem dos reenvios que consigam fazer, para sabermos que grau de divulgação estamos conseguindo. Informar-nos melhor é condição de compreendermos melhor a realidade e podermos intervir de forma mais profunda e radical para a construção do outro mundo possível que buscamos.

"TV digital vai estrear para ninguém", diz diretor da TVA
[Por DIÓGENES MUNIZ] Dia 2 de dezembro de 2007, quando a TV aberta brasileira estrear oficialmente sua transmissão digital em São Paulo, haverá menos de 1.000 pessoas - numa cidade com cerca de 11 milhões-- assistindo aos programas em alta definição. Para Virgílio Amaral, diretor de Estratégia e Tecnologia da TVA, este é o quadro mais otimista para início da TV digital no Brasil. "Vai ser uma estréia para ninguém", diz Amaral, especialista no setor e responsável pela digitalização da TVA.

Organizações querem afro-descendentes na mídia brasileira
[Por Fabiana Reinholz] O Brasil tem a maior população de origem africana do mundo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os declarados negros representam 6,3% e os pardos 43,2% da população brasileira. Contudo, a presença desse segmento nos meios de comunicação – em especial no jornalismo, é muito pequena. De acordo com o último censo, realizado em 2000 pelo (IBGE), a proporção de negros na imprensa é de apenas 15,7 %. Reconhecer sua contribuição histórica na construção da sociedade é um caminho para a democratização dos meios de comunicação.

Ética no Jornalismo
FENAJ disponibiliza texto atualizado do Código de Ética Atualizado no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, realizado em Vitória (ES) de 3 a 5 de agosto, o novo texto do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros está disponível a seguir. Aprovadas por delegações de 23 estados, as mudanças tiveram seu texto final elaborado por uma comissão eleita no Congresso.

Carta dos Pesquisadores de rádio e mídia sonorano Brasil
"Apenas queremos que a oportunidade tecnológica posta à frente de todos sirva ao bem comum e ao desenvolvimento do Brasil. Temos clara a importância do veículo para a população do país, do empresário que acompanha a evolução dos índices da economia ao trabalhador a quem o rádio oferece certo grau de solidariedade. Temos, também, consciência dos problemas deste meio em suas vertentes comercial, educativa e comunitária, que se deparam com a encruzilhada da convergência multimídia".

A volta do “jornaleco”
[ABI] Chamar as duas antologias do Pasquim publicadas pela Editora Desiderata de “edições históricas” seria trair um pouco o espírito irreverente, e em geral autodepreciativo, do famoso “hebdomadário”. Melhor dizer mesmo como o jornalista Sérgio Augusto, que, parafraseando Marx na apresentação do primeiro volume, refere-se ao Pasquim como uma farsa que se repete agora como história. Farsa, segundo o dicionário, pode ser uma “comédia de baixo nível” ou uma “narração que provoca o riso”. O “jornaleco”, como os editores carinhosamente o chamavam, era de fato um pouco isso. Só que muito mais. [11/09/2007 ]

Dez propostas para começar a democratizar a mídia
[Renato Rovai] - O escritor uruguaio Eduardo Galeano diz que no mundo atual as comunicações são o "centro do sistema nervoso" da estrutura de poder. E diz que: "O mundo, imenso Far West, convida à conquista. Para os Estados Unidos, a difusão mundial de suas mensagens massivas é uma questão de Estado". [Setembro / 2007]

Sobre organizações e seus crimes
Gilson Caroni Filho - A Rede Globo é uma instituição que já aprendeu que só preservará a imagem se dela forem extraídos todos os cenários que ajudou a moldar durante os 20 anos de terror da ditadura militar. [Setembro/2007]

Os riscos do financiamento à TV digital
[Por Gustavo Gindre - Observatório do Direito à Comunicação] O governo anunciou que irá financiar a implantação da TV digital no Brasil. Através do BNDES, o Programa de Apoio à Implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (ProTVD) terá disponível cerca de R$ 1 bilhão para apoiar três linhas de crédito: fornecedor (empresas de equipamentos), radiodifusão (para as emissoras) e conteúdo. [16.08.2007]

Quando o baralho tem cinco reis
[Por Gustavo Gindre] Há muitos anos milito no movimento de democratização da comunicação. Já vi muita coisa escabrosa, mas poucas vezes me senti tão constrangido quanto na reunião realizada pelo ministro Hélio Costa, no dia 1° de agosto, para discutir a digitalização do rádio. [01.08.2007]

Governo deve indicar conselho gestor e diretoria executiva da TV Brasil
[Por Henrique Costa, para o Observatório do Direito à Comunicação] O governo federal parece estar decidido em relação ao modelo de gestão da TV Brasil, nome provisório da nova rede pública de televisão atualmente em gestação. Uma reunião do comitê que discute essas e outras questões relativas à nova emissora pública confirmou o que o ministro Franklin Martins já havia sinalizado: o conselho gestor será mesmo uma composição de “personalidades notáveis” escolhidas pelo Executivo, ainda sem critérios definidos. A idéia de representação pela sociedade civil foi descartada pelo ministro. O comitê é composto pelo presidente da Radiobrás, José Roberto Garcez, pela diretora-executiva da TVE Brasil, Beth Carmona, pelo assessor especial do Ministério da Cultura, Mário Borgneth, pelo diretor da Rádio MEC, Orlando Guilhon, pelo assessor da Casa Civil, André Barbosa, pelo professor da Escola de Comunicações e Artes da USP Laurindo Leal Filho e por mais três assessores da Secretaria de Comunicação Social. [23.07.2007]

TAM: A Cobertura Criminosa da Tragédia
[Por Mauro Carrara] - Até agora estou estarrecido com a edição maquiavélica do Jornal Nacional, na noite de 18 de Julho. A dor e o desespero das famílias foram transformados em uma peça de propaganda eleitoral. Apresentou-se a comoção, a "prova" sugerida e o "culpado" por tudo. [20.07.2007]

Aborto em debate: faltou a opinião das mulheres
Por Ligia Martins de Almeida - O aborto voltou a ser notícia nos jornais da semana passada. Foram três matérias. A primeira falava da autorização, por parte do Supremo Tribunal de Justiça, da interrupção da gestação de um feto diagnosticado com encefalocele. A segunda referia-se à prisão de uma médica que praticava abortos havia mais de 20 anos. E a terceira – de página inteira – discutia a atuação, no Congresso Nacional, da Frente Parlamentar que quer proibir o aborto também em caso de estupro. [Publicado no Observatório da Imprensa em 17.07.07]

A mulher das revistas
Por Rosely Sayão - Que mulher consegue se encaixar no perfil de leitoras traçado pelas revistas femininas? Para tentar apreender que mulher é essa -a quem as revistas destinam seus trabalhos-, por dois meses acompanhei as edições de várias delas. [Folha de S.Paulo, 26/07/07].

Classificação indicativa - as críticas e os fatos
[Por Gustavo Gindre] - O Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (DJCTQ) do Ministério da Justiça produziu uma das mais interessantes reflexões sobre a televisão brasileira. E isso apenas porque resolveu cumprir o disposto no capítulo de Comunicação da Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigos 74, 75, 76 e 254). Através da Portaria 264 de 9 de fevereiro de 2007, o Ministério da Justiça instituiu a classificação etária da programação de televisão. [julhp - 2007]

TV Globo enquadra o governo Lula
Por Altamiro Borges - As poderosas emissoras de TV do Brasil, que manipulam as informações e deformam o comportamento, acabam de obter mais uma vitória diante do governo Lula. Após um intenso bombardeio, que contou com vários artistas globais – tendo a frente o “anarquista-tucano” Jô Soares –, com milionários anúncios e com uma cobertura parcial e agressiva da própria mídia hegemônica, o Ministério da Justiça anunciou na semana passada alterações na portaria que normatiza a classificação indicativa para os programas de TV. O projeto inicial, editado pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, previa mecanismos de classificação da programação das emissoras – e não de censura, como elas alardearam de maneira terrorista e maldosa. No final da contenda, o governo Lula é que acabou novamente sendo enquadrado pelos “donos da mídia”. Na portaria anterior (264), a exemplo do que ocorre na maioria dos países, caberia ao ministério a análise prévia para a classificação indicativa de um determinado programa. Já na nova (1.220), esse papel caberá exclusivamente às redes privadas, que deverão realizar uma pretensa “autoclassificação” e terão o prazo de 60 dias – no qual o programa já poderá ser exibido com todas as suas deformações – para que a Justiça “monitore” o seu conteúdo. Na prática, as TVs privadas, que usam gratuitamente uma concessão pública, é que definirão arbitrariamente a programação – com todos os seus valores mercantis apodrecidos. [16.07.2007]

Midiático Poder - o caso Venezuela e a guerrilha informativa
Renato Rovai. A questão midiática na Venezuela, depois da não-renovação da concessão da RCTV, tornou-se o centro da pauta no que diz respeito às questões da comunicação. Seu debate tem sido pautado por posições extremadas. Ou se aponta Chávez como um herói pela coragem do ato ou como vilão, pelo autoritarismo como conduziu o processo.

A mídia do ódio
Por Ignacio Ramonet. Por que ninguém protestou quando a RCTV foi fechada em 1976, por difusäo de notícias falsas, ou quando foi lacrada em 1980, por sensacionalismo, ou quando foi fechada em 1981, por difusão de programas pornográficos, ou quando foi condenada, em 1981, por ter ridicularizado o presidente da República?

Dia Histórico para a humanidade
Por Marcelo Salles. Com a RCTV, cai também boa parte da credibilidade das corporações de mídia em todo o mundo. Seja a CNN, que falsificou imagens de protestos; sejam as agências de notícias ligadas a Washington ou as emissoras privadas da América Latina, que apoiaram o golpe na Venezuela em 2002. No Brasil, o ímpeto contra Hugo Chávez já coleciona distorções, meias verdades e mentiras inteiras.

MÍDIA, ESTADOS E GOVERNOS: Relações perigosas em tempos de globalização
Por Virgínia Fontes - Quem dita a pauta? Mídia e empresariado no Brasil do século XXI – as relações perigosas Virgínia Fontes, março de 2007.

Hugo Chávez e a luta pela liberdade de imprensa
[Por Nildo Ouriques] A decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão pública à RCTV na Venezuela despertou um súbito interesse pela “liberdade de imprensa” e renovada crença no “respeito a opinião pública” na América Latina. Não apresentarei aqui as razões que justificam a decisão do governo bolivariano, pois elas estão disponíveis em um documento de fácil acesso (www.mct.gob.ve) chamado, El libro blanco de RCTV. Contudo, não podemos ignorar a quantidade e o teor das críticas que nos demais países latino-americanos – e especialmente no Brasil – surgiram diante da medida presidencial. [30.05.2007]

TV que apoiou o golpe sai do ar na Venezuela
Por J. Pereira - Brasil de Fato - À meia-noite do domingo (27), o monopólio privado das comunicações na Venezuela sofreu um golpe: o sinal das transmissões da Radio Caracas Televisión (RCTV), maior rede de televisão do país, saiu do ar. O presidente venezuelano Hugo Chávez decidiu não renovar a concessão pública do canal, que foi o principal porta-voz das forças políticas que tentaram, sem sucesso, executar um golpe de Estado em 2002 (leia mais). Quando Chávez reestabeleceu o controle do poder Executivo, a emissora se negou a noticiar o fato. [28.05.2007]

Racismo ambiental na Marambaia
Por Jair Martins de Miranda-, no mínimo, sintomático, a reação da Marinha do Brasil, contra o direito dos remanescentes de quilombo da Ilha da Marambaia à terra dos seus antepassados. Tentam persuadir a opinião pública mostrando riscos à biodiversidade, e de favelização, insinuam privilégios excessivos para os ilhéus, quando calculam área de 70 maracanãs para cada família e, ameaçam abandonar a ilha, caso esse direito, já reconhecido em primeira instância pela Justiça Federal de Angra dos Reis, se efetive. Essa reação, que conquistou destaque excepcional na edição dominical do jornal O Globo, tem todos os sintomas de "Racismo Ambiental". Porque pobres e negros não merecem ter direitos? Porque se quer desmerecer os direitos constitucionais dos remanescentes de quilombo, quando a questão envolve justamente aquele paraíso ecológico ? Só ricos e brancos teriam direito a uma casinha na Marambaia, àquelas terras sabidamente de alto interesse para as grandes redes de turismo internacional ? [20.05.2007]

Quilombolas revoltam-se a acusam TV Globo de denúncia fraudulenta
Bia Barbosa – Carta Maior - Comunidades contestam reportagens do Jornal Nacional sobre supostas irregularidades na demarcação de terras de quilombolas na Bahia. Emissora teria manipulado informações para favorecer fazendeiros. Antropóloga confirma legitimidade de demarcação. [17.05.2007]

O que os editoriais da Globo podem nos ensinar
Por Marco Aurélio Weissheimer - Editorial de O Globo defende que Lula adote agenda derrotada nas urnas e abandone antigos aliados, classificados como autoritários e terroristas, que estariam ameaçando a democracia. De ameaças à democracia a Globo entende. Seu editorial sinaliza uma estratégia política no horizonte. [30.05.2007]

"Veja" x USP: "Brincando com fogo"
Por Altamiro Borges *- A edição paulista da revista Veja desta semana se superou no reacionarismo. Na sua capa terrorista, que apresenta a foto de uma barricada incendiada em frente à reitoria da Universidade de São Paulo e uma manchete apocalíptica ("Caos na USP"), e no título agressivo do artigo principal ("Estão brincando com fogo"), a publicação exagera nos adjetivos contra os estudantes que ocuparam esta instituição na legítima luta pela autonomia universitária. [29.05. 2007 ]

"Os políticos têm medo de enfrentar o poder da mídia"
Por Francisco Peregil – El País (Madri). A frase "Os políticos têm medo de enfrentar o poder da mídia" é de Roy Chaderton Matos, representante para Assuntos Políticos Internacionais na missão da Venezuela na ONU. [26.05.2007]

O valor da notícia
Por Jürgen Habermas - A imprensa de qualidade desempenha um papel de liderança: rádio e TVs dependem de temas e contribuições provenientes do jornalismo "argumentativo" (Maio-2007]

A morte do “democrata” Octavio Frias
Por Altamiro Borges - Por Altamiro Borges - O falecimento, neste domingo (29), do empresário Octavio Frias de Oliveira, dono do poderoso grupo de mídia Folha, revela um pouco da hipocrisia da política brasileira. Nas páginas da Folha de S.Paulo e até de veículos concorrentes, surgem dezenas de declarações destacando as suas virtudes de “democrata” e de “patriota”. É humano que haja respeito diante da morte e do sofrimento dos mais próximos; é natural, também, que os jornais pincem apenas as frases favoráveis, sem entrar no mérito das críticas. O que não ajuda é falsear a realidade. Não é educativo ficar tecendo loas a um figurão tão controvertido da história nacional. Um rápido levantamento confirma que o país não perdeu um democrata, muito pelo contrário. [Maio 2007]

TV Globo ataca direitos trabalhistas
Por Altamiro Borges - Não por mera coincidência, a poderosa TV Globo levou ao ar na semana da realização dos protestos do Dia Internacional dos Trabalhadores uma série de seis reportagens sobre as relações de trabalho no país. Intitulada Brasil Informal e produzida com alto padrão de qualidade e de manipulação, a série teve como objetivo explícito demonstrar que o alto índice de informalidade no país decorre da legislação trabalhista, adjetivada sempre como “atrasada, obsoleta” e outros palavrões. O trabalhador com registro em carteira e com direitos básicos seria o culpado pelo desemprego e pelo infortúnio dos milhões que vivem dos bicos. [Maio / 2007]

As novas tecnologias e a manipulação da mídia
Este artigo analisa um novo padrão de mídia emergente composto de três partes principais, desde a mídia tradicional, passando pela mídia eletrônica, que envolve os serviços eletrônicos de comunicação de massa: bancos de dados de consumo, computadores multimídia, a internet e etc, até chegar na mídia eletrônica pessoal. Também, discorre sobre a opinião pública e o papel de manipulação da grande imprensa. Além de tratar da discussão acerca da implantação da TV Pública no Brasil. E conclui com a distinção de pelo menos quatro padrões de manipulação gerais, a saber: Padrão de ocultação, Padrão de fragmentação, Padrão da inversão e Padrão de Indução.

Existe uma discriminação estrutural milenar contra a mulher
Por Bia Barbosa (Ag. Carta Maior) - A convenção da ONU que trata da eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher não traz nenhum artigo em específico sobre a mídia, mas expõe de forma clara os papéis da sociedade e do Estado na luta contra padrões culturais que reforçam preconceitos e estereótipos. No caso das emissoras de rádio e TV, portanto, este papel é duplo. Por um lado, por serem empresas e, por outro, por serem concessionárias de um serviço público, elas não podem atuar de forma a reforçar as desigualdades presentes na sociedade. Abril/2007

Jornalistas perseguidos na Globo
Por Marcelo Salles - Direção nega, mas é evidente a perseguição política aos jornalistas que não concordam com a linha editorial da emissora. Essa discussão é importante porque a Globo não é apenas uma empresa privada. É uma empresa privada que opera uma concessão pública.

A perda de credibilidade da mídia
Por Altamiro Borges - O Observatório da Imprensa publicou na semana passada reveladora entrevista com o jornalista Marcelo Beraba, ombudsman da Folha de S.Paulo, que encerrará a sua função no cargo no próximo domingo, 8 de abril. Após cumprir três mandatos anuais, monitorando a cobertura deste veículo da famiglia Frias, ele se mostra pessimista com relação ao futuro dos jornais brasileiros. Em síntese, Beraba avalia que a imprensa cobriu mal as últimas eleições no país, o que feriu ainda mais a sua já combalida credibilidade, e que as redações passam por um processo de esvaziamento, o que resulta na piora de qualidade do jornalismo. [09.04.2007]

São Paulo, a cidade do espetáculo
Por José Carlos Freire [1] - "Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação" [2] [Março de 2007]

Andi: mídia é parcial na sua auto-reflexão
Da Redação do site Comunique-se - Com o objetivo de traçar um panorama sobre como a mídia impressa nacional aborda assuntos relacionados à comunicação, a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) divulgou, na terça-feira (20/03), o estudo "Mídia e Políticas Públicas de Comunicação". A principal conclusão levantada pela pesquisa é que a cobertura da mídia sobre o tema é seletiva e parcial nos pontos que mais lhe são sensíveis, como regulação de conteúdo e concentração de meios. O documento de 226 páginas, elaborado em parceria com a Fundação Ford – disponível em PDF aqui –, partiu da análise de 1184 matérias publicadas entre 2003 e 2005 em 53 jornais de todos os estados do País e também em quatro revistas de circulação nacional. http://www.comunique-se.com.br/

TV e Rádio Digital: decisão do governo compromete futuro da comunicação eletrônica
Cláudia de Abreu - Uma das iniciativas mais ousadas do início do governo Lula foi a instituição de um processo democrático para a digitalização da televisão brasileira, com a criação do SBTVD. O Sistema Brasileiro de Televisão Digital foi uma semente plantada para o desenvolvimento da tecnologia do setor em nosso país. O decreto de criação do SBTVD (4901, de 26/09/03) previa: "a promoção da inclusão social", o estímulo "à expansão do setor com a entrada de novas empresas", a "expansão de tecnologias brasileiras e da indústria nacional" e "a criação de uma rede universal de educação à distância", entre outros objetivos. [julho / 2006]

Fiquei horrorizado com o que vi na TV
Por Gas-PA - Coletivo de Hip Hop LUTARMADA (CH²L). Como um carro pode valer mais do que um ser humano?! Por várias vezes, durante semanas, essa cena se repetiu: um homem nervoso, ansioso, olhava o relógio. Cena que se alternava com uma outra, de uma mulher dirigindo. Quando o homem retornava à cena, aparecia olhando pela janela, como a esperar por alguém. No fundo, a música de Roberto Carlos, "Ciúme de você". E, quando a mulher, enfim, chega em casa, e, todos entendem que era por ela que ele esperava ansioso, ele corre de braços abertos e se atira... no carro, estacionado na sua garagem (!)

A grande família brasileira ainda não está nas telas.
Por Sérgio Domingues. O seriado da Globo virou filme de sucesso. Na TV ou no cinema, é o que mais se aproxima da vida cotidiana dos pobres no Brasil. Mesmo assim, está longe dela. Por outro lado, surgem experimentos para mostrar a pobreza de modo mais realista. É preciso ficar de olho nisso.

Vozes da Democracia é lançado no Recife

Sobre crianças mortas e adolescentes amaldiçoados
A morte do menino João, arrastado por vários quilômetros pendurado em um automóvel, foi trágica. Tragédia maior é ter servido para que a grande mídia voltasse atacar os direitos de crianças e adolescentes. [09.02.2007]

TV digital: é preciso colocá-la na agenda política
Por Marcos Dantas. Se nada mais houvesse para marcar a passagem do operário Lula da Silva pela Presidência da República ao longo de oito anos, ela estaria para sempre assinalada na história do Brasil pela entrada de nosso País na era da TV digital (TVD). No primeiro mandato, através de dois decretos (4.901/2003 e 5.820/2005), o Governo Lula estabeleceu os seus objetivos políticos com a criação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) e definiu a tecnologia a ser adotada no Brasil: o ISDB-T japonês, modificado por um sistema operacional desenvolvido nas universidades brasileiras (o Ginga). Se tudo correr bem, em dezembro próximo as transmissões começarão em São Paulo.

Carta à equipe da novela Vidas Opostas
Por Marcela Figueiredo - Sou estudante de jornalismo e serviço social e moradora da favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Gostaria, em primeiro lugar, de parabenizar a equipe da emissora por tentar mostrar na televisão, e em horário nobre, a realidade de parte da população pobre do Brasil, assim como as gritantes diferenças existentes entre pobres e ricos do país. Confesso que fiquei surpresa quando fiquei sabendo que uma emissora estava disposta a mostrar, em formato de telenovela, as diferenças sociais, econômicas e culturais brasileiras. Foi o interesse por essas contradições e o desejo de mudança que me fez começar a assistir a novela. Acredito que a equipe de produção tenha feito uma pesquisa significativa para conseguir expor o dia a dia de uma favela. Mas devo admitir que o motivo que me fez escrever não foi apenas este. Muito pelo contrário. [03.01.2007]

Juíza decide que não houve prejuízos ao erário no convênio entre a Funtelpa e a TV Liberal.
Por Diário do Pará – 08 de fevereiro de 2007. O promotor de Justiça Nelson Medrado anunciou, ontem, que vai recorrer da sentença da juíza Rosileide Filomeno, da 21ª Vara Civil, que julgou improcedente a Ação Popular contra o convênio entre a Funtelpa e a TV Liberal. Pelo convênio, o governo pagou à TV Liberal, nos últimos dez anos, mais de R$ 30 milhões para que ela usasse as retransmissoras públicas para transmitir sua programação ao interior. Isso mesmo: o governo é que pagava. Mesmo assim, a juíza entendeu que o convênio é legal e não provocou prejuízos ao erário. [08.02.2007]

Jornal nova-iorquino sofre prejuízo trimestral de US$ 648 milhões
James O´Shea, diretor do Los Angeles Times, anunciou que fundirá as redações das edições impressa e digital. O executivo pediu a seus repórteres que passem a ver o latimes.com como o principal veículo da empresa e comunicou que todos terão que participar de um curso obrigatório, "Internet 101", para aprender a produzir conteúdo para a web. Além disso, o jornal ganhou um "editor de inovação", responsável por "nada menos que fazer a redação trabalhar 24 horas por dia, publicando material exclusivo o tempo todo por meio da internet", segundo o editor David Hiller.

Mídia e religião:busca pelo lucro ou valores?
Por Eula D. Taveira Cabral.Os grupos de mídia brasileiros estão nas mãos de famílias, políticos e religiosos. São redes de televisão, rádio, editoras, jornais, revistas, gravadoras, Internet. Empresas que formam conglomerados que, desde 2002, no caso da radiodifusão, podem ser registrados no nome de pessoas jurídicas. Um negócio que, se dirigido como tal, rende milhões e, até mesmo, bilhões por ano. Mas, por que as religiões ocupam os meios de comunicação? A questão é o lucro ou os valores (da pessoa humana, da família) que vêm se perdendo na sociedade do consumo? [10.01.2007]

A cerveja e o assassinato do feminino
Por Berenice Bento. HÁ MUITAS formas de se assassinar uma mulher: revólveres, facas, espancamentos, cárcere privado, torturas contínuas. Mesmo com um ativismo feminista que tem pautado a violência contra as mulheres como uma das piores mazelas nacionais, a estrutura hierarquizada das relações entre os gêneros resiste, revelando-nos que há múltiplas fontes que alimentam o ódio ao feminino. Como não ficar estarrecida com a reiterada violência contra as mulheres nos comerciais de cerveja? Com raras exceções, a estrutura dos comerciais não muda: a mulher quase desnuda, a cerveja gelada e o homem ávido de sede. As campanhas são direcionadas para o homem, aquele que pode comprar. (04.01.2007)

Trecho de artigo de Raimundo Pereira na edição de Retrato do Brasil de Outubro
Novembro de 2006.

Crítica à crônica
Por Maria Izabel Brunacci. Escrevi protestando contra a crônica de Danuza Leão e a Folha de S. Paulo, para minha surpresa, publicou meu texto, enviado por correio eletrônico. Entretanto, o observador Alberto Dines repercutiu a Folha, para apoiar a cronista, ao mesmo tempo em que, taxativo, rotulou-me: "a leitora é uma vítima das suas leituras e dos seus gurus em matéria de crítica da mídia". Ora, sou mineira descendente de italianos: dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para dela não sair; e muito me apraz uma polêmica intelectual. Daí minha disposição de, neste ensaio, responder tanto ao violento achaque do Sr. Dines quanto à referida crônica "danuziana". [incluído às 15h40 de 3/1/2007,no Observatório da Imprensa]

Leituras da Folhas. O "Mínimo irracional".
Por Luiz Antonio Magalhães. (30.12.2006)

Marx, Lênin, Gramsci e a imprensa
Por Altamiro Borges. Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores. (20.11.2006)

Demitido, repórter da Globo critica direção
Terra Magazine, em 19 de dezembro de 2006. Leia íntegra da carta de Rodrigo Vianna.

Morre Pinochet, mas a grande mídia garante sua sobrevivência nas consciências de milhões
Por Sérgio Domingues. Um dos maiores canalhas da raça humana está morto. Foi cedo. Augusto Pinochet deveria ter sobrevivido para pagar por seus crimes. Como disse Hebe Bonafini: "Não deveria ter morrido na cama, mas numa cela".

Miriam Leitão, a controladora-geral da República
Paulo Henrique Amorim. . Os americanos têm uma frase muito interessante sobre o que diz um leitor ou espectador, diante desse problema: “Give me the facts. I’ll provide the opinion” – você, jornalista, me dá os fatos que eu entro com a opinião.(07.12.2006)

A Radiobrás no governo Lula
Bernardo Kucinski. A Constituição determina que o país deve ter um sistema de comunicação com três eixos: público, privado e estatal. Mas hoje temos uma comunicação dominante de caráter privado de má qualidade, uma comunicação pública débil e fragmentada, e uma comunicação estatal que ficou com vergonha de ser estatal. (24/11/2006)

Abordagem da Aids em novela é criticada
Por Laura Mattos e Fabiane Leite (FSP). A maneira como "Páginas da Vida", novela das oito da Globo, iniciou a abordagem sobre a Aids nesta semana gerou duras críticas do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Infectologia e de ONGs que defendem portadores do HIV. O personagem soropositivo entrou na história no capítulo da última segunda-feira. O principal problema apontado pelas entidades é o fato de o médico Diogo (Marcos Paulo) ter dado a ele o diagnóstico sem antes realizar o teste do HIV, com base apenas na aparência do paciente -magro, abatido e com manchas na pele- e num exame clínico superficial. (16.12.2006)

A Radiobrás, o jornalismo e o futuro da comunicação pública
Rodrigo Savazoni. Na visão de nossa equipe, o debate sobre a Radiobrás permite contar como foi reestruturar uma empresa que não tinha, ao final de 2002, clareza de seu papel na sociedade. Quatro anos depois, podemos afirmar que a Radiobrás é uma empresa de jornalismo que trata a informação como um direito do cidadão.(28/11/2006)

A TV sob controle
Por Ana Paula Alencar e Eliane Del Gaudio. Em uma coletânea de artigos, o jornalista e professor da USP Laurindo Lalo Leal Filho amplia o debate sobre a qualidade da televisão brasileira e mostra como a sociedade vem se mobilizando para exercer o controle democrático sobre a TV. (Dezembro/2006)

Grande mídia usa as estórias do povo a seu favor
Por Sérgio Domigues. A editora Abril acaba de lançar a revista “Sou + Eu”. Diz que é uma revista semanal “totalmente feita pelos leitores”. A Globo já vem fazendo algo parecido com “Retrato Falado”, exibido no “Fantástico”. Querem passar a ilusão de que a mídia pode ser democratizada sem mexer nos monopólios que a controlam. (Novembro/2006)

Folha adota "padrão Veja" de jornalismo
Por Luiz Antonio Magalhães. O problema todo é que o jornal da família Frias está em campanha: enquanto os caraminguás oficiais que "ajudam a bancar" a Folha, o Agora, o UOL e demais operações do Grupo não estiverem garantidos e carimbados para 2007, Lula vai penar nas mãos dos diligentes responsáveis pelo fechamento da primeira página da Folha. (08.12.2006)

O vôo da ira
Mário Camargo - A operação padrão dos controladores do vôo é muito justa. Trabalhar demais, em condições precárias em uma função de alto risco não faz bem para ninguém. Afinal, um erro pode representar a morte de pessoas. (7.11.2006)

Secretário de Requião aponta erros na cobertura da Globo no Paraná
Benedito Pires Trindade, secretário de Imprensa, lista erros factuais cometidos na cobertura da Globo sobre o Porto de Paranaguá. Segundo ele, posição contrária ao caráter público do porto não pode justificar distorções. Ali Kamel, editor-executivo de jornalismo da emissora, disse à Carta Maior que está analisando o caso. Por Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior (10.11.2006)

BANCADA DA COMUNICAÇÃO - Entre eleitos, 80 parlamentares federais controlam
por Alceu Luís Castilho - Um terço dos senadores e mais de 10% dos deputados eleitos para o quadriênio 2007-2010 controlam rádios ou televisões. A Agência Repórter Social realizou um levantamento inédito sobre a posse de rádios e TVs por parlamentares, a partir de dados entregues por eles mesmos aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), na maior parte disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para alcançar o total de 27 senadores, a reportagem aproveitou o trabalho do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), do Rio Grande do Sul, que no ano passado divulgou uma lista que incluía os senadores que têm parentes com concessão de rádio ou/e televisão. O mesmo vale para os deputados, desta vez conforme a lista divulgada em 2005 pelo professor Venício de Lima, da Universidade de Brasília, sobre os deputados que aparecem diretamente na relação de concessionários de rádios e TVs do Ministério das Comunicações. Segundo Lima, a lista de deputados que têm parentes com concessões ainda não feita, e deve fazer o número de deputados com controle de rádio e televisão passar de 100. (Novembro/2006)

O Globo contra a democratização da mídia
Por Marcelo Salles - Nesta terça-feira, dia 7 de novembro, O Globo volta à carga contra a democratização dos meios de comunicação. Na página 7, o colunista Luiz Garcia, em artigo intitulado "Desdemocratização", se mostra incomodado com o projeto do deputado federal Walter Pinheiro (PT-BA), que prevê "maior participação de movimentos sociais no controle do setor" e "incentivos legais e econômicos para a criação de jornais e revistas independentes". 08.11.2006

A inversão dos sentidos no jornalismo brasileiro
Bernardo Kucinski. O programa do governo Lula para a comunicação, bem abrangente e detalhado, nunca foi publicado na íntegra pela grande imprensa. Usaram alguns pedaços de frases, tirando-os do seu contexto, eliminaram detalhes significativos, inventaram expressões que não existem. Com que propósito? (03.11.2006)

Jornalista debate papel da ONG Repórteres Sem Fronteiras
Por Altamiro Borges. Como que preparando o terreno para uma nova intervenção militar do terrorista-mor George W. Bush, a organização “não-governamental” (ONG) Repórteres Sem Fronteira divulgou nesta semana mais um dos seus controvertidos relatórios. O documento aponta a Coréia do Norte, por coincidência o alvo principal das provocações dos EUA na atualidade, como o “país que está em último lugar no ranking mundial da liberdade de imprensa”. De imediato, líderes do Partido Republicano, desesperados com as pesquisas que apontam a derrota dos seguidores de Bush nas eleições legislativas de novembro, usaram o relatório para justificar duras sanções contra o governo de Pyongyang e até uma “intervenção militar cirúrgica no país." (Novembro/2006)

Grande imprensa cometeu suicídio nestas eleições, diz Nassif
Por André Cintra e Priscila Lobregatte. Ao adotar um pensamento único, elitista e anti-Lula, a mídia entrou numa rota suicida. Esse estilo, 'inédito em termos de grande imprensa', criou 'um clima muito pesado de patrulhamento, ataques, macarthismo'. O diagnóstico é de Luis Nassif, jornalista há mais de três décadas e ex-membro do conselho editorial da Folha de S.Paulo. (Por André Cintra e Priscila Lobregatte para o Portal vermelho Nassif se tornou uma das vozes mais avessas aos descalabros que tomaram conta do jornalismo. Em sua opinião, a mídia sequer se esforçou para entender um fenômeno como o Bolsa Família - e sai dessa eleição desiludida com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista que concedeu ao Vermelho - e que abre a série 'Mídia x Mídia', o jornalista mineiro atacou o presidenciável tucano Geraldo Alckmin. 'A gestão dele em São Paulo, do ponto de vista administrativo, foi absolutamente medíocre e nunca foi avaliada'. De acordo com Nassif, 'Alckmin não tem discernimento' e sofre de 'incompetência gerencial'. As declarações de Nassif foram tomadas num escritório da Avenida Paulista, em São Paulo, onde o jornalista coordena a Agência Dinheiro Vivo. Confira os principais trechos dessa entrevista exclusiva. (25.10.2006)

A Mídia tem lado, sim
Por Paulo Donizetti. Em reportagem na revista Brasil, de setembro de 2006, Paulo Donizetti, tendo como fonte o Observatório Brasileiro de Mídia, mostra, em números, que o tratamento dispensado pela chamada ‘grande’ imprensa aos candidatos a presidente poderia desequilibrar o noticiário eleitoral. No primeiro turno, a tese foi comprovada. Leia o artigo completo em nossa página. (Setembro / 2006)

Golpismo da TV Globo é desmascarado
Por Altamiro Borges. O veterano jornalista Raimundo Rodrigues Pereira deveria receber um prêmio das entidades democráticas e populares pelas reportagens publicadas nas duas últimas edições da revista Carta Capital – pena que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sob o comando de Roberto Busato, abandonou temporariamente esta trincheira. Nos textos, escritos em conjunto com Antonio Carlos Queiroz, o incansável repórter, que leva a sério a profissão e a ética, desvenda “a trama que levou ao segundo turno” da eleição presidencial. Numa investigação séria e meticulosa, ele desmascara o papel da poderosa TV Globo, que com sua tática do “bate e assopra”, sempre em busca de benesses, vinha iludindo muita gente nos últimos tempos. (25.10.2006)

Preconceito em matéria da revista Época
Por Mário Camargo. O Brasil de Lula é negro e pobre. O Brasil de Alckmin é loiro e dono da sua terra. Essa é avaliação que já à primeira vista pode-se fazer da matéria publicada na revista Época de 23 de outubro de 2006. Matéria sobre as eleições, nas páginas 32, 33, 34, 35 e 36, tenta revelar o perfil do eleitor dos dois candidatos. Ate aí uma tentativa interessante. O que impressiona é a edição: a foto e o título. Em página dupla, a matéria abre com duas fotos. À esquerda, (página par menos valorizada) uma foto de uma família de negros. Três mulheres e um homem - que veste camisa com o símbolo do SBT - e uma criança de colo. Na parede da casa simples está escrito em vermelho: “Eu voto Lula 13 PT”. Na página da direita, (mais nobre) a foto com 19 crianças, quase todas loiras, acompanhadas de duas mulheres e uma adolescente - nenhum homem adulto - possivelmente na frente de uma escola. Algumas crianças seguram balões de festa, com a marca de uma cooperativa de crédito. Abaixo da foto da “família de Lula” o título “O Brasil de Lula”, com a palavra Lula escrita em vermelho e embaixo da foto da “família de Alckmin” o título: “e o de Alckmin” em azul. No popular quando alguém diz que está no vermelho é porque a situação financeira não é boa. Quando está tudo bem costuma-se dizer que está tudo azul. (25.10.2006) Se o Brasil de Lula é pobre, negro e sofrido, o Brasil de Alckmin é branco e feliz. É isso que o título e as fotos querem mostrar. A tentativa de identificar o público eleitor de Lula, buscando saber como são os moradores da cidade de Central do Maranhão, onde o presidente teve grande vantagem de votos e de buscar saber como são os moradores de Arroio do Padre, Rio Grande do Sul, onde Alckmin foi o mais votado é interessante. Mas o tratamento dado à matéria é decepcionante. Demonstra preconceito e a defesa, sem pudor, da campanha de Alckmin. A matéria pretende demonstrar que o norte e o nordeste do país têm preferência por Lula. As pesquisas apontam esse resultado. Mas no norte e no nordeste existem brancos, negros, índios, pobres e ricos. Não apenas negros miseráveis.

O fim do oligopólio da opinião
Por Luis Nassif. As eleições de 2002 marcaram uma virada inesquecível na mídia espanhola. Poucos dias antes do final, houve o atentado na estação de trem de Madri. A mídia governista espalhou a versão de que havia sido detonada pelo ETA, a milícia separatista basca. A reação veio através de um enorme zumbido popular, valendo-se das novas formas de comunicação, especialmente mensagens curtas em celulares. Em poucos dias, ampliou-se a vantagem da oposição e o governo e a grande mídia foram derrotados. Ali, simbolicamente, cessou o oligopólio da informação por parte da mídia convencional. (23.10.2006)

Capitalistas racistas da AFRICA DO SUL controlam a revista Veja
Por Altamiro Borges Na sua penúltima edição, a revista Veja estampou na capa a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão e a manchete espalhafatosa: "Ela pode decidir a eleição". A chamada de capa ainda trazia a maldosa descrição: "Nordestina, 27 anos, educação média, R$ 450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro". O intuito evidente da capa e da reportagem interna era o de estimular o preconceito de classe contra o presidente Lula, franco favorito nas pesquisas eleitorais entre a população mais carente. A edição não destoava de tantas outras, nas quais esta publicação da Editora Abril assume abertamente o papel de palanque da oposição de direita e destina veneno de nítido conteúdo fascistóide. (Set.2006)

Coletivo Intervozes lança manifesto contra abuso e parcialidade na cobertura eleitoral
A democracia brasileira foi vítima, na semana que antecedeu o primeiro turno das eleições presidenciais, de um assalto. Em conluio com um delegado federal criminoso, os veículos de mídia O Globo , Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, da TV Globo e da Rádio Jovem Pan fraudaram a ética e o compromisso com a verdade - cláusulas pétreas para o exercício do jornalismo - em nome de interesses político-partidários. Para obterem as fotos do dinheiro apreendido com militantes petistas pela Polícia Federal e exibi-las ao público, esse bando midiático mentiu e manipulou sem nenhum escrúpulo. (23.10.2006)

Caixa-dois da imprensa livre: contratação de torturadores
Regis Moraes. Lembro-me da reação de algumas pessoas quando, faz algum tempo, dizia que o grupo Folhas, da ‘progressista’ família dos Frias, era, na verdade, uma empresa de oportunidades, que apoiava a tortura quando esta era conveniente e fazia a defesa da ‘democracia’, a seu modo, claro, quando esta se mostrava mais rentável. Um certo ar de descrédito aparecia no rosto de meus interlocutores. Agora, sai uma biografia do sr. Otávio Frias, pai, em que o autor registra um fato que não poderia ocultar – trata, certamente, de apresentá-lo de modo... polido. O fato é, contudo, bastante duro. O grupo Folhas foi, durante a ditadura, um fornecedor de dinheiro para torturadores. (08.10.2006)

Viva a Liberdade de Imprensa!
Por Bernardo Kucinski. Leia em nossa página na seção mídia a crônica em que o jornalista Bernardo Kucinski narra um discurso que poderia ter acontecido após a divulgação dos resultados eleitorais no último domingo (1º). A crônica foi publicada originalmente no site da Agência Carta Maior. (08.10.2006)

Mídia “abafa” investigações contra PSDB
Por Bia Barbosa. Segundo relatos de jornalistas das principais redações do país, há “ordem velada” para se poupar candidaturas tucanas. Equipes são destacadas para investigar suposta venda do dossiê, enquanto pautas sobre relação de tucanos com sanguessugas são vetadas. (29.09.2006)

Os golpistas merecem uma surra
Por Altamiro Borges. É muita petulância deste executivo yuppie (Otávio Frias Filho)! Quem é ele para falar em “máfia no aparelho do Estado”, para condenar a “sensação de impunidade” ou para se arrogar em patrono da “imprensa independente”? Todo e qualquer o jornalista com um mínimo de imparcialidade e dignidade, e não qualquer baba-ovo de plantão, sabe que a Famiglia Frias cresceu incrustada no poder, como uma máfia servil sob as benesses do regime militar. Sabe que esta empresa não foi condenada – ou mesmo se desculpou – por emprestar sua estrutura para a prisão e tortura de presos políticos. Sabe ainda que não existe vestígio de jornalismo independente neste grupo, manipulado e controlado sob a mão de ferro dos Frias – do velho patrono aos herdeiros. (26.09.2006)

Erros que resistem a décadas
Por Sérgio Carvalho. Diretor da Companhia do Latão contesta crítica de O Globo. (09.2006)

Venício Lima lança Mídia, política e crise no Brasil
Por Murilo Cesar. Mídia: crise política e poder no Brasil, o novo livro de Venício A. de Lima, oportunamente publicado às vésperas da eleição presidencial, oferece ao leitor uma visão geral da mídia brasileira, suas deformações históricas, sua concentração, seu papel no processo político e, por fim, a crise que está levando à sua internacionalização. O autor dispensa maiores apresentações, visto ser um dos mais importantes e reconhecidos pesquisadores brasileiros da comunicação social, com um extenso currículo acadêmico na Universidade de Brasília, onde foi professor titular de Ciência Política e criador do Núcleo de Estudos de Mídia e Política. A obra, por sua vez, transita pela sociologia da comunicação e pela economia política da comunicação, com uma escrita precisa, oferecendo interpretações instigantes, baseadas em resultados de pesquisas próprias, em referências da produção acadêmica e na própria imprensa, onde autor costuma colher amostras do pensamento vigente nas organizações que estuda. (Observatório da Imprensa, em 19.09.2006)

Eleições 2006. A candidatura de oposição e a TV Globo
Por Venício A. de Lima. A mídia tem dado grande repercussão ao recém-lançado livro de Eduardo Scolese e Leonencio Nossa, Viagens com o Presidente – Dois repórteres no encalço de Lula do Planalto ao exterior, da Editora Record. Por serem setoristas no Palácio do Planalto e acompanharem as viagens presidenciais, os jornalistas da Folha de S.Paulo e do Estado de S.Paulo estão próximos do presidente da República em situações onde ele sente sua privacidade protegida e, portanto, são capazes de revelar a face mais humana de Luiz Inácio Lula da Silva, que brinca ou se irrita com os auxiliares mais próximos, toma cerveja ou uísque e se refere a outros chefes de Estado ou políticos usando palavrões. Revela-se um ser humano com qualidades e defeitos como qualquer um de nós. Há, no entanto, uma pequena passagem no livro, às páginas 214 e 215, que ainda não mereceu a atenção dos colegas de Scolese e Nossa na grande mídia. Trata-se da descrição de um encontro ocorrido no auge da crise política, em 20 de julho de 2005, entre os dirigentes do PFL Jorge Bornhausen e José Agripino Maia e o principal executivo das Organizações Globo, João Roberto Marinho. (Observatório da Imprensa - Setembro / 2006)

Lula tem maior número de reportagens negativas, segundo Observatório de Mídia
Por Marco Antonio R. de Brito - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua sendo o candidato com maior número de reportagens "negativas" na mídia impressa, enquanto seu principal adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), ainda mantém o índice de reportagens "positivas" superior ao de "negativas". (Observatório de Mídia -19. 09.2006)

Estudo revela cobertura descontextualizada e pontual
Por Bia Barbosa. Pesquisa realizada pela ANDI, Unesco e Secretaria de Direitos Humanos com jornais de todo o país mostra que a imprensa ainda aborda a temática de forma generalizante e centrada, sobretudo, na questão da violência, ignorando os direitos sociais. (Carta Maior - 18.09.2006)

O que é e o que não é relevante
Por Venício A. de Lima. A tendência de vitória do presidente Lula no primeiro turno das eleições de outubro, indicada pelas diferentes pesquisas de intenção de voto recentemente divulgadas, trouxe de volta a discussão sobre a influência da mídia no processo político, especialmente nas eleições. (Observatório da Imprensa – 29.08.006)

O futuro da Internet
Por Gustavo Gindre para o Observatório de Imprensa, em 30.08.06 A Internet como nós conhecemos corre risco de morte. Em um futuro não muito distante é possível que nossos filhos chamem de “Internet” algo bem diferente daquilo que hoje conhecemos por este nome. E não se trata de uma afirmação alarmista, mas da simples análise de uma série de fatos que, quando somados, ajudam a constituir uma perspectiva sombria de futuro para a Internet.

O diário de sobrevivência do gerente da TV Al-Manar
Por Lourival SantAnna. Canal do Hezbollah foi o primeiro e o último alvo das bombas de Israel em Beirute. Apesar disso, não saiu nunca do ar nos 34 dias do conflito. (Estado de São Paulo – 22.08.006)

Veja estimula ódio e preconceitos
Por Altamiro Borges. Na noite deste sábado, no caixa de um supermercado na região central de São Paulo, uma típica senhora da alta classe média, vestida no pior estilo da perua decadente, pega a última edição da revista Veja. Na capa, a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão, e a manchete: “Ela pode decidir a eleição”. No texto-legenda, a descrição: “Nordestina, 27 anos, educação média, 450 reais por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”. A dondoca burguesa, indignada, tenta puxar conversa, em plena militância eleitoral. “Que absurdo. Onde já se viu essa gente pobre decidir o destino do país. Eu odeio o Lula. Deus nos livre dele”. (13.08.2006)

VOTO E MÍDIA
Por Marcos Coimbra. Em comparação com as anteriores, a nova pesquisa CartaCapital/Vox Populi tem muito mais a nos dizer (Carta Capital - 16. 08.2006)

Eleitor já viu tudo e quer mais
Por Maria Cristina Fernandes. "Vai começar. Primeiro vão colocar umas fotinhas em preto e branco de quando o cara era criança. Vai ter a mãe, o pai e os irmãos, e o candidato na escola. Depois aparece a biografia dele. Aí vêm as cenas de como o cara sempre se preocupou com o Brasil. No próximo programa vão pegar umas pessoas na rua para falar bem dele. Está ouvindo essa musiquinha? É para emocionar a gente. Essa aí é a frase de efeito do cara. Ele sempre fala isso. Tá vendo a câmera pegando de cima? É para parecer que tem uma multidão. Não devia ter tanta gente assim não. Esse cara ainda está falando isso? E por que é que não fez?" Valor Econômico - 11/08/2006 )

Por que a mídia alternativa é indispensável. Por Venício Lima
A estrutura do sistema de mídia no Brasil se desenvolveu historicamente em torno da propriedade cruzada e de uma aliança estratégica entre uns poucos e poderosos grupos empresariais e familiares nacionais ("modernos") e as velhas oligarquias políticas locais e regionais. Essas oligarquias, atrasadas e conservadoras, são herdeiras do mandonismo da política clientelista da Velha República, que tinha como base o latifúndio e até hoje sobrevive em vários Estados brasileiros. (Ago / 2006)

CBN: 15 anos tocando a mesma música.
Por Sérgio Domingues, em julho de 2006

Convergência de mídias em debate. Por Dante Chinni, em O Estado de S. Paulo, em 2 de julho.
Por Dante Chinni, em O Estado de S. Paulo. Nas últimas semanas, nas duas costas dos Estados Unidos, o grande e contínuo debate sobre a consolidação da mídia deu alguns largos passos - em direções opostas. Na semana passada, em Washington, a Federal Communications Commission, (Comissão Federal de Comunicações), FCC, anunciou que, mais uma vez, está disposta a reexaminar e quase certamente afrouxar as normas relativas à propriedade de mídia do país. A questão é até que ponto elas serão afrouxadas.

A mídia e o fator Lula. Por Luis Nassif, em 18 de junho de 2006
O exercício do jornalismo precisa ser repensado. E não se trata de um problema de forma, mas de conteúdo

Segunda leitura: de mercados e escorpiões. José Arbex Jr., em julho de 2006
“O MST não existe”, proclamava, em manchete de capa, a revista Primeira Leitura, em agosto de 2003. O MST, dizia a revista, era um movimento sem perspectiva histórica: o Brasil, finalmente, havia encontrado no agronegócio a chave para o desenvolvimento, enterrando de vez a demanda obsoleta de reforma agrária. A importância política do MST configurava, portanto, uma espécie de anacronismo. O tom da revista era triunfal, como se nota no seguinte trecho, assinado por Rui Nogueira, um dos editores: “O Brasil bate sucessivos recordes de produção agrícola, o agronegócio emprega cada vez mais mão-de-obra e não apenas garante ao Brasil a totalidade de seu superávit comercial como também o livra do déficit; mas João Pedro Stedile, com o apoio da Igreja Católica e a leniência das autoridades, continua a incendiar o país com sua causa tão influente quanto inexistente. A dura e crua verdade é que o Brasil tem hoje alguns milhões de sem-emprego e sem renda. Não há mais reforma agrária a fazer. O país precisa agora é optar pela revolução do crescimento.” Decorridos três anos da espantosa edição, o inexistente MST continua firme e forte; já a Primeira Leitura...

Fora da lei, 1 em cada 10 deputados detém concessão de rádio ou TV.
João Bosco Rabello - Número pode crescer se forem contabilizados os parlamentares que têm emissoras em nome de terceiros. 2 de julho/2006

TV digital: na palma da mão dos monopólios
Por Sergio Domingues

Na Globo, a Copa virou novela
Por Sérgio Domingues

Meios de Comunicação se banqueteiam com quebra-quebra no Congresso
Por Vito Giannotti

Daniel Herz constitui história da Comunicação no Brasil
Por César Bolaño (Intercom) ... junho/2006

Baderna Midiática
Por Marcelo Salles para Fazendo Media ... junho/2006

Padrão pode condicionar gerenciamento de conteúdo na TV digital
Por Ana Rita Marini para FNDC

Pedágio na internet
Por Lawrence Lessig (*) e Robert W. McChesney (**) para The Washington Post

Combate ao coronelismo eletrônico
Por Venício A. de Lima .....Inaugurou-se na terça-feira (25/10) uma nova etapa na luta pela democratização das comunicações no Brasil. O Instituto Projor - mantenedor deste Observatório da Imprensa na web, na TV e no rádio - protocolou, na Procuradoria Geral da República (PGR), documentos para servir de base a uma representação que questiona a legalidade da ação de deputados que, além de concessionários de rádio e televisão, e membros da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, também votam em favor da renovação de suas próprias concessões. (out/2005)

Bush e Washington Post na primeira guerra do Golfo
Por Douglas Kellner, 2001 in: A Cultura da Mídia. Ed. EDUSC

Tirem a Tevê do quarto
Fixar os olhos nas telas de televisão pode não ser tão inofensivo quanto se pensa. A preocupação constante de pais, educadores e autoridades de saúde sobre os problemas potenciais de crianças passarem parte considerável de seus dias vendo tevê ou brincando em computadores pode ter fundamento. A revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine apresentou recentemente trabalhos científicos que tentam quantificar e mostrar com detalhes os eventuais efeitos prejudiciais da televisão, tanto a curto quanto a longo prazos. Por Raid Younes para Carta Capital, julho de 2005

Big Brother: Pra vencer, tem que boiar.
Por Sérgio Domingues. O Big Brother Brasil da Globo acumula o que há de pior em termos de preconceito, intriga, ambição cega. É a janela que mostra como a dominação burguesa esvaziou nossa vida privada de sentido. Um ralo por onde passa o vencedor. O campeão do esgoto. (...) Texto de fevereiro de 2004

Abril parceira do capital especulativo.
Por Gustavo Barreto É notável a profunda relação entre a revista Veja e o capital especulativo nacional e internacional. Já em 1995, a Editora Abril S.A. realizou uma parceria com as Organizações Cisneros da Venezuela, comandada por Gustavo Cisneros, um dos maiores adversários de Hugo Chávez. (nov/2005)

A base social de uma ditadura.
Por Gustavo Barreto .....Em vez de comemorar a dacisão da juíza Rosana Ferri Vidor, que multou a RedeTV! pela baixa qualidade de programação, muitos setores ditos "progressistas" da sociedade correram para se agarrar ao inciso IX do artigo 5 da Constituição Federal (CF), nova Bíblia do povo do "não é bem assim" (nov/2005)

O Globo: continua a cruzada pela remoção das favelas no Rio.
Por Claudia Santiago Desde o mês de setembro as páginas de O Globo estão recheadas de fotos de favelas que estariam acabando com as belezas naturais da cidade. E dá-lhe barracos, casinhas, e até o que ele chama de “espigões” construídos em área de preservação ambiental (nov/2005)

Como se constroem as notícias.
Por Marina Amaral .....Íntegra da reportagem de Marina Amaral publicada na edição especial "Corrupção" (out/2005), da revista Caros Amigos – gentilmente enviada ao Observatório da Imprensa pela autora; texto citado no programa Observatório da Imprensa na TV (nº 349, 18/10/05) pela professora Marilena Chaui, em sua análise sobre os processos de construção da notícia.

Cultos afro ganham direito de resposta.
Por Marcelo Oliveira. .....As redes de televisão Record e Mulher deverão exibir durante uma semana um programa de até uma hora de duração como direito de resposta aos praticantes de religiões afro-brasileiras ou de matriz africana, vítimas de preconceito por parte dos programas religiosos Sessão de Descarrego (Record) e Mistérios (Rede Mulher). O direito de resposta foi proposto em Ação Civil Pública interposta pelo Ministério Público Federal em novembro de 2004. (maio/2005)

Postura da mídia abre espaço para a volta do fascismo. Por Maurício Thuswohl
Intelectuais presentes em seminário promovido pela Unesco, no Rio, avaliam que casos recentes nos EUA, onde parte dos veículos adotou a autocensura, no Brasil e na Venezuela mostram que a relação mídia-poder tem de ser tema central da análise política internacional. (Para Carta Maior, em 15/10/2005)

O jornalismo covarde de Veja e o silêncio profissional.
Por Renato Rovai. Há algum tempo a revista Veja vem se esmerando em publicar pseudo-reportagens que desancam personalidades públicas, movimentos sociais e partidos políticos que tenham qualquer viés progressista e de esquerda. Para isso, vale tudo. Porque isso é liberdade de imprensa, sustentam seus editores. (out/2005)

Enecom: Qualidade de Formação Frente ao Coronelismo Midiático.
Por Júlia Gaspar .....O XXVII Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecom) aconteceu de 04 a 10 de Setembro, na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, capital alagoana, sob o tema: “Qualidade de formação frente ao coronelismo midiático”. (set/2005)

TV digital: um debate que precisa de audiência
A TV está passando por uma grande transformação. Há grandes investimentos em pesquisas para promover a migração do padrão analógico para o digital. Isso implicará mudanças profundas neste que já se consolidou como o meio de comunicação mais influente das nossas sociedades. (...) Por CRIS Brasil, FNDC, Congresso Brasileiro de Cinema, Campanha quem financia Baixaria é Contra a Cidadania e Associação Brasileira de Canais Comunitários - 23 de setembro de 2005.

Municipalização das rádios comunitárias: luz no fim do túnel (?).
Por Profª Eula Cabral As rádios comunitárias começam a se organizar em busca da municipalização. Porém, ao mesmo tempo que podem se beneficiar, pois, não ficarão sob as penas do governo federal, não se pode ignorar o fato que quem concede serviços de radiodifusão é a União e esse caminho pode tirar o foco na transformação da legislação nacional. Por Profª Eula Cabral, do Informativo SetePontos, out/2005

TVs públicas abrem espaço para a diversidade e realidade das Américas.
Por Sheila Morello. "Democratização da informação” é um termo que pode ser usado para definir iniciativas como a das emissoras de televisão TV Brasil e TeleSur, vinculadas aos governos do Brasil e da Venezuela, cujo propósito principal é o de produzir e veicular notícias relacionadas aos interesses do país e da América do Sul. Por Sheila Morello, do Informativo SetePontos, out/2005

Desafios do jornalismo na luta pela democratização
Ao falar de desafios do jornalismo é preciso deixar claro que há dois tipos de jornalismo: o dos trabalhadores e o das classes dominantes. Quando falamos sobre a luta pela democratização da informação, a distância entre estes dois jornalismo aumenta infinitamente. O jornalismo patronal, de grupos empresariais, de conglomerados de mídia não tem nenhuma preocupação com a democratização. Seu objetivo é único: defender a sociedade estabelecida e obedecer, sem contestação, aos seus donos. Individualmente, cada jornalista pode tentar fazer pequenos furos na muralha blindada de cimento e aço que garante a inviolabilidade do castelo dos proprietários dos meios de comunicação. Mas a atitude final que expressa a contestação dos jornalistas não conformistas só pode ser uma: pedir demissão. Não há outra saída. (...) Por Vito Giannotti, set/2005

Empulhações e promoções. Veja mentiu na “Carta ao Leitor”
Com o pomposo título de "Decisão histórica" [remissões abaixo], a matéria de abertura da edição corrente de Veja (nº 1920, de 31/8/2005), de responsabilidade do seu diretor, informou que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, mandou arquivar um pedido de punição a seus jornalistas pelo conteúdo de "reportagens políticas" publicadas há três semanas. Não é verdade: não foram reportagens políticas, muito menos reportagens. Foi um único artigo opinativo intitulado "Quero derrubar Lula", assinado pelo colaborador Diogo Mainardi. Por Alberto Dines, no Observatório da Imprensa, set/2005

Globo – o desafio da convergência
“Já que a legislação permitiu "vender o corpo", que é a infra-estrutura, tem que "preservar a alma", que é o conteúdo”. A frase acima aparece sem a menção ao autor porque, recentemente, me deparei com ela, a mesma citação, dita por duas pessoas diferentes em distintas ocasiões. Na primeira vez, eu estava à mesa de debates do III Encontro Internacional de Televisão e a frase foi pronunciada pelo meu então companheiro de palestra, o vice-presidente de relações institucionais da Globo, Evandro Guimarães(...) Depois, a mesma fala apareceu em entrevista do presidente do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho (...) Por Gustavo Gindre, agosto de 2005

O estrago que a “índia” da Rede Globo faz
Justo nesse novo momento para os povos indígenas na América Latina - que já nos trouxe Rigoberta Menchu como Prêmio Nobel e que pode levar ainda Evo Morales à presidência da República na Bolívia - ela apareceu para estragar a festa. No Brasil, quando as organizações indígenas dos vários povos se mobilizam para reconquistar as terras perdidas e exigir direitos constitucionais, quando a imagem negativa dos índios como “selvagens” começa a se dissipar e muitas pessoas perdem a vergonha de se assumir abertamente como indígenas, a “Índia” da novela da Globo vem mostrar que ainda não estamos no século XXI (...) Por Florêncio Vaz, do povo indígena Maytapu (Pará), agosto de 2005

Grande mídia boicota conferência sobre questões raciais
A invisibilidade das questões raciais e étnicas ainda é uma característica da mídia brasileira e a sua demonstração mais recente foi o modo como a Primeira Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, realizada em Brasília, entre os 30 junho e 02 de julho, foi ignorada pela grande imprensa. A avaliação é de Dojival Vieira, jornalista da agência de notícias Afropress e um dos participantes do evento organizado pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (...) Do ComCiência, julho de 2005

Fantástico: um show de terrível competência
O Fantástico é a revista eletrônica da TV Globo há mais de 30 anos. Trata-se de um exemplo de programa bem feito, sob todos os pontos de vista. Principalmente, do ponto de vista de quem quer manter uma sociedade injusta e desigual como a nossa. Por Sergio Domingues, julho de 2005.

Combate ao monopólio das comunicações requer fortalecimento da mídia alternativaComunicação popular em Marabá, um sobrevôo nos anos 1980-90
Seminário "Mídia e cultura no contexto da América Latina", realizado no contexto do Fórum Permanente de Arte & Cultura da Unicamp, centrou fogo nas conseqüências para a América Latina do monopólio das comunicações nas mãos da iniciativa privada e apontou como caminho o fortalecimento da mídia alternativa (...) Por Notícias ComCiência, julho de 2005.

O jornalismo manipulador da revista Veja se volta contra escritores
A revista Veja publicou neste fim de semana (na segunda semana de julho) uma matéria sobre o Movimento Literatura Urgente, deflagrado no ano passado, com o propósito de discutir propostas de políticas públicas para a literatura, e que enviou ao Ministério da Cultura um manifesto com dez propostas iniciais (disponível no site www.literatura-urgente.com.br), assinado por 181 escritores de todo o País. A matéria da Veja é superficial e maldosa, como era de se esperar. Por Ademir Assunção, julho de 2005

Propaganda e dominação
Nos outdoors do Rio de Janeiro, esta é a mensagem: "Todo o mundo PODE, todo o mundo USA". Os grifos em "pode" e "usa" não são meus, é assim que a Mercatto, comércio de roupas define a sua marca. Por Júlia Gaspar, junho de 2005

Globo: 40 anos de ditadura ideológica
A TV Globo completou 40 anos, em 2005. Provavelmente, muitos latino-americanos já ouviram falar da maior rede de televisão do Brasil. Devem ter assistido algumas de suas novelas, programas e os filmes que ajudou produzir. Mas, talvez, não façam idéia do poder que a empresa tem no país. Por Sergio Domingues.

"Veja" denuncia corrupção de olho na privatização
"A revista "Veja" está se deliciando com as denúncias contra o governo. Numa cacetada só, a publicação tenta desmoralizar o governo Lula e defender as privatizações. Ao tentar abafar a CPI dos Correios, o governo ajuda a direita a puxar o tapete sob seus próprios pés. Por Sérgio Domingues, junho de 2005

A contra-hegemonia chega à TV
Imagine um canal de televisão que se proponha a combater o "discurso único" das grandes redes globais de comunicação, todas com sede nos países ricos. Uma tevê que mostre o sul com os olhos do sul, revelando tudo o que vem sendo sonegado ao público sobre as verdadeiras lutas sociais e de libertação travadas pelos povos latino-americanos. (...) Por Gustavo Barreto, junho de 2005

Rádio, veículo democrático?
Influência de políticos é fator determinante na outorga de rádios comunitárias. Por Júlia Gaspar, do Balaio de Notícias, maio de 2005

Escândalo da "Newsweek" foi retratar-se por dizer a verdade
Leitores familiarizados há anos com minha posição sobre retratações de veículos da mídia sabem que desde a década de 1980 alerto para uma contradição perigosa (...) Por Argemiro Ferreira, 28/5/2005, na Tribuna da Imprensa

Símbolo da desinformação ideológica
Miriam Leitão, a repórter da TV Globo e do jornal O Globo que maior influência exerce no noticiário econômico nacional, oráculo do capital especulativo global que domina a cena mundial, resolveu jogar pesado contra as intenções geopolíticas dos governos dos países da América do Sul em sua intenção de agirem favoravelmente à criação do oligopólio do petróleo no continente sul-americano. Por César Fonseca, maio/2005

Dono de jornal manda prender jornalista
O único jornal que registrou devidamente a condenação do jornalista Jorge Kajuru a 18 meses de detenção foi a Folha de S.Paulo (sexta 29/4, primeira página). Ao que consta é a primeira prisão de um jornalista no Brasil desde o fim da ditadura. A Associação Nacional dos Jornais terá mais um motivo para acionar suas poderosas baterias e repudiar a nova violência cometida contra a liberdade de expressão no Brasil junto à mídia e entidades internacionais. Dificilmente o fará. Simplesmente porque a ANJ não irá condenar um dos seus mais eminentes associados, autor da ação contra Kajuru. Trata-se de Jaime Câmara Jr. Por Alberto Dines, 3/5/2005, no Observatório da Imprensa

A reconstrução da memória
Passadas as intensas celebrações dos 40 anos da TV Globo, o que mais chama a atenção é o aparente sucesso com que o grupo empresarial das Organizações Globo vem conseguindo reconstruir a história do Brasil através de sua própria perspectiva. Algo como uma "nova história global do Brasil contemporâneo". O carro-chefe dessa empreitada é o projeto Memória Globo, criado pelo grupo em 1999. Por Venício A. de Lima, 10/5/2005, no Observatório da Imprensa

Quem precisa de Veja?
Matéria de capa da edição desta semana – intitulada "Quem precisa de um novo Fidel?" – acusa Hugo Chávez de ameaçar "a estabilidade da América Latina com o financiamento e o apoio a grupos radicais de países vizinhos", a formar "uma milícia civil", a usar o "petróleo para chantagear as repúblicas da América Central", e a aliar-se à "ditadura cubana de Fidel Castro" etc. etc. A ladainha é repetição do recado de Condoleezza Rice em seu périplo continental. Veja, que exaltou o golpe de abril de 2002 contra o líder venezuelano, tenta firma-se como o maior panfleto da direita brasileira. Por Gilberto Maringoni, maio de 2005

Veja “engorda” ataque a Chaves e omite ações de movimentos populares
É o próprio editorial da revista que anuncia: a Veja desta semana tem 120 páginas de puro conteúdo editorial. São 40 acima da média: 26 reportagens, 38 infográficos e tabelas, 90 fotografias. O motivo? Endurecer o ataque àquele que a revista considera hoje seu principal inimigo: o presidente da Venezuela, Hugo Chaves, tratado pela publicação como o “monstro” que ameaça a tranqüilidade do continente latino-americano. Por Najla Passos, maio de 2005

Globo comemora seu monopólio. Tudo a ver com o Brasil?
Semana será marcada com programação festiva da emissora. Estudiosos, jornalistas e ONGs refletem sobre quatro décadas de oligopólio da família Marinho. Cerca de 80% da população brasileira não tem outra fonte de informação. Da Agência Carta Maior, 26/04/2005

40 anos da Rede Globo: não há nada para comemorar
Ontem, terça-feira (26/4), a Rede Globo de Televisão comemorou 40 anos de vida. Muita gente graúda da elite cultural e política do país vai aproveitar a ocasião para mostrar a "imensa" gratidão do Brasil com a emissora que — entendem eles — expressa como ninguém esse contraditório e tropical país. Mas nós não iremos comemorar. Pelo contrário, usaremos a data para lembrar, protestar e expor à sociedade que a rede Globo não é apenas o rosto bonito do Rodrigo Santoro ou a simpatia da Suzana Vieira. Por Intervozes — Coletivo Brasil de Comunicação Social, abril de 2005

Equador: La Luna, uma rádio e seu povo
O coração andino pulsou na freqüência 99,3 MHz. Se tal afirmativa soa estranha a cardiologistas, registra com precisão o momento político equatoriano desde que a Rádio La Luna abriu seus microfones e vocalizou a insatisfação popular que culminou com a deposição do presidente, Lucio Gutierrez. Emissora comunitária, filiada a Asociación Latinoamericana de Educación Radiofónica (Aler), vários manifestantes usaram seu sinal para tomar a história nas próprias mãos. Por Gilson Caroni Filho, maio de 2005

Violência: superficialidade no jornalismo é o maior problema
Uma pesquisa pioneira realizada pelo Centro de Estudos da Segurança e Cidadania revela que, na cobertura da violência, o jornalismo brasileiro avançou muito nos últimos anos, abandonando a longa tradição de sensacionalismo, e agora tem outro grande obstáculo a superar: a superficialidade. Do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, maio de 2005

O jornalismo desmoralizado da Forbes
Mais uma vez o Presidente cubano Fidel Castro virou destaque nas páginas da revista norte-americana Forbes. O mais uma vez é porque a matéria em questão já tinha sido divulgada e acabou ficando totalmente desmoralizada. O objetivo, como não poderia deixar de ser, da Forbes foi o de desmoralizar o dirigente cubano, principalmente agora, na antevéspera da votação de uma resolução, sob o patrocínio do governo de George W. Bush, de condenação a Cuba na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Por Mário Augusto Jakobskind, do jornal carioca Bafafá, abril de 2005

Empresário pede mais liberdade, mas não faz o dever de casa
Encontro promovido pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ) propõe cruzada nacional pelo acesso a informações públicas. Grandes grupos midiáticos se esquecem, porém, de abrir caixa-preta da construção de suas empresas e dos benefícios que obtiveram do setor público neste processo. Por Marco Aurélio Weissheimer, da Agência Carta Maior, 13/04/2005

A violência da imprensa
Muitos jornais, revistas, emissoras de rádio e de TV atuam como cães de guarda ou como partidos das classes dominantes. Por Hamilton Octavio de Souza, abril de 2005

Rádios Comunitárias: Municipalizar para democratizar?
Em Campinas, a lei que dá à prefeitura o poder de autorizar a operação das emissoras foi sancionada, mas não entrou em vigor. Por Debora de Almeida Nogueira, estudante de jornalismo da PUC – Campinas, março de 2005.

TV Comunitária de Brasília denuncia ação da Anatel ao presidente Lula
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJDF) e TV Comunitária de Brasília (canal 8 da NET), realizaram ontem (17/3/2005) ato público na sede da emissora com transmissão ao vivo para denunciar ação intimidatória da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contra a liberdade de expressão. No mesmo dia foi divulgada carta aberta ao presidente Lula onde denunciam o ato

Imprensa no limite da credibilidade
A perda de credibilidade tem sido a causa mais mencionada por analistas de vários matizes teóricos para explicar, em países como os Estados Unidos, a queda continuada na leitura (circulação) da mídia impressa. Condutas antiéticas que vieram à tona contribuíram para isso: a descoberta de reportagens inventadas e a cobertura "oficialista" da invasão do Iraque são dois exemplos emblemáticos. Dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) e da Associação Nacional de Jornais (ANJ), recentemente divulgados, indicam que, no Brasil, a circulação dos grandes jornais mantém a curva descendente dos últimos anos. Por Venício A. de Lima e Liziane Guazina, 22/3/2005, no Observatório da Imprensa

O mercado andou de lado
O mercado dos principais jornais brasileiros filiados ao IVC (Instituto Verificador de Circulação) – ou seja, Folha, Extra, Globo, Estado de S.Paulo, Dia, Zero Hora, Correio do Povo, Diário de S.Paulo, Agora, Jornal da Tarde – encolheu 1% em 2004, em comparação a 2003. Pode-se considerar uma façanha, após as drásticas quedas de 2002 (-9,10%) e 2003 (-7,2%). Em 2003 foram vendidos 1.885.000 exemplares, e em 2004, 1.867.000. Mesmo no pior ano da história da imprensa brasileira, 2002, a venda foi de 2.056.000 exemplares. Ou seja, o mercado continuou ruim no ano passado. Por Marinilda Carvalho, 15/3/2005, no Observatório da Imprensa

Intrusos e indiscretos
Médico belga que já socorreu muitas vítimas no Iraque acha que os EUA estão por trás de violências para amedrontar jornalistas e afastar a imprensa do país em conflito. Leia o relato de Geert Van Moorter, em março de 2005, do Planeta Porto Alegre

“Porteiro Zé” e “A Diarista”, preconceito e desigualdade
O porteiro das animações do SPTV e a empregada diarista da série da Globo passam raspando pelo preconceito e mostram o quanto a desigualdade no País é grande. Por Sérgio Domingues, março de 2005

Um argumento desastrado
Diante do episódio da destruição de um veículo da RBS TV, no RS, há quem flerte com um argumento baseado na denúncia da prática editorial de criminalização dos movimentos sociais. O antídoto a essa prática da grande mídia é a via pirotécnica? Ou será que isso é tudo o que ela deseja? Por Marco Aurélio Weissheimer, 15/3/2005, na Agência Carta Maior

Os assinantes pagam, VEJA mente
Em sua edição de 5 de março, a revista - ou melhor, panfleto da direita racista tupiniquim - volta a produzir injúrias, calúnias e difamações contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com a "reportagem" intitulada "Nós pagamos, eles invadem". Por José Arbex Jr. em resposta à revista Veja, 17/3/2005

A cultura e a comunicação sob a tirania do mercado
Os produtos jornalísticos relacionados aos temas da subjetividade e da vida privada dos indivíduos estão cada vez mais em pauta. Em especial quando o foco recai sobre aqueles que, através de estratégias de comunicação, se transformaram nas ditas "celebridades". Esta tendência à mistura de notícia com entretenimento, assessoria de comunicação com jornalismo, e que acompanha as regras do mercado de consumo, tem se revelado como uma perigosa mordaça ao mundo ético e à diversidade. Tal constatação nos atenta, ainda, para o risco de podermos estar caminhando para uma ditadura estética, expressiva e comunicacional. Por Márcia Cristina Pimentel, fevereiro de 2005

Dono de jornal quer imprensa livre, mas sem perder comando
Sucesso da Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa, uma parceria entre Unesco e Associação Nacional dos Jornais, está ameaçado pela própria concentração dos meios: só seis grupos concentram a posse de mais da metade da circulação diária de notícias impressas no país. Por Bia Barbosa, da Agência Carta Maior, fevereiro de 2005

Por uma mídia mais democrática
.....Há uma necessidade emergencial dos setores sociais organizados investirem numa comunicação alternativa, que faça frente à massificação da grande mídia capitalista. E hoje, mais do nunca, isso é possível através da internet. Esse foi um dos consensos do debate “A luta pela democratização dos meios de comunicação”, realizado ontem no 14º Congresso Latino-americano e Caribenho de Estudantes, que fez críticas profundas ao jornalismo praticado pela grande parte dos veículos nacionais e apostou na internet como um dos instrumentos potenciais da democratização da informação. Por Renata Mielli, do Portal Vermelho, março de 2005

Matéria na Isto É Dinheiro é repudiada por ambientalistas
A Coordenação Nacional da Rede de ONGs da Mata Atlântica divulgou nota no dia 21 de fevereiro repudiando a qualidade e praticamente todo o texto divulgado pela revista Isto É Dinheiro no último fim de semana. O texto, enfocado na coordenadora nacional da Rede, Miriam Prochnow, relata que "de arma em punho" ela conseguiu impedir o funcionamento de diversas barragens Brasil afora e cita o nome de seu marido do forma equivocada. Leia abaixo o texto da nota da RMA e da matéria da Isto É. Por João Batista Santafé Aguiar, da EcoAgência de Notícias, fevereiro de 2005

TV Brasil promete integração sul-americana
Canal público internacional oferecerá informação e cultura do Brasil e de países da América do Sul; Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário firmaram termo de compromisso. Da Agência Brasil, março de 2005

As prioridades do Jornal Nacional
Estava mais uma vez presente no Jornal Nacional desta segunda, dia 21, o desprezo da Rede Globo pelos pobres. Um enorme incêndio numa favela da zona leste de São Paulo, que deixou 180 famílias desabrigadas, mereceu apenas dez segundos da edição de 21 de fevereiro e nem sequer é lembrado na página do JN na internet. Muitos incêndios em favelas paulistanas, especialmente na região da Vila Prudente, em plena zona leste, sempre foram suspeitos de incêndios provocados para desalojar e assim afastar os moradores destes aglomerados miseráveis, localizados em áreas nobres da capital. Por Gustavo Barreto e Vito Giannotti, 25 de fevereiro, 2005

TV Brasil: Uma nova alternativa no ar?
Numa tarde chuvosa de quinta-feira pós-Carnaval, quando a Brasília oficial ainda ensaiava o retorno às atividades normais, depois de cinco dias quase-parados, os presidentes dos três poderes da República, em singela solenidade realizada no Palácio do Planalto, assinavam um Acordo de Cooperação que confirmava a criação da TV Brasil – Canal Internacional, uma empreitada que reúne a Radiobrás, a TV Senado, a TV Câmara e a TV Judiciário. Por Venício A. de Lima, fevereiro de 2005

A pena solta. E espírito crítico
Três livros lançados na Europa apontam, com humor, os limites da prática jornalística. Por Gianni Carta, para a Carta Capital, 23 de fevereiro de 2005

Juíza decidirá ação da Globo
A juíza Maria Helena Pinto Machado Martins, da 42ª Vara Cível, será responsável pelo julgamento do processo que os herdeiros da família Ortiz Monteiro movem contra o espólio de Roberto Marinho e a TV Globo Ltda, com objetivo de retomar o controle da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo, responsável por mais de 50% do faturamento da rede. Os autores da ação alegam que Roberto Marinho assumiu o controle da emissora utilizando documentos falsificados, segundo laudo pericial emitido pelo Instituto Del Picchia de Documentoscopia. Assim, se a juíza reconhecer a inexistência do ato jurídico (a suposta venda das ações majoritárias da TV Paulista a Roberto Marinho), a propriedade da emissora terá de ser devolvida à família Ortiz Monteiro. Da Tribuna da Imprensa, 15 de fevereiro, 2005

Carta aberta ao presidente do Viva Rio
Prezado Senhor Rubem César Fernandes, A propósito da parceria estabelecida entre o Viva Rio e a TV Globo, para levar o áudio de programas da emissora para as rádios comunitárias, apresentamos as seguintes considerações: 1. Permita-nos lhe informar que as rádios comunitárias têm por princípio promover a educação, a cidadania, a cultura. Também promovemos a solidariedade e a integração da comunidade; defendemos e difundimos valores humanos e lutamos por um Brasil justo e soberano, com igual oportunidade para todos; 2. Ao contrário das emissoras comerciais, nosso objetivo não é o lucro, mas a promoção da educação e da cultura na nossa comunidade. (...) Por diversas entidades representativas, fevereiro de 2005

Prezado Ombudsman da Folha de São Paulo
Como consumidor assíduo da grande imprensa, acompanho há mais de três décadas a transformação da ação de informar em ato de formar, através da manipulação da notícia. Também desde há muito sou leitor assíduo da Folha de São Paulo, que se destaca com reconhecida galhardia nesse e em tantos outros campos da informação. Digo isso para registrar que pouca coisa me surpreende nesse domínio, na grande mídia nacional e internacional. Por Mário Maestri, janeiro de 2005

Aos 40 anos, a Globo quer ser a senhora do destino
....."Senhora do Destino" atrai 45 milhões de telespectadores diariamente. Reportagem da revista Veja explica bem o fenômeno. Mas não tira a conclusão necessária. A de que a estratégia das novelas globais é totalitária. Algo que vem sendo construído há 40 anos. Por Sérgio Domingues, fevereiro de 2005

Brasil de Fato, instrumento para a luta
Mais de quatro mil pessoas participaram, no dia 29 de janeiro, da comemoração dos dois anos do Brasil de Fato. O evento aconteceu no Ginásio Araújo Viana, em Porto Alegre (RS), como uma das atividades do 5º Fórum Social Mundial. O público era formado por personalidades, intelectuais, leitores, colaboradores, militantes sociais, membros do conselho político e editorial, equipe de produção e pessoas como Luís Pereira, de Porto Alegre, que ainda não conheciam o Brasil de Fato. “É a primeira vez que vejo o jornal, mas gostei muito da proposta”, afirmou. Por Cristiane Gomes, janeiro de 2005

Brasil de Fato comemora 2 anos com grandes nomes da esquerda
28 de janeiro de 2005 foi um dia de muita emoção para milhares de pessoas que sonham com a construção de um mundo melhor. Há exatos dois anos, no dia 28 de janeiro de 2002, militantes de esquerda, ligados a vários movimentos organizados, lançaram, em Porto Alegre, no Fórum Social Mundial 2003, o jornal Brasil de Fato. Um jornal considerado pelos seus idealizadores como um novo instrumento de luta contra o capitalismo neoliberal, por meio de um veículo democrático, com espaço para as ações das lutas sociais. Por Leonor Costa, janeiro de 2005

Veja é sempre a Veja: Qualquer capa serve para esconder o Fórum Social Mundial
A disputa de hegemonia que a Veja faz com a esquerda não é coisa para amadores. Em cada número há páginas e páginas que fazem esta batalha, no meio de alguma notícia mais ou menos indiferente. Neste ano, na sua edição do dia 2 de fevereiro, saída logo após o Fórum de Porto Alegre, esta revista campeã de conservadorismo repetiu a mesmíssima dose dos outros anos. Por Vito Giannotti, fevereiro de 2005

TV Sul, um instrumento de integração e de transformação
.....“O sul é o norte dos povos”, declarou o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, quando propôs a criação da TV Sul com o objetivo de ser uma espécie de “CNN dos humildes!”, para recuperar uma definição de Fidel Castro, feita ao calor dos debates num congresso de jornalistas latino-americanos, em 2001, em Havana. De fato, pensar a tão reclamada integração latino-americana sem propor simultaneamente uma integração informativo-cultural pode deixar margens aos que imaginam a integração apenas como instrumento de desafogo comercial para economias controladas por empresas transnacionais. Por Beto Almeida, jornalista, janeiro de 2005

País enfrenta encruzilhada no setor de comunicação social
O ano que se inicia verá o confronto direto entre dois conceitos para o audiovisual: um deles, do Ministério das Comunicações, quer manter os atuais princípios de distribuição de recursos na transição para uma plataforma digitalizada; o outro, do Ministério da Cultura, aposta no modelo de agências reguladoras para ampliar o acesso aos meios. Por Maurício Hashizume, da Agência Carta Maior, 7/1/2005

Fusão Folha-UOL-Portugal Telecom
Conglomerado altera panorama da comunicação no país, dizem especialistas. Por Lílian de Macedo e Valtemir Rodrigues, repórteres da Agência Brasil, 5/1/2005

Fórum Mundial de Comunicação
.....“Queremos avançar mais numa área que reconhecemos ainda ser débil dentro do Fórum”, admite o jornalista uruguaio Mario Lubetki, diretor-geral da Inter Press Service – uma agência de notícias alternativa, que também funciona como organização não-governamental na luta pelo direito à comunicação. Janeiro de 2005

Liberdade de imprensa ou de empresa?
Em vez de vender espaço aos anunciantes, os jornais estão vendendo cidadãos e mentes às empresas. “É a venda da massa aos anunciantes não propriamente do ponto de vista econômico, mas sobretudo psicológico”, sustenta o jornalista Ignácio Ramonet, que esteve presente no IV Fórum Mundial de Juízes, evento paralelo ao Fórum Social Mundial de Porto Alegre. Por Gustavo Barreto, 24 de janeiro, 2005

I Fórum Mundial de Informação e Comunicação
Foi realizada na terça (25/1), um dia antes do início oficial do Fórum Social Mundial, o I Fórum Mundial de informação e Comunicação. A iniciativa vem por conta do reconhecimento de diversos setores da sociedade - e posteriormente da coordenação do Fórum - de que a Comunicação ocupa um lugar estratégico na luta por um mundo mais humano. Confira alguns dos temas debatidos e propostas feitas pelos palestrantes, comunicadores e participantes. Por Gustavo Barreto, 25 de janeiro, 2005

Monopólio da mídia, déficit democrático
Além dos fatores externos, como a internet e os jornais distribuídos gratuitamente, há um fator interno que explica a queda nas vendas dos grandes veículos da imprensa escrita, segundo Ignácio Ramonet: a perda de credibilidade. Por Emir Sader, da Agência Carta Maior, 10/1/2005.

 


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